Senadora diz que abriu mão da disputa ao Senado para acomodar Jayme Campos, lamenta desgaste interno e afirma que seguirá o projeto político liderado por Mauro Mendes.
A poucas horas da definição sobre a candidatura do União Brasil ao Governo de Mato Grosso, a senadora Margareth Buzetti (PP) tornou público o clima de divisão que marca as articulações da base governista. Embora reconheça que a decisão final cabe à convenção estadual do partido, a parlamentar deixou claro que sua posição política permanece alinhada ao projeto do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), apoiado pelo ex-governador Mauro Mendes.
Buzetti revelou que tentou construir uma alternativa para evitar o impasse envolvendo o senador Jayme Campos (União Brasil). Segundo ela, chegou a oferecer o próprio mandato no Senado para que Jayme permanecesse na disputa pela reeleição, mas a proposta foi recusada porque o parlamentar já havia decidido disputar o Governo do Estado.
A senadora afirmou que, até o momento, o União Brasil ainda não oficializou um candidato e que as negociações seguem em andamento. Apesar de destacar que respeitará a decisão da convenção partidária, sinalizou que pretende manter apoio ao projeto político encabeçado por Pivetta, caso haja liberdade para esse posicionamento.
Ao comentar a possibilidade de o partido escolher Jayme Campos como candidato, Buzetti ressaltou que a definição precisará ser respeitada, mas ponderou que a condução política dependerá das orientações da legenda. Para ela, a unidade entre os aliados será fundamental durante o processo eleitoral.
A parlamentar também reforçou que sua trajetória política sempre esteve vinculada ao grupo liderado por Mauro Mendes, motivo pelo qual considera natural permanecer ao lado do projeto defendido pelo ex-governador e por Otaviano Pivetta.
Apesar da disputa interna, Buzetti avalia que Jayme Campos não sai enfraquecido politicamente. Na sua avaliação, o maior prejuízo foi o prolongamento das discussões, que expôs divergências dentro da base governista e poderia ter sido evitado caso as lideranças tivessem debatido a sucessão estadual com maior antecedência.
Segundo a senadora, a falta de diálogo antecipado contribuiu para o desgaste entre os aliados e criou um ambiente de incerteza às vésperas da definição da candidatura ao Palácio Paiaguás. Ainda assim, ela acredita que o grupo precisa superar as divergências para preservar a unidade política na disputa eleitoral de 2026.


