Candidato ao Senado afirma que Eraí e Blairo Maggi não se orientam por alinhamento ideológico e questiona apoio ao governo Lula O produtor rural e candidato ao Senado Antônio Galvan (Avante) elevou o tom das críticas ao empresário do agronegócio Eraí Maggi e ao ex-governador de Mato Grosso Blairo Maggi ao comentar as alianças políticas mantidas pelos dois. Segundo Galvan, os posicionamentos eleitorais dos Maggis estariam mais relacionados a interesses financeiros do que a afinidades ideológicas. Ao ser questionado sobre a aproximação de Eraí e Blairo Maggi com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Galvan afirmou que os dois não seguiriam uma orientação política definida entre os principais grupos ideológicos do país. “Eles não são petistas e não são bolsonaristas, são dinheiristas”, declarou o candidato, ao criticar o posicionamento político dos empresários. Na avaliação de Galvan, a relação de Blairo Maggi com governos de diferentes orientações políticas demonstraria uma postura voltada à manutenção de interesses econômicos. Ele citou, como exemplo, a atuação de Blairo durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e fez referência ao Banco Maggi. “O próprio Blairo conseguiu um banco, o Banco Maggi, no mandato da Dilma Rousseff. Eles têm mais do que a obrigação de apoiar lá”, afirmou Galvan. As declarações fazem parte do discurso de Galvan na disputa por uma vaga no Senado e representam mais um capítulo das críticas dirigidas pelo candidato ao grupo ligado aos Maggi. As afirmações, contudo, refletem a avaliação política de Galvan e não significam, por si só, comprovação das acusações feitas por ele.
MAPA admite revisão de regras sobre rastreabilidade de agrotóxicos após questionamentos no TCU
O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) reconheceu a necessidade de revisar as regras relacionadas à rastreabilidade de agrotóxicos após questionamentos apresentados pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT) e análise do Tribunal de Contas da União (TCU). A pasta concordou com a recomendação de revogar as Portarias nº 805, 808 e 817, publicadas em 2025, e deve formalizar a medida nos próximos dias. Entre as normas questionadas está a Portaria nº 805/2025, que criou o Programa Nacional de Rastreabilidade de Produtos Agrotóxicos e Afins e previa a utilização da tecnologia RFID para acompanhar os produtos em diferentes etapas da cadeia produtiva. A medida vinha provocando preocupação entre produtores rurais, cooperativas e entidades do setor devido à possibilidade de aumento de custos e burocracia. Também foram levantados questionamentos sobre a necessidade de implantação do RFID diante da existência de mecanismos de controle já utilizados no setor, como a nota fiscal eletrônica e o receituário agronômico. Durante a análise realizada pelo TCU, o próprio MAPA reconheceu que o modelo previsto originalmente não chegou a ser implementado e que uma nova regulamentação deverá considerar aspectos como custos, viabilidade tecnológica e capacidade de fiscalização. “Nossa luta sempre foi para impedir que mais uma obrigação fosse simplesmente empurrada para o produtor rural. Não somos contra a rastreabilidade. Somos contra criar um sistema caro, burocrático e sem comprovação de que seja a melhor solução”, afirmou Coronel Fernanda. Com a eventual revogação das normas, o governo deverá discutir um novo modelo para o acompanhamento dos defensivos agrícolas. Entre as alternativas em avaliação está a utilização de QR Code e a integração de diferentes sistemas, em substituição à estrutura baseada em RFID. Os questionamentos apresentados pela parlamentar ao TCU também envolvem a Portaria nº 739/2025 e a Instrução Normativa Conjunta nº 001/2025, relacionadas à chamada Infraestrutura VMG. As regras preveem certificação obrigatória para o acesso a crédito rural, programas de fomento, assistência técnica e outras políticas públicas. Segundo os argumentos apresentados no processo, a exigência poderia elevar os custos para os produtores e gerar dependência de uma única entidade credenciada. Entre as preocupações estão possíveis riscos de concentração regulatória, falta de transparência no credenciamento, aumento dos custos de produção e reflexos sobre os preços dos alimentos. A parlamentar defende que eventuais mudanças nas regras sejam discutidas previamente com produtores, cooperativas e demais representantes da cadeia agropecuária. “O produtor precisa ser ouvido antes da criação das regras, e não depois, quando a conta já chegou. Vamos continuar defendendo uma solução moderna, segura e que funcione na prática, sem criar mais um peso para o campo”, reforçou. A expectativa é que a revisão permita a construção de um sistema de rastreabilidade considerado economicamente viável, tecnologicamente adequado e compatível com a realidade do setor produtivo. Coronel Fernanda afirmou que continuará acompanhando o processo para evitar que novas exigências resultem em aumento de custos para quem produz.
TSE barra uso de fundos e propaganda por Pablo Marçal e aponta inviabilidade jurídica de candidatura
Decisão cautelar impede acesso a recursos públicos, propaganda no rádio e na TV e participação em debates até que a Corte analise o registro da candidatura para 2026. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, por unanimidade, nesta quinta-feira (20), impedir o empresário e influenciador Pablo Marçal, pré-candidato à Presidência da República pelo PRTB, de acessar recursos dos fundos eleitoral e partidário. A Corte também proibiu, em caráter cautelar, a participação do político em propaganda eleitoral no rádio e na televisão, além de debates e outros atos de campanha. A decisão é provisória e permanece válida até que o TSE analise definitivamente se Marçal reúne condições jurídicas para disputar as eleições de 2026. O pedido de registro da candidatura foi protocolado pelo PRTB no último sábado (15), após a Justiça Eleitoral autorizar a filiação do empresário à legenda. Apesar do registro, Marçal permanece inelegível até 2032 em razão de uma condenação relacionada ao uso indevido dos meios de comunicação durante as eleições municipais de 2024, quando disputou a Prefeitura de São Paulo. No último dia 5, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) rejeitou, por unanimidade, os embargos apresentados pela defesa e manteve a decisão que estabeleceu a inelegibilidade por oito anos. A medida analisada nesta quinta-feira teve como origem uma impugnação apresentada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE). O órgão sustenta que Marçal não comprovou ter cumprido o prazo legal de filiação partidária exigido para disputar a eleição presidencial. Segundo o Ministério Público, em abril, período considerado limite para a filiação, o empresário ainda aparecia publicamente como integrante do União Brasil. Relatora do caso no TSE, a ministra Estela Aranha considerou que havia risco na utilização de recursos públicos e da estrutura de propaganda eleitoral em favor de uma candidatura cuja viabilidade jurídica ainda está sob questionamento. Para a magistrada, a situação justificava a adoção de uma medida cautelar antes da análise definitiva do registro. O entendimento foi acompanhado pelos demais ministros da Corte, que determinaram o bloqueio do acesso de Marçal aos recursos públicos destinados à campanha e das ferramentas de propaganda eleitoral gratuita, incluindo rádio e televisão. Além da questão relacionada à filiação partidária, o MPE também levou ao TSE a situação de inelegibilidade que atinge Marçal até 2032. A condenação decorreu de práticas consideradas uso indevido dos meios de comunicação social durante a campanha de 2024, envolvendo a promoção de concursos com oferta de prêmios para estimular a produção e a disseminação de conteúdo eleitoral na internet. Com a decisão desta quinta-feira, a candidatura de Pablo Marçal permanece sob análise da Justiça Eleitoral. O TSE ainda deverá decidir, de forma definitiva, se o empresário poderá ou não concorrer à Presidência da República nas eleições de 2026.
Polícia Civil deflagra Operação Arcana contra lavagem de dinheiro de facção em Rondonópolis
Ação cumpre quatro mandados em Cuiabá e Rondonópolis e investiga uso de dinheiro em espécie, contas de terceiros e bens registrados em nome de outras pessoas; R$ 240 mil já foram apreendidos. A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quinta-feira (20.8), a Operação Arcana para cumprir ordens judiciais contra integrantes de uma facção criminosa suspeitos de envolvimento com lavagem de capitais provenientes de atividades relacionadas ao tráfico de drogas em Rondonópolis. Ao todo, são cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, deferidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias – Polo Cuiabá, com base em investigações conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco). O objetivo da ação é aprofundar as investigações sobre a atuação dos integrantes do grupo criminoso. O principal investigado é apontado como integrante de uma facção criminosa e suspeito de tentar exercer influência e controle territorial na região do bairro Vila Canaã, em Rondonópolis. As ordens judiciais são cumpridas em Cuiabá e Rondonópolis, com apoio operacional da equipe da Delegacia Regional de Rondonópolis. A investigação apura, entre outros fatos, o uso recorrente de dinheiro em espécie, de contas bancárias de terceiros e de outras pessoas para dificultar a identificação da origem e da propriedade de bens e valores. Até o momento, foram apreendidos R$ 240 mil em espécie. Desse total, R$ 150 mil foram localizados no momento em que o investigado realizava um saque em uma agência bancária, enquanto o restante foi encontrado em sua residência. Dinheiro em espécie e padrão de vida As investigações foram iniciadas após a Draco receber informações sobre o possível envolvimento dos investigados nos crimes de organização criminosa e lavagem de capitais. A partir das diligências, os policiais identificaram elementos que indicariam incompatibilidade entre a ausência de renda lícita conhecida do principal suspeito e o padrão de vida mantido por ele e sua família. Segundo as investigações, o investigado não possui vínculo empregatício ou empresa registrada, mas teria residido sucessivamente em condomínios de alto padrão e utilizado veículos de elevado valor, formalmente registrados em nome de terceiros. Entre os veículos identificados está uma caminhonete Toyota Hilux, avaliada em aproximadamente R$ 270 mil e registrada em nome de terceiro. Posteriormente, o investigado passou a utilizar uma Toyota SW4 Diamond, avaliada em cerca de R$ 475 mil, também registrada em nome de outra pessoa. Movimentação de valores As investigações apontaram ainda o uso recorrente de dinheiro em espécie para o pagamento de despesas e a aquisição de bens. Em algumas situações, valores em dinheiro eram entregues a terceiros, que posteriormente realizavam transferências por meio de Pix. Também foram identificadas informações sobre pagamentos de móveis planejados com dinheiro em espécie e sobre a solicitação para a construção de um compartimento oculto em um móvel instalado na residência, possivelmente destinado à ocultação de valores provenientes de atividades criminosas. Uso de terceiros As investigações apontam ainda o uso de outras pessoas para ocultar a propriedade de bens. Além dos veículos registrados em nome de terceiros, a investigação identificou um imóvel em Rondonópolis formalmente vinculado a uma familiar do principal investigado, mas sobre o qual ele aparentava exercer domínio, inclusive com acesso a câmeras de segurança e outros sistemas da residência. A companheira do investigado, que também foi alvo da operação, teria auxiliado na movimentação dos recursos por meio de contas bancárias. Foram identificadas despesas e aquisições realizadas com a participação de terceiros, dificultando a identificação dos reais titulares dos valores empregados. Investigação Durante a apuração, a Polícia Civil também identificou registros de viagens, hospedagens e outras despesas consideradas incompatíveis com a renda lícita conhecida dos investigados. Diante dos elementos reunidos, a Polícia Civil representou pela expedição das ordens judiciais, com foco em esclarecer a origem, a movimentação, a ocultação e a destinação dos valores, além de identificar outros possíveis integrantes ou colaboradores do esquema. Os mandados têm como objetivo apreender aparelhos celulares, documentos, contratos, comprovantes de pagamentos, registros financeiros, valores em espécie e outros elementos de prova que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos. A análise do material apreendido permitirá o aprofundamento das investigações e a identificação de eventual participação de outras pessoas no esquema. Nome da operação O nome da operação, Arcana, faz referência a algo secreto, oculto ou misterioso, em alusão à forma como o principal investigado, segundo os elementos reunidos no inquérito, movimentaria os recursos financeiros, priorizando o uso de dinheiro em espécie para evitar registros que permitissem o rastreamento das movimentações.
Para 81% dos brasileiros, é fundamental que candidato acredite em Deus
Oito em cada dez brasileiros e brasileiras (81%) afirmam ser fundamental que seus (suas) candidatos (as) nas eleições acreditem em Deus. Essa percepção é mais aguçada entre classes mais pobres (89% das pessoas cujos rendimentos não passam de um salário mínimo) do que entre os mais ricos (57%, entre aqueles que ganham de 10 a 20 salários mínimos mensais). Os dados integram levantamento inédito do Laboratório de Estudos Socioantropológicos em Política, Arte e Religião (LePar), da Universidade Federal Fluminense (UFF), apresentado nessa quarta-feira (19) na abertura do 1º Congresso Internacional e Multidisciplinar sobre Sociedade: religião, política e valores, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A análise mostra a figura do Deus cristão, sobretudo nos estratos mais pobres. Sete em cada dez pessoas ouvidas (74%) concordam que Deus faz as pessoas serem melhores (entre os que ganham até um salário mínimo, a taxa é de 86%). Já 82% defendem que as escolas devem ensinar crianças e adolescentes a acreditar em Deus. “Mas, curiosamente, essa valorização significativa de Deus não se traduz em mais confiança nas instituições religiosas, sobretudo igrejas, que costuram o cotidiano religioso”, afirmou a socióloga Christina Vital, do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da UFF. No estudo, 56% das pessoas disseram que confiam na Igreja Católica – a instituição com mais credibilidade no Brasil. Depois, apareceram as igrejas protestantes (51%) e os centros kardecistas (19%). Christina avaliou que isso atinge a própria ideia de Estado: metade (54%) da amostra da pesquisa defende que o Estado não seja laico. “Existe confusão sobre o que é laicidade. Quando perguntadas sobre isso, ouvimos muitas coisas diferentes e que não se relacionam com a separação entre religião e Estado”, disse. Para Michel Gherman, que lidera o Observatório das Crises das Democracias das Américas (UNLP) da UFRJ, esses números apontam como as extremas direitas instrumentalizaram as religiões a partir do desejo de retorno a uma espécie de tempo sagrado. “Isso significa dizer que não foi a ascensão desse cristianismo protestante no Brasil que fortaleceu a extrema direita, mas, antes, foi ela quem conseguiu instrumentalizar alguns valores dessa percepção religiosa do mundo para o seu ‘projeto de passado’”, avaliou. Ele citou como exemplo o fato de sete em cada dez candidatos a cargos políticos no Rio de Janeiro acreditarem (ou dizerem que acreditam) que existe uma espécie de conspiração progressista para degeneração moral das pessoas por meio da escola. “Como essas práticas religiosas têm certo desejo de ordem, elas produzem essas teorias de que ‘existe algo que não vemos’, mas que governa as coisas. E, daí, as extremas direitas se valem disso para se fortalecer”. Christina Vital, da UFF, disse que existe uma retórica universal da perda de algo, no presente, que havia no passado. “E ela atravessa a cor da pele, as classes sociais, o gênero, etc.”. Esse medo não tem uma conformação política única, mas tem contornos mais à esquerda e outros mais à direita. “No campo do gênero, por exemplo, é de onde surge a ideia de que as mulheres adquiriram espaços sociais que não deviam”. “Mas é um fato que existe regularidade estatística entre ser evangélico e votar na extrema direita. Isso significa uma relação de identidade: os brasileiros votam em quem julgam que se parecem com eles”, disse Lucio Rennó, cientista político da Universidade de Brasília (UnB). Fonte: Agencia Brasil
PF investiga se Toninho Barbosa ocultou antecedentes para obter registro de CAC
Irmão do ex-governador Silval Barbosa é alvo da Operação Guardiões de Fogo; PF apreendeu revólver e 46 munições durante busca em Cuiabá. A Polícia Federal investiga se Antônio da Cunha Barbosa, conhecido como Toninho Barbosa, teria omitido informações sobre antecedentes criminais para obter um Certificado de Registro (CR) de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC), em Cuiabá. O caso é um dos alvos da Operação Guardiões de Fogo, deflagrada nesta quinta-feira (20) em Mato Grosso. Segundo as apurações, o irmão do ex-governador Silval Barbosa teria apresentado uma declaração considerada inidônea durante o processo de concessão do registro. A suspeita é de que ele tenha utilizado certidões autênticas que, apesar de regulares, não apontavam a existência de inquéritos policiais ou processos criminais em andamento. De acordo com a investigação, as informações teriam sido omitidas na documentação apresentada para a obtenção do CR nº 186471, emitido em novembro de 2021. A Polícia Federal apura se a estratégia teve como objetivo comprovar o requisito de idoneidade exigido pela legislação para a concessão do registro e, com isso, possibilitar o acesso regularizado a armas de fogo. Durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em Cuiabá, os agentes apreenderam um revólver calibre .36 e 46 munições. O material será analisado no decorrer das investigações. A PF também busca esclarecer as circunstâncias em que o registro foi concedido e verificar se as informações supostamente omitidas tiveram influência na análise do pedido. A investigação ainda apura uma possível participação de outras pessoas no procedimento. Para obter o registro de CAC, o interessado precisa atender a uma série de exigências legais, entre elas a comprovação de idoneidade, capacidade técnica e aptidão psicológica. Conforme a Polícia Federal, a apresentação de informações falsas ou incompletas pode comprometer os mecanismos de controle utilizados pelo Estado para fiscalizar a posse e a circulação de armas de fogo. As investigações continuam para esclarecer a extensão das possíveis irregularidades e eventual responsabilidade dos envolvidos.
Doadores de sangue e medula poderão pagar metade do valor em corridas de rua
Doadores de sangue e de medula óssea poderão pagar metade do valor da inscrição em corridas de rua, caminhadas, provas e passeios ciclísticos realizados em Mato Grosso. A medida é uma iniciativa do presidente da Assembleia Legislativa (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), por meio do Projeto de Lei nº 312/2025, aprovado em segunda votação nesta quarta-feira (19). Com o aval da maioria dos parlamentares, o texto será encaminhado ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos), a quem caberá sancionar ou vetar a proposta. A iniciativa acompanha a popularização das corridas de rua, que têm registrado crescimento no número de eventos e participantes no estado. Atualmente, uma inscrição pode variar, em média, entre R$ 85 e R$ 200, conforme o lote adquirido e a composição do kit oferecido pela organização. Opções básicas, apenas com número de peito e medalha, tendem a ser mais baratas, enquanto pacotes com camiseta, viseira e outros brindes elevam o valor. O próprio projeto destaca que os custos podem limitar a participação nesses eventos. Além de reduzir esse impacto financeiro, a proposta busca reconhecer e valorizar quem contribui voluntariamente com a doação de sangue e medula óssea, além de incentivar a prática de atividades físicas. “Doar sangue ou medula é um gesto voluntário que pode representar a esperança de vida para outra pessoa. Nada mais justo do que criarmos formas de reconhecer quem pratica essa solidariedade. Ao incluir as corridas e outros eventos esportivos nesse benefício, valorizamos os doadores, incentivamos novas doações e ainda facilitamos o acesso a atividades que promovem saúde e qualidade de vida”, destacou o deputado estadual. A proposta altera a Lei nº 8.547, de 29 de agosto de 2006, que já assegura meia-entrada aos doadores em locais públicos estaduais de cultura, esporte e lazer. Com a mudança, corridas de rua, caminhadas, provas e passeios ciclísticos passam a integrar expressamente a legislação.
Bombeiros prestam socorro em acidente entre duas carretas na Serra do Mangaval
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) prestou socorro, na tarde desta quarta-feira (19.8), a uma ocorrência envolvendo acidente de trânsito entre duas carretas, em Cáceres (a 217 km de Cuiabá). A equipe da 2ª Companhia Independente Bombeiro Militar (2ª CIBM) foi acionada, por volta de 14h25, para atender um grave acidente envolvendo uma carreta com carga de carne. O condutor perdeu o controle do veículo, saiu da pista, caiu em uma ribanceira e o caminhão pegou fogo. A outra carreta envolvida transportava uma carga de cerveja. No acidente, o condutor da carreta que transportava carne, veio a óbito. Os bombeiros realizaram o atendimento pré-hospitalar à outra vítima, que estava consciente, e recusou ser encaminhado à unidade hospitalar. No local, as equipes realizaram o combate às chamas que atingiram o veículo e a vegetação às margens da rodovia BR-070, além do trabalho de rescaldo para evitar reignição e de propagação do incêndio. A ocorrência teve apoio da Polícia Rodoviária Federal, Polícia Judiciária Civil, Exército Brasileiro, além da perícia da Politec, que não autorizou a retirada do corpo. Não há informações sobre as circunstâncias do acidente.
Polícia Civil mira funcionária suspeita de desviar dinheiro e aplicar golpes contra pacientes em clínica odontológica
Investigada teria usado acesso ao sistema da clínica para cobrar pacientes por Pix, links e cartões vinculados às próprias contas; prejuízo estimado ultrapassa R$ 100 mil A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quinta-feira (20.8), a Operação Falso Sorriso, que investiga uma mulher de 31 anos suspeita de desviar valores de uma clínica odontológica de Cuiabá e aplicar golpes contra pacientes. Foram cumpridas três ordens judiciais de busca e apreensão, além da determinação de afastamento do sigilo de dados telemáticos. As medidas foram autorizadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias da capital, a partir de investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá. A apuração aponta que a investigada utilizava a função administrativa e financeira que exercia na clínica, localizada no bairro Campo Velho, para obter pagamentos diretamente dos pacientes e impedir que os valores chegassem ao caixa do estabelecimento. Segundo as investigações, a mulher conquistou a confiança dos proprietários e passou a ter acesso ao sistema de gestão, contratos, dados cadastrais, parcelas e registros de pagamentos. Com essas informações, ela teria abordado pacientes pessoalmente ou por meio do próprio WhatsApp, oferecendo supostos descontos mediante pagamentos realizados por Pix, links, QR Codes ou máquinas de cartão vinculadas às suas contas pessoais. Após receber os valores, a investigada teria alterado os registros internos da clínica para indicar que os pacientes estavam com os pagamentos em dia. Dessa forma, os tratamentos continuavam normalmente, apesar de os recursos não terem sido destinados ao estabelecimento. A investigação também identificou indícios de recebimentos em dinheiro, alteração de datas de vencimento e cobranças feitas em nome da clínica, inclusive com ameaças de negativação. O esquema veio à tona depois que uma paciente comunicou aos proprietários que havia realizado um pagamento via Pix diretamente para a conta pessoal da então funcionária. A partir da denúncia, uma apuração interna identificou mais de 15 pacientes em situações semelhantes. Os contratos inicialmente identificados já ultrapassavam R$ 50 mil, enquanto o prejuízo total estimado pode superar R$ 100 mil, considerando também os tratamentos realizados sem o correspondente pagamento à clínica. Mesmo após ser demitida por justa causa, a suspeita teria continuado a procurar pacientes, apresentando-se como funcionária do estabelecimento e realizando novas cobranças em nome da clínica. Durante a operação, os policiais buscaram apreender celulares, computadores, máquinas de cartão, documentos e outros materiais que possam ajudar a esclarecer a dinâmica dos crimes, identificar novas vítimas e dimensionar o prejuízo causado. A investigada poderá responder, conforme o avanço das apurações, pelos crimes de furto qualificado mediante fraude, furto qualificado pelo abuso de confiança e estelionato, além de outros delitos que eventualmente sejam identificados. Todo o material apreendido será analisado pelas equipes responsáveis pela investigação e, quando necessário, encaminhado para perícia. A Polícia Civil continua os trabalhos para esclarecer completamente o caso, verificar a existência de outras vítimas e responsabilizar os envolvidos. O nome da operação, Falso Sorriso, faz referência ao segmento odontológico em que os fatos ocorreram e à relação de confiança que, segundo a investigação, teria sido utilizada pela suspeita para praticar os desvios e golpes contra pacientes.
Ônibus tem princípio de incêndio e passageiros quebram janela para escapar em Cuiabá; veja vídeo
Princípio de incêndio foi provocado por curto-circuito no painel; passageiros quebraram janela após dificuldade para abrir a porta dianteira e ninguém ficou ferido. Um ônibus do transporte coletivo de Cuiabá apresentou um princípio de incêndio na tarde desta quarta-feira (19), enquanto trafegava pela Avenida Miguel Sutil. O incidente provocou apreensão entre os passageiros, que precisaram quebrar uma das janelas do veículo depois que a porta dianteira não abriu. O coletivo pertence à empresa VPar e operava a linha 251, que faz o trajeto entre a Estação Alencastro e o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC). Apesar do susto, ninguém ficou ferido. De acordo com testemunhas, o problema começou quando o ônibus passou a apresentar fumaça durante o percurso. Diante da dificuldade para deixar o veículo pela porta, um dos passageiros quebrou o vidro de uma janela lateral para permitir que os demais ocupantes saíssem. A situação foi registrada em vídeo por uma passageira. Nas imagens, ela aparece assustada enquanto relata o ocorrido e mostra a janela danificada do coletivo. Em nota, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Segurança Pública informou que a fumaça foi causada por um curto-circuito no painel do ônibus. A pasta confirmou que um passageiro quebrou o vidro para agilizar a evacuação. Após a ocorrência, a empresa responsável pelo transporte realizou a substituição do coletivo para que a viagem pudesse ser concluída. O ônibus envolvido foi retirado de circulação e encaminhado para avaliação, com o objetivo de identificar a origem do problema e realizar os reparos necessários. Segundo a secretaria, o veículo foi fabricado em 2021 e integra uma frota considerada relativamente recente. O órgão informou ainda que acompanha o caso e reforçou que a segurança dos usuários do transporte coletivo é uma prioridade.
