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Pivetta volta a usar idade como argumento contra Wellington e declaração gera debate sobre terceira idade

O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), voltou a elevar o tom contra o senador Wellington Fagundes (PL) e, pela segunda vez em poucos dias, utilizou a idade do adversário como argumento para questionar sua capacidade de disputar o Governo do Estado.

A declaração foi feita nesta segunda-feira (30), poucos minutos depois de Pivetta afirmar que não estaria fazendo ataques pessoais ao senador. Na sequência, porém, voltou a direcionar críticas a Wellington, afirmando que não considera a terceira idade o momento ideal para alguém iniciar a carreira como gestor do Poder Executivo.

“Vamos discutir o comportamento, vamos discutir o histórico de cada candidato, o que cada um fez nas suas respectivas vidas. Isso é uma boa comparação. Porque o cara que nunca foi gestor pode ser gestor pela primeira vez. Eu não acredito que a terceira idade seja o momento de iniciar isso. Mas não é dos males o pior. Garanto que não”, declarou.

A fala teve grande repercussão nos bastidores políticos e nas redes sociais, principalmente porque vai além do confronto direto com Wellington Fagundes e abre espaço para um debate mais amplo sobre a terceira idade.

Experiência ou idade?

A estratégia de Pivetta é clara: colocar em evidência o fato de Wellington Fagundes nunca ter exercido um cargo no Poder Executivo, apesar da longa carreira como deputado federal e senador.

No entanto, o trecho da declaração que mais chamou atenção foi justamente a associação entre a terceira idade e o início de uma nova função pública.

Ao afirmar que “não acredita que a terceira idade seja o momento de iniciar uma gestão”, o governador acabou levando a discussão para um tema que ultrapassa a disputa eleitoral.

Isso porque o Brasil vive uma realidade completamente diferente daquela de décadas atrás. Cada vez mais pessoas acima dos 60 anos iniciam novos desafios, voltam a estudar, fazem graduação, pós-graduação, abrem empresas, assumem cargos de liderança e até iniciam uma nova profissão depois da aposentadoria.

A experiência acumulada ao longo da vida passou a ser vista por muitos como uma vantagem, e não como um obstáculo.

Ataques continuam

Além da declaração sobre idade, Pivetta voltou a fazer duras críticas ao senador.

O governador citou o livro “Os Ben$ que os Políticos Fazem”, do jornalista Chico de Gois, que aborda o crescimento patrimonial de diversos políticos brasileiros, entre eles Wellington Fagundes.

Sem apresentar provas, também voltou a insinuar irregularidades envolvendo o senador e afirmou não se lembrar de nenhuma contribuição relevante de Wellington durante a gestão Mauro Mendes.

Segundo Pivetta, quem efetivamente colaborou com o Governo do Estado em projetos importantes foi o senador Jayme Campos.

“Não me lembro de nada em que ele tenha participado. Lembro das ações do senador Jayme Campos, que nos ajudou na Ferrovia Estadual, na BR-174 e também na BR-163. Do Wellington eu não me lembro de nenhuma ação”, afirmou.

Em outro momento, o governador ainda insinuou que, se Wellington tivesse participado das negociações envolvendo a BR-163, talvez as obras não tivessem avançado, sem apresentar qualquer prova para sustentar a afirmação.

Troca de acusações aumenta

O clima entre os dois pré-candidatos ao Governo de Mato Grosso tem se tornado cada vez mais acirrado.

Nos últimos dias, Pivetta já insinuou, sem apresentar provas, que Wellington Fagundes cobraria retorno financeiro sobre emendas parlamentares destinadas aos municípios.

Wellington, por sua vez, tem evitado responder na mesma intensidade, mas recentemente relembrou um episódio envolvendo uma antiga acusação de violência doméstica contra Pivetta. Na época, o atual governador chegou a ser detido e pagou fiança, mas posteriormente foi absolvido pela Justiça.

Com a aproximação das convenções partidárias, a expectativa é que a disputa entre os dois principais nomes da corrida ao Palácio Paiaguás se torne ainda mais intensa.

A declaração do governador chama atenção por um motivo que vai além da política.

Ao afirmar que “Eu não acredito que a terceira idade seja o momento de iniciar isso “, Pivetta buscava atingir diretamente Wellington Fagundes, mas acabou abrindo uma discussão muito maior.

Hoje, milhares de brasileiros iniciam novos projetos justamente depois dos 60 anos. São pessoas que entram na faculdade, fazem cursos, tornam-se empreendedoras, mudam de profissão, assumem cargos de liderança e continuam contribuindo para a sociedade com a experiência adquirida ao longo da vida.

Na política, inclusive, experiência sempre foi um dos atributos mais valorizados pelo eleitor.

Por isso, a fala do governador acabou gerando uma reflexão importante: existe realmente uma idade certa para começar um novo desafio ou o que deve ser avaliado é a competência, a capacidade e os resultados de cada pessoa?

Esse debate certamente continuará repercutindo durante a campanha eleitoral de 2026.

Veja o Vídeo:

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O MT Urgente News é um portal de notícias que oferece informações precisas e relevantes sobre as últimas notícias do estado de Mato Grosso. Nós cobrimos uma ampla gama de tópicos, incluindo política, economia, esportes, cultura e entretenimento.
Alex Rabelo de Araújo
Jornalista — DRT 3336

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