Decisão ocorre em meio a divergências internas no STF sobre acesso ao material; André Mendonça afirma ter apenas uma cópia de segurança lacrada, enquanto Zanin, Moraes e Gilmar Mendes pedem acesso integral aos arquivos O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, determinou neste sábado (12) que a Polícia Federal informe, no prazo de 24 horas, onde estão e em que condições se encontram os dados originais extraídos do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. A decisão aumenta a pressão sobre a investigação envolvendo o chamado Caso Master e ocorre em meio a um atrito interno entre ministros da Suprema Corte sobre quem tem acesso ao conteúdo integral do aparelho e onde está armazenada a versão original dos arquivos. Fachin determinou que a Polícia Federal esclareça especificamente a custódia do material e o estado em que ele se encontra. A medida foi adotada depois que os ministros Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes solicitaram acesso à cópia integral da mídia extraída do celular de Vorcaro ou, alternativamente, que o material fosse formalmente requisitado à própria Polícia Federal. POR QUE O CELULAR DE VORCARO SE TORNOU TÃO IMPORTANTE? O aparelho de Daniel Vorcaro passou a ocupar papel central em diferentes frentes de investigação relacionadas ao Banco Master. A Polícia Federal produziu relatórios a partir de dados encontrados no celular apreendido durante as investigações sobre supostas fraudes financeiras envolvendo o banco. Daniel Vorcaro chegou a ser alvo de prisão preventiva determinada pelo ministro André Mendonça em março deste ano, dentro da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraudes bilionárias, crimes financeiros, lavagem de dinheiro e possível interferência nas investigações. Posteriormente, outras fases da operação passaram a investigar também possíveis relações de gestores do Banco Master com agentes públicos e políticos. Em junho, por exemplo, o STF autorizou nova fase da Compliance Zero envolvendo suspeitas de crimes financeiros, corrupção e organização criminosa. RELATÓRIO DA PF E MENÇÕES A ALEXANDRE DE MORAES A tensão dentro do Supremo aumentou depois que informações extraídas do aparelho passaram a ser citadas em relatórios da Polícia Federal. Um dos documentos apontou 187 interações com um contato salvo no aparelho como “Alexandre de Moraes BRASILIA”. O próprio relatório, porém, não permite afirmar que o número associado ao contato pertencia efetivamente ao ministro Alexandre de Moraes. O material registra apenas o que foi encontrado na perícia do celular. Outro levantamento divulgado a partir dos dados do aparelho apontou pelo menos seis referências feitas por Vorcaro a encontros com Moraes, entre novembro de 2024 e agosto de 2025. A existência dessas referências passou a exigir, dentro do próprio Supremo, uma análise mais detalhada sobre o conteúdo original dos arquivos. MORAES NEGOU CONTATO Alexandre de Moraes também apresentou manifestação sobre o assunto. No início de setembro, Fachin determinou a inclusão nos autos de uma nota oficial na qual Moraes negou ter recebido mensagens de Daniel Vorcaro no dia da prisão do banqueiro. Na mesma ocasião, Fachin determinou que Moraes, André Mendonça, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, se manifestassem sobre a controvérsia. O episódio elevou o tema de uma discussão puramente investigativa para uma questão institucional dentro da própria Corte. ZANIN PEDE ACESSO À ÍNTEGRA DOS DADOS Cristiano Zanin solicitou acesso ao conteúdo completo extraído do iPhone de Vorcaro. A intenção é permitir que os ministros possam analisar não apenas trechos selecionados em relatórios da investigação, mas também o contexto original das mensagens, arquivos e demais informações encontradas no dispositivo. Esse ponto é relevante porque relatórios policiais geralmente reúnem apenas parcelas consideradas pertinentes à investigação. Quando existe controvérsia sobre o significado de mensagens ou sobre a interpretação de determinados registros, o acesso ao material bruto pode permitir verificar contexto, sequência temporal e autenticidade. MENDONÇA: “MATERIAL PERMANECE LACRADO” A solicitação gerou uma reação do ministro André Mendonça, relator do Caso Master no STF. Mendonça afirmou que não possui em seu gabinete a mídia original extraída pela Polícia Federal. Segundo o ministro, o que foi encaminhado ao seu gabinete foi apenas uma cópia de segurança, armazenada em um HD criptografado e entregue dentro de envelope lacrado. Mendonça declarou que o conteúdo nunca foi aberto ou manuseado por ele. Segundo o ministro, essa cópia funciona como uma espécie de contraprova e só deveria ser utilizada caso o material original fosse perdido, danificado ou extraviado. Na versão apresentada por Mendonça, os arquivos originais continuariam sob responsabilidade e cadeia de custódia da Polícia Federal. É justamente essa informação que Fachin agora quer confirmar oficialmente. O QUE É CADEIA DE CUSTÓDIA? A expressão aparece frequentemente em grandes investigações criminais. A chamada cadeia de custódia é o conjunto de procedimentos usados para registrar quem teve contato com uma prova, onde ela foi armazenada e quais procedimentos foram realizados sobre ela. No caso de arquivos digitais, isso é ainda mais importante. Uma extração de celular pode conter mensagens, arquivos, registros de chamadas, contatos, imagens, documentos, metadados e outras informações. Por isso, é necessário garantir que o conteúdo permaneça íntegro e que qualquer acesso ou cópia seja devidamente registrado. O próprio STF tem precedentes que reforçam a necessidade de autorização judicial para acesso a dados de celulares e de delimitação adequada da medida, em razão da proteção constitucional à intimidade, privacidade e dados pessoais. TRÊS MINISTROS QUEREM O MATERIAL COMPLETO Além de Zanin, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes também solicitaram a Fachin acesso à mídia integral extraída do aparelho. Diante desses pedidos e da manifestação de Mendonça afirmando não possuir os arquivos originais, Fachin determinou que a Polícia Federal esclareça diretamente: onde está a mídia original, quem mantém a custódia e em que estado o material se encontra. A resposta da PF pode definir os próximos passos da disputa interna sobre o acesso às provas. CASO SERÁ DISCUTIDO PELO PLENÁRIO DO STF O episódio acontece poucos dias antes de uma sessão extraordinária convocada pelo próprio Fachin. O presidente do Supremo marcou para 15 de setembro, às 10h, uma sessão do Plenário para analisar decisão
TRABALHO ESCRAVO: operação resgata 479 pessoas no país; dois trabalhadores foram encontrados em condições degradantes em MT
Ação nacional identificou 13 crianças e adolescentes entre as vítimas; em Santa Cruz do Xingu, alojamento foi interditado por falta de higiene, segurança e condições mínimas de dignidade Uma operação nacional de combate ao trabalho análogo à escravidão resgatou 479 trabalhadores em todo o país, entre eles 13 crianças e adolescentes. Em Mato Grosso, dois trabalhadores foram retirados de uma propriedade rural no município de Santa Cruz do Xingu, onde a fiscalização encontrou condições consideradas degradantes. Os dados fazem parte da Operação Resgate VI, coordenada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), com fiscalizações realizadas entre os dias 1º e 31 de agosto. Entre os trabalhadores resgatados em todo o país, 66 eram migrantes oriundos da Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Venezuela, Burkina Faso, Senegal e Guiné-Bissau. ALOJAMENTO EM MT TINHA FEZES DE ROEDORES E RISCO DE CHOQUE Em Mato Grosso, os dois trabalhadores encontrados pela fiscalização estavam em uma propriedade rural de Santa Cruz do Xingu. Segundo a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Mato Grosso, os trabalhadores estavam alojados em uma construção de madeira com quatro quartos e um banheiro coletivo, instalada ao lado de um curral. A fiscalização apontou condições consideradas incompatíveis com padrões mínimos de higiene, segurança e dignidade. No local foram encontrados: sujeira em nível crítico; presença de insetos; restos de alimentos; fezes de roedores no chão e nas camas; forte odor proveniente do curral; colchões velhos e sujos; pedaços de espuma usados como travesseiros; ausência de roupas de cama e armários individuais; ventilação inadequada; instalações elétricas improvisadas. O banheiro coletivo também foi considerado inadequado, com presença de moscas e falta de condições mínimas de limpeza e higiene. A avaliação técnica apontou ainda risco grave e iminente à saúde e à segurança dos trabalhadores. ALOJAMENTO FOI INTERDITADO Diante da situação, os auditores fiscais determinaram a interrupção imediata das atividades. Os trabalhadores foram retirados do alojamento e levados provisoriamente para um hotel da região enquanto as providências legais eram adotadas. O empregador também foi notificado para regularizar e rescindir os contratos de trabalho, pagar as verbas trabalhistas devidas, fazer os recolhimentos legais e garantir, quando necessário, o retorno dos trabalhadores aos locais de origem. O alojamento continuará interditado até que todos os problemas sejam corrigidos e a Inspeção do Trabalho autorize formalmente sua reutilização. Entre as exigências estão limpeza e desinfecção do espaço, controle de pragas, reforma da estrutura, adequação da rede elétrica, melhorias no banheiro e fornecimento de camas, colchões, roupas de cama e armários individuais. SUDESTE CONCENTROU MAIOR NÚMERO DE RESGATES No balanço nacional da Operação Resgate VI, a região Sudeste concentrou o maior número de trabalhadores resgatados. Foram 267 pessoas, sendo 208 somente em Minas Gerais. As fiscalizações ocorreram principalmente no meio rural, responsável por 57,5% das ações e por 292 trabalhadores resgatados. No meio urbano, foram resgatadas 178 pessoas. Já no trabalho doméstico, 14 empregadores foram fiscalizados e nove trabalhadores foram retirados de situações consideradas análogas à escravidão. QUAIS ATIVIDADES CONCENTRARAM MAIS CASOS Entre as atividades econômicas com maior número de trabalhadores encontrados nessas condições estão: construção em geral: 85 resgatados; cultivo de café: 53; cultivo de cebola: 47; cultivo de batata-inglesa: 44; outras lavouras temporárias: 43; coleta de produtos não madeireiros em florestas nativas: 29. Segundo o MTE, os dados mostram uma concentração importante de ocorrências em atividades ligadas à agricultura e ao extrativismo. Do total de trabalhadores resgatados, 84,4% eram homens e 15,6% eram mulheres. DENÚNCIAS PODEM SER FEITAS PELO DISQUE 100 Casos suspeitos de trabalho análogo à escravidão podem ser denunciados por meio do Disque 100, canal nacional de denúncias de violações de direitos humanos. A Operação Resgate VI contou com a participação de auditores fiscais do trabalho, Polícia Federal, Ministério Público do Trabalho, Ministério Público Federal e Defensoria Pública da União. O caso de Santa Cruz do Xingu reforça um alerta importante: mesmo em pleno 2026, ainda existem trabalhadores submetidos a condições que ferem direitos básicos de dignidade, segurança e proteção. Fonte: Primeira Página, com informações do Ministério do Trabalho e Emprego. MT Urgente NewsSegurança | Mato Grosso
ALERTA EM MATO GROSSO: mais de mil crianças e adolescentes foram vítimas de violência sexual em apenas 7 meses
Dados da Segurança Pública apontam 1.054 ocorrências entre janeiro e julho de 2026; meninas concentram a maior parte dos registros Mato Grosso registrou 1.054 ocorrências de violência sexual contra crianças e adolescentes de 0 a 17 anos entre janeiro e julho de 2026. Os dados são da Secretaria de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp-MT) e revelam um cenário preocupante: em apenas sete meses, foram contabilizados 876 casos de estupro de vulnerável e outros 178 registros de estupro envolvendo menores de idade. O levantamento chama atenção não apenas pelo volume, mas também pelo perfil das vítimas. MENINAS SÃO A MAIORIA DAS VÍTIMAS Dos 1.054 registros contabilizados no período, 888 envolveram meninas e 166 tiveram meninos como vítimas. Entre as vítimas do sexo feminino, 438 tinham até 11 anos, enquanto outras 450 tinham entre 12 e 17 anos. Entre os meninos, 125 vítimas tinham até 11 anos e 41 estavam na faixa entre 12 e 17 anos. Os números mostram que a violência sexual atinge diferentes faixas etárias e reforçam a necessidade de atenção constante por parte das famílias, escolas e órgãos de proteção. ESTUPRO DE VULNERÁVEL REPRESENTA MAIOR PARTE DOS CASOS A maior parte das ocorrências registradas foi de estupro de vulnerável, com 876 casos. Outros 178 registros foram classificados como estupro. Dentro desses 178 casos, os dados apontam: 37 meninas de até 11 anos; 117 meninas de 12 a 17 anos; 14 meninos de até 11 anos; 10 meninos de 12 a 17 anos. O volume evidencia a dimensão de um problema que muitas vezes acontece longe dos olhos da sociedade e pode permanecer escondido por medo, dependência familiar ou dificuldade de denúncia. MP APONTA FATORES QUE AJUDAM A EXPLICAR OS NÚMEROS Para o procurador de Justiça Paulo Roberto Jorge do Prado, titular da Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Criança e do Adolescente do Ministério Público de Mato Grosso, diferentes fatores ajudam a explicar a gravidade do cenário. Entre eles estão o desajuste familiar, o aumento do consumo de álcool e drogas por responsáveis e também transtornos psiquiátricos. O procurador também destacou que o fortalecimento dos mecanismos de denúncia pode contribuir para o aumento dos registros oficiais, uma vez que situações antes mantidas em silêncio passam a chegar com mais frequência ao conhecimento das autoridades. Segundo ele, novas legislações e instrumentos de proteção também têm ajudado a ampliar a identificação dos casos. COMBATE ENVOLVE AÇÃO POLICIAL E PROTEÇÃO ÀS VÍTIMAS O Ministério Público de Mato Grosso também informou que vem ampliando a atuação no enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes. As ações envolvem tanto a área criminal quanto a proteção das vítimas, em parceria com órgãos como o Gaeco, Polícia Civil e Polícia Militar. Além da repressão aos crimes, o trabalho preventivo também tem sido reforçado. Entre as iniciativas está o projeto “Prevenção Começa na Escola”, desenvolvido pelo MPMT em parceria com a Cia. Vostraz de Teatro. A proposta é levar informação, conscientização e prevenção para crianças, adolescentes, educadores e familiares. Segundo o procurador, o projeto já realizou mais de 400 apresentações em cidades de Mato Grosso. NÚMEROS DOS ÚLTIMOS ANOS MOSTRAM DIMENSÃO DO PROBLEMA O levantamento também apresenta os registros dos anos anteriores. Em 2025, Mato Grosso contabilizou 1.769 ocorrências de estupro e estupro de vulnerável contra vítimas de 0 a 17 anos. Em 2024, foram 2.154 casos. Em 2023, o Estado registrou 1.948 ocorrências. Já em 2022, foram 1.702 registros. É importante, porém, fazer uma ressalva: os números de 2022 a 2025 correspondem aos anos completos, enquanto os dados de 2026 abrangem apenas o período de janeiro a julho. Por isso, ainda não é possível afirmar se o atual ano terminará com aumento ou redução em relação aos anos anteriores. UM PROBLEMA QUE EXIGE ATENÇÃO PERMANENTE Os números mostram que a violência sexual contra crianças e adolescentes continua sendo um dos problemas mais graves enfrentados pela rede de proteção. Mais do que estatísticas, cada registro representa uma vítima que precisa de acolhimento, proteção, atendimento especializado e acompanhamento. Também reforça a importância da prevenção, da informação e da denúncia. Famílias, escolas, profissionais de saúde, instituições públicas e toda a sociedade têm papel fundamental na identificação de sinais de violência e na proteção de crianças e adolescentes. O levantamento foi elaborado pela Superintendência do Observatório de Segurança Pública, com base em dados do SROP da Polícia Civil e da Polícia Militar de Mato Grosso. Fonte: Gazeta Digital, com dados da Sesp-MT e do Ministério Público de Mato Grosso. MT Urgente NewsSegurança | Mato Grosso
CORRIDA CONTRA O TEMPO: TRE homologa renúncia de vice de Laudicério e AGIR precisa definir novo nome até segunda-feira
Alex Pucineli deixou a chapa após impasse jurídico envolvendo filiação partidária; partido tenta evitar risco ao registro da candidatura majoritária O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) homologou a renúncia de Alex Pucineli à candidatura de vice-governador na chapa encabeçada por Sargento Laudicério, do AGIR. Com a decisão, o partido entra agora em uma verdadeira corrida contra o tempo: a legenda tem até a próxima segunda-feira (14) para protocolar o pedido de registro de um novo nome para compor a chapa majoritária nas eleições de 2026. A decisão foi assinada pelo desembargador Marcos Machado, relator do processo na Corte Eleitoral. IMPASSE NA FILIAÇÃO O problema envolvendo Pucineli estava relacionado à sua situação partidária. De acordo com informações constantes no processo, registros da Secretaria Judiciária do TRE apontavam vínculo do candidato com o antigo partido Democrata desde 26 de março, sem anotação anterior de desfiliação. A defesa sustentava que a regularização estava sendo discutida em uma Ação de Filiação Partidária, em tramitação na 39ª Zona Eleitoral. No entanto, como ainda não havia decisão de mérito ou concessão de liminar, a Procuradoria Regional Eleitoral emitiu parecer pelo indeferimento do registro da candidatura. RENÚNCIA PARA EVITAR PREJUÍZO À CHAPA Diante do cenário jurídico e do prazo apertado, Pucineli apresentou formalmente sua renúncia na sexta-feira (11), por meio de documento eletrônico assinado na plataforma Gov.br. Ao analisar o pedido, o relator entendeu que a manifestação de vontade foi expressa, inequívoca e atendia às exigências previstas na Resolução TSE nº 23.609/2019. Com isso, a renúncia foi homologada e os dados cadastrais passaram a ser atualizados pela Justiça Eleitoral. Na prática, a decisão abre espaço para que o AGIR apresente um novo candidato a vice e tente manter a chapa de Sargento Laudicério regularmente na disputa pelo Governo de Mato Grosso. LAUDICÉRIO DIZ QUE DECISÃO PRESERVA PROJETO Em nota divulgada pela campanha, a saída de Pucineli foi apresentada como uma decisão tomada para evitar que o impasse jurídico colocasse em risco a continuidade da candidatura majoritária. Sargento Laudicério lamentou a perda do aliado na composição oficial, mas afirmou que a renúncia demonstrou responsabilidade diante do cenário. “Tentamos todas as possibilidades possíveis, mas, diante do prazo e da situação jurídica, ele teve a consciência e a grandeza de renunciar para não colocar em risco uma proposta que pertence a todos aqueles que realmente desejam a mudança em Mato Grosso”, afirmou o candidato. NOVO NOME DEVE SER ANUNCIADO Com o calendário eleitoral avançado e o prazo de substituição de candidatos chegando ao limite, o AGIR precisa agir rapidamente. Segundo a campanha, um novo nome que participou da elaboração do Programa de Governo deverá ser anunciado e protocolado junto à Justiça Eleitoral até segunda-feira. A medida é necessária para garantir que a candidatura de Sargento Laudicério permaneça formalmente completa na disputa ao Palácio Paiaguás. CHAPA SEGUE SOB PRESSÃO DO PRAZO A situação coloca o partido diante de um dos momentos mais delicados da campanha até agora. Além de escolher um novo vice, a legenda precisa cumprir todos os requisitos legais dentro do prazo estabelecido, evitando qualquer novo questionamento que possa comprometer o registro da chapa. Agora, a expectativa se volta para quem será o nome escolhido para substituir Alex Pucineli e completar a candidatura de Sargento Laudicério na disputa pelo Governo de Mato Grosso. Fonte: Gazeta DigitalCom informações da Gazeta Digital