Ex-prefeita de Sinop afirma que negociações entre os partidos estão avançadas e diz que definição sobre a composição deve ocorrer nos próximos dias, apesar da resistência de lideranças do PL. A pré-candidata a deputada federal pelo MDB e ex-prefeita de Sinop, Rosana Martinelli, confirmou que o partido trabalha para consolidar uma aliança com o projeto político do senador Wellington Fagundes (PL), pré-candidato ao Governo de Mato Grosso. A declaração foi feita durante entrevista ao programa Bom Dia Cidade, da Rádio 104 FM, em Rondonópolis. Segundo Rosana, as conversas entre as duas legendas avançaram nas últimas semanas e uma definição sobre a composição deve ser anunciada em breve. Ela informou ainda que uma reunião entre as lideranças está prevista para discutir os últimos detalhes da possível aliança. Na configuração defendida pela ex-prefeita, Wellington Fagundes encabeçaria a disputa pelo Palácio Paiaguás, enquanto a chapa ao Senado seria formada pelo deputado federal José Medeiros, representando o PL, e pela deputada estadual Janaína Riva, pelo MDB. A proximidade política entre os grupos também passa por laços familiares. Janaína Riva é casada com Diógenes Fagundes, filho do senador Wellington Fagundes. Além disso, Rosana ocupa atualmente a segunda suplência do senador no Senado Federal, cargo que já exerceu de forma temporária durante o mandato. As declarações reforçam a movimentação das duas siglas na construção de um bloco para as eleições deste ano. No entanto, a proposta de união ainda enfrenta resistência dentro do próprio PL. Entre os que já se posicionaram contra a composição estão os prefeitos Cláudio Ferreira, de Rondonópolis, Abilio Brunini, de Cuiabá, e Flávia Moretti, de Várzea Grande. Caso seja confirmada, a aliança poderá redesenhar o cenário político em Mato Grosso, influenciando não apenas a disputa pelo Governo do Estado e pelas duas vagas ao Senado, mas também as chapas proporcionais para a Câmara dos Deputados e a Assembleia Legislativa.
Natasha diz que apoio de Lula não atrapalha e aposta em propostas para disputar o Governo de MT
Pré-candidata do PSD afirma que recebe com honra o apoio da federação formada por PT, PV e PCdoB, defende diferenciação entre conservadorismo e extremismo e diz que eleitor busca soluções para os problemas do Estado. A pré-candidata ao Governo de Mato Grosso, Natasha Slhessarenko (PSD), afirmou que o apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não deve representar um obstáculo em sua campanha ao Palácio Paiaguás, mesmo diante do perfil conservador do eleitorado mato-grossense. Segundo ela, o respaldo da Federação Brasil da Esperança, composta por PT, PV e PCdoB, é recebido com respeito e não compromete sua competitividade na disputa estadual. Natasha destacou que Mato Grosso possui uma população majoritariamente conservadora, mas defendeu que é necessário distinguir valores conservadores de posições extremistas. Católica praticante, a médica afirmou compartilhar princípios conservadores, ao mesmo tempo em que criticou discursos radicais e reforçou a importância do equilíbrio no debate político. Para a pré-candidata, a eleição de 2026 deve ser pautada pelas propostas apresentadas aos eleitores, e não pelo posicionamento ideológico dos candidatos. Ela argumentou que a população espera respostas concretas para problemas históricos, especialmente na saúde pública, citando a necessidade de reduzir filas para consultas, exames e atendimentos especializados. Natasha também avaliou que o ambiente político está menos polarizado do que nas eleições de 2022. Na visão dela, o eleitorado demonstra maior disposição para ouvir diferentes projetos e tende a priorizar candidatos que apresentem soluções práticas para melhorar a qualidade dos serviços públicos e atender às demandas da população.
PF desencadeia megaoperação em 14 estados para enfraquecer facções criminosas
Força-tarefa cumpre 272 medidas judiciais contra grupos envolvidos com tráfico de drogas, armas, lavagem de dinheiro, homicídios e roubos, em meio ao debate internacional sobre o combate ao crime organizado. A Polícia Federal iniciou, na manhã desta quarta-feira (8), a Operação Força Integrada III, uma ampla mobilização nacional voltada ao enfrentamento de organizações criminosas com atuação em diferentes regiões do país. A ofensiva ocorre simultaneamente em 14 estados e tem como foco desarticular esquemas ligados ao tráfico de drogas, comércio ilegal de armas, lavagem de dinheiro, homicídios, roubos de cargas e outros delitos praticados por facções. A ação foi autorizada pela Justiça, que expediu 272 medidas judiciais, sendo 93 mandados de prisão e 179 de busca e apreensão. Além das diligências, também foram determinadas medidas cautelares para bloquear bens e recursos financeiros de investigados, com o objetivo de enfraquecer a estrutura econômica das organizações criminosas. As operações são realizadas nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte e São Paulo, envolvendo equipes integradas de segurança pública. A coordenação dos trabalhos é das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs), que reúnem a Polícia Federal, polícias estaduais e outros órgãos responsáveis pelas investigações. Segundo a corporação, a estratégia busca atingir tanto os integrantes das facções quanto os mecanismos financeiros que sustentam as atividades criminosas. A operação acontece em um momento de maior atenção internacional ao combate ao crime organizado. O avanço das ações coincide com discussões diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos sobre a classificação de facções brasileiras como organizações terroristas. O governo brasileiro tem reiterado que o enfrentamento dessas organizações deve ocorrer por meio da cooperação entre instituições policiais e judiciais, preservando a soberania nacional e a condução interna das investigações.
CPI dos Consignados ganha força na ALMT e amplia pressão sobre o governo Pivetta
Com seis assinaturas confirmadas, requerimento precisa de mais dois apoios para ser instaurado; articulação envolve parlamentares da oposição e entidades sindicais. A articulação para a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Consignados ganhou força na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e aumentou a pressão política sobre o governo de Otaviano Pivetta (Republicanos) às vésperas do recesso parlamentar e em um cenário de pré-campanha eleitoral. O requerimento já reúne seis assinaturas e precisa de mais duas para alcançar o número mínimo necessário para a instalação da comissão. A expectativa é de que, caso as novas adesões sejam confirmadas, o pedido seja lido em plenário ainda nesta quarta-feira (8), dando início ao trâmite para a criação da CPI. Inicialmente, o documento foi subscrito pelos deputados Lúdio Cabral (PT), Valdir Barranco (PT), Wilson Santos (PSD) e Janaina Riva (MDB). Posteriormente, outros dois parlamentares também teriam aderido ao requerimento, embora seus nomes ainda não tenham sido divulgados. A movimentação surpreendeu a base governista, que agora trabalha para impedir que a oposição alcance o número necessário de assinaturas. O episódio relembra o cenário vivido no início do ano, quando foi instalada a CPI da Saúde após a oposição conseguir reunir o apoio suficiente. O foco da investigação proposta são os contratos de crédito consignado nas modalidades cartão benefício e cartão de crédito destinados aos servidores públicos estaduais. O requerimento sustenta que há necessidade de apurar possíveis irregularidades envolvendo instituições financeiras que operaram essas linhas de crédito. Das 25 empresas atualmente sob análise administrativa do Estado, 19 já tiveram a cobrança de parcelas suspensa em algum momento por decisão do próprio governo. A iniciativa também recebeu apoio de entidades sindicais, que organizaram um abaixo-assinado para reforçar a pressão sobre os deputados em defesa da abertura da investigação. O avanço da proposta ocorre em meio à repercussão de informações divulgadas pela imprensa nacional sobre uma investigação envolvendo decretos editados em 2023, que autorizaram instituições financeiras a oferecer esse tipo de crédito aos servidores estaduais. O ex-governador Mauro Mendes (União), citado nas informações, nega qualquer irregularidade e afirma que a divulgação do caso possui motivação eleitoral. Esta não é a primeira tentativa de criação da CPI dos Consignados. O tema já foi levado ao Parlamento em ocasiões anteriores, mas não obteve o número mínimo de assinaturas. Outras propostas de investigação, como as CPIs do Meio Ambiente e do acordo envolvendo a OI S.A., também não prosperaram. Paralelamente, uma ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público de Mato Grosso contra empresas e instituições financeiras que atuam na oferta de empréstimos consignados permanece suspensa por decisão judicial.