O senador Wellington Fagundes participou nesta sexta-feira do lançamento do Selo Pantanal Sustentável e do Prêmio Pantanal, iniciativa que busca reconhecer boas práticas ambientais e incentivar pesquisas voltadas à preservação do bioma.
O evento foi realizado no Instituto Nacional de Pesquisa do Pantanal, dentro da Universidade Federal de Mato Grosso, reunindo autoridades, pesquisadores, representantes do setor produtivo e lideranças ligadas à preservação ambiental.
A proposta do selo é valorizar produtores, empreendedores e operadores de turismo que adotam práticas sustentáveis, ao mesmo tempo em que incentiva o desenvolvimento de soluções tecnológicas e científicas voltadas à proteção do Pantanal.
Estatuto do Pantanal fortaleceu políticas para o bioma
Durante o encontro, Wellington Fagundes destacou que a construção de políticas públicas específicas para o Pantanal ganhou força após os grandes incêndios registrados em 2020, quando mais de 4 milhões de hectares do bioma foram atingidos.

Na época, o Senado Federal criou uma comissão externa para discutir medidas permanentes de proteção ao Pantanal. O trabalho reuniu parlamentares e mais de 50 instituições, entre pesquisadores, ambientalistas, produtores rurais e representantes de comunidades tradicionais.
As discussões resultaram na criação do Estatuto do Pantanal, aprovado pelo Congresso Nacional e sancionado no ano passado. A legislação estabelece regras específicas de proteção ambiental, ao mesmo tempo em que busca garantir segurança jurídica para quem vive, produz e preserva na região.
Selo reconhecerá boas práticas ambientais
Segundo o senador, o novo selo passa a ser um instrumento oficial para identificar iniciativas comprometidas com a sustentabilidade no bioma.
“A partir de agora nós teremos um selo reconhecido pelo Governo Federal, que é lei e regulamentado. Quem vai administrar o Selo Pantanal é o INPP. Empresas que quiserem ter o carimbo da sustentabilidade do maior bioma e da maior área alagada do mundo terão que contribuir, pagando royalties. Esses recursos serão aplicados na ciência, na tecnologia e no desenvolvimento socioeconômico do Pantanal”, afirmou Wellington Fagundes.
De acordo com o parlamentar, a expectativa é que o programa também consiga atrair investimentos nacionais e internacionais voltados à preservação e ao desenvolvimento sustentável da região.
Ciência e inovação na preservação do Pantanal
A ministra da Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, ressaltou que o projeto fortalece a integração entre ciência, inovação e preservação ambiental.
Segundo ela, o Selo Pantanal Sustentável Inovador nasce como um instrumento de reconhecimento técnico e internacional para iniciativas que contribuam com o desenvolvimento sustentável do bioma.
“Preservar o Pantanal não é apenas uma responsabilidade ambiental, é também uma estratégia de desenvolvimento baseada em conhecimento científico, inovação e uso responsável dos recursos naturais”, destacou a ministra.
Iniciativa fortalece proteção ambiental
O secretário de Meio Ambiente e Agricultura de Várzea Grande, Ricardo Amorim, também destacou a importância da iniciativa.
Segundo ele, o Pantanal é um dos biomas mais importantes do planeta e precisa de políticas permanentes de proteção.
“Temos um bioma essencial para o mundo. Hoje vemos as consequências do processo acelerado de devastação ambiental, e essa medida proposta pelo senador vem para dar base à preservação desse patrimônio natural”, afirmou.
Fundo do Pantanal também foi debatido
Durante o encontro, também foi defendida a criação do Fundo do Pantanal, mecanismo que poderá financiar ações permanentes de:
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prevenção de incêndios
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monitoramento ambiental
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pesquisa científica
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recuperação de áreas degradadas
A proposta busca garantir recursos contínuos para a preservação do bioma e para o desenvolvimento de tecnologias voltadas à proteção da região.
Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News















