Candidato ao Senado pelo PL esteve ao lado de Otaviano Pivetta e Mauro Mendes em evento político em Rondonópolis e afirmou que pretende manter campanha sem confrontos diretos O candidato ao Senado pelo PL, deputado federal José Medeiros, dividiu o palanque com dois de seus adversários na disputa eleitoral durante um evento político realizado na noite de quinta-feira (27), em Rondonópolis. Ao lado do governador e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), e do ex-governador Mauro Mendes (União Brasil), Medeiros participou do lançamento da candidatura de Alessandra Ferreira (Podemos), esposa do prefeito Cláudio Ferreira. Apesar da disputa pelas vagas ao Senado, Medeiros afirmou que não vê problema em compartilhar espaços com outros candidatos e aproveitou a presença de diversas lideranças para divulgar a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. Segundo o deputado, um evento com grande concentração de lideranças políticas representa uma oportunidade estratégica para ampliar a visibilidade do nome de Flávio. Medeiros destacou que, diante de um público formado por diferentes grupos políticos, não faria sentido deixar de apresentar seu candidato à Presidência. O candidato também minimizou qualquer possível desconforto político com Pivetta e Mauro Mendes. Segundo ele, durante o evento houve apenas cumprimentos entre os envolvidos e não existe restrição ou animosidade em relação aos adversários. Medeiros afirmou ainda que pretende conduzir sua campanha de maneira tranquila, evitando confrontos diretos com os demais concorrentes. A estratégia, conforme explicou, é concentrar esforços na própria candidatura e ampliar sua presença junto ao eleitorado. A ausência do senador Wellington Fagundes, candidato do PL ao Governo de Mato Grosso, também chamou atenção. O parlamentar possui forte base eleitoral em Rondonópolis, mas não participou do palanque. O evento foi direcionado principalmente a lideranças e candidatos ligados ao grupo governista. Medeiros explicou que sua participação teve como principal objetivo prestigiar Alessandra Ferreira. Ele ressaltou a relação política com o prefeito Cláudio Ferreira, que foi responsável pelo convite para o lançamento da candidatura da esposa.
Motociclista morre após ser atingido e arrastado por Amarok na Estrada da Guia
Impacto foi registrado na noite de sábado (29), na MT-010, durante a chegada a Cuiabá; vítima foi encontrada a metros do local da colisão Um motociclista de 59 anos, identificado como Tertuliano Benedito da Silva, morreu após se envolver em um grave acidente com uma caminhonete Volkswagen Amarok na noite deste sábado (29), na MT-010, conhecida como Estrada da Guia, nas proximidades do primeiro quebra-molas, já na chegada a Cuiabá. Conforme as informações apuradas, a motocicleta foi atingida pela caminhonete e arrastada por vários metros. A violência da colisão fez com que a moto ficasse presa à parte dianteira da Amarok, em posição vertical. Tertuliano foi localizado a alguns metros do ponto onde teria ocorrido a batida e não resistiu aos ferimentos. Equipes da Polícia Militar estiveram no local e realizaram o isolamento da área para preservar a cena do acidente. A ocorrência também mobilizou agentes da Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran) e peritos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), responsáveis pelos procedimentos de investigação e levantamento das circunstâncias da morte. O acidente provocou congestionamento nos dois sentidos da MT-010, prejudicando o fluxo de veículos tanto para Cuiabá quanto no sentido da Guia. As circunstâncias e a dinâmica da colisão deverão ser esclarecidas durante a investigação.
Sinfra vai recorrer de liminar do TCE-MT e defende rescisão de contratos da MT-170
Estado afirma que obra, apesar de 83% executada, apresenta falhas estruturais que exigem refação de serviços e sustenta que nova contratação é a alternativa mais segura para concluir a rodovia A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) informou que irá recorrer da decisão liminar do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) que suspendeu a rescisão dos contratos firmados com o Consórcio Sanches Tripoloni/MT SUL/Trafecon, responsável pelas obras de pavimentação e recuperação da MT-170/208/418, antiga BR-174. Segundo a pasta, a decisão de romper os contratos foi tomada após uma série de problemas identificados durante a execução dos serviços e tem como principal objetivo preservar o interesse público e garantir a entrega de uma rodovia em condições adequadas de qualidade e segurança. Embora a obra tenha alcançado aproximadamente 83% de execução, a Sinfra afirma que o percentual não representa proximidade da conclusão, já que parte dos serviços realizados apresenta problemas e precisará ser refeita. Para o Estado, manter os contratos nas condições atuais poderia ampliar os prejuízos aos cofres públicos e prolongar a solução para os usuários da rodovia. A secretaria também sustenta que as intervenções realizadas pelo consórcio não foram suficientes para solucionar os problemas encontrados. Conforme a avaliação técnica do Estado, as empresas teriam realizado principalmente reparos superficiais, sem corrigir de maneira definitiva as falhas estruturais identificadas ao longo do trecho. A Sinfra afirma ainda que a decisão não ocorreu de forma repentina. De acordo com a pasta, o contrato foi acompanhado desde o início por equipes técnicas e de fiscalização, que registraram as irregularidades e notificaram as empresas responsáveis. Somente em 2023, foram expedidas quatro notificações relacionadas a falhas na execução. Em 2024, foram mais 16, além de novos procedimentos adotados em 2025. Paralelamente à fiscalização, foram instaurados processos administrativos para apurar as responsabilidades das empresas e avaliar a aplicação das penalidades previstas na legislação. A secretaria ressalta que as contratadas tiveram assegurados o direito ao contraditório e à ampla defesa antes da decisão de rescisão. Após a conclusão desses procedimentos e a análise das manifestações apresentadas pelo consórcio, a Sinfra decidiu pela rescisão dos contratos, pela aplicação das penalidades consideradas cabíveis e pela busca do ressarcimento dos prejuízos relacionados aos serviços executados de forma inadequada. A intenção do Estado, conforme informado pela secretaria, é promover uma nova contratação para executar a reconstrução dos segmentos que apresentam problemas. A medida busca permitir a retomada dos serviços por uma nova empresa, enquanto os custos relacionados às falhas já identificadas são cobrados dos responsáveis, evitando que a população arque novamente com a correção de obras consideradas inadequadas. A Sinfra também destacou que a atuação dos órgãos públicos e das empresas envolvidas permanece sob análise dos órgãos de controle. Ministério Público e Controladoria-Geral do Estado apuram, de forma independente, eventuais responsabilidades relacionadas à execução dos contratos e à atuação dos agentes públicos envolvidos. Diante da liminar concedida pelo TCE-MT, a secretaria informou que irá apresentar recurso e defender a manutenção da decisão administrativa que determinou a rescisão dos contratos.