Deputado defende união da centro-direita, redução da abstenção e mobilização do eleitorado de Mato Grosso para ampliar votação de Flávio Bolsonaro no segundo turno
O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) alertou para o risco de excesso de confiança entre lideranças e militantes da centro-direita na reta final da eleição presidencial. Segundo ele, a disputa exige mobilização até o último dia de campanha, com união do grupo político e esforços para ampliar a participação dos eleitores nas urnas.
A declaração foi feita nesta quarta-feira (14), antes da sessão plenária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Ao comentar a inauguração da Casa 22, o parlamentar defendeu que a centro-direita deixe de lado divergências internas e concentre esforços na candidatura de Flávio Bolsonaro (PL).
“Eleição não se ganha com antecedência”, afirmou Júlio Campos, que também criticou o clima de triunfalismo entre apoiadores. Para o deputado, a experiência da eleição de 2022, quando Jair Bolsonaro não conseguiu a reeleição, deve servir de alerta para evitar a repetição de erros na campanha atual.
Entre as prioridades apontadas pelo parlamentar está a redução da abstenção em Mato Grosso, que, segundo ele, ficou em torno de 22% no primeiro turno. Júlio Campos defendeu a mobilização dos eleitores nos últimos dias de campanha para ampliar a votação de Flávio Bolsonaro no estado, com a meta de alcançar entre 65% e 75% dos votos.
Como exemplo, o deputado relatou ter providenciado transporte fluvial para funcionários de sua propriedade no Pantanal, com o objetivo de facilitar o deslocamento até os locais de votação.
Júlio Campos também comentou a discussão sobre o fim da escala de trabalho 6×1 e avaliou que a posição de Flávio Bolsonaro favorável à proposta pode contribuir para o diálogo com os trabalhadores. Para o parlamentar, a eventual aprovação da mudança deve ser acompanhada de regulamentação e mecanismos de flexibilidade.
No primeiro turno, Flávio Bolsonaro recebeu 1.298.581 votos em Mato Grosso, o equivalente a 65,15% dos votos válidos, segundo os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) citados no levantamento. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) obteve 581.681 votos, correspondentes a 29,18%.
Dos 142 municípios mato-grossenses, Flávio venceu em 133, enquanto Lula ficou à frente em nove. A diferença entre os candidatos foi de aproximadamente 716,9 mil votos, resultado que reforça o peso eleitoral do estado na disputa nacional.
Apesar do desempenho no primeiro turno, Júlio Campos avalia que a mobilização dos eleitores será determinante para o resultado da votação em Mato Grosso, especialmente diante da necessidade de conter a abstenção e manter o engajamento dos apoiadores até o encerramento da campanha.