Pré-candidata a deputada estadual afirma que seguirá a orientação do partido, mas aguarda a definição das coligações para decidir como atuará na campanha ao Governo do Estado.
A vereadora de Cuiabá e pré-candidata a deputada estadual, Samantha Iris (PL), afirmou nesta terça-feira (28) que só definirá como atuará na campanha do senador Wellington Fagundes (PL) ao Governo do Estado após o partido concluir as negociações para a formação da chapa majoritária.
Embora tenha afirmado que seguirá a orientação da legenda, ela condicionou o pedido de votos ao desfecho das alianças políticas.
“Tenho aguardado para ver se vai haver uma junção com algum outro partido, como vai ser, antes de dar esse ultimato. O que preciso saber é como serão essas negociações e essas coligações”, disse à imprensa.
“É um entendimento do partido. Mas e aí, vai ter coligação? O MDB vai estar junto? São essas as questões que estou aguardando”, acrescentou.
Na sequência, ao ser questionada se caminharia com Wellington caso o MDB integrasse a chapa, respondeu: “Eu vou ter muita dificuldade”.
A declaração ocorre em meio à resistência que a pré-candidatura de Wellington enfrenta dentro do próprio PL. Nos bastidores, parte das lideranças da sigla, incluindo prefeitos e aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, tem demonstrado distanciamento do projeto do senador ao Palácio Paiaguás.
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), é um dos que têm evitado cravar apoio a Wellington. Ao falar sobre a campanha de 2026, afirmou que pretende priorizar a eleição do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), da própria Samantha Iris e do deputado federal José Medeiros (PL), sem mencionar o nome do pré-candidato ao Governo.
Apesar da ressalva, Samantha negou que exista a possibilidade de romper com a orientação partidária.
“Não corre esse risco. Se a gente tem um partido, vai seguir o partido. O que está acontecendo é uma insistência em tentar polarizar ou dizer que a gente vai pedir voto para um ou para outro”, afirmou.
“Nós somos PL, nós somos direita e vamos caminhar com a direita. O que preciso saber é com quem o PL em Mato Grosso vai caminhar para que haja um cenário mais claro.”


