Após revés eleitoral, lideranças da sigla defendem reformulação interna, fortalecimento da militância e reorganização nos municípios, mas prometem dialogar com a atual presidente antes de decidir sobre mudanças. A derrota da deputada estadual Janaina Riva (MDB) na disputa pelo Senado intensificou as discussões sobre os rumos do partido em Mato Grosso e abriu espaço para questionamentos sobre a permanência da parlamentar na presidência estadual da legenda. À frente da sigla desde agosto de 2025, ela poderá enfrentar mudanças na composição da direção, diante da articulação de lideranças que defendem uma nova fase para o MDB. Em entrevista à imprensa nesta quarta-feira (28), o deputado estadual Dr. João confirmou que há integrantes do partido favoráveis à renovação do comando e afirmou que o grupo trabalha na construção de um projeto de reorganização política. A proposta inclui fortalecer a militância, ampliar a presença da legenda nos municípios e resgatar características históricas do MDB. Segundo Dr. João, ele e os deputados Thiago Silva, Léo e Eduardo Botelho já iniciaram conversas sobre a reestruturação partidária. A expectativa é avançar nas discussões até o fim do ano, quando também poderão ser definidas mudanças na direção estadual e nas estratégias políticas da sigla. Apesar da movimentação, o parlamentar ressaltou que qualquer decisão sobre a presidência deverá ser precedida de uma conversa com Janaina Riva. A intenção, segundo ele, é compreender os planos da deputada e evitar que as divergências provoquem uma divisão interna. Dr. João afirmou que o diálogo deverá ocorrer com respeito e destacou a necessidade de preservar a unidade partidária. Embora tenha reconhecido a existência de integrantes favoráveis à troca de comando, disse que o grupo ainda não tratou diretamente da sucessão na presidência. Janaina assumiu a liderança estadual do MDB em 21 de agosto de 2025, tornando-se a primeira mulher a ocupar o posto em Mato Grosso. Agora, pouco mais de um ano depois, a derrota eleitoral coloca em evidência os desafios da legenda para reorganizar suas forças e definir os próximos passos. O debate ocorre em meio a uma sequência de resultados eleitorais desfavoráveis para o partido. Além de não conquistar a vaga no Senado com Janaina, a legenda também enfrentou dificuldades na composição de suas chapas e não conseguiu viabilizar a eleição de Jéssica Riva, irmã da deputada, conforme a estratégia política articulada pela família. A disputa também foi marcada pelo desmonte da chapa federal do MDB, em meio às preocupações com o desempenho eleitoral necessário para garantir representação na Câmara dos Deputados. Na legislatura anterior, a sigla contava com Emanuelzinho e Juarez Costa, que posteriormente deixaram o partido. No cenário estadual, o saldo também foi desigual entre os parlamentares da legenda. Dr. João e Thiago Silva conseguiram renovar seus mandatos, enquanto Eduardo Botelho não garantiu uma vaga na próxima composição da Assembleia Legislativa. Diante desse cenário, a discussão sobre o comando estadual passa a integrar um debate mais amplo sobre a capacidade do MDB de recuperar espaço político em Mato Grosso. A definição sobre a permanência de Janaina Riva deverá depender das conversas internas e da construção de um consenso entre as principais lideranças da sigla.
Sinalização verde-limão será testada por seis meses para aumentar a segurança na Serra de São Vicente
Trecho da BR-163/364, entre o km 344 e o km 351, receberá pintura experimental para melhorar a visibilidade em meio à neblina e avaliar possíveis impactos na redução de acidentes. Uma nova estratégia para reforçar a segurança dos motoristas começa a ser testada na Serra de São Vicente, na BR-163/364, em Mato Grosso. A concessionária Nova Rota do Oeste iniciou a implantação de uma faixa complementar na cor verde-limão entre os quilômetros 344 e 351, no sentido Norte, de Rondonópolis para Cuiabá. O experimento terá duração de seis meses e busca verificar se a mudança aumenta a visibilidade da sinalização em um dos trechos que exigem maior atenção dos condutores. A escolha da região considera o histórico de acidentes e a ocorrência frequente de neblina, condições que podem comprometer a percepção das faixas de trânsito e dificultar a condução, especialmente em períodos de visibilidade reduzida. Com a nova pintura, a expectativa é oferecer uma referência visual mais evidente para quem trafega pela rodovia. A sinalização verde-limão será aplicada ao lado das linhas de bordo já existentes, sem retirar ou substituir as marcações brancas previstas na regulamentação. Dessa forma, a intervenção funcionará como um reforço visual, aproveitando o contraste da nova cor com o asfalto para facilitar a identificação dos limites da pista. Outro recurso empregado na pintura são as microesferas de vidro, utilizadas para ampliar a retrorrefletividade do material. Quando recebem a luz dos faróis, essas partículas ajudam a devolver a iluminação na direção dos motoristas, favorecendo a visualização das marcações durante a noite. A iniciativa segue experiências semelhantes realizadas em outras rodovias brasileiras. Entre os exemplos estão a BR-277, no Paraná, sob concessão da Via Araucária, e a PR-444, administrada pela EPR Paraná, onde soluções desse tipo também foram adotadas para reforçar a sinalização viária. Durante os seis meses de acompanhamento, serão observadas as condições de visibilidade e comparados os indicadores de acidentes registrados antes e depois da implantação. Os resultados deverão ajudar a determinar se a faixa complementar oferece benefícios efetivos para a segurança no trecho e se a medida pode ser considerada para outras áreas com características semelhantes. O teste integra a busca por alternativas que contribuam para reduzir riscos em pontos críticos da malha rodoviária. Na Serra de São Vicente, a avaliação da nova sinalização poderá indicar se uma mudança visual relativamente simples é capaz de auxiliar os condutores em condições adversas, como a presença de neblina.
Operação Mãos à Obra: Gaeco prende cinco e mira servidores, engenheiros e empresários em Sinop
Investigação apura suspeitas de pagamento de propina para facilitar aprovações de projetos, emissão de licenças e processos administrativos entre 2017 e 2026. Justiça determinou afastamentos de agentes públicos e bloqueios patrimoniais que podem chegar a R$ 80 milhões. O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) deflagrou, nesta quarta-feira (28), a segunda fase da Operação Mãos à Obra, em Sinop, no norte de Mato Grosso. A ação investiga suspeitas de corrupção envolvendo servidores públicos, engenheiros, arquitetos e empresários em procedimentos relacionados a obras e empreendimentos imobiliários no município, no período de 2017 a 2026. Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de prisão preventiva e ordens de busca e apreensão contra alvos da investigação. A operação também resultou no afastamento cautelar de seis agentes públicos, na suspensão das atividades de uma empresa e na imposição de medidas patrimoniais e financeiras contra investigados. Os bloqueios de bens podem alcançar R$ 80 milhões, além de outras restrições e do sequestro de imóveis. Entre os presos preventivamente estão os engenheiros civis Fernando Dante Morari e Júlio Henrique Verdu Garcia, ambos servidores da Prefeitura de Sinop. Também foram detidos os servidores públicos Agnaldo Rael da Silva e Valdinei Monteiro da Silva, este último já citado na primeira fase da operação. Completa a relação Débora Alvarenga Nakanishi da Silva, empresária e sócia da Dnishi Empreendimentos Imobiliários Ltda., que também está entre os alvos da investigação. As ordens de busca e apreensão atingiram ainda Antônio Benedito Rodrigues, as arquitetas Bruna Maia de Freitas e Grazielly Stolarski, o fiscal de obras Samuel de Sousa Vieira e os engenheiros civis Charles Correia da Costa, Laércio Ronei Schorr e Roni de Souza. Este último também atua como empresário e agente penitenciário. No segmento empresarial, a investigação alcança Danielle da Silva Otaviano Garcia e Felipe Gabriel Russo, além da própria Dnishi Empreendimentos Imobiliários Ltda. As medidas fazem parte da apuração sobre possíveis irregularidades em procedimentos administrativos ligados ao setor imobiliário e à execução de obras em Sinop. De acordo com as informações divulgadas sobre a operação, o esquema suspeito envolveria o pagamento de propina para acelerar trâmites administrativos, obter pareceres favoráveis, aprovar projetos e viabilizar a emissão de licenças e certificados. A apuração também busca esclarecer possíveis interferências em fiscalizações relacionadas à Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Habitação. Um dos pontos que chamou a atenção durante o cumprimento das medidas foi a localização de malas, bolsas e sacos de lixo contendo milhares de cédulas de dinheiro na residência de um dos alvos. Até o momento, o valor total encontrado não havia sido informado. A segunda fase da Operação Mãos à Obra busca aprofundar a apuração sobre a possível participação de agentes públicos e representantes do setor privado nas irregularidades investigadas. As medidas judiciais incluem restrições pessoais, administrativas e patrimoniais, enquanto as responsabilidades individuais deverão ser esclarecidas no decorrer da investigação.
Feriadão altera funcionamento dos serviços públicos em Mato Grosso; veja o que abre e fecha
Repartições estaduais suspendem o atendimento na sexta-feira (30) e na segunda-feira (2), durante o feriado de Finados. Serviços essenciais de saúde e segurança serão mantidos, enquanto o expediente administrativo será retomado na terça-feira (3). O funcionamento dos órgãos públicos estaduais de Mato Grosso será alterado durante o feriado prolongado que reúne o Dia do Servidor Público e o Dia de Finados. O governo estadual transferiu a comemoração do Dia do Servidor, originalmente celebrada em 28 de outubro, para sexta-feira (30). Com o feriado nacional de Finados, na segunda-feira (2 de novembro), as repartições administrativas permanecerão fechadas nos dois dias, com retorno das atividades previsto para terça-feira (3). A mudança segue o calendário oficial de feriados e pontos facultativos do Poder Executivo estadual para 2026, estabelecido pelo Decreto nº 1.787/2025. Apesar da suspensão do expediente administrativo, os serviços considerados essenciais continuarão funcionando, com equipes de plantão para garantir o atendimento à população. As unidades do Ganha Tempo não abrirão na sexta-feira nem na segunda-feira. O atendimento presencial será retomado normalmente na terça-feira, em todas as unidades do Estado. A mesma programação será adotada pelo Centro Estadual de Cidadania, localizado no Várzea Grande Shopping, que voltará a receber o público no dia 3 de novembro. Na área da saúde, o fechamento durante o feriado abrangerá a sede administrativa da Secretaria de Estado de Saúde (SES), o Centro de Reabilitação Integral Dom Aquino Corrêa (Cridac), o Centro Estadual de Odontologia para Pacientes Especiais (Ceope), o Centro Estadual de Referência em Média e Alta Complexidades (Cermac), o MT Hemocentro e a Farmácia Especializada de Alto Custo. O atendimento nessas unidades será retomado na terça-feira (3). O Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) funcionará em regime de plantão. Já a rede hospitalar estadual, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e a Central Estadual de Transplantes manterão suas atividades normalmente, sem interrupção dos atendimentos essenciais. Na segurança pública, a sede da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) e as demais unidades administrativas ficarão fechadas durante o feriado, com retorno das atividades na terça-feira. Os serviços operacionais, no entanto, serão mantidos. Batalhões da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros Militar, Instituto Médico Legal (IML) e Perícia Criminal continuarão atendendo à população. As unidades da Polícia Civil responsáveis pelos registros de ocorrências e procedimentos de flagrante também funcionarão normalmente. Em Cuiabá, o atendimento será realizado na Central de Flagrantes do bairro Verdão, localizada na Avenida Professor Ranulfo Paes de Barros, esquina com a Avenida 8 de Abril, nas proximidades da Arena Pantanal, e na Central de Ocorrências, na Avenida Miguel Sutil, nº 2.839, no bairro Areão. Em Várzea Grande, a Central de Flagrantes também permanecerá em funcionamento. As delegacias especializadas de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), de Trânsito (Deletran) e de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos (Derfva) atuarão em regime de plantão para atender situações emergenciais. Nos casos de violência doméstica e sexual, haverá atendimento ininterrupto, durante 24 horas, em unidades de plantão de Cuiabá e Várzea Grande, destinadas a mulheres, crianças e adolescentes vítimas de violência. Outra alternativa disponível durante o feriado será a Delegacia Digital, que permite registrar pela internet ocorrências relacionadas a extravio ou furto, desaparecimento de pessoas, ameaça, calúnia, difamação, injúria, constrangimento ilegal, violação de domicílio e exercício ilegal da profissão, além de possibilitar o pré-registro de outros crimes. O serviço pode ser acessado pelo endereço https://delegaciadigital.pjc.mt.gov.br/. Com a suspensão do expediente administrativo na sexta-feira e na segunda-feira, a orientação é que a população antecipe os atendimentos presenciais que não sejam urgentes. Os serviços de emergência e as unidades de plantão seguirão disponíveis durante todo o período, enquanto o funcionamento regular dos órgãos estaduais será restabelecido na terça-feira, 3 de novembro.
Operação Tesmófora mira empresas suspeitas de vender agrotóxicos irregulares em MT
Polícia Civil e MAPA cumprem oito mandados de busca e apreensão em sete municípios para apurar possíveis infrações ambientais e violações à legislação de agrotóxicos. A Polícia Civil de Mato Grosso e o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) deflagraram, nesta quarta-feira (28.10), a Operação Tesmófora, para o cumprimento de mandados contra empresas suspeitas de comercializar insumos agrícolas em desacordo com a legislação. As oito ordens judiciais de busca e apreensão foram expedidas pelo Juízo das Garantias da Regional de Sinop, com base nas investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Meio Ambiente (Dema). Os mandados foram cumpridos nos municípios de Tabaporã, Alta Floresta, Marcelândia, Sorriso, Ipiranga do Norte, Matupá e Porto dos Gaúchos. Os responsáveis pelas empresas são investigados por suspeita de comercializar agrotóxicos em desacordo com a legislação. As condutas investigadas podem configurar crimes previstos na legislação ambiental e na Lei nº 14.785/2023, conhecida como Nova Lei de Agrotóxicos, que estabelece regras para a produção, o transporte, o armazenamento e a comercialização desses produtos. Apuração Conforme as diligências, os defensivos agrícolas comercializados nos estabelecimentos investigados apresentam irregularidades em relação às normas sanitárias, ambientais e de segurança estabelecidas pelos órgãos reguladores, como o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). A comercialização, o armazenamento ou o uso de produtos irregulares, conforme as circunstâncias e a legislação aplicável, podem configurar crime e representar sérios riscos à saúde humana, ao meio ambiente e à economia. Alvos As buscas nos endereços indicados nos mandados têm como objetivo fiscalizar e apreender dados telemáticos, dados contábeis além de insumos agrícolas, produtos e outros materiais irregulares que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos investigados. Cooperação A operação integra as ações estratégicas do Vigifronteira, Programa de Vigilância em Defesa Agropecuária para Fronteiras Internacionais, coordenado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária. A Operação Tesmófora, realizada pela Dema, contou com o apoio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Sinop, das Delegacias de Polícia de Sorriso, Juara e Guarantã do Norte, além de equipes do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). Nome da operação Tesmófora significa “a que traz as leis” e faz referência à antiga divindade grega Deméter, associada à agricultura, à fertilidade da terra e às leis que regiam a vida em sociedade. O nome sintetiza os dois objetivos da operação: proteger a produção agrícola e assegurar o cumprimento da legislação.
Operação Reescrita: Polícia Civil investiga três advogados por suspeita de falsificação de decisão judicial em MT
Mandados de busca foram cumpridos em quatro endereços de Cuiabá após investigação apontar indícios de adulteração de documento que teria autorizado a transferência de um suposto integrante de facção criminosa para a Penitenciária Central do Estado. A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quarta-feira (28), a Operação Reescrita, com o cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão em Cuiabá contra três advogados investigados por suspeita de falsificação de documento público, uso de documento falso e participação em organização criminosa. As diligências foram realizadas em três residências dos investigados e em um escritório de advocacia, com acompanhamento de representantes da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT). A operação é conduzida pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco). As medidas judiciais foram autorizadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá, com o objetivo de reunir provas e esclarecer a possível participação de cada investigado no caso. As apurações começaram após a polícia tomar conhecimento de uma suposta decisão judicial que teria autorizado a realização de estudos específicos de comportamento para viabilizar a transferência de um preso da Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná, para a Penitenciária Central do Estado (PCE), em Mato Grosso. O custodiado é apontado pelas autoridades como vice-presidente de uma facção criminosa. A mudança ocorreria antes do encerramento do período de permanência estabelecido em uma decisão judicial anterior. De acordo com a investigação, um pedido para a transferência do detento foi apresentado à Justiça em junho de 2025. Em dezembro daquele ano, dois dos advogados investigados estiveram no gabinete de uma unidade judicial em Cuiabá para solicitar providências relacionadas ao cumprimento de uma decisão que, supostamente, teria sido proferida em novembro. Na ocasião, os profissionais apresentaram uma cópia do documento. Posteriormente, um dos investigados também encaminhou o arquivo ao contato institucional do gabinete. Durante a conferência, servidores do Judiciário verificaram que a decisão não havia sido emitida pelo magistrado responsável e tampouco constava nos registros do processo. A análise do material identificou outras inconsistências que levantaram suspeitas sobre sua autenticidade. Entre elas estavam um código de validação associado a outro processo e divergências em relação ao padrão dos documentos oficiais utilizados no sistema eletrônico de execução penal. Uma avaliação técnica do arquivo também apontou sinais de edição realizada externamente. Conforme os elementos reunidos pela Polícia Civil, uma das advogadas investigadas teria participado da elaboração ou alteração do documento. Os outros dois profissionais são suspeitos de apresentar e utilizar o arquivo perante o Poder Judiciário. Diante dos indícios, a investigação avançou para a fase de buscas, que tem como finalidade localizar celulares, computadores, notebooks, documentos e outros materiais que possam ajudar a identificar a origem do arquivo, esclarecer como ele foi produzido e compartilhado e determinar a atuação individual dos envolvidos. O nome da Operação Reescrita faz referência à principal suspeita apurada pelos investigadores: a utilização de uma decisão judicial anterior como base para a elaboração de um novo documento, com conteúdo supostamente alterado para simular uma autorização posterior de transferência do preso para Mato Grosso. A investigação busca esclarecer as circunstâncias em que o material foi produzido e utilizado, além de reunir elementos para confirmar ou afastar as suspeitas levantadas. Os três advogados são investigados, e as acusações ainda dependem da apuração dos fatos e da análise das autoridades competentes.
Valorizar quem serve é fortalecer o serviço público
Quando pensamos na Assembleia Legislativa, é natural lembrarmos dos deputados, das votações e das decisões tomadas em plenário. Mas você já parou para pensar em quantas pessoas trabalham para que tudo isso aconteça? Quem chega à Assembleia encontra profissionais na recepção, na segurança e no atendimento. Pelos corredores, há quem cuide da limpeza, prepare o café e organize os espaços. Nos gabinetes, na comunicação e nos setores administrativos, outros servidores trabalham para que a Casa funcione. Antes de um projeto chegar à votação, muita gente já contribuiu com ele. Antes de uma demanda chegar ao deputado, alguém já ouviu, orientou e ajudou a encontrar um caminho. A vida pública me ensinou que ninguém faz nada sozinho. Comecei minha trajetória política em Jaciara, como vereador e, depois, prefeito por dois mandatos, entre 2005 e 2012. Foi ali que compreendi o valor de quem dedica sua vida ao serviço público. Aprendi que não basta cobrar resultados. É preciso ouvir, oferecer condições de trabalho e reconhecer esforços. Durante nossa gestão, buscamos valorizar o funcionalismo, inclusive com reajustes salariais anuais acima da inflação. Levei esse aprendizado para outras funções, como deputado estadual, secretário de Assistência Social e chefe da Casa Civil. Cada experiência reforçou uma certeza: por trás de cada serviço público, existem pessoas cuidando de pessoas. Na assistência social, acompanhei profissionais que acolhem famílias em situação de vulnerabilidade. Muitas vezes, são eles que escutam primeiro, oferecem orientação e ajudam a transformar realidades. Ao assumir a presidência da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, procurei me aproximar dos servidores, ouvir suas demandas e compreender os desafios de cada setor. Porque valorizar também significa conhecer a realidade de quem trabalha diariamente pela população. Esse diálogo tem se transformado em ações. Avançamos com reajustes salariais acima da inflação, propostas de Funções de Confiança exclusivas para servidores efetivos e melhorias na estrutura, como a reorganização do estacionamento, com dois pavimentos reservados aos profissionais da Casa. Outro compromisso é a atualização do Plano de Cargos, Carreiras e Subsídios (PCCS), cuja última grande reestruturação ocorreu há mais de 20 anos. Queremos construir essa proposta com a participação da gestão, do sindicato e dos servidores. Também iniciamos os levantamentos necessários para um novo concurso público, identificando as demandas dos setores e planejando o fortalecimento do quadro funcional. Sei que ainda temos desafios. Valorizar o servidor não se resume a reajustes ou melhorias administrativas. É um compromisso permanente, construído com respeito, diálogo e reconhecimento. Neste Dia do Servidor Público, quero agradecer a quem está na linha de frente do atendimento e também a quem trabalha longe dos olhos da população. Cada função tem sua importância para que os serviços cheguem a quem precisa. Depois de tantos anos na vida pública, tenho cada vez mais certeza de que uma instituição não é feita apenas por quem a dirige, mas principalmente por quem dedica seu trabalho a ela. Parabéns a todos os servidores públicos de Mato Grosso. Que o reconhecimento esteja presente não apenas nesta data, mas nas condições e no respeito que oferecemos todos os dias. *Max Russi é deputado estadual, presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso e presidente do Podemos em Mato Grosso. Crédito: Por Max Russi
