Estado responde por 32,1% da produção nacional de grãos e concentra 59,7% do gergelim produzido no país Mato Grosso responde por 32,1% da produção brasileira de grãos em 2026 e mantém a liderança nacional em soja, milho e gergelim. Os dados são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado em setembro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que estima safra recorde de 352,9 milhões de toneladas no país. Entre as culturas que ganham espaço no Estado, o gergelim é um dos principais destaques. A produção mato-grossense está estimada em 212,7 mil toneladas, equivalente a 59,7% do volume nacional, projetado em 356,3 mil toneladas. A área cultivada no país chega a 575 mil hectares. O avanço da oleaginosa é mais expressivo em regiões como o Araguaia, onde o cultivo aparece como alternativa ao milho segunda safra em áreas com maior risco de estiagem antecipada. Plantado após a colheita da soja, entre o fim de fevereiro e o início de março, o gergelim tem ciclo de aproximadamente 120 dias e forte vocação para exportação. Cerca de 99% da produção mato-grossense é destinada ao mercado externo. O IBGE também destaca o crescimento da cultura em Mato Grosso e cita o estímulo da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT) a investimentos no setor. Para a secretária adjunta de Agronegócio, Crédito e Energia da Sedec, Linacis Vogel Lisboa, a diversificação amplia as oportunidades para os produtores sem reduzir a importância das cadeias já consolidadas. “Manter Mato Grosso na liderança exige um trabalho permanente de parceria com o setor produtivo. O Estado tem atuado para fortalecer as cadeias que já são consolidadas, mas também para abrir espaço para novas culturas e novas oportunidades de mercado”, afirma. Na soja, Mato Grosso deve alcançar 50,7 milhões de toneladas em 2026, crescimento de 1% em relação ao ano anterior. O volume representa cerca de 29% da produção nacional. No milho, a estimativa é de 57,1 milhões de toneladas, mais da metade das 141,8 milhões de toneladas projetadas para o país, mantendo Mato Grosso na primeira posição entre os estados produtores.
Sine-MT reúne quase 2 mil vagas de emprego em Mato Grosso nesta semana
Oportunidades estão distribuídas em diversas áreas e níveis de escolaridade, com destaque para Cuiabá, Várzea Grande, Sinop, Cáceres e Primavera do Leste O Sistema Nacional de Emprego de Mato Grosso (Sine-MT) disponibiliza 1.998 vagas de trabalho nesta semana em diferentes municípios do Estado. As oportunidades contemplam diversos níveis de escolaridade e áreas profissionais, incluindo setores como logística, produção, comércio, construção civil, serviços e manutenção industrial. Na região metropolitana, Cuiabá e Várzea Grande concentram 200 vagas destinadas ao público em geral. Entre os destaques estão oportunidades para auxiliar de linha de produção, auxiliar de limpeza, servente de obras, auxiliar de estoque, repositor de mercadorias, motorista de caminhão, operador de empilhadeira, vendedor interno e ajudante de carga e descarga. Também há vagas para instrutor de aprendizagem e treinamento industrial, pintor de obras, técnico de controle de qualidade, auxiliar administrativo, recepcionista, jardineiro, vidraceiro, agente de pátio, conferente de logística, montador de máquinas pesadas e auxiliar de costura. Para pessoas com deficiência (PCD), Cuiabá e Várzea Grande contam ainda com 170 oportunidades. A maior parte está concentrada nas funções de auxiliar de linha de produção, auxiliar administrativo e auxiliar de estoque. Também são oferecidas vagas para operador de caixa, auxiliar de expedição, armador de ferros, servente de limpeza, promotor de vendas, atendente de telemarketing, técnico em segurança do trabalho, advogado e auxiliar de cobrança. Em Sinop, são 252 vagas disponíveis. Entre as principais oportunidades estão as funções de auxiliar de limpeza, auxiliar de cozinha, auxiliar de estoque, operador de caixa, empacotador, atendente de padaria e atendente de lanchonete. O município também possui vagas para eletricista auxiliar, concreteiro, carpinteiro de obras, pintor de automóveis e auxiliar de confeitaria. Cáceres reúne 195 oportunidades, com destaque para vendedor de serviços, operador de produção, operador de processo de produção, operador de caixa e oficial de serviços gerais na manutenção de edificações. Há ainda vagas para instrumentalista de precisão, mecânico de manutenção de máquinas industriais, controlador de pragas, atendente de lojas e mercados, trabalhador agropecuário, mecânico de motocicletas, office-boy e garçom. Já Primavera do Leste contabiliza 236 vagas. O município possui forte demanda por trabalhadores da avicultura de postura, com 65 oportunidades, além de vagas para auxiliar de armazenamento, auxiliar operacional de logística, auxiliar de linha de produção, eletricista de instalações e motorista de caminhão. Também há oportunidades para zelador, cozinheiro, operador de guindaste, vaqueiro, assistente de vendas e lavador de automóveis. A relação completa das oportunidades disponibilizadas pela Rede Sine pode ser consultada diariamente pelo Portal Emprega Brasil. Como o sistema recebe novos cadastros e atualizações ao longo do dia, a recomendação é que os candidatos acompanhem frequentemente a plataforma para verificar a disponibilidade das vagas. Atendimento Além da intermediação entre trabalhadores e empresas, as unidades do Sine-MT oferecem serviços como habilitação do seguro-desemprego e orientação para utilização da Carteira de Trabalho Digital. Na região metropolitana, o atendimento nas unidades do Ganha Tempo Ipiranga, CPA I e Pedra 90 ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Já a unidade do Sine instalada no Centro Estadual de Cidadania do Várzea Grande Shopping funciona das 10h às 17h30. As vagas disponíveis nos municípios mato-grossenses também podem ser consultadas na plataforma Empregos MT. Pelo sistema, os trabalhadores conseguem buscar oportunidades compatíveis com seus perfis, acompanhar o andamento das candidaturas e receber notificações sobre as etapas dos processos seletivos. Para os empregadores, a plataforma permite cadastrar vagas e identificar profissionais que correspondam aos requisitos das oportunidades, ampliando o acesso das empresas aos candidatos disponíveis no mercado.
Derrotado ao Senado, Galvan articula apoio a Flávio Bolsonaro no Norte de MT
Produtor rural e ex-presidente da Aprosoja inicia mobilização no Estado após resultado das urnas e reforça alinhamento com o grupo político de Jair Bolsonaro O produtor rural Antônio Galvan (Avante), que disputou uma vaga ao Senado por Mato Grosso nas eleições de 2026, já iniciou a mobilização para o segundo turno da eleição presidencial em apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL). Após receber 169 mil votos no pleito de domingo (4), o ex-presidente da Aprosoja Mato Grosso e da Aprosoja Brasil passou a atuar na região Norte do Estado em defesa do filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ligado a movimentos conservadores e uma das lideranças do agronegócio brasileiro, Galvan afirma que a decisão de apoiar Flávio representa a continuidade do posicionamento político que mantém desde a ascensão de Jair Bolsonaro. Segundo ele, seu retorno à política ocorreu justamente a partir do movimento liderado pelo ex-presidente. “Todo mundo sabe que sou de direita, que voltei para a política depois que surgiu o fenômeno Jair Messias Bolsonaro. Ele despertou meu espírito patriótico para salvar o país, para resolver as coisas que estão erradas no nosso país. Por isso, vou pedir voto para o Flávio, como tentei fazer durante a minha campanha”, afirmou. A atuação de Galvan em favor de Flávio no primeiro turno chegou a ser limitada por uma decisão da Justiça Eleitoral. Em setembro, o juiz Moacir Rogério Tortato, da 1ª Zona Eleitoral de Cuiabá, determinou o recolhimento de materiais de campanha de Galvan que traziam a imagem do então candidato à Presidência pelo PL. A decisão foi tomada após uma denúncia apresentada por meio do aplicativo Pardal, da Justiça Eleitoral. O entendimento foi de que a utilização da imagem de um candidato de outra legenda em material de campanha poderia caracterizar associação entre candidaturas que não integravam a mesma composição eleitoral. O magistrado determinou que o material fosse recolhido e proibiu a produção, distribuição ou divulgação de novas peças com a mesma associação. A decisão teve como base dispositivos da Lei das Eleições, do Código Eleitoral e da regulamentação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre propaganda eleitoral. Diante da determinação, Galvan substituiu a imagem de Flávio pela de Jair Bolsonaro em seu material de campanha. Segundo o produtor rural, quando ingressou no Avante, havia um entendimento de que poderia manifestar apoio ao candidato do PL, uma vez que o partido ainda não havia definido seu nome para a disputa presidencial. Campanha ao Senado A candidatura de Galvan ao Senado foi marcada por uma atuação independente das articulações do PL em Mato Grosso durante o primeiro turno. O produtor rural apostava em ampliar o desempenho obtido nas eleições de 2022, quando recebeu cerca de 337 mil votos. O resultado deste ano, no entanto, ficou abaixo da expectativa, com aproximadamente 169 mil votos. Apesar da derrota nas urnas, Galvan decidiu manter a atuação política e concentrar esforços, agora, na disputa presidencial. A mobilização iniciada no Norte de Mato Grosso busca ampliar o apoio a Flávio Bolsonaro no Estado e reforçar a presença do grupo conservador na campanha para o segundo turno.
CENTRÃO MUDA DE LADO: após 1º turno, União e PP abandonam neutralidade e fecham apoio a Flávio Bolsonaro
Cúpula do Centrão já trata vitória do candidato do PL como certa, segundo o Metrópoles; Flávio saiu das urnas com 47,03%, contra 45,16% de Lula, mas disputa segue aberta até 25 de outubro Por: Alex Rabelo — jornalista e estrategista em marketing político | MT Urgente News O resultado do primeiro turno começou a redesenhar rapidamente o tabuleiro político da disputa pela Presidência da República. Depois de optar pela neutralidade no primeiro turno, a Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas (PP), decidiu apoiar Flávio Bolsonaro (PL) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno. A movimentação ganha ainda mais peso porque, segundo apuração publicada nesta quarta-feira (7) pelo Metrópoles, integrantes do alto escalão do Centrão já passaram a tratar uma vitória de Flávio como certa nos bastidores. Trata-se, porém, da avaliação dessas lideranças — e não de uma definição eleitoral. AS URNAS MUDARAM O JOGO No domingo (4), Flávio terminou o primeiro turno na liderança, com 56.104.268 votos, ou 47,03% dos votos válidos. Lula recebeu 53.876.617 votos, equivalentes a 45,16%. A diferença entre os dois foi de pouco mais de 2,2 milhões de votos, segundo dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Foi depois desse resultado que o Centrão acelerou as negociações. Segundo o Metrópoles, União Brasil e PP haviam escolhido a neutralidade no primeiro turno, preservando espaço para negociar no segundo. Agora, a federação decidiu fechar questão em favor de Flávio. A senadora Tereza Cristina (PP-MS) confirmou a decisão após reunião das duas legendas em Brasília. A orientação partidária poderá inclusive gerar consequências internas para integrantes que decidirem seguir caminho diferente. FLÁVIO COMEÇA A AMPLIAR ALIANÇAS A União Progressista não é a única movimentação registrada após o primeiro turno. Romeu Zema (Novo) declarou apoio a Flávio. Ronaldo Caiado (PSD) também anunciou sua posição ao lado do candidato do PL. A CNN informou ainda que o Novo prepara a formalização do apoio partidário. A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) também declarou apoio ao candidato, ampliando a aproximação de Flávio com lideranças do agronegócio. O movimento mostra que uma parcela dos partidos e lideranças que não estava formalmente com Flávio no primeiro turno começou a se posicionar rapidamente depois da abertura das urnas. MAS A ELEIÇÃO ESTÁ DECIDIDA? Não. Esse é o ponto que precisa ser separado da movimentação dos bastidores. O Centrão pode fazer sua leitura política e escolher onde apostar, mas são os eleitores que decidirão a eleição no dia 25 de outubro. E os números mostram uma disputa ainda competitiva: a distância no primeiro turno foi de apenas 1,87 ponto percentual. Agora começa praticamente uma nova eleição. Flávio buscará transformar a liderança do primeiro turno e os novos apoios políticos em votos adicionais. Lula, por sua vez, terá de ampliar sua votação e disputar os eleitores dos candidatos que ficaram fora do segundo turno. O CENTRÃO ESTÁ ANTECIPANDO O RESULTADO OU APENAS ESCOLHENDO ONDE APOSTAR? Essa é a questão política que surge com a movimentação. Até o primeiro turno, União e PP preferiram não escolher oficialmente entre Lula e Flávio. Depois que Flávio terminou na frente, a neutralidade acabou. Segundo a CNN, a aproximação já vinha sendo construída anteriormente, mas o avanço das conversas estava condicionado ao desempenho de Flávio no primeiro turno. O resultado das urnas destravou as negociações. Isso ajuda a explicar por que o movimento aconteceu tão rapidamente. Também existe uma discussão sobre governabilidade. O Metrópoles aponta que a aproximação é vista por integrantes desse campo político como uma aposta na formação da base de um eventual governo, em um Congresso que terá forte presença da direita. Portanto, a fotografia política desta quarta-feira mostra uma mudança clara: Flávio terminou o primeiro turno na frente e passou a atrair apoios que não estavam oficialmente com ele. Lula continua na disputa, separado do adversário por menos de dois pontos percentuais no resultado de domingo. O Centrão já fez sua aposta. Agora falta saber se as urnas do dia 25 confirmarão a leitura dos caciques partidários ou se o eleitor produzirá um resultado diferente daquele que hoje parte de Brasília considera provável. Fonte principal: Metrópoles. Dados eleitorais: Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Por: Alex Rabelo — jornalista e estrategista em marketing político | MT Urgente News
“PUXADINHO DA PREFEITURA?” Paula Calil reage a rótulo que marcou sua gestão na Câmara de Cuiabá
Após perder espaço na disputa pela Mesa Diretora, presidente rejeita críticas de alinhamento excessivo com Abilio, diz que decisões sempre passaram pelos 27 vereadores e afirma que deixa comando sem sentimento de derrota Por: Alex Rabelo — jornalista e estrategista em marketing político | MT Urgente News Um rótulo acompanhou Paula Calil (PL) durante boa parte de sua passagem pela Presidência da Câmara de Cuiabá e voltou com força justamente no momento em que ela se prepara para deixar o comando da Casa: a Câmara virou um “puxadinho da Prefeitura” durante sua gestão? Paula diz que não. Após a eleição de Ilde Taques (Podemos) para comandar o Legislativo no biênio 2027/2028, a atual presidente rebateu diretamente essa avaliação e afirmou que nenhuma decisão importante da Câmara depende exclusivamente dela. “Quem avalia é o Plenário. O voto aqui não é um voto único, monocrático. O voto é do Plenário”, declarou Paula, classificando as críticas como narrativas sem fundamento. Gazeta Digital O RÓTULO QUE PAULA TENTA AFASTAR A expressão “puxadinho da Prefeitura” não apareceu somente agora. Ela esteve presente desde a própria construção da candidatura de Paula à Presidência da Câmara, no final de 2024. Naquele momento, a vereadora tinha o apoio do então prefeito eleito Abilio Brunini (PL) e já era questionada sobre o grau de independência que teria em relação ao Executivo. Antes mesmo de assumir, Paula respondeu que a Câmara seria uma instituição independente e que os projetos enviados pelo Executivo seguiriam normalmente os trâmites legislativos. Diario de Cuiabá Quase dois anos depois, a discussão reaparece justamente no encerramento de seu ciclo como presidente. A proximidade política entre Paula e Abilio e a tentativa do grupo ligado ao prefeito de mantê-la no comando da Câmara alimentaram novamente o debate sobre a independência do Legislativo. ABILIO TENTOU MANTER PAULA A disputa pela sucessão ajuda a explicar por que o assunto ganhou força. Paula buscou construir uma alternativa para permanecer na Presidência, mas uma nova candidatura dependia de mudanças no Regimento Interno que não avançaram. Abilio também participou das articulações para tentar manter seu grupo político no comando da Mesa. Sem conseguir viabilizar Paula, outros nomes chegaram a ser discutidos, entre eles Dilemário Alencar. Nenhuma alternativa reuniu votos suficientes para derrotar Ilde. CUIABÁ NOTÍCIAS No final, aconteceu algo ainda mais simbólico: Ilde entrou na eleição como candidato único e recebeu os votos dos 27 vereadores. Ou seja, até parlamentares que estavam inicialmente em outro campo acabaram aderindo à composição. Gazeta Digital “NÃO FUI ELEITA PARA SER PRESIDENTE” Apesar de o grupo ter tentado construir sua permanência no comando da Casa, Paula afirma que não encara o resultado como derrota pessoal. A vereadora lembrou que seu mandato recebido nas urnas é de parlamentar, e não de presidente da Câmara. “Eu não fui eleita para ser presidente da Câmara. Eu fui eleita para ser vereadora.” Paula disse estar tranquila e afirmou que pretende garantir uma transição administrativa organizada para Ilde. Gazeta Digital MAS A CÂMARA FOI OU NÃO “PUXADINHO”? Essa talvez seja a pergunta política que ficará sobre o período de Paula à frente da Casa. A presidente rejeita a expressão argumentando que projetos passam pelas comissões e precisam ser votados pelo Plenário. Nesse ponto, existe uma diferença importante entre proximidade política e subordinação institucional. Paula e Abilio pertencem ao mesmo partido e mantiveram proximidade política. O prefeito também trabalhou para preservar o grupo da atual presidente na Mesa Diretora. Isso é documentado. Gazeta Digital Mas transformar essa relação em prova de que a Câmara esteve subordinada ao Executivo exigiria analisar objetivamente as votações, projetos aprovados e rejeitados, pedidos de fiscalização, atuação das comissões e posicionamentos dos vereadores durante todo o período. A própria Paula sustenta que o Plenário contrariou o Executivo em diferentes momentos. Portanto, “puxadinho da Prefeitura” permanece como um rótulo político contestado pela presidente, e não como uma conclusão factual estabelecida. CURIOSAMENTE, ILDE TAMBÉM FALA EM INDEPENDÊNCIA Existe ainda uma ironia política na troca de comando. Ao ser eleito, Ilde também precisou responder à mesma questão: qual será sua relação com Abilio? O novo presidente afirmou que a Câmara precisa ser independente, mas descartou transformar o Legislativo em uma força de oposição ao prefeito. “Jamais”, respondeu ao ser questionado se poderia travar pautas de Abilio. Segundo Ilde, os Poderes precisam trabalhar em harmonia, apesar das divergências políticas. Gazeta Digital Ou seja, a discussão sobre independência que acompanhou Paula provavelmente também acompanhará seu sucessor. PAULA DEIXA A PRESIDÊNCIA, MAS CONTINUA VEREADORA A mudança de comando também não significa o fim da trajetória política de Paula. Ela deixa a Presidência, mas continua exercendo o mandato de vereadora. Agora, fora da principal cadeira do Legislativo, terá inclusive a oportunidade de responder politicamente ao rótulo que marcou parte de sua passagem pelo comando da Casa por meio da própria atuação parlamentar. Para Paula, seu balanço é positivo: ela afirma que buscou integrar os vereadores, cuidar da estrutura da Câmara, valorizar servidores e respeitar o Regimento Interno. Gazeta Digital Ilde assume em janeiro com discurso semelhante em um ponto fundamental: harmonia com o Executivo, mas preservação da independência do Legislativo. Gazeta Digital No fim, portanto, a troca de presidente deixa uma questão maior do que a disputa entre Paula, Ilde ou Abilio: até onde deve ir a relação de harmonia entre Prefeitura e Câmara sem comprometer a independência de quem tem justamente a função de legislar e fiscalizar o Executivo? Essa discussão não termina com a saída de Paula Calil da Presidência. Ela apenas muda de personagem. Por: Alex Rabelo — jornalista e estrategista em marketing político | MT Urgente News