Deputado defende união da centro-direita, redução da abstenção e mobilização do eleitorado de Mato Grosso para ampliar votação de Flávio Bolsonaro no segundo turno O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) alertou para o risco de excesso de confiança entre lideranças e militantes da centro-direita na reta final da eleição presidencial. Segundo ele, a disputa exige mobilização até o último dia de campanha, com união do grupo político e esforços para ampliar a participação dos eleitores nas urnas. A declaração foi feita nesta quarta-feira (14), antes da sessão plenária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Ao comentar a inauguração da Casa 22, o parlamentar defendeu que a centro-direita deixe de lado divergências internas e concentre esforços na candidatura de Flávio Bolsonaro (PL). “Eleição não se ganha com antecedência”, afirmou Júlio Campos, que também criticou o clima de triunfalismo entre apoiadores. Para o deputado, a experiência da eleição de 2022, quando Jair Bolsonaro não conseguiu a reeleição, deve servir de alerta para evitar a repetição de erros na campanha atual. Entre as prioridades apontadas pelo parlamentar está a redução da abstenção em Mato Grosso, que, segundo ele, ficou em torno de 22% no primeiro turno. Júlio Campos defendeu a mobilização dos eleitores nos últimos dias de campanha para ampliar a votação de Flávio Bolsonaro no estado, com a meta de alcançar entre 65% e 75% dos votos. Como exemplo, o deputado relatou ter providenciado transporte fluvial para funcionários de sua propriedade no Pantanal, com o objetivo de facilitar o deslocamento até os locais de votação. Júlio Campos também comentou a discussão sobre o fim da escala de trabalho 6×1 e avaliou que a posição de Flávio Bolsonaro favorável à proposta pode contribuir para o diálogo com os trabalhadores. Para o parlamentar, a eventual aprovação da mudança deve ser acompanhada de regulamentação e mecanismos de flexibilidade. No primeiro turno, Flávio Bolsonaro recebeu 1.298.581 votos em Mato Grosso, o equivalente a 65,15% dos votos válidos, segundo os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) citados no levantamento. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) obteve 581.681 votos, correspondentes a 29,18%. Dos 142 municípios mato-grossenses, Flávio venceu em 133, enquanto Lula ficou à frente em nove. A diferença entre os candidatos foi de aproximadamente 716,9 mil votos, resultado que reforça o peso eleitoral do estado na disputa nacional. Apesar do desempenho no primeiro turno, Júlio Campos avalia que a mobilização dos eleitores será determinante para o resultado da votação em Mato Grosso, especialmente diante da necessidade de conter a abstenção e manter o engajamento dos apoiadores até o encerramento da campanha.
Prédio histórico em Cuiabá chega a 75% de execução e vai abrigar três unidades da Polícia Civil
Com investimento de R$ 9,4 milhões, obra do Governo de Mato Grosso preserva patrimônio do século XIX e moderniza estrutura para ampliar o atendimento à população A reforma e restauração do antigo prédio da Fundação Centro de Reabilitação Dom Aquino Corrêa (Cridac), em Cuiabá, alcançaram 75% de execução. Com investimento de R$ 9,4 milhões, a obra é realizada pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag-MT), e tem entrega prevista para o início de 2027. O espaço abrigará três unidades da Polícia Judiciária Civil (PJC): a Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf), a 1ª Delegacia de Polícia, responsável pela Central de Ocorrências, e a Delegacia Especializada de Estelionato e Polícia Comunitária. A concentração dos serviços em um único endereço busca facilitar o acesso da população e melhorar as condições de trabalho dos servidores. O projeto inclui modernização das instalações elétricas, tecnológicas e hidrossanitárias, além de adequações de acessibilidade, com rampas, piso tátil, rotas acessíveis e banheiros adaptados. Também estão previstas a revitalização das áreas verdes, a recuperação da praça interna e a criação de espaços de convivência e apoio aos servidores. Segundo o secretário de Estado de Planejamento e Gestão, Basílio Bezerra, a obra alia preservação histórica e melhoria do atendimento público. “Nossa prioridade é assegurar a qualidade do patrimônio público, preservando seu valor histórico e oferecer ao cidadão um atendimento eficiente, respeitoso e ágil”, destacou. Patrimônio histórico Com 638,89 metros quadrados, a parte tombada do complexo remonta ao século XIX e já abrigou a antiga Cadeia Pública e, posteriormente, o Cridac. Os serviços de restauração atingiram cerca de 80% de conclusão e incluem a fabricação manual de aproximadamente 35 mil adobes para recomposição da estrutura, além da recuperação da cobertura, portas e janelas originais. A intervenção é acompanhada pela Superintendência de Preservação do Patrimônio Histórico e Museológico da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT). Para o superintendente Robinson de Carvalho Araújo, o projeto recupera uma construção de relevância para a história e a paisagem urbana de Cuiabá, incorporando infraestrutura moderna sem descaracterizar a arquitetura original. Ampliação da estrutura A outra parte do complexo, com 2.208,28 metros quadrados, passa por reforma e ampliação. Após a conclusão das demolições, as equipes avançam na preparação e execução do contrapiso e nas instalações hidrossanitárias. O projeto prevê novos banheiros, copas e ambientes funcionais para atender às necessidades das unidades policiais. A delegada-geral da Polícia Civil, Daniela Maidel, destaca que a concentração das delegacias em um único endereço, na região central de Cuiabá, deve proporcionar mais comodidade e facilidade de acesso aos cidadãos.
Max defende equilíbrio na destinação de emendas para shows em Mato Grosso
Presidente da ALMT destaca importância do lazer e da cultura, mas alerta para a necessidade de planejamento dos gastos O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), defendeu equilíbrio na destinação de emendas parlamentares para a realização de shows e eventos culturais no estado. Durante entrevista ao programa Primeira Página, da Rádio Centro América FM, na manhã desta terça-feira (13), o parlamentar destacou que essas iniciativas movimentam a economia, fortalecem o setor cultural e proporcionam lazer à população. No entanto, ressaltou a necessidade de planejamento e responsabilidade na aplicação dos recursos públicos para evitar desperdícios. “O ser humano, e aí nós estamos tendo muitos problemas psicológicos, ele tem que ter um pouquinho de tudo, como lazer, trabalho, religião, ou seja, para conseguir ter um psicológico bom. Eu, por exemplo, tenho que ir um pouco para a beira do rio, enfim, a gente tem que que ter um pouco de tudo para poder ter uma qualidade de vida melhor”, declarou ao ser questionado. A discussão ocorre em meio aos debates envolvendo os altos cachês pagos a artistas de renome nacional em eventos custeados com dinheiro público. A contratação dessas atrações frequentemente ganha repercussão na imprensa e divide opiniões sobre a utilização dos recursos. Diante desse cenário, Max reconheceu a importância de avaliar criteriosamente os investimentos, considerando os custos e os benefícios para a população, sem deixar de incentivar a realização de atividades culturais. O deputado também chamou a atenção para o papel social das festas populares, especialmente para quem não tem condições financeiras de pagar ingressos para grandes apresentações. Segundo ele, os eventos gratuitos democratizam o acesso à cultura e permitem que a população prestigie artistas que, muitas vezes, só teria a oportunidade de acompanhar pela televisão ou pelas redes sociais. “O evento é cultura, você dá condição a uma pessoa que tem um sonho de assistir a um show do Gusttavo Lima, mas não consegue pagar 300, 200 reais, 400 reais para ir a um evento privado assistir. Às vezes, numa festa, ele tem essa oportunidade”, finalizou ao citar o cantor sertanejo de projeção nacional.
INMET emite alerta de tempestades com ventos de até 100 km/h em seis estados
Aviso laranja segue até as 23h59 desta quarta-feira (14), com previsão de chuva de até 100 milímetros por dia, possibilidade de granizo e risco de danos à infraestrutura e às lavouras. O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) emitiu alerta laranja de tempestades para áreas de seis estados brasileiros nesta quarta-feira (14): São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Mato Grosso do Sul. O aviso, válido até as 23h59, prevê chuva intensa, ventos de até 100 km/h e possibilidade de granizo. De acordo com a previsão, os acumulados podem variar entre 50 e 100 milímetros em 24 horas, com volumes de até 60 milímetros em apenas uma hora. As condições meteorológicas elevam o risco de queda de árvores, danos a plantações, alagamentos pontuais e interrupções no fornecimento de energia elétrica. Em São Paulo, o alerta abrange regiões como Campinas, Ribeirão Preto, Bauru, Araçatuba, Presidente Prudente e São José do Rio Preto. No Paraná, inclui áreas do Norte, Noroeste, Oeste, Centro-Sul e da região metropolitana de Curitiba. Em Mato Grosso do Sul, a previsão contempla localidades do leste, centro-norte, sudoeste e Pantanal. O aviso também alcança áreas da Zona da Mata, do Sul e do Oeste de Minas Gerais, além de regiões do interior e metropolitanas do Rio de Janeiro. No Espírito Santo, a previsão se concentra na porção sul do estado. A intensidade das tempestades pode variar entre os municípios, conforme a formação e o deslocamento das áreas de instabilidade. Risco para a produção rural Os temporais também exigem atenção dos produtores rurais. Rajadas intensas podem provocar o tombamento de plantas e danos a estruturas, enquanto o granizo pode comprometer lavouras, especialmente em fases mais sensíveis do desenvolvimento. O volume elevado de chuva em curto período ainda pode encharcar o solo, dificultar o trânsito de máquinas e interromper atividades no campo. Mato Grosso não está incluído no alerta laranja descrito para esta quarta-feira, mas há indicação de avisos meteorológicos de menor severidade para áreas do estado. Por isso, moradores e produtores devem acompanhar as atualizações oficiais e verificar as condições específicas de seus municípios. Durante as tempestades, a orientação é evitar abrigo debaixo de árvores, manter distância de torres de transmissão e não estacionar veículos próximos a estruturas que possam cair. Quando houver segurança, a recomendação é desligar equipamentos elétricos para reduzir os riscos associados a descargas e oscilações de energia. Em situações de emergência, a população pode acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 e o Corpo de Bombeiros pelo 193. Os avisos por município e os respectivos períodos de validade podem ser consultados no painel oficial de alertas meteorológicos do INMET.
Cuiabá celebra 35 anos da visita de João Paulo II com inauguração de escultura e show católico
Programação gratuita será realizada nesta sexta-feira (16), no Sesi Papa, com missa, inauguração de monumento e apresentação da cantora Celina Borges; expectativa é reunir 4 mil pessoas. Cuiabá celebra, nesta sexta-feira (16), os 35 anos da visita do Papa São João Paulo II à Capital com uma programação especial que une fé, cultura e memória histórica. O evento será realizado no Sesi Papa, com entrada gratuita, e terá como destaque a inauguração de uma escultura em homenagem ao pontífice, além de missa e show nacional da cantora católica Celina Borges. A expectativa é reunir cerca de 4 mil pessoas. O prefeito Abilio Brunini recebeu, na terça-feira (13), o convite oficial para participar das comemorações. A entrega foi feita pelo reitor do Santuário Eucarístico São João Paulo II, padre Marcos Ferrucci, acompanhado da rainha Ana Paula Preza Moreno e do rei, vereador Coronel Dias. A programação começa às 19h, com a celebração de Santa Missa. Às 20h, será inaugurada a escultura de São João Paulo II, produzida pelo escultor Francisco Charneca. O encerramento está previsto para as 21h, com a apresentação de Celina Borges. Durante o encontro, Abilio destacou o significado histórico da passagem do pontífice pela Capital e a possibilidade de fortalecer a preservação dessa memória. Segundo ele, a proposta é consolidar o espaço como referência cultural, religiosa e turística, valorizando também a localização de Cuiabá no centro geodésico da América do Sul. O padre Marcos Ferrucci convidou a população a participar das celebrações e ressaltou a importância da iniciativa para manter viva a lembrança da visita papal. Memorial Papa São João Paulo II A programação também integra os esforços para estruturar o Memorial Papa São João Paulo II, projeto que busca preservar a história da passagem do pontífice por Cuiabá e ampliar o potencial do município no turismo religioso. A iniciativa prevê articulação entre a Prefeitura, o Santuário Eucarístico São João Paulo II e instituições como a Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt) e o Serviço Social da Indústria (Sesi), além da participação técnica da equipe de arquitetura do município. A visita de João Paulo II ocorreu em 16 de outubro de 1991, durante sua segunda passagem pelo Brasil. Na ocasião, o papa celebrou uma missa em Cuiabá, participou de um encontro com representantes indígenas e se reuniu com jovens de diferentes dioceses brasileiras. Três décadas e meia depois, a homenagem busca preservar esse capítulo da história religiosa da Capital e transmiti-lo às novas gerações.
“Minha filha não foi assassinada por ser mulher”, diz Cattani ao questionar conceito de feminicídio
Deputado atribuiu o crime à não aceitação do fim do relacionamento e defendeu o feminicídio como agravante; legislação inclui a violência doméstica na definição do crime. Por: Alex Rabelo — jornalista e estrategista político | MT Urgente News O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) questionou o conceito de feminicídio ao comentar o assassinato de sua filha, Raquel Cattani. Em declaração na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, na quarta-feira (7), o parlamentar afirmou que, em sua avaliação, o crime ocorreu porque o ex-companheiro não aceitava o fim do relacionamento. “A minha filha não foi assassinada por ser mulher. Ela foi assassinada pelo relacionamento que ela tinha com uma pessoa totalmente desequilibrada, que tirou a vida dela porque não aceitava o fim do relacionamento”, afirmou. A manifestação ocorreu quando Cattani saiu em defesa da deputada estadual eleita por São Paulo, Eduarda Campopiano (PL), que havia questionado a existência do feminicídio como classificação específica de crime. O que o deputado quis dizer Cattani fez uma distinção entre matar uma mulher exclusivamente por ela ser mulher e um assassinato relacionado ao vínculo entre vítima e agressor. Na interpretação apresentada pelo parlamentar, a morte de Raquel estaria ligada à recusa do ex-companheiro em aceitar a separação. Questionado sobre o enquadramento do caso, ele disse considerar incorreta a definição de feminicídio caso o termo seja entendido apenas como matar alguém por seu gênero. Ao mesmo tempo, afirmou aceitar uma punição maior pelas circunstâncias do crime. “Se o feminicídio diz que você é morta por ser o que você é, isso realmente está errado. Agora, como um agravante por ter sido morta dentro de casa, ou por ter sido morta pelo seu ex-marido, aí tudo bem”, declarou. Assim, o deputado defendeu que essas circunstâncias sejam consideradas para aumentar a pena, embora tenha chamado o feminicídio de “agravante”. O que estabelece a legislação A definição legal de feminicídio abrange mais do que um assassinato motivado exclusivamente por desprezo às mulheres. O Código Penal inclui expressamente duas situações: violência doméstica e familiar ou menosprezo ou discriminação à condição de mulher. Por isso, atribuir um crime à não aceitação de uma separação não afasta, por si só, a possibilidade de enquadramento como feminicídio. É necessário analisar as circunstâncias e as provas do caso. Desde a Lei nº 14.994, de outubro de 2024, o feminicídio é um crime autônomo, com pena de 20 a 40 anos de prisão. Portanto, na legislação atual, ele não é apenas uma agravante do homicídio. A declaração de Cattani expressa sua interpretação sobre o tema e não altera a classificação jurídica do assassinato da filha. Conforme reportagem do Primeira Página, o ex-marido de Raquel foi condenado por feminicídio. ASSISTA O VÍDEO:
Fim da escala 6×1: Senado pode votar hoje; entenda o que mudaria para os trabalhadores
Proposta prevê duas folgas remuneradas por semana e redução gradual da jornada para 40 horas, sem corte salarial. Mudanças dependem da aprovação e da publicação da emenda. Por: Alex Rabelo — jornalista e estrategista político | MT Urgente News O Senado pode votar nesta quarta-feira (14) a proposta de emenda à Constituição que acaba com a escala 6×1, modelo em que o trabalhador atua seis dias e descansa um. A PEC 221/2019 prevê duas folgas remuneradas por semana e uma jornada máxima de 40 horas semanais, sem redução salarial. A quinta e última sessão de discussão antes da votação em primeiro turno está prevista para hoje. O governo busca aprovar um calendário especial para concluir também o segundo turno na mesma data. A proposta ainda não está em vigor. O que mudaria na rotina de trabalho? A principal mudança seria a garantia de dois dias de descanso remunerado por semana. Na organização regular da escala, seriam cinco dias de trabalho e dois de folga. Além disso, o limite semanal cairia de 44 para 40 horas. A redução seria gradual, permitindo um período de adaptação. O texto aprovado pela Câmara prevê que essas mudanças alcancem também os contratos de trabalho já existentes. Quando as novas regras começariam a valer? Os prazos seriam contados a partir da publicação da emenda constitucional: Etapa O que está previsto Dois meses após a publicação Jornada máxima de 42 horas semanais e dois dias de descanso remunerado Quatorze meses após a publicação Jornada máxima de 40 horas semanais Portanto, uma eventual aprovação nesta quarta-feira não mudaria a escala de trabalho imediatamente. Primeiro, seria necessário concluir a tramitação e publicar a emenda. O salário poderia diminuir? Não por causa dessa mudança. A proposta proíbe a redução salarial decorrente da diminuição da jornada e da ampliação das folgas, inclusive nos contratos vigentes. Para quem já trabalha 40 horas semanais ou menos, o texto não determina uma nova redução proporcional da carga horária. As folgas seriam obrigatoriamente no sábado e no domingo? Não. A proposta estabelece preferência pelo domingo para um dos dias de descanso, mas não obriga que as duas folgas sejam no fim de semana. Convenções coletivas poderiam organizar compensações, preservando a média mensal de duas folgas por semana e pelo menos um dia de descanso a cada sete. A regra seria igual para todos? O texto prevê exceções. Empregados com diploma de ensino superior e remuneração igual ou superior a 2,5 vezes o teto da Previdência não estariam sujeitos às novas regras de duração e controle da jornada, salvo concessão do empregador ou previsão em acordo coletivo. O direito ao repouso, porém, seria mantido. A proposta também exclui os servidores públicos dessas novas regras de jornada. Para trabalhadores vinculados a contratos de prestação de serviços à administração pública, há uma transição específica. O que falta para a proposta ser aprovada? A PEC já passou pela Câmara dos Deputados e precisa receber pelo menos 49 votos favoráveis em cada um dos dois turnos no Senado. Se os senadores mantiverem o texto aprovado pelos deputados, a emenda poderá ser promulgada pelas Mesas da Câmara e do Senado. Se houver mudanças que exijam nova análise, a proposta retornará à Câmara. Por ser uma emenda à Constituição, não depende de sanção presidencial. Com informações da Agência Senado.
Waldir Teis descarta aposentadoria antecipada e confirma permanência no TCE-MT
Conselheiro reconheceu que cogitou deixar o cargo, mas afirmou que pretende continuar trabalhando; declaração ocorre após divergência sobre a Escola Superior de Contas. Por: Alex Rabelo — jornalista e estrategista político | MT Urgente News O conselheiro Waldir Teis afirmou, durante a sessão plenária de terça-feira (13), que não pretende antecipar sua aposentadoria do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT). Embora tenha considerado a possibilidade e recebido sugestões para deixar o cargo, ele disse que decidiu continuar exercendo suas funções. “Não vou me aposentar, vou continuar”, declarou. Ao explicar a decisão, o conselheiro acrescentou: “E o que eu vou fazer se eu me aposentar?”. Segundo Teis, sua intenção é seguir contribuindo com o tribunal dentro de sua capacidade de trabalho. A manifestação responde às especulações sobre uma possível abertura de vaga na Corte. Conforme reportagem do Gazeta Digital, Eduardo Botelho, Dilmar Dal Bosco e o ex-secretário estadual de Fazenda Rogério Gallo estavam entre os nomes mencionados nos bastidores como possíveis interessados na cadeira. A declaração de Teis afasta, neste momento, a perspectiva de uma saída voluntária. Teis tomou posse como conselheiro em 14 de dezembro de 2007. Antes de ingressar no tribunal, foi secretário de Fazenda de Mato Grosso, entre 2003 e 2007. De acordo com o Gazeta Digital, a aposentadoria compulsória está prevista para 2028, quando ele completará 75 anos. Divergência sobre a Escola Superior de Contas As discussões sobre o futuro do conselheiro ganharam espaço após a sessão de 29 de setembro, marcada por uma divergência envolvendo sua retirada da supervisão da Escola Superior de Contas. O presidente do TCE-MT, Sérgio Ricardo, justificou a mudança com críticas aos resultados apresentados por Teis e ao acúmulo de atribuições do conselheiro. As afirmações foram feitas durante o debate e representam a avaliação do presidente sobre a atuação do colega. Antônio Joaquim questionou a condução da medida e defendeu que as decisões administrativas respeitem a atuação colegiada. Também propôs que os responsáveis pela Escola Superior de Contas e pela Ouvidoria sejam escolhidos por eleição interna. Durante a discussão, Teis pediu que os integrantes do tribunal buscassem consenso e reduzissem os conflitos. Na manifestação desta terça-feira, reafirmou sua disposição de permanecer na instituição e continuar trabalhando com os demais membros da Corte. Com informações do Gazeta Digital. Foto: Divulgação/TCE-MT.
Operação Aposta Final bloqueia R$ 102,4 milhões e mira influenciadora de Várzea Grande
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (14.10), a Operação Aposta Final para cumprir 19 ordens judiciais no âmbito de uma investigação sobre exploração e divulgação de jogos de azar e lavagem de dinheiro, envolvendo uma influenciadora digital de Várzea Grande e o seu marido. As ordens judiciais foram deferidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias – Polo Cuiabá, com base em investigações conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco), da Polícia Civil. Entre as medidas autorizadas estão três mandados de busca e apreensão domiciliar em endereços vinculados ao casal, quatro buscas e apreensões de veículos e o bloqueio de ativos financeiros até o limite global de R$ 102,4 milhões, em contas dos investigados. Também foram determinadas a suspensão cautelar das atividades econômicas e financeiras de duas empresas, a quebra de sigilo de dados telemáticos, a exclusão de perfis em redes sociais e o bloqueio de um site utilizado para divulgação de apostas. Os crimes investigados são de exploração e divulgação de jogos de azar sem autorização legal e a prática de lavagem de dinheiro. O cumprimento das ordens tem como objetivo reunir novas provas, aprofundar a análise do fluxo financeiro e identificar outros possíveis envolvidos na estrutura investigada. Movimentação milionária As investigações contra a influenciadora, alvo da operação, tiveram início após uma denúncia recebida em agosto de 2026, que apontava a atuação de uma facção criminosa envolvida com a divulgação de plataformas de jogos on-line e possíveis práticas de lavagem de dinheiro. Durante os primeiros levantamentos, os policiais identificaram publicações feitas pela influenciadora em redes sociais, com divulgação de links que direcionavam os seguidores a uma plataforma de apostas por meio de jogos ilegais. Os links divulgados pela influenciadora direcionavam os usuários a um site no qual os pagamentos via Pix tinham como destinatárias duas empresas, que não constavam na relação oficial de autorizadas pela Secretaria de Prêmios e Apostas, do Ministério da Fazenda, para operar apostas de quota fixa. A investigação apontou que uma das empresas divulgadas pela influenciadora movimentou mais de R$ 102,4 milhões entre 14 de maio e 12 de julho de 2026, considerando créditos e débitos realizados no período. A movimentação apresentou características que levantaram suspeitas, como o recebimento e o repasse de valores em sequência e transferências associadas a jogos e apostas on-line. A análise também identificou indícios de que as empresas investigadas atuariam como canais de recebimento dos recursos provenientes das apostas, motivo pelo qual a Polícia Civil representou pela adoção de medidas para interromper as atividades suspeitas e preservar valores que possam estar relacionados às infrações apuradas. Indisponibilidade de bens e valores Durante as investigações, também chamou atenção a evolução patrimonial dos envolvidos, sendo identificada a posse de veículos de alto valor, um imóvel residencial e despesas com viagens internacionais, incompatíveis com os rendimentos lícitos declarados. Além do bloqueio de ativos financeiros no limite de R$ 102,4 milhões, a Justiça autorizou a apreensão de quatro veículos, sendo duas caminhonetes Toyota Hilux, uma Volkswagen Saveiro e um Volkswagen Nivus GTS. Interrupção das divulgações Com o fim de impedir a continuidade das atividades investigadas, foi determinada a suspensão cautelar do exercício da atividade econômica e financeira das duas empresas investigadas, sendo também determinada à influenciadora investigada a proibição de criar, acessar ou utilizar redes sociais e plataformas digitais para divulgar ou promover jogos, apostas ou atividades relacionadas. Os mandados de busca e apreensão abrangem a residência dos investigados e os estabelecimentos comerciais vinculados a eles, incluindo um salão de beleza e um açougue, em Várzea Grande e Cuiabá. As medidas buscam a apreensão de documentos, aparelhos eletrônicos, registros financeiros e outros elementos que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos, identificação de transações e possíveis vínculos com outros participantes. As investigações seguem em andamento para esclarecer a estrutura de funcionamento do esquema, identificar os responsáveis pela operação da plataforma e rastrear os recursos movimentados. Aposta Final O nome da operação faz referência ao encerramento da atuação investigada relacionada à divulgação e à exploração de jogos de azar on-line, com foco na interrupção do fluxo financeiro suspeito e na responsabilização dos envolvidos. A operação busca desarticular a estrutura utilizada para promover as apostas e movimentar recursos, além de impedir a continuidade das atividades sob investigação.