Ex-governadores, senadores, deputados e novas lideranças entram na disputa por duas cadeiras no Congresso Nacional; cenário coloca Mato Grosso no centro das atenções políticas do país
As eleições de 2026 prometem uma das disputas mais concorridas da história de Mato Grosso para o Senado Federal. Com o encerramento das convenções partidárias, dez candidatos foram definidos para disputar duas vagas que estarão em jogo no Estado.
A corrida reúne nomes experientes da política mato-grossense, como ex-governadores, senadores, deputados e representantes do agronegócio, tornando a eleição uma das mais imprevisíveis dos últimos anos.
Como o eleitor poderá votar em dois candidatos ao Senado, a campanha tende a ser marcada por alianças, estratégias regionais e pela busca do chamado “segundo voto”, fator que costuma ser decisivo na definição dos eleitos.
Conheça quem disputa o Senado por Mato Grosso
Janaina Riva (MDB)
Deputada estadual e uma das principais lideranças do MDB, Janaina Riva disputa pela primeira vez uma vaga ao Senado. Após mais de uma década de atuação na Assembleia Legislativa, aposta na capilaridade construída no interior do Estado e na força política do MDB.
Suplentes:
- Ana Cristina Feldner (MDB)
- Ibrahim Zaher (MDB)
Mauro Mendes (União Brasil)
Após dois mandatos consecutivos no Governo de Mato Grosso, Mauro Mendes entra na disputa pelo Senado levando para a campanha a experiência de oito anos à frente do Executivo estadual e a estrutura política construída durante sua gestão.
Suplentes:
- Cidinho Santos
- Segunda suplência indicada pelo Podemos.
José Medeiros (PL)
Deputado federal e uma das principais lideranças do PL em Mato Grosso, José Medeiros busca retornar ao Senado, onde exerceu mandato entre 2015 e 2019. Sua candidatura representa o campo conservador e conta com o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro e do Partido Liberal.
Suplentes:
- Odílio Balbinotti Filho
- Ederson Dal Molin (Xuxu Dal Molin)
Carlos Fávaro (PSD)
Atual senador da República, Carlos Fávaro tenta renovar o mandato. Ex-vice-governador de Mato Grosso e ex-ministro da Agricultura, aposta na experiência adquirida no Congresso Nacional e no governo federal.
Suplentes:
- Alexandre Schenkel
- Carmen Silvia Campos Machado
Antônio Galvan (Avante)
Ex-presidente da Aprosoja Brasil, Galvan retorna à disputa defendendo pautas ligadas ao agronegócio e ao setor produtivo.
Suplentes:
- Aline Franciele de Rezende Duarte
- Saulo Breda Gizelini
Pedro Taques (PSB)
Ex-governador e ex-senador, Pedro Taques retorna à disputa eleitoral buscando voltar ao Congresso Nacional. Nos últimos meses, tem ampliado sua presença no debate político estadual com críticas públicas envolvendo temas da gestão anterior e assuntos de grande repercussão, tornando-se novamente um dos personagens mais presentes no cenário eleitoral.
Suplentes:
- Carlos Ernesto Augustin
- Guelda Cristina de Oliveira Andrade
Coronel Darwin (Democrata)
Darwin Salgado Germano disputa uma vaga ao Senado representando o Democrata.
Suplentes:
- Célio Selestrino dos Santos
- Sargento Leopoldo
Nelson Carlos Ferreira Júnior (AGIR)
O AGIR também participa da disputa com Nelson Carlos Ferreira Júnior.
Até o momento, os suplentes não foram divulgados.
Beny Godoy (AGIR)
Segundo nome do AGIR na disputa pelas vagas ao Senado.
Até o momento, os suplentes também não foram informados.
Margareth Buzetti (PP)
Ex-senadora, Margareth Buzetti tenta retornar ao Senado após exercer mandato na Casa. Empresária, aposta na experiência adquirida no Congresso e na construção de sua atuação política nos últimos anos.
Suplentes:
- Coronel Grasielle Paes Silva Bugalho (PP)
- Paulo Lucion (Podemos)
ANÁLISE | Quatro nomes largam como protagonistas da disputa, mas a segunda vaga continua completamente aberta
Por Alex Rabelo – Jornalista e Estrategista Político
A disputa pelo Senado em Mato Grosso reúne um dos cenários mais competitivos das últimas eleições.
Embora dez candidatos estejam oficialmente na corrida, o debate político e as pesquisas divulgadas até o momento concentram maior atenção sobre quatro nomes: Mauro Mendes (União Brasil), Janaina Riva (MDB), José Medeiros (PL) e Carlos Fávaro (PSD). Em levantamentos recentes, Mauro Mendes aparece na liderança, enquanto a disputa pela segunda vaga permanece bastante equilibrada entre Janaina, Medeiros, Fávaro e Pedro Taques.
Mauro Mendes chega com o peso de ter governado Mato Grosso por dois mandatos e de liderar pesquisas divulgadas até agora. Janaina Riva entra na disputa levando a força construída ao longo de vários mandatos na Assembleia Legislativa e uma ampla presença política no interior do Estado.
José Medeiros representa o eleitorado identificado com a direita e o bolsonarismo, buscando retornar ao Senado com o apoio do PL. Já Carlos Fávaro aposta na experiência como senador e ex-ministro da Agricultura, além da estrutura política construída junto ao PSD e aos partidos aliados.
Mas existe um quinto personagem que merece atenção especial nesta eleição: Pedro Taques (PSB).
Ex-governador e ex-senador, Taques voltou ao centro do debate político estadual ao intensificar críticas públicas sobre temas ligados à gestão anterior, incluindo manifestações relacionadas ao caso da Oi. Essa atuação recolocou seu nome no noticiário político e tende a aumentar sua exposição durante a campanha, tornando-o um dos protagonistas da disputa, independentemente do resultado eleitoral.
Outro aspecto que torna essa eleição diferente é o fato de o eleitor escolher dois senadores. Esse modelo faz com que alianças, transferências de voto e o chamado “segundo voto” tenham grande peso no resultado final.
Por isso, embora alguns candidatos iniciem a campanha em posição mais favorável nas pesquisas, a disputa permanece aberta e deve ser uma das mais estratégicas e imprevisíveis da história recente de Mato Grosso.
Por: Alex Rabelo
Jornalista e Estrategista Político


