Ministro Cristiano Zanin entendeu que quase dois anos de monitoramento eletrônico, sem denúncia formal e sem demonstração atualizada da necessidade da medida, tornaram a cautelar desproporcional; investigação continua e outras restrições permanecem O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a retirada das tornozeleiras eletrônicas impostas a Valdoir Slapak e Haroldo Augusto Filho, investigados em um dos desdobramentos da apuração sobre um suposto esquema de venda de decisões judiciais envolvendo integrantes e pessoas ligadas ao Poder Judiciário. A decisão foi assinada em 21 de setembro de 2026. É importante deixar claro desde o início: o STF não absolveu os investigados, não arquivou a investigação e não declarou que as suspeitas são falsas. A decisão trata especificamente de uma medida cautelar: o monitoramento eletrônico. As demais restrições impostas no processo permanecem em vigor. O QUE ESTÁ SENDO INVESTIGADO? O habeas corpus analisado pelo STF está relacionado à chamada Operação Sisamnes. Segundo o próprio processo, Valdoir Slapak e Haroldo Augusto Filho seriam investigados, em tese, por possível atuação conjunta com o advogado Roberto Zampieri, já falecido, na intermediação de eventual venda de decisões judiciais no Tribunal de Justiça de Mato Grosso. O documento utiliza expressões como “em tese” e “possível” porque se trata de investigação, e não de condenação definitiva. Mais adiante, a decisão descreve a investigação como uma apuração complexa envolvendo uma suposta rede de relações entre lobistas, advogados, empresários, servidores públicos e membros do Poder Judiciário de diferentes tribunais, que poderia, segundo a investigação, envolver venda de decisões judiciais, corrupção e tráfico de influência. POR QUE ELES USAVAM TORNOZELEIRA? As medidas cautelares pessoais haviam sido impostas em 21 de novembro de 2024 no âmbito de inquérito em tramitação no Superior Tribunal de Justiça. Entre essas medidas estava o monitoramento eletrônico. A justificativa apresentada pelo STJ para manter a tornozeleira estava relacionada à complexidade da investigação e aos indícios apontados pelas autoridades de que os investigados poderiam ter participado da intermediação de decisões judiciais. A defesa passou então a questionar a necessidade de manter a medida por tanto tempo. QUASE DOIS ANOS SEM DENÚNCIA Esse foi o ponto central da decisão de Zanin. Segundo o ministro, a investigação contra os dois já se aproximava de dois anos e, até então, não havia sido apresentada uma imputação formal contra eles. Zanin registrou que já havia solicitado maior celeridade à Procuradoria-Geral da República na análise sobre eventual oferecimento de denúncia, mas afirmou que a situação continuava inalterada. Na prática, o entendimento foi o seguinte: uma investigação complexa pode justificar medidas cautelares por algum tempo, mas a manutenção dessas restrições precisa continuar sendo demonstrada concretamente. Para o ministro, apenas repetir que a investigação é complexa já não era suficiente para justificar a tornozeleira após período tão prolongado. ZANIN: FUNDAMENTAÇÃO JÁ NÃO ERA SUFICIENTE O ministro reconheceu a gravidade da investigação e afirmou compreender a cautela adotada anteriormente pelo STJ. Porém, concluiu que faltavam elementos atuais demonstrando a necessidade e a proporcionalidade da manutenção do monitoramento eletrônico. Segundo a decisão, argumentos genéricos relacionados à complexidade da investigação e à possibilidade de atuação de organizações criminosas poderiam justificar uma apuração mais demorada, mas não bastavam, por si só, para manter a tornozeleira por período tão longo. DEFESA ALEGAVA EXCESSO DE PRAZO Os advogados sustentaram que já havia transcorrido aproximadamente um ano, nove meses e vinte dias sem oferecimento de denúncia, sem demonstração individualizada de risco atual e sem notícia de ato concreto atribuído aos investigados que tivesse prejudicado a apuração. A defesa argumentou que outras medidas menos gravosas seriam suficientes para acompanhar os investigados. O STF acolheu esse argumento apenas em relação à tornozeleira. OUTRAS MEDIDAS CONTINUAM Esse detalhe é fundamental. A decisão não eliminou todas as cautelares impostas aos investigados. Cristiano Zanin concedeu o habeas corpus somente para revogar o monitoramento eletrônico. As outras medidas anteriormente determinadas continuam valendo. Portanto, seria incorreto dizer que os investigados foram “liberados de todas as restrições”. Também seria incorreto afirmar que o STF declarou inexistentes os fatos investigados. DECISÃO NÃO VALE AUTOMATICAMENTE PARA OUTROS INVESTIGADOS Outro ponto destacado por Zanin é que o entendimento não pode ser estendido automaticamente aos demais investigados da mesma operação. Segundo o ministro, qualquer pedido de retirada ou flexibilização de cautelares precisa ser analisado individualmente, levando em consideração: o estágio da investigação; as provas existentes; a situação de cada investigado; e a intensidade da suposta participação nos fatos. A decisão é explícita ao dizer que sua conclusão está vinculada às circunstâncias específicas de Valdoir Slapak e Haroldo Augusto Filho. STF JÁ HAVIA TOMADO DECISÃO SEMELHANTE EM CASO RELACIONADO A defesa também apontou que o próprio STF já havia revogado tornozeleira eletrônica de outro coinvestigado em situação semelhante. Naquele caso, o argumento central também foi o longo período transcorrido desde a imposição das cautelares sem denúncia e sem demonstração atualizada da necessidade do monitoramento. Esse precedente teve peso na análise apresentada ao Supremo. QUAL É A DIFERENÇA ENTRE RETIRAR A TORNOZELEIRA E ENCERRAR O PROCESSO? Essa é provavelmente a principal dúvida para quem acompanha o caso. A tornozeleira é uma medida cautelar. Ela pode ser utilizada durante uma investigação ou processo para restringir parcialmente a liberdade de uma pessoa sem que exista condenação definitiva. Para continuar válida, entretanto, a medida precisa ser considerada necessária e proporcional. Quando o STF determina sua retirada, não está necessariamente dizendo: “o investigado não praticou o crime”. Está dizendo: “neste momento, não há justificativa suficiente para manter especificamente essa restrição”. A investigação pode continuar normalmente. O QUE ACONTECE AGORA? A decisão determinou comunicação urgente à Secretaria de Administração Penitenciária de Mato Grosso e à Coordenadoria de Monitoramento Eletrônico de Pessoas da Secretaria de Segurança Pública, para que fossem tomadas as providências necessárias à retirada dos equipamentos. A investigação, entretanto, continua. Também continuam possíveis futuros desdobramentos, inclusive eventual denúncia, arquivamento ou outras decisões judiciais, dependendo das conclusões das autoridades responsáveis pela apuração. ENTENDA EM POUCAS PALAVRAS O caso pode ser resumido assim: Valdoir Slapak e Haroldo Augusto Filho são investigados no contexto de uma apuração sobre possível venda
PIVETTA SEGUE NA DISPUTA, MAS REGISTRO AINDA APARECE “COM RECURSO”; ENTENDA O CASO QUE CHEGOU À RETA FINAL DA ELEIÇÃO
Governador está autorizado a fazer campanha e receber votos, mas discussão sobre contas julgadas irregulares pelo TCU ainda produz efeitos jurídicos e mantém o tema no centro do debate eleitoral Faltando poucos dias para o primeiro turno, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) chega à reta final da campanha com a candidatura mantida pela Justiça Eleitoral, mas ainda cercada por uma discussão jurídica que começou em fatos ocorridos há mais de duas décadas. O ponto principal precisa ser dito logo de início para evitar confusão: Pivetta pode concorrer. Ele está autorizado a fazer campanha, aparecer na urna e receber votos normalmente. O que existe é uma controvérsia jurídica ligada a decisões do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre um convênio firmado quando ele era prefeito de Lucas do Rio Verde, além de recursos judiciais que alteraram os efeitos dessas decisões ao longo do tempo. O TRE-MT já rejeitou a impugnação apresentada contra sua candidatura e manteve o registro. Em 14 de setembro, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso negou, por unanimidade, recurso contra a candidatura de Pivetta. DE ONDE COMEÇOU O PROBLEMA A origem do caso está em um convênio firmado em 2001 entre o município de Lucas do Rio Verde e o Ministério da Saúde para a aquisição de uma unidade móvel de saúde. A apuração acabou chegando ao TCU no contexto de auditorias ligadas à chamada Operação Sanguessuga, que investigou fraudes em licitações e superfaturamento na compra de ambulâncias. Segundo registros do próprio TCU, a tomada de contas especial tratou de irregularidades na execução do convênio e apontou, entre outros pontos, superfaturamento na aquisição da unidade móvel de saúde, falta de pesquisa de mercado para definição de preço de referência e fracionamento de despesas. TCU JULGOU AS CONTAS IRREGULARES Em 2012, o TCU julgou irregulares as contas de Pivetta relacionadas ao caso. O tribunal determinou o recolhimento de R$ 17.387 e aplicou multa de R$ 10 mil. Pivetta apresentou recurso, mas a decisão foi mantida. O próprio acórdão do TCU registra que o recurso de reconsideração foi rejeitado, e embargos posteriores também não modificaram o resultado. É importante destacar que essa é uma decisão administrativa do Tribunal de Contas, e não uma condenação criminal. O CASO FOI PARAR NA JUSTIÇA A partir daí, a discussão migrou também para o Judiciário. Ao longo dos anos, decisões judiciais passaram a discutir os efeitos dos acórdãos do TCU. Em 2026, a questão voltou ao centro da eleição porque adversários de Pivetta sustentaram que a rejeição das contas poderia enquadrá-lo em uma hipótese de inelegibilidade prevista na Lei da Ficha Limpa. A coligação adversária entrou com uma Ação de Impugnação de Registro de Candidatura, alegando que Pivetta estaria impedido de concorrer em razão das decisões do TCU. A defesa contestou. Segundo os advogados de Pivetta, ele continuava elegível, inclusive porque decisões judiciais posteriores haviam alterado os efeitos da condenação administrativa. TRE-MT MANTEVE PIVETTA NA ELEIÇÃO O pedido de impugnação não prosperou no TRE-MT. O relator entendeu que, naquele momento, não havia fundamento suficiente para retirar Pivetta da disputa. O Ministério Público Eleitoral também se manifestou contra a impugnação. Em 14 de setembro, o Pleno do TRE-MT rejeitou o recurso por 7 votos a 0 e manteve a candidatura. O tribunal também destacou que Pivetta não aparecia, naquele momento, no rol do TCU de responsáveis com contas irregulares para fins eleitorais nem no cadastro de improbidade do CNJ, argumento considerado relevante para manter o registro. O QUE SIGNIFICA “DEFERIDO COM RECURSO”? Esse é o ponto que mais causa dúvida. Quando uma candidatura aparece como “deferida com recurso”, isso significa que o candidato teve o registro aceito pela Justiça Eleitoral, mas a discussão jurídica ainda não terminou completamente porque existe recurso pendente. Na prática: Pivetta continua candidato. Pode pedir voto. Pode receber recursos de campanha. Pode aparecer na urna. E os votos podem ser registrados normalmente enquanto a situação jurídica vigente permanecer. A expressão “com recurso” não significa que a candidatura esteja cassada ou impedida. Significa apenas que ainda existe uma discussão judicial não encerrada definitivamente. ENTÃO ELE É ELEGÍVEL HOJE? Pela decisão atualmente válida da Justiça Eleitoral, sim. O TRE-MT manteve sua candidatura. Esse é o fato jurídico que vale neste momento. Ao mesmo tempo, o histórico administrativo do caso existe e está documentado pelo TCU. As duas coisas podem coexistir: há uma decisão do TCU que julgou contas irregulares no passado, e há uma decisão eleitoral atual permitindo a candidatura. É justamente essa combinação que torna o assunto juridicamente complexo. PODE HAVER MUDANÇA DEPOIS? Em tese, sim. Enquanto houver recursos pendentes, instâncias superiores podem reexaminar a situação. Mas qualquer mudança depende de nova decisão judicial. Até que isso aconteça, vale a decisão atual que mantém Pivetta na disputa. Por isso, seria incorreto afirmar que ele está inelegível hoje. Também seria incorreto dizer que toda a controvérsia acabou definitivamente se ainda houver recurso pendente. O QUE ESTÁ EM DISCUSSÃO POLITICAMENTE A questão agora deixa de ser apenas jurídica. Ela também entra no campo da avaliação do eleitor. Porque uma coisa é perguntar: “Ele pode concorrer?” Hoje, a resposta é sim. Outra pergunta é: “Como o eleitor avalia o histórico desse caso?” Essa resposta já não cabe à Justiça dar. Cabe ao eleitor. ANÁLISE | ALEX RABELO É aqui que eu acredito que precisamos separar duas discussões. A primeira é jurídica. A Justiça Eleitoral permitiu que Otaviano Pivetta concorra. Se existe decisão válida autorizando a candidatura, isso precisa ser respeitado. Não cabe ao jornal dizer que ele não poderia estar na urna quando a própria Justiça decidiu o contrário. Mas existe uma segunda discussão. A discussão política e ética. Em várias situações da vida pública, algo pode estar juridicamente permitido em determinado momento e, ainda assim, continuar sendo alvo de questionamento político ou moral. Isso não significa afirmar que Pivetta cometeu uma ilegalidade eleitoral agora. Significa perguntar ao eleitor se esse histórico pesa ou não na sua escolha. O TCU julgou contas irregulares relacionadas a um convênio para aquisição de unidade móvel
Soja acelera plantio em Mato Grosso e abre caminho para nova safra
Estado já semeou 1,15% da área prevista, mais que o dobro do registrado no mesmo período de 2025; Oeste e Médio-Norte concentram os trabalhos iniciais O plantio da soja para a safra 2026/27 começou em ritmo mais intenso em Mato Grosso e já supera o desempenho registrado no mesmo período do ciclo anterior. Até 18 de setembro, 1,15% da área estimada para o cultivo no estado havia sido semeada, enquanto, há um ano, o índice era de 0,55%. Os dados são do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). O avanço representa uma diferença de 0,60 ponto percentual em relação à safra 2025/26 e está diretamente relacionado às condições de umidade encontradas em determinadas regiões do estado, que já permitem a entrada de máquinas nas lavouras. A expectativa é de que o ritmo aumente nas próximas semanas, principalmente com a previsão de volumes maiores de chuva. Entre as regiões produtoras, o Oeste apresenta o maior percentual de área semeada, com 2,19%, seguido pelo Médio-Norte, com 2,16%, e pelo Norte, que alcançou 1,44%. No Oeste, o índice registrado no mesmo período da safra passada era de apenas 0,55%, enquanto no Médio-Norte chegava a 0,73%. O Noroeste contabiliza 0,68% da área plantada, diante de 0,43% no ciclo anterior. No Centro-Sul, o avanço é de 0,52%, praticamente estável em relação aos 0,53% registrados no ano passado. Nas regiões Nordeste e Sudeste, o plantio ocorre de maneira mais lenta. O Nordeste registra 0,30% da área semeada, contra 0,33% na safra anterior. Já o Sudeste alcança 0,26%, abaixo dos 0,62% contabilizados no mesmo período de 2025. Nessa região, os primeiros trabalhos estão concentrados principalmente em áreas irrigadas e propriedades que também cultivam algodão. No Vale do Guaporé, o plantio ainda não havia começado até a data do levantamento. O comportamento das chuvas será determinante para definir a velocidade da semeadura nas próximas semanas. Segundo a avaliação do Imea, a previsão de maiores volumes de precipitação pode favorecer a entrada das máquinas e acelerar o avanço das lavouras a partir do fim da próxima semana. O calendário da soja também interfere diretamente na segunda safra. Quanto mais cedo a oleaginosa for implantada e colhida dentro da janela adequada, maior é a possibilidade de preservar o período destinado ao cultivo do milho. Por outro lado, eventuais atrasos podem reduzir essa janela e aumentar a exposição das lavouras às condições climáticas no final do período chuvoso. Os dados do Imea mostram, portanto, um início de safra mais adiantado em Mato Grosso, mas a continuidade desse ritmo dependerá da regularidade das chuvas e das condições de umidade do solo nas diferentes regiões produtoras.
Max destaca ações para fortalecer agricultura familiar em Mato Grosso
Atuação reúne leis para ampliar mercado, regularização, máquinas, abastecimento de água, estradas e estrutura para comercialização da produção O deputado estadual Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), reúne em sua atuação iniciativas voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar. As ações vão da criação de mercado para pequenos produtores à destinação de recursos para máquinas, estradas, abastecimento de água e espaços de comercialização. Entre as medidas está a Lei nº 10.638/2017, de autoria de Max, que estabelece a destinação de 30% das compras públicas estaduais para produtos da agricultura familiar. A legislação contempla pequenos produtores, quilombolas e indígenas e amplia o espaço desses segmentos no mercado institucional. Max também é autor de projeto que reduziu taxas para a comercialização de sementes e mudas em pequenas quantidades. A medida busca diminuir custos para quem produz em menor escala. Segurança para produzir no campo Outra frente de atuação envolve a regularização fundiária e ambiental. Max participou de articulações voltadas a ampliar a segurança jurídica de pequenos e médios produtores e, consequentemente, facilitar o acesso a financiamentos. Nesse sentido, o deputado é autor da Lei nº 13.119/2025, que declarou de utilidade pública um assentamento em Cocalinho. A medida ampliou a segurança jurídica das famílias que vivem na área. Além disso, Max atuou junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) pela validade da Lei nº 10.713/2018, relacionada à Área de Proteção Ambiental (APA) do Rio Cuiabá e à situação de mais de 700 famílias. O parlamentar também é coautor de projeto de lei que busca regulamentar o uso, a proteção, a conservação e a exploração sustentável das áreas úmidas de Mato Grosso. Máquinas, água e estradas Para Max, fortalecer a agricultura familiar também exige oferecer condições para produzir e permanecer no campo. Por isso, sua atuação inclui a viabilização de recursos para tratores, escavadeiras, pás-carregadeiras, caminhões, patrulhas mecanizadas e outros equipamentos agrícolas. Da mesma forma, o deputado participou de ações para implantação de poços artesianos e entrega de caminhões-pipa em diferentes municípios. O objetivo é ampliar o acesso à água para famílias que vivem e produzem na zona rural. Outro eixo é a infraestrutura para o escoamento da produção. Max viabilizou recursos para pavimentação e construção de pontes em estradas e rodovias. Entre as obras está a pavimentação de 47 quilômetros da MT-458, conhecida como Rota do Boi, em Pedra Preta. Além de apoiar a produção, Max também destinou recursos para melhorar espaços utilizados na comercialização dos produtos. Em Juscimeira, viabilizou recursos para a reforma da Feira Municipal. Já em Primavera do Leste, contribuiu para a climatização da Feira Municipal, melhorando a estrutura utilizada por produtores e comerciantes.
Pesquisa Data Index mostra disputa acirrada por vagas na Câmara e Assembleia de Mato Grosso
Levantamento ouviu 1,6 mil eleitores entre 17 e 20 de setembro e aponta Fábio Garcia na liderança das menções espontâneas para deputado federal e Max Russi entre os estaduais Uma pesquisa do Instituto Data Index, divulgada na reta final das eleições de 2026, apresenta um cenário pulverizado nas menções espontâneas dos eleitores de Mato Grosso para os cargos de deputado federal e deputado estadual. O levantamento considera os nomes citados pelos entrevistados sem a apresentação de uma lista de candidatos. Na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados, Fábio Garcia aparece com 4,00% das citações. Em seguida estão Juarez Costa, com 3,56%, e Irajá Lacerda, com 3,50%. Virginia Mendes, Coronel Assis e Professora Rosa Neide registram 3,00% cada. Já Coronel Fernanda e Nilson Leitão aparecem com 2,56% das menções. Como a pesquisa possui margem de erro de dois pontos percentuais, diferenças pequenas entre os índices devem ser analisadas com cautela. Isso significa que a proximidade dos percentuais não permite, isoladamente, afirmar que haja diferença estatisticamente significativa entre os nomes citados. Na disputa pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi registra 2,62% das menções espontâneas, seguido por Lúdio Cabral, com 1,88%, e Samanta do Abilio, com 1,81%. Na sequência, Dr. João, Beto Dois a Um, Botelho, Leo Bortolin e Nininho aparecem com 1,75% cada. Paulo Araújo e Juca do Guaraná registram 1,63%. Também foram citados Dilmar Dal Bosco, Tiago Silva, Jéssica Riva e Diego Guimarães, com 1,56% cada. Engº Sebastião Machado Rezende e Gilberto Catani aparecem com 1,50%, enquanto Alessandra Ferreira soma 1,43%. Carlos Avalone e Alan Porto registram 1,37% cada. Valmir Moreto, Faissal, Julio Campos e Zé Carlos do Pátio aparecem com 1,19%, enquanto Eliseu Nascimento alcança 1,12%. O levantamento foi realizado pelo Instituto Data Index de Pesquisa, contratado por Jogo Político Notícias Ltda. Ao todo, foram entrevistados 1.600 eleitores entre os dias 17 e 20 de setembro de 2026. Por se tratar de pesquisa espontânea, os percentuais refletem os nomes lembrados pelos entrevistados no momento da abordagem e não representam, isoladamente, uma projeção de distribuição das cadeiras no Legislativo.
Cantor Rick Sollo morre aos 59 anos após helicóptero cair na Serra de SC
Aeronave foi localizada após dois dias de buscas na região de Urubici; cinco pessoas morreram no acidente O cantor, compositor e produtor musical Rick Sollo, da dupla sertaneja Rick & Renner, morreu aos 59 anos nesta terça-feira (22), após o helicóptero em que estava cair na Serra catarinense. A aeronave foi localizada pelo Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina após dois dias de buscas, em uma área de mata na região de Urubici. Cinco pessoas morreram no acidente. Segundo os bombeiros, os destroços foram encontrados durante a operação de busca, que contou com equipes terrestres e aéreas. As condições meteorológicas registradas na região são investigadas como uma possível circunstância relacionada à queda. No período do desaparecimento, havia registro de chuva, granizo, ventos fortes e baixa visibilidade nas proximidades da Serra do Corvo Branco. Além de Rick, estavam na aeronave o empresário Bruno Avelar, ligado ao Instituto Neymar Jr., o piloto e um filmmaker que acompanhava Avelar. Uma quinta vítima também foi localizada, mas ainda não havia sido identificada pelas autoridades. O helicóptero, um Bell 430 de matrícula PP-MGR, havia decolado de Porto Belo com destino a São Joaquim, onde Rick participaria de um almoço. Antes disso, o cantor e Bruno Avelar haviam viajado em uma aeronave particular de Jundiaí até Porto Belo. A previsão era que o helicóptero chegasse ao destino por volta do meio-dia, mas o contato com a aeronave foi perdido por volta das 13h de segunda-feira (21). O último sinal disponível indicava uma localização próxima à Serra do Corvo Branco, em uma região de mata fechada e vegetação alta. As equipes de resgate foram acionadas por volta das 15h e iniciaram uma operação que se estendeu durante a madrugada. A área de buscas foi ampliada para mais de 30 quilômetros, enquanto as condições adversas dificultavam o deslocamento e a visibilidade. A Força Aérea Brasileira (FAB) também participou da operação por meio do Centro de Coordenação de Salvamento Aeronáutico de Curitiba (ARCC-CW), responsável pela coordenação das ações de Busca e Salvamento na região. Foram empregados na operação um helicóptero Black Hawk (H-60) e uma aeronave SC-105 Amazonas. A aeronave pertencia à JTA Empreendimentos e Urbanismo e havia sido emprestada a Rick e Bruno Avelar, que eram amigos do empresário José Antunes Jr., proprietário da empresa. O modelo Bell 430 é equipado com um Transmissor Localizador de Emergência (ELT), dispositivo que pode ser acionado em situações de impacto, mas não havia informação, até o momento, de que o equipamento tivesse emitido sinal de emergência. Trajetória na música sertaneja Nascido em Monte do Carmo, no Tocantins, Geraldo Antonio de Carvalho, conhecido artisticamente como Rick, formou dupla com Renner Reis em 1986. A parceria ganhou projeção nacional principalmente a partir dos anos 1990, com músicas que se tornaram conhecidas do público sertanejo, como Ela É Demais, Cara de Pau e Filha. Além de atuar como intérprete, Rick construiu carreira como compositor e produtor musical. Ao longo de mais de três décadas de trajetória, teve obras gravadas por artistas como Zezé Di Camargo & Luciano, Chitãozinho & Chororó, Daniel e Gino & Geno. A morte do cantor encerra uma trajetória marcada pela participação em diferentes etapas da música sertaneja brasileira, tanto nos palcos quanto nos bastidores da produção musical.
Frente fria avança por Mato Grosso e aumenta risco de temporais nesta terça-feira
Instabilidade começa pelo sul do Estado e deve avançar para as regiões central e norte, com possibilidade de chuva intensa, raios e rajadas de vento Uma frente fria avança sobre Mato Grosso nesta terça-feira (22) e deve provocar uma mudança nas condições climáticas em diversas regiões do Estado. A previsão indica aumento da instabilidade, com possibilidade de chuva forte, descargas elétricas e rajadas de vento que podem alcançar entre 30 e 70 km/h. Segundo dados da plataforma NetClima, as primeiras áreas afetadas devem ser os municípios do sul mato-grossense durante a manhã. Ao longo do dia, a frente fria tende a avançar para as regiões central e norte, aumentando a possibilidade de pancadas de chuva e temporais. A mudança no tempo também deve contribuir para uma queda moderada nas temperaturas. Em Cuiabá, a máxima prevista é de 30°C. Para os próximos dias, a tendência é de continuidade das chuvas de forma isolada, acompanhadas por ventos moderados e temperaturas com pouca variação nas diferentes regiões do Estado. Diante da previsão de temporais, a população deve redobrar os cuidados, principalmente durante a ocorrência de ventos fortes e raios. A força das rajadas pode provocar a queda de árvores e galhos, além de lançar objetos sobre a rede elétrica e danificar postes, cabos e outros equipamentos. A Energisa recomenda desligar aparelhos eletrônicos e retirá-los das tomadas durante tempestades com incidência de raios. Serviços em telhados, antenas e estruturas instaladas próximas à rede elétrica também devem ser evitados até que o tempo esteja seguro. Durante os temporais, a orientação é permanecer em locais protegidos e manter distância de árvores, postes, cercas, torres de transmissão e outras estruturas que possam oferecer risco. Motoristas também devem dirigir com atenção redobrada, reduzir a velocidade, evitar a passagem por pontos alagados e não estacionar próximo a árvores, placas ou estruturas que possam ser derrubadas pelo vento.
PJe segue fora do ar e DPEMT mantém atendimento apenas para casos urgentes
DPEMT restringe atendimento a casos urgentes e emergenciais enquanto sistema PJe permanece em manutenção A Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPEMT) informa que o atendimento à população permanece em regime de plantão nesta terça-feira (22), em todo o Estado, em razão da continuidade da manutenção do sistema digital da Justiça, o PJe (Processo Judicial Eletrônico). Por ser a plataforma digital oficial que centraliza a tramitação das ações na Justiça, a indisponibilidade do sistema impede o acesso às informações processuais e o envio de novos requerimentos ao Poder Judiciário, restringindo temporariamente a atuação institucional. Diante da continuidade do problema, estão mantidos exclusivamente os atendimentos para casos de urgência e emergência, por meio do plantão. É importante ressaltar que os prazos processuais cujo termo inicial ou final recaia durante o período de indisponibilidade do sistema ficam prorrogados para o primeiro dia útil subsequente, conforme previsto na Portaria TJMT/PRES nº 367/2026. Durante o plantão, os casos de urgência e emergência são atendidos pelos telefones dos plantonistas de cada Núcleo. Clique aqui para acessar os telefones do plantão. Na área cível, são considerados casos de urgência e emergência pedidos de vaga em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), cirurgias urgentes, medicamentos de uso imediato, entre outras situações que demandem atuação rápida. Já na esfera criminal, são consideradas emergências as prisões em flagrante, audiências de custódia, pedidos de medidas protetivas, entre outras situações que exijam atuação imediata. Para outras informações, a população pode buscar atendimento pelo WhatsApp da DPEMT, disponível pelo número (65) 99963-4454. A DPEMT informará a população assim que o atendimento regular for restabelecido.
Helicóptero com cantor Rick desaparece em SC e mobiliza equipes de resgate
Aeronave perdeu comunicação durante voo entre Porto Belo e São Joaquim; FAB, Bombeiros e Polícia Militar ampliaram as buscas na Serra Catarinense nesta terça-feira (22) As buscas pelo helicóptero que transportava o cantor Rick Sollo, da dupla Rick e Renner, e o empresário Bruno Avelar foram retomadas nesta terça-feira (22), na Serra de Santa Catarina. A aeronave, um Bell 430, perdeu comunicação na tarde de segunda-feira (21), durante o trajeto entre Porto Belo e São Joaquim. As informações foram divulgadas pela TV Globo. Segundo informações repassadas pela assessoria da dupla ao Jornal Nacional, além de Rick e Bruno Avelar, estavam no helicóptero um videomaker ligado ao empresário e o piloto. Até o momento, a aeronave e os ocupantes não foram localizados. A operação envolve equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, da Polícia Militar e da Força Aérea Brasileira (FAB). O Centro de Coordenação de Salvamento Aeronáutico de Curitiba passou a coordenar as ações para delimitar a área com maior probabilidade de localização da aeronave. Para a missão, a FAB empregou aeronaves especializadas em busca e salvamento, incluindo um helicóptero Black Hawk e um avião SC-105 Amazonas. Folha F5 Inicialmente, os trabalhos foram concentrados na localidade de Vacas Gordas, em Urubici, após informações apontarem a região como possível área de queda. As equipes, porém, não encontraram vestígios da aeronave. Os esforços também foram direcionados para uma área próxima a São Joaquim, onde foi identificado o último sinal de celular de um dos ocupantes. Nesta terça-feira, as buscas foram ampliadas com equipes terrestres, drones e cães especializados. Jornal Opção As condições meteorológicas têm dificultado a operação. A região enfrenta chuva, ventos fortes e baixa visibilidade, além de áreas de mata fechada e terrenos de difícil acesso. Por isso, as autoridades trabalham com diferentes possibilidades e, até o momento, não confirmaram oficialmente que tenha ocorrido uma queda. O helicóptero desaparecido é um Bell 430, fabricado em 2001 e registrado no Brasil com a matrícula PP-MGR. Conforme dados públicos da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o modelo possui capacidade para um piloto e até sete passageiros e é certificado para transporte. Informações divulgadas sobre a aeronave indicam que sua documentação de aeronavegabilidade está válida. CNN Brasil A empresa JTA Empreendimentos e Urbanismo, proprietária da aeronave, informou que o helicóptero havia sido emprestado para uso de Bruno Avelar e Rick, que são amigos do proprietário. Viagem previa passagem por São Joaquim Rick e Bruno Avelar tinham compromisso marcado em São Joaquim na segunda-feira. Segundo informações divulgadas pela assessoria do município, os dois tinham um almoço previsto com o prefeito José Teodoro de Sena Amaral, conhecido como Dorinho, na Vinícola Leone di Venezia. A viagem ocorreu após compromissos recentes da dupla em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. O último show de Rick e Renner havia sido realizado no sábado (19), em Sorriso (MT). Na sexta-feira (18), a dupla se apresentou em Campo Grande (MS). Enquanto as equipes de resgate seguem mobilizadas na Serra Catarinense, familiares, amigos e integrantes do meio artístico acompanham as buscas e fazem manifestações de apoio aos ocupantes. Até o momento, não há confirmação oficial sobre a localização do helicóptero ou sobre o estado das pessoas que estavam a bordo.
Max reúne milhares de apoiadores em encontros em Cuiabá e Várzea Grande
Reuniões foram realizadas no Grande Cristo Rei, Coxipó da Ponte, Jardim Leblon e Pedra 90 e destacaram propostas para desenvolvimento, habitação e cuidado com idosos O deputado estadual Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e candidato à reeleição, reuniu milhares de apoiadores em encontros realizados em Cuiabá e Várzea Grande nesta segunda-feira (21). Em Várzea Grande, a mobilização ocorreu na região do Grande Cristo Rei. Já em Cuiabá, Max participou de encontros no Coxipó da Ponte, Jardim Leblon e Pedra 90. Durante as reuniões, conversou com moradores e lideranças sobre ações do mandato e projetos para os próximos anos. Em Várzea Grande, o vereador Dr. Miguel destacou a presença de Max no município ao longo dos anos. “É um deputado que durante quatro anos está presente dentro da cidade de Várzea Grande. Tenho certeza de que o senhor irá reconhecer, como já reconheceu, os votos que terá aqui nessa cidade”, afirmou. Desenvolvimento com qualidade de vida Durante os encontros, Max afirmou que o crescimento econômico de Mato Grosso precisa resultar em mais oportunidades e qualidade de vida para a população. Nesse sentido, o deputado destacou ações voltadas à habitação e ao cuidado com a população idosa. Entre os projetos citados está a Vila Aconchego, modelo de condomínio habitacional para idosos implantado inicialmente em Jaciara, que ele pretende ampliar por todo estado. “Precisamos cuidar bem da melhor idade. Tenho investido nessa política pública e também em habitação porque acredito que precisamos fortalecer as famílias e criar condições para que as pessoas tenham mais qualidade de vida”, afirmou. Além disso, Max defendeu que políticas de habitação, saúde, educação e assistência social avancem de forma integrada. Para o parlamentar, essas ações ajudam a fortalecer as famílias e a reduzir situações de vulnerabilidade. Por isso, Max afirmou que pretende continuar trabalhando por iniciativas voltadas a diferentes gerações. “Precisamos cuidar das famílias, dos filhos e dos nossos idosos. É essa política que eu acredito e que tenho trabalhado dentro da Assembleia”, concluiu. Os candidatos do Podemos, a deputado federal, coronel Roveri e Katiuscia Manteli, e a candidata ao Senado, Janaína Riva (MBD), também participaram dos encontros.
