Operação do Corpo de Bombeiros durou cerca de quatro horas para extinguir as chamas, evitar explosões e garantir a segurança na rodovia. O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combateu, neste domingo (2), um incêndio em uma carreta que tombou na BR-163, a cerca de 16 quilômetros do perímetro urbano de Guarantã do Norte, município localizado a 659 quilômetros de Cuiabá. A equipe do 4º Núcleo Bombeiro Militar (4º NBM) foi acionada por volta das 14h para atender a uma ocorrência de tombamento de carreta seguido de incêndio na rodovia. Ao chegar ao local, os bombeiros constataram que o veículo de carga, que transportava óleo diesel, estava completamente tomado pelas chamas. Diante da situação, a equipe iniciou imediatamente a operação de combate ao incêndio, utilizando técnicas de resfriamento para controlar o fogo, impedir sua propagação e reduzir os riscos de explosão, garantindo a segurança da rodovia e dos demais usuários. A atuação dos bombeiros se estendeu por aproximadamente quatro horas. Durante esse período, foram realizadas todas as ações necessárias para a completa extinção das chamas, incluindo o trabalho de rescaldo para eliminar possíveis focos remanescentes e evitar novos riscos no local. O condutor da carreta foi socorrido e encaminhado a uma unidade hospitalar pela equipe da concessionária responsável pela administração da rodovia. Até o momento, não há informações sobre as circunstâncias que provocaram o tombamento do veículo e o incêndio.
Medeiros rompe silêncio, rejeita aliança PL-MDB e cobra respeito à base bolsonarista em Mato Grosso
Deputado federal critica decisão da direção nacional do PL, afirma que acordo foi imposto sem diálogo e diz que permanecerá no partido, mas sem esconder a insatisfação. A decisão da direção nacional do Partido Liberal (PL) de selar uma aliança com o MDB para a disputa ao Senado em Mato Grosso continua provocando reações dentro da legenda. Nesta segunda-feira (3), o deputado federal José Medeiros tornou pública sua insatisfação com o acordo e criticou a forma como a composição da chapa foi definida, afirmando que a base bolsonarista foi ignorada durante o processo. Em vídeo divulgado nas redes sociais, Medeiros afirmou que os eleitores identificados com o ex-presidente Jair Bolsonaro deveriam ter participado das discussões antes da decisão ser consolidada. Segundo o parlamentar, esse segmento foi determinante para o crescimento do PL e merece ser ouvido nas principais definições políticas do partido. “O voto que fortaleceu o PL foi o voto bolsonarista. Por isso, essa base precisava ter sido consultada antes de uma decisão dessa magnitude”, afirmou. O deputado também reforçou que continuará alinhado politicamente ao ex-presidente Jair Bolsonaro e disse que seguirá defendendo as pautas que marcaram sua atuação no Congresso Nacional, entre elas a defesa da anistia aos presos pelos atos de 8 de janeiro. Ao comentar a condução da aliança, Medeiros criticou a falta de diálogo entre a direção nacional e as lideranças estaduais. Para ele, decisões impostas sem debate interno podem gerar desgaste e comprometer a unidade do grupo político em Mato Grosso. Mesmo demonstrando descontentamento, o parlamentar descartou qualquer possibilidade de deixar o Partido Liberal. Segundo ele, permanecerá na legenda e continuará defendendo o projeto político bolsonarista, mas sem esconder as divergências em relação à estratégia adotada pela direção nacional. A manifestação amplia o clima de insatisfação dentro do PL mato-grossense após a oficialização da composição da chapa ao Senado envolvendo José Medeiros e a deputada estadual Janaina Riva (MDB). O acordo entre as duas siglas já vinha sendo questionado por integrantes da ala bolsonarista do partido, que defendiam maior participação das lideranças locais na definição das alianças para as eleições.
Abilio desafia o PL e rejeita aliança com MDB: “Prefiro ser expulso do partido”
Prefeito de Cuiabá critica acordo entre o PL e Janaina Riva para a disputa ao Senado, reafirma oposição ao MDB e diz que não abrirá mão de suas convicções por fidelidade partidária. A aliança firmada entre o Partido Liberal (PL) e a deputada estadual Janaina Riva (MDB), pré-candidata ao Senado, provocou uma reação imediata do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL). Em manifestações publicadas nas redes sociais, o gestor deixou claro que não pretende apoiar a emedebista e afirmou que prefere deixar a legenda a contrariar sua posição política. Ao comentar a decisão da direção nacional do partido, Abilio declarou que não aceitará subir no mesmo palanque de integrantes do MDB, legenda que, segundo ele, esteve do lado oposto nas principais disputas eleitorais em Mato Grosso. O prefeito afirmou que não considera coerente apoiar antigos adversários apenas em razão de um acordo partidário. Nas publicações, Brunini destacou que diversos prefeitos do PL enfrentaram candidatos do MDB nas eleições municipais de 2024. Entre os exemplos citados estão o deputado estadual Eduardo Botelho, derrotado por Abilio na disputa pela Prefeitura de Cuiabá; o ex-prefeito de Várzea Grande, Kalil Baracat; Thiago Silva, adversário do prefeito Cláudio Ferreira, em Rondonópolis; e Léo Bortolin, que disputou a Prefeitura de Primavera do Leste contra o grupo político do prefeito Sergio Manich. O prefeito também mencionou que tanto Kalil Baracat quanto sua ex-vice-prefeita passaram a integrar o MDB e, segundo ele, fazem críticas frequentes ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Para Abilio, esse histórico torna incompatível qualquer apoio decorrente de uma composição eleitoral. A declaração ocorre um dia após o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, oficializar a composição entre o partido e Janaina Riva para a eleição ao Senado em 2026. Pelo entendimento, a deputada deverá integrar a chapa ao lado do deputado federal José Medeiros (PL). A articulação foi confirmada pelo senador Wellington Fagundes (PL), que afirmou que o grupo pretende construir uma frente de oposição ao vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Segundo o parlamentar, além de Janaina Riva, o projeto já conta com o apoio do senador Jayme Campos (União Brasil) e busca ampliar a aliança com outras siglas, entre elas o Podemos, presidido em Mato Grosso por Max Russi. Com a manifestação pública de Abilio Brunini, a aliança costurada pela direção nacional do PL passa a enfrentar resistência interna em Mato Grosso, evidenciando divergências sobre a estratégia eleitoral da legenda para a disputa ao Senado em 2026.
Europa paga até 40% mais pela carne bovina de Mato Grosso, enquanto China lidera compras em volume
Apesar de continuar como principal destino das exportações mato-grossenses, o mercado chinês paga menos pela tonelada da carne bovina do que os países europeus, que se destacam pelo maior valor agregado ao produto. A carne bovina produzida em Mato Grosso vem conquistando mercados cada vez mais exigentes e rentáveis no exterior. Embora a China permaneça como a principal compradora da produção estadual em volume, são os países europeus que oferecem a melhor remuneração pelo produto, pagando valores até 40% superiores aos praticados pelo mercado chinês. Levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) aponta que, no primeiro semestre de 2026, os demais países da Europa desembolsaram, em média, US$ 6.667 por tonelada de carne bovina mato-grossense, enquanto os países da União Europeia pagaram US$ 6.390 por tonelada. Já a China adquiriu o produto por um preço médio de US$ 4.745 por tonelada. A diferença evidencia que os mercados europeus valorizam atributos como qualidade, rastreabilidade e regularidade no fornecimento, fatores que permitem maior agregação de valor à carne produzida no estado. Mesmo com um preço inferior, a China segue sendo o principal parceiro comercial da pecuária mato-grossense. Nos seis primeiros meses deste ano, o país asiático respondeu por 55,2% de toda a carne bovina exportada por Mato Grosso, consolidando-se como o maior destino da produção estadual. Outro indicador reforça a vantagem econômica das exportações para a Europa. O Índice de Atratividade das Exportações, elaborado pelo Imea, compara o valor recebido nas vendas internacionais com o preço da arroba do boi gordo em Mato Grosso. Nesse ranking, a União Europeia aparece na liderança, com índice de 108,49, seguida pelos demais países europeus, com 98,59. Na sequência aparecem o Oriente Médio, com índice de 76,58, a América do Norte, com 75,47, e a China, com 74,37. Quanto maior o índice, maior é o retorno financeiro proporcionado pelas exportações para toda a cadeia produtiva. Para o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade, o desempenho demonstra a capacidade da pecuária mato-grossense de atender mercados internacionais que exigem padrões elevados de produção. Segundo ele, ampliar a presença em diferentes destinos fortalece o setor, reduz a dependência de um único comprador e amplia as oportunidades de geração de valor para os produtores e para a economia estadual.
Agro acelera geração de empregos e Mato Grosso abre mais de 4 mil vagas formais em junho
Setor praticamente dobrou o saldo de contratações em relação ao mês anterior no país e reforça a liderança de Mato Grosso na criação de oportunidades, apesar da escassez de mão de obra qualificada. A agropecuária brasileira voltou a ganhar força na geração de empregos formais em junho e registrou um dos melhores desempenhos entre os setores da economia. Com 111.801 admissões e 91.903 desligamentos, o segmento fechou o mês com saldo positivo de 22.898 vagas com carteira assinada, resultado que representa mais que o dobro do registrado em maio, quando o setor havia criado 11.127 postos de trabalho. O avanço elevou a agropecuária à segunda posição no ranking nacional de geração de empregos, ficando atrás apenas do setor de serviços, responsável pela abertura de 74.514 vagas. Até então, a construção civil ocupava essa colocação. No acumulado do primeiro semestre de 2026, o campo já responde por 40.853 novos empregos formais, demonstrando a retomada do ritmo de contratações impulsionado pelas atividades agrícolas e pecuárias em diversas regiões do país. Em Mato Grosso, principal potência do agronegócio nacional, o desempenho também foi expressivo. O estado encerrou junho com 11.363 admissões e 7.235 desligamentos, alcançando saldo positivo de 4.128 empregos formais, um dos maiores resultados do país. Apesar do crescimento das contratações, produtores rurais seguem enfrentando dificuldades para preencher vagas. Levantamento realizado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), em parceria com a Famato e o Senar-MT, aponta que 62,62% dos produtores relatam dificuldades para encontrar trabalhadores. Entre as funções mais procuradas estão operadores de máquinas agrícolas, citados por 63,77% dos entrevistados, além de trabalhadores para serviços gerais e técnicos agrícolas. A pesquisa também revela que a falta de qualificação profissional é apontada por quase sete em cada dez produtores como o principal obstáculo para as contratações, seguida pela incompatibilidade entre o perfil dos candidatos e as exigências das vagas. O estudo ouviu 415 produtores rurais de 87 municípios mato-grossenses para mapear o cenário da mão de obra no campo e identificar os principais desafios enfrentados pelo setor. No cenário nacional, o mercado de trabalho manteve trajetória positiva em junho, com a criação de 145.161 empregos formais. No acumulado do primeiro semestre, o país soma 921.645 novas vagas com carteira assinada e, nos últimos 12 meses, o saldo chega a 963.921 postos de trabalho, elevando para cerca de 48 milhões o número de vínculos formais ativos. Além dos serviços e da agropecuária, os setores do comércio, indústria e construção civil também encerraram junho com saldo positivo, confirmando um ambiente de expansão do emprego formal em todos os grandes segmentos da economia.
Fábio Garcia aposta em chapa forte do União Brasil e prevê manutenção de duas cadeiras na Câmara Federal
Deputado afirma que partido reúne nomes competitivos para a disputa de 2026, descarta favoritos na chapa e acredita que divergências internas foram superadas após a convenção estadual. O deputado federal Fábio Garcia afirmou que o União Brasil reúne uma das chapas mais competitivas de Mato Grosso para a disputa à Câmara dos Deputados nas eleições de 2026 e demonstrou confiança de que a sigla conseguirá manter as duas vagas que atualmente ocupa na bancada federal. Apesar do otimismo, o parlamentar ressaltou que não há espaço para favoritismo e que a definição dos eleitos dependerá exclusivamente do voto popular. Segundo Fábio, a composição apresentada pelo partido, formada por lideranças políticas de diferentes regiões do Estado, fortalece a legenda na corrida eleitoral. Entre os nomes anunciados estão Gisela Simona, Ednei Blasius, Altemar Lopes da Silva, Virginia Mendes e Carlos Sanchez Roman, além do próprio deputado. Ao comentar sobre quem poderá conquistar a segunda cadeira na Câmara Federal, Fábio evitou fazer projeções individuais e afirmou que nenhum integrante da chapa possui eleição garantida, incluindo ele próprio. Para o parlamentar, o resultado dependerá do desempenho de cada candidato durante a campanha e da escolha do eleitor. O deputado também destacou que pretende percorrer novamente os 142 municípios mato-grossenses ao longo da campanha, apresentando o trabalho desenvolvido durante o mandato e debatendo propostas para o desenvolvimento do Estado. Sobre a disputa interna que marcou a convenção do União Brasil, Fábio minimizou possíveis reflexos na campanha eleitoral. O partido viveu um embate entre o grupo liderado pelo ex-governador Mauro Mendes, favorável ao apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), e a ala do senador Jayme Campos, que defendia candidatura própria da legenda ao Governo do Estado. Após a aprovação da aliança com o Republicanos pela maioria dos convencionais, o deputado avaliou que o episódio faz parte do processo democrático e demonstrou confiança de que o partido seguirá unido durante a campanha. Segundo ele, a definição encerrou uma discussão sobre projetos políticos e a tendência agora é de convergência em torno das decisões aprovadas pela legenda.
Michelle Bolsonaro permanece internada e passa por procedimento para controle de enxaqueca; assessoria divulga novo boletim médico
Ex-primeira-dama segue hospitalizada em Brasília após crises recorrentes de enxaqueca. Assessoria informa que procedimento foi realizado para aliviar as dores e que quadro continua sendo acompanhado pela equipe médica. A assessoria da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) divulgou, na tarde deste domingo (2), um novo boletim sobre seu estado de saúde e informou que ela permanece internada em um hospital de Brasília para tratamento de crises recorrentes de enxaqueca. Segundo a nota oficial, Michelle foi submetida a um bloqueio anestésico dos nervos cranianos e pericranianos, procedimento utilizado para auxiliar no controle de dores de cabeça intensas e persistentes. A equipe médica segue acompanhando a evolução do quadro clínico, e novas informações deverão ser divulgadas conforme a resposta ao tratamento. O que aconteceu? Michelle Bolsonaro já havia informado, no sábado (1º), que estava internada para realizar uma série de exames destinados a identificar a causa das crises frequentes de enxaqueca. Na ocasião, ela publicou uma mensagem nas redes sociais agradecendo as orações e o apoio recebidos dos seguidores, informando que permaneceria sob observação médica. Com a continuidade das dores, os médicos decidiram realizar o procedimento anestésico como parte do tratamento. O que é o bloqueio anestésico? O procedimento realizado consiste na aplicação de anestésicos em nervos localizados na região da cabeça e do pescoço. A técnica é utilizada por especialistas no tratamento de pacientes que apresentam crises intensas de cefaleia e enxaqueca, principalmente quando a dor não responde adequadamente aos medicamentos convencionais. O objetivo é reduzir a intensidade da dor e proporcionar melhor qualidade de vida ao paciente. Internação ocorreu na véspera da convenção do PL A internação aconteceu às vésperas da convenção nacional do Partido Liberal, realizada neste domingo (2), que oficializou a candidatura de Michelle Bolsonaro ao Senado Federal pelo Distrito Federal. Por causa da hospitalização, a ex-primeira-dama não participou presencialmente do evento. Mesmo internada, sua candidatura foi confirmada pelo partido durante a convenção. Assessoria aguarda nova avaliação médica No comunicado divulgado neste domingo, a assessoria informou que Michelle continua recebendo acompanhamento especializado e que aguarda um novo posicionamento da equipe médica antes de divulgar informações sobre previsão de alta ou evolução do tratamento. Até o momento, não foi informado quanto tempo ela deverá permanecer internada. A internação de Michelle Bolsonaro ocorre em um momento importante do calendário político, justamente durante a oficialização de sua candidatura ao Senado pelo Distrito Federal. No entanto, até o momento não existe qualquer informação oficial indicando agravamento do quadro de saúde. O boletim divulgado pela assessoria informa que a hospitalização está relacionada ao tratamento de crises recorrentes de enxaqueca e que o procedimento realizado faz parte da conduta médica adotada para controle da dor. É importante separar os fatos das especulações que costumam surgir nas redes sociais. Até agora, as informações confirmadas são as divulgadas pela assessoria oficial e pela equipe médica responsável pelo acompanhamento da ex-primeira-dama. A ausência de Michelle na convenção foi motivada pela internação, mas sua candidatura ao Senado foi mantida e oficializada normalmente pelo Partido Liberal. A expectativa agora é pela divulgação de um novo boletim médico, que deverá informar a evolução do tratamento e indicar quando Michelle Bolsonaro poderá retomar sua agenda pública. Por Alex RabeloJornalista e Analista Político – MT Urgente News
PL NACIONAL CONSOLIDA ALIANÇA EM MATO GROSSO E FORTALECE PROJETO DE WELLINGTON FAGUNDES PARA O GOVERNO
Com apoio de Valdemar Costa Neto e Flávio Bolsonaro, Wellington confirma José Medeiros e Janaína Riva ao Senado, avança na composição com Max Russi e amplia bloco político para a disputa estadual BRASÍLIA – A corrida pelo Governo de Mato Grosso entrou em uma nova fase neste domingo (2). Durante a Convenção Nacional do Partido Liberal (PL), realizada no Distrito Federal, o senador e candidato ao Governo do Estado, Wellington Fagundes, anunciou o avanço das articulações para a formação de sua chapa majoritária e confirmou um movimento que já vinha sendo construído nos bastidores: José Medeiros e Janaína Riva serão os candidatos ao Senado na composição encabeçada pelo PL. O anúncio foi feito ao lado do presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, e do candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, evidenciando o envolvimento direto da direção nacional nas articulações em Mato Grosso. Segundo Wellington, a definição representa a consolidação de um projeto político mais amplo, capaz de reunir diferentes forças em torno da disputa pelo Palácio Paiaguás. “Agora vamos definir a vice-governadoria. Para o Senado, já temos Zé Medeiros e Janaína Riva na nossa chapa.” O senador explicou que a estratégia inicial previa apenas um nome ao Senado, mas que o cenário político exigiu uma ampliação da aliança. “A ideia era ter um único candidato, mas precisamos somar. A decisão foi construída nacionalmente e teve a aceitação do Medeiros e de todo o grupo.” MAX RUSSI GANHA PROTAGONISMO NAS NEGOCIAÇÕES Outro ponto considerado estratégico é o avanço das conversas com o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi. De acordo com interlocutores envolvidos nas negociações, o grupo político liderado por Max deverá ter prioridade na indicação do candidato a vice-governador, em um entendimento que vem sendo costurado entre os partidos que integram a aliança. Embora o anúncio oficial ainda dependa dos últimos ajustes, fontes ligadas às negociações afirmam que o acordo está em estágio avançado e poderá ser oficializado nos próximos dias. Caso a composição seja confirmada, Wellington ampliará significativamente sua base política, reunindo lideranças com forte presença regional e consolidando uma das chapas mais robustas da disputa eleitoral. CONVENÇÃO DO UNIÃO BRASIL MUDOU O CENÁRIO POLÍTICO Nos bastidores, lideranças políticas avaliam que os desdobramentos da convenção do União Brasil alteraram o ambiente eleitoral em Mato Grosso. A retirada da candidatura do senador Jayme Campos ao Governo do Estado expôs divergências internas dentro da legenda e abriu espaço para uma reconfiguração das alianças políticas. Durante o evento em Brasília, Wellington voltou a defender que Mato Grosso deveria ter uma disputa mais ampla e afirmou acreditar que novas lideranças poderão se somar ao projeto. “Não permitiram que Jayme fosse candidato. Assim como também tentaram impedir a minha candidatura. Queriam que fosse WO, mas será WF. Acredito que teremos o apoio do senador Jayme Campos e de todos aqueles que querem fazer de Mato Grosso um estado de oportunidades para todos.” CHAPA ENTRA NA RETA FINAL DE DEFINIÇÃO Com Wellington homologado como candidato ao Governo, José Medeiros e Janaína Riva confirmados para o Senado e a definição da vice-governadoria em fase final de negociação, a aliança entra na reta decisiva das convenções partidárias. A expectativa é de que os próximos dias sejam marcados por novos anúncios e pela consolidação definitiva da chapa majoritária que disputará o comando do Estado. ⸻ ANÁLISE | Alex Rabelo – Jornalista e Estrategista Político Os movimentos realizados em Brasília vão além da simples confirmação de uma chapa. Eles demonstram que a direção nacional do PL decidiu assumir protagonismo na construção de um projeto competitivo para Mato Grosso. A confirmação de José Medeiros e Janaína Riva ao Senado, aliada ao avanço das negociações com Max Russi para a composição da vice-governadoria, amplia significativamente o campo político de Wellington Fagundes. Na prática, o grupo deixa de representar apenas uma aliança partidária e passa a reunir lideranças com forte influência em diferentes regiões do Estado. Outro fator que contribui para esse novo cenário foi a convenção do União Brasil. O processo que retirou Jayme Campos da disputa evidenciou fissuras internas e gerou insatisfação entre diversas lideranças políticas que esperavam participar das decisões. Esse episódio provocou uma reorganização natural das forças políticas e acelerou conversas entre grupos que, até poucos dias atrás, caminhavam separados. Se a composição com Max Russi for confirmada, Wellington chegará ao início oficial da campanha liderando uma ampla coalizão política, reunindo importantes nomes da direita, do centro e de partidos aliados. Em um cenário no qual a unidade tende a ser decisiva, a estratégia de ampliar alianças pode representar um dos principais diferenciais da disputa pelo Governo de Mato Grosso. A definição da vice-governadoria será o último movimento relevante antes do encerramento das convenções e poderá consolidar, de forma definitiva, o desenho eleitoral que marcará a corrida pelo Palácio Paiaguás.