Candidato ao Senado afirma que Eraí e Blairo Maggi não se orientam por alinhamento ideológico e questiona apoio ao governo Lula
O produtor rural e candidato ao Senado Antônio Galvan (Avante) elevou o tom das críticas ao empresário do agronegócio Eraí Maggi e ao ex-governador de Mato Grosso Blairo Maggi ao comentar as alianças políticas mantidas pelos dois. Segundo Galvan, os posicionamentos eleitorais dos Maggis estariam mais relacionados a interesses financeiros do que a afinidades ideológicas.
Ao ser questionado sobre a aproximação de Eraí e Blairo Maggi com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Galvan afirmou que os dois não seguiriam uma orientação política definida entre os principais grupos ideológicos do país.
“Eles não são petistas e não são bolsonaristas, são dinheiristas”, declarou o candidato, ao criticar o posicionamento político dos empresários.
Na avaliação de Galvan, a relação de Blairo Maggi com governos de diferentes orientações políticas demonstraria uma postura voltada à manutenção de interesses econômicos. Ele citou, como exemplo, a atuação de Blairo durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e fez referência ao Banco Maggi.
“O próprio Blairo conseguiu um banco, o Banco Maggi, no mandato da Dilma Rousseff. Eles têm mais do que a obrigação de apoiar lá”, afirmou Galvan.
As declarações fazem parte do discurso de Galvan na disputa por uma vaga no Senado e representam mais um capítulo das críticas dirigidas pelo candidato ao grupo ligado aos Maggi. As afirmações, contudo, refletem a avaliação política de Galvan e não significam, por si só, comprovação das acusações feitas por ele.

