Suspeitos pagavam por apenas um botijão para conseguir acesso ao estoque e retiravam os demais produtos; um deles usava tornozeleira eletrônica Dois homens foram presos pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Várzea Grande (Derf-VG) suspeitos de furtar botijões de gás de uma empresa que mantém diferentes pontos de venda no município. Segundo as investigações, a dupla utilizava uma estratégia para conseguir acesso ao estoque e retirar uma quantidade maior de produtos. Os suspeitos realizavam o pagamento de apenas um botijão e, após a abertura da porta para a retirada do produto, aproveitavam o momento para pegar outros botijões que estavam armazenados no local. A Polícia Civil identificou que a mesma empresa já havia sido alvo de outros furtos atribuídos aos envolvidos. A prisão ocorreu após o responsável pelo estabelecimento acionar a Polícia Civil e informar que um furto estava acontecendo naquele momento. Investigadores da Derf-VG foram até o endereço indicado e localizaram os dois suspeitos. Durante a abordagem, os policiais encontraram 12 botijões de gás dentro do veículo utilizado pela dupla. As diligências apontaram ainda que outros 13 botijões haviam sido retirados do mesmo local no dia anterior, totalizando 25 produtos furtados. Os dois homens foram encaminhados à delegacia e autuados por furto. Durante os depoimentos, eles confessaram a participação nos crimes. A consulta aos registros policiais também revelou que ambos possuem antecedentes por outros delitos, sendo que um deles utilizava tornozeleira eletrônica. Diante das evidências, a Polícia Civil solicitou à Justiça a prisão preventiva dos suspeitos. Eles permaneceram à disposição do Poder Judiciário. Após o reconhecimento, os 12 botijões recuperados foram devolvidos ao responsável pela empresa.
Cuiabá realiza desfile de 7 de Setembro no período noturno com participação de escolas e forças de segurança
Programação começa às 18h20, na Avenida Getúlio Vargas, com participação de mais de 300 estudantes da rede municipal e tarifa zero no transporte coletivo. A Prefeitura de Cuiabá convida a população para prestigiar, nesta segunda-feira (7), o tradicional desfile cívico de 7 de Setembro, que será realizado no período noturno, na Avenida Getúlio Vargas, na região central da Capital. A concentração das instituições de ensino será às 17h30, na Rua Batista das Neves, entre a Rua Cândido Mariano e a Avenida Getúlio Vargas. A programação prevê a execução do Hino Nacional às 17h50, a revista à tropa às 18h e o início do desfile às 18h20. O desfile é realizado pelo Governo do Estado de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), e pela Prefeitura de Cuiabá, que participa com cinco unidades da Rede Municipal de Ensino, reunindo mais de 300 estudantes, além de bandas e fanfarras escolares. Participarão do desfile a EMEB Ana Teresa Arcos Krause, a EMEBC Nova Esperança, a EMEB Profª Francisca Martins Figueiredo, a EMEB Deputado Ulisses Guimarães, a EMEB Profº Firmo José Rodrigues e o Programa Siminina. Neste ano, o tradicional desfile será realizado à noite como medida de cuidado diante das altas temperaturas e do tempo seco registrados em Cuiabá. Para garantir mais conforto e segurança aos participantes e ao público, o percurso contará ainda com pontos de hidratação distribuídos em locais estratégicos. Também participarão do desfile cívico-militar escolas estaduais e federais, além de organizações da sociedade civil. Entre as instituições participantes estão a Marinha do Brasil, o Exército Brasileiro, a Força Aérea Brasileira, a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros Militar, a Polícia Judiciária Civil (PJC) e a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus). O público também poderá acompanhar a apresentação da União de Mocidade das Assembleias de Deus de Cuiabá e Região (Umadecre) e da União de Orquestras e Bandas das Assembleias de Deus de Cuiabá e Região (Unobadecre), além da participação de grupos como o Grupo Escoteiro Philippe Landes, Grupo Escoteiro Uniselva – 2MT, Unibe, Clube de Desbravadores e Aventureiros da Associação Leste Mato-Grossense da Igreja Adventista do Sétimo Dia (IASD), Insanos Motoclube e Lokas Motoclube. Transporte coletivo O transporte coletivo de Cuiabá funcionará com tarifa zero para toda a população nesta segunda-feira (7), feriado da Independência do Brasil. Para atender ao aumento da demanda durante a programação cívica e facilitar o acesso ao evento, a frota de ônibus terá reforço nas linhas, e haverá mudanças nos itinerários. Na região central, a Rua Joaquim Murtinho será bloqueada a partir das 4h para a montagem das estruturas. Já os acessos à Avenida Getúlio Vargas, até a Avenida Presidente Marques, serão fechados às 16h30, com previsão de liberação total até as 21h30. Durante as interdições, as linhas de ônibus com destino à região do Coxipó, na região Sul, não acessarão a Estação Alencastro e retornarão a partir da Estação Bispo para realizar o desembarque. Já os ônibus com destino à região do CPA, na região Norte, utilizarão a Avenida Dom Bosco como rota alternativa nos trechos bloqueados. Para os motoristas em geral, as principais vias indicadas para desvio são as avenidas Dom Bosco e Mato Grosso. Serviço O quê: Desfile cívico de 7 de Setembro Quando: Segunda-feira (7) Horário: A partir das 18h Local: Avenida Getúlio Vargas, região central de Cuiabá Concentração das escolas: 17h30, na Rua Batista das Neves
Vereador Rafael Ranalli anuncia manifestação contra Alexandre de Moraes em Cuiabá
Ato está marcado para segunda-feira (7), feriado da Independência, na Praça do Choppão, a partir das 16h, e faz parte de uma mobilização nacional. O vereador Rafael Ranalli (PL) anunciou uma manifestação contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na próxima segunda-feira (7), feriado da Independência. O ato será realizado em Cuiabá, a partir das 16h, na Praça do Choppão. A ação faz parte de uma mobilização nacional, com manifestações previstas em diversas cidades. O movimento foi organizado após a divulgação de mensagens trocadas entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do extinto Banco Master. Segundo as informações divulgadas, as mensagens apontariam uma relação de proximidade entre os dois, além de pedidos de Vorcaro para que o ministro interferisse em ações da Polícia Federal. As conversas também teriam indicado que Moraes editou a versão final de um contrato entre o escritório de advocacia de sua esposa, Viviane de Moraes, e o Banco Master, estimado em mais de R$ 130 milhões. A expectativa é de que o maior ato ocorra na Avenida Paulista, em São Paulo, com a participação do candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, e outras lideranças bolsonaristas. Para Ranalli, o ato é uma “intimação” em defesa do país. No vídeo em que anuncia a manifestação, Ranalli criticou a atuação dos ministros da Corte e destacou a crise institucional que, segundo ele, se agravou após a divulgação das trocas de mensagens entre Moraes e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master e investigado por crimes, inclusive contra o sistema financeiro nacional. “Estamos cansados dos desmandos de certos ministros do STF. A gente está vendo o buraco em que foi enfiado este país e, principalmente, a nossa Suprema Corte”, declarou. “Conto com todos vocês de Mato Grosso, principalmente de Cuiabá. É a independência deste país contra esse ditador, esse ditador de toga”, concluiu.
Cuiabá recebe o Athletic na Arena Pantanal em confronto direto pela Série B
Após perder uma invencibilidade de seis jogos, Dourado joga diante da torcida e busca voltar a vencer para se aproximar da parte de cima da tabela O Cuiabá volta a campo nesta terça-feira (8) com a missão de reagir no Campeonato Brasileiro da Série B. O Dourado recebe o Athletic Club, às 19h30, na Arena Pantanal, em um confronto direto pela 27ª rodada da competição. A equipe mato-grossense ocupa a 13ª colocação, com 36 pontos. O Athletic aparece duas posições acima, em 11º lugar, com 37 pontos. Uma vitória dentro de casa permitirá ao Cuiabá ultrapassar o adversário e recuperar espaço na classificação. Derrota encerrou sequência positiva O Dourado vinha de uma sequência de seis partidas sem perder, mas teve a invencibilidade interrompida na última sexta-feira (4), ao ser derrotado por 2 a 0 pelo Criciúma, no Estádio Heriberto Hülse, em Santa Catarina. O primeiro gol foi marcado por Willean Lepo, aos 18 minutos do primeiro tempo. O lateral-direito arriscou um chute de longa distância e acertou o fundo da rede. Na segunda etapa, após cobrança de escanteio de Otero, o zagueiro João Basso tentou afastar a bola e acabou marcando contra. O Cuiabá ainda criou algumas oportunidades, mas não conseguiu balançar a rede. O resultado deixou o Dourado com 36 pontos após 26 rodadas. Jogo vale recuperação e posições na tabela A partida contra o Athletic ganhou ainda mais importância devido à proximidade entre os dois clubes na classificação. O time mineiro soma 37 pontos, apenas um a mais que o Cuiabá. Caso vença, o Dourado chegará aos 39 pontos, ultrapassará o adversário e poderá subir outras posições, dependendo dos resultados da rodada. Uma nova derrota, por outro lado, pode deixar a equipe mais distante da disputa pelas primeiras posições e aumentar a aproximação dos adversários que estão na parte inferior da tabela. Com 26 partidas disputadas, o Cuiabá acumula oito vitórias, 12 empates e seis derrotas. A equipe marcou 23 gols e sofreu 21, mantendo saldo positivo de dois gols. Apoio da torcida será importante Depois do tropeço fora de casa, o Cuiabá aposta no fator Arena Pantanal para voltar a vencer. A presença da torcida será importante para pressionar o adversário e ajudar o time em um momento decisivo da Série B. Os ingressos estão disponíveis na plataforma FacePass, com preços a partir de R$ 20 para a entrada inteira e R$ 10 para a meia-entrada. Serviço Cuiabá x Athletic Club Data: terça-feira, 8 de setembro Horário: 19h30 — horário de Mato Grosso Local: Arena Pantanal, em Cuiabá Competição: Campeonato Brasileiro Série B Ingressos: a partir de R$ 20, com vendas pela plataforma FacePass MT Urgente News
Flávio cresce, encosta em Lula e amplia chances de chegar à Presidência
Diferença entre os dois caiu para apenas dois pontos em eventual segundo turno; ato na Avenida Paulista busca confirmar força da candidatura e desejo de mudança de parte do eleitorado O senador Flávio Bolsonaro (PL) chega ao 7 de Setembro como o principal adversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pela Presidência da República. Embora Lula ainda apareça numericamente à frente, os dados mais recentes mostram que Flávio cresceu, reduziu a diferença e já está tecnicamente empatado com o petista em uma eventual disputa de segundo turno. Pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira (3) mostra Lula com 46% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro com 44%. Como a diferença é de apenas dois pontos percentuais, dentro da margem de erro, os dois estão tecnicamente empatados. No levantamento anterior, divulgado em 21 de agosto, Lula tinha 47% e Flávio aparecia com 43%. Isso significa que, em poucas semanas, a vantagem do presidente caiu de quatro para dois pontos. No primeiro turno, Lula registra 38%, enquanto Flávio aparece com 33%. Os números colocam o candidato do PL como o nome mais competitivo da oposição e demonstram que a eleição presidencial segue aberta. Flávio passa a ter chances reais de vitória A evolução nas pesquisas fortalece a possibilidade de Flávio Bolsonaro chegar ao segundo turno e disputar a Presidência em condições de vencer. O crescimento ocorre mesmo diante dos ataques políticos e das polêmicas envolvendo o nome do candidato. Até o momento, essas questões não impediram sua aproximação de Lula. Flávio tenta consolidar o eleitorado de direita, herdar a força política construída pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e ampliar seu discurso para alcançar brasileiros insatisfeitos com o atual governo. A estratégia passa por transformar a eleição em um confronto entre a continuidade do projeto comandado por Lula e uma proposta de mudança representada pela oposição. Avenida Paulista será teste para o bolsonarismo Flávio Bolsonaro convocou seus apoiadores para um grande ato neste domingo (7), na Avenida Paulista, em São Paulo. A concentração está marcada para as 15h e contará com a mobilização de políticos, movimentos conservadores e lideranças religiosas. A campanha pretende reunir pelo menos 100 mil pessoas. O ato está sendo tratado como um termômetro da atual capacidade de mobilização do bolsonarismo. Com o lema “Vamos juntos resgatar o Brasil”, a manifestação busca fortalecer Flávio como líder nacional da oposição e mostrar que a direita continua mobilizada. O protesto também utilizará as frases “Fora, Lula, Fora, Moraes” e “É agora ou nunca”, reforçando o enfrentamento político com o governo federal e com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Além da disputa presidencial, o movimento pretende fortalecer candidatos conservadores ao Senado. A estratégia da direita é ampliar sua representação no Congresso e conquistar força suficiente para avançar com pautas que hoje encontram resistência. Economia será decisiva na escolha do eleitor A economia deve ocupar o centro da eleição presidencial. Apesar dos indicadores positivos em algumas áreas, como a taxa de desemprego de 5,4% no segundo trimestre, o crescimento perdeu força: o PIB acumulado em quatro trimestres estava em 1,9% no segundo trimestre de 2026, conforme o painel de indicadores do IBGE. Para parte da população, os números oficiais nem sempre representam a realidade encontrada dentro de casa. O custo dos alimentos, as contas mensais, os juros e a dificuldade para manter o poder de compra continuam influenciando a avaliação do governo. Essa percepção de uma economia fragilizada pode aumentar o desejo de mudança. Muitos eleitores deverão comparar não apenas os discursos, mas também os resultados concretos do atual governo e as propostas apresentadas pela oposição. Flávio procura ocupar exatamente esse espaço: o de candidato capaz de reunir os insatisfeitos, representar a direita e apresentar uma alternativa ao projeto político liderado pelo PT. Disputa está cada vez mais apertada Lula ainda possui a força da máquina federal, elevada exposição pública e uma base eleitoral consolidada. Flávio, por sua vez, cresce sustentado pelo eleitorado conservador e pela rejeição de uma parcela da população ao atual governo. A redução da diferença mostra que a disputa não está definida. Se a tendência de crescimento continuar, Flávio poderá chegar à reta final com grandes chances de ser eleito o próximo presidente do Brasil. O desafio do candidato do PL será ultrapassar os limites do bolsonarismo, conquistar eleitores de centro e demonstrar que possui propostas para a economia, geração de empregos, segurança pública e melhoria dos serviços essenciais. ANÁLISE — O sentimento de mudança pode decidir a eleição A eleição presidencial começa a ganhar um desenho mais claro: de um lado, Lula representa a continuidade; do outro, Flávio Bolsonaro tenta reunir os brasileiros que desejam uma mudança de rumo. A diferença de apenas dois pontos no segundo turno demonstra que o favoritismo de Lula já não pode ser tratado como confortável. Flávio está competitivo e chega a uma fase decisiva da campanha com possibilidade concreta de vitória. O cenário econômico terá peso fundamental. Mesmo com avanços pontuais, uma eleição não é decidida apenas por planilhas. Ela também é influenciada pela realidade percebida nas ruas, nos supermercados, nas contas das famílias e nas expectativas sobre o futuro. Se a população entender que sua vida não melhorou e que o atual governo não entregou o que prometeu, o sentimento de mudança poderá crescer. Flávio tenta transformar essa insatisfação em votos. Ainda há campanha pela frente, debates, novos levantamentos e acontecimentos capazes de alterar o cenário. Mas uma coisa já está evidente: Flávio Bolsonaro deixou de ser apenas o candidato da direita e passou a representar uma ameaça real ao projeto de reeleição de Lula. Por: Alex Rabelo — jornalista e estrategista político | MT Urgente News
Campanhas ao Governo de MT têm poucas doações e dependem de recursos públicos dos partidos
Wellington Fagundes lidera em arrecadação, seguido por Natasha Slhessarenko e Otaviano Pivetta; dois candidatos ainda não informaram recursos à Justiça Eleitoral A menos de um mês do primeiro turno das eleições, os candidatos ao Governo de Mato Grosso seguem com baixa participação de doações feitas por pessoas físicas. A maior parte do dinheiro disponível para as campanhas foi repassada pelos próprios partidos e pelas siglas que integram as alianças eleitorais. Os dados constam na plataforma DivulgaCand, sistema da Justiça Eleitoral responsável por apresentar informações sobre candidaturas, receitas e despesas de campanha. O levantamento considera os números atualizados até sexta-feira (4). Nas eleições deste ano, cada candidato ao Governo de Mato Grosso pode gastar até R$ 7.115.522,46 durante o primeiro turno. Wellington lidera em recursos Wellington Fagundes (PL) possui a maior arrecadação entre os candidatos que disputam o Palácio Paiaguás. Até o momento analisado, sua campanha recebeu aproximadamente R$ 5,4 milhões. Desse total, R$ 5 milhões foram repassados pelos diretórios nacional e estadual do PL. O valor representa cerca de 92,5% de tudo o que entrou na campanha. Wellington também recebeu R$ 250 mil em doações realizadas por três pessoas físicas. O restante corresponde a outras receitas declaradas na prestação de contas. Natasha recebe quase todo o dinheiro do PSD Natasha Slhessarenko (PSD) aparece na segunda colocação em volume de recursos, com aproximadamente R$ 4,6 milhões disponíveis para sua campanha. A direção nacional do PSD repassou R$ 4,55 milhões, o equivalente a quase 99% da arrecadação informada. Além da verba partidária, Natasha destinou R$ 52 mil de recursos próprios para financiar sua candidatura. Pivetta recebe recursos de partidos aliados O governador Otaviano Pivetta (Republicanos), candidato à reeleição e dono do maior patrimônio declarado entre os concorrentes ao Governo de Mato Grosso, informou ter recebido aproximadamente R$ 4,52 milhões. Embora ainda não constasse repasse direto do Republicanos no levantamento, partidos aliados já destinaram valores expressivos à campanha. O Cidadania repassou R$ 2 milhões, enquanto o União Brasil transferiu R$ 1 milhão. Juntos, os dois partidos foram responsáveis por cerca de 66,3% do total arrecadado. Pivetta também aplicou R$ 500 mil do próprio bolso na campanha. Outras duas pessoas físicas fizeram doações que, somadas, chegaram a R$ 300,2 mil. Rafael Milas recebe R$ 100 mil do partido Rafael Milas (Missão) declarou o recebimento de R$ 102.914. Desse total, R$ 100 mil foram enviados pela direção nacional do partido. O valor corresponde a mais de 97% de toda a arrecadação da campanha. Duas pessoas físicas fizeram doações que somam R$ 2.914. Dois candidatos ainda não declararam recursos Maurício Coelho (Mobiliza) e Sargento Laudicério (Agir) ainda não haviam informado o recebimento de recursos de campanha até a atualização consultada. A ausência de valores declarados pode indicar que os candidatos ainda não receberam dinheiro ou que os dados aguardavam registro e processamento no sistema da Justiça Eleitoral. De onde vem o dinheiro das campanhas? O Fundo Especial de Financiamento de Campanha, conhecido como Fundo Eleitoral, foi criado em 2017, após o Supremo Tribunal Federal proibir que empresas realizassem doações diretamente a candidatos. Em 2026, quase R$ 5 bilhões foram disponibilizados para financiar as campanhas eleitorais no país. A maior parte do dinheiro é distribuída conforme o tamanho das bancadas dos partidos na Câmara dos Deputados e a votação obtida pelas siglas na eleição anterior. Outra parcela considera a representação no Senado, enquanto 2% do total são divididos igualmente entre todos os partidos. Após receberem os recursos, as direções partidárias definem como o dinheiro será distribuído entre seus candidatos, respeitando as regras estabelecidas pela legislação eleitoral. ANÁLISE — Campanhas milionárias ainda têm pouca participação direta do eleitor Os números mostram que as principais candidaturas ao Governo de Mato Grosso dependem muito mais das decisões das cúpulas partidárias do que das contribuições espontâneas dos eleitores. Wellington Fagundes, Natasha Slhessarenko e Otaviano Pivetta já movimentam campanhas milionárias, mas grande parte dos recursos veio dos partidos ou das siglas aliadas. As doações de pessoas físicas ainda representam uma parcela pequena. Isso não significa, necessariamente, falta de apoio eleitoral. No Brasil, a proibição das doações empresariais e a criação do Fundo Eleitoral transformaram os partidos nos principais financiadores das campanhas. Entretanto, a concentração do dinheiro nas direções partidárias aumenta o poder das cúpulas na escolha de quem terá estrutura, visibilidade e condições de disputar uma eleição competitiva. Também chama atenção o caso de Pivetta. Mesmo sendo o candidato mais rico da disputa estadual, ele aplicou R$ 500 mil de recursos próprios e recebeu a maior parte do dinheiro declarado por meio de partidos aliados. Em período eleitoral, o eleitor precisa observar não apenas quanto cada candidato recebeu, mas também de onde veio o dinheiro e como ele está sendo utilizado. A prestação de contas é pública e pode ser consultada no sistema DivulgaCand, da Justiça Eleitoral. Mais do que acompanhar propagandas, é importante fiscalizar quem financia as campanhas e quais compromissos políticos podem existir por trás desses apoios. Por: Alex Rabelo — jornalista e estrategista político | MT Urgente News