Cesta básica chega a R$ 889 na segunda semana de setembro, com alta de 3,45% em apenas uma semana e avanço de 13,29% em 12 meses.
A cesta básica ficou mais cara em Cuiabá na segunda semana de setembro, pressionada principalmente pela forte alta de alimentos como batata e tomate. Segundo levantamento divulgado pelo Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT), o custo médio da cesta chegou a R$ 889, ante R$ 859,34 na semana anterior, aumento de 3,45%. Na comparação com o mesmo período de 2025, quando o valor era de R$ 784,74, a alta acumulada chega a 13,29%.
Entre os produtos que mais pesaram no bolso está a batata, que alcançou preço médio de R$ 7,56 por quilo. O valor representa aumento de 36,25% em apenas uma semana e de 116,85% em 12 meses, fazendo do produto o item com maior variação no período analisado. O tomate também apresentou forte elevação: o quilo passou a custar, em média, R$ 11,07, alta de 22,83% na comparação semanal e de 102,17% em relação ao mesmo período do ano passado.
De acordo com a análise do IPF-MT, as condições climáticas contribuíram para a redução da oferta e, consequentemente, para a elevação dos preços. As chuvas alteraram o ritmo das colheitas de batata e tomate, enquanto, no caso do tomate, também houve registro de danos aos frutos. O encerramento da safra em algumas lavouras contribuiu ainda mais para diminuir a disponibilidade do produto no mercado.
A banana também registrou alta significativa, de 13,04% na semana, chegando ao preço médio de R$ 9,05 por quilo. Segundo o instituto, o calor intenso e a baixa umidade afetaram a qualidade das frutas e provocaram perdas durante o transporte, reduzindo a oferta disponível aos consumidores.
Apesar da elevação geral da cesta básica, alguns produtos apresentaram queda de preços. O feijão teve redução de 4,80%, enquanto a carne bovina ficou 3,09% mais barata e o café apresentou recuo de 1,69% na comparação semanal. A carne bovina passou a custar, em média, R$ 46,52 por quilo. Conforme o IPF-MT, a redução no volume exportado pode ter ampliado a oferta no mercado interno. Já o café, comercializado em média por R$ 27,16 o pacote de 500 gramas, pode ter sido beneficiado pelo avanço da safra e pelo aumento da disponibilidade do grão.