Operação Ultimato mobiliza 34 policiais e mira estrutura responsável pela gerência, fornecimento e distribuição de drogas em Arenápolis, Nortelândia e municípios da região
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quarta-feira (12.8), a Operação Ultimato, com o objetivo de desarticular um núcleo de facção criminosa investigado por atuar na organização e manutenção do tráfico de drogas em Arenápolis, Nortelândia e municípios da região. Ao todo, são cumpridas 20 ordens judiciais, sendo nove mandados de prisão preventiva e 11 de busca e apreensão, além de medidas destinadas ao bloqueio de bens e valores ligados aos investigados.
As determinações judiciais foram expedidas após representação da Polícia Civil, fundamentada em uma investigação conduzida pela Delegacia de Polícia de Arenápolis ao longo de mais de um ano, com parecer favorável do Ministério Público.
As apurações tiveram início a partir de prisões em flagrante realizadas pela unidade policial e permitiram identificar a estrutura e o modo de atuação do grupo criminoso. Segundo as investigações, os envolvidos exerciam funções distintas dentro da organização, incluindo gerência, fornecimento, distribuição e comercialização de entorpecentes, além da manutenção de pontos utilizados para a venda de drogas.
No decorrer dos trabalhos, os investigadores também identificaram que integrantes da organização que estavam presos continuavam exercendo influência sobre as atividades criminosas. De acordo com os elementos reunidos na investigação, parte das determinações relacionadas ao funcionamento do grupo era repassada de dentro do sistema prisional.
Entre os alvos estão pessoas apontadas como responsáveis pela gerência do tráfico na região, pelo abastecimento de drogas e pela distribuição e manutenção dos pontos de venda. Alguns dos investigados teriam atuação contínua nos municípios alcançados pela operação.
As decisões judiciais também determinaram o bloqueio de bens e valores relacionados aos investigados. A medida busca evitar a movimentação ou eventual ocultação de patrimônio possivelmente obtido por meio das atividades criminosas. Os ativos permanecerão bloqueados à disposição da Justiça.
Operação mobiliza 34 policiais
A ação contou com a participação de 34 policiais civis, que atuaram simultaneamente em diferentes localidades. Participaram equipes da Delegacia de Polícia de Arenápolis, Delegacia de Nortelândia e unidades vinculadas à Delegacia Regional de Nova Mutum.
Também integram a operação equipes da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Lucas do Rio Verde e de Nova Mutum, além das Delegacias de Polícia de Nova Mutum, Diamantino e São José do Rio Claro.
Os materiais apreendidos e os presos durante o cumprimento das ordens judiciais serão encaminhados à Delegacia de Polícia de Arenápolis, onde serão realizados os procedimentos cabíveis. Posteriormente, os custodiados ficarão à disposição do Poder Judiciário para a realização das audiências de custódia.
Investigação chega à fase conclusiva
O nome da operação, Ultimato, faz referência à conclusão de uma etapa de investigação iniciada há aproximadamente um ano. Durante esse período, a Polícia Civil avançou gradualmente na identificação dos diferentes níveis de atuação do grupo criminoso.
Com o cumprimento simultâneo das medidas judiciais, a operação busca atingir os principais pontos identificados na estrutura investigada, incluindo a gerência local, fornecedores, responsáveis pela distribuição, pontos de venda e o patrimônio relacionado às atividades ilícitas.


