Ao comentar investigação sobre empresas de crédito consignado, chefe do Executivo garante que não há indícios contra servidores do Estado e reforça que não teme eventual apuração parlamentar.
O governador de Mato Grosso afirmou que, até o momento, não há qualquer elemento que comprometa a conduta de integrantes do governo estadual no âmbito da operação que investiga empresas responsáveis por empréstimos consignados. Segundo ele, as informações disponíveis indicam que a ação teve como foco exclusivamente as empresas que atuam no setor, sem apontamentos contra servidores da administração estadual.
Durante entrevista, o governador destacou que a investigação alcança companhias que operam em Mato Grosso e também em outros estados do país, ressaltando que, até agora, não houve fatos que justifiquem questionamentos sobre a atuação de sua equipe.
Ao ser questionado sobre a possibilidade de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa para apurar o caso, o chefe do Executivo afirmou que ainda não recebeu qualquer comunicação oficial sobre a iniciativa. Apesar disso, garantiu que não vê impedimentos para que o Legislativo realize investigações, caso entenda necessário.
O governador reforçou que sua gestão atua com transparência e afirmou que a administração pública deve estar sempre aberta à fiscalização dos órgãos competentes e do Parlamento.
Também houve questionamentos sobre uma possível mudança no comando da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) em razão dos desdobramentos da operação. No entanto, o governador descartou, neste momento, qualquer alteração na estrutura da pasta, reiterando que não existem fatos que desabonem a atuação dos servidores estaduais envolvidos na gestão.


