Especialista orienta sobre organização das finanças, investimentos e formação de renda para quem está perto ou ainda distante da aposentadoria
O envelhecimento da população mato-grossense reforça a importância de pensar desde cedo no futuro financeiro. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2022, apontam que as pessoas com 60 anos ou mais representam 12% da população de Mato Grosso. Para quem já chegou à maturidade e ainda não conseguiu construir uma reserva suficiente, especialistas afirmam que ainda é possível reorganizar a vida financeira e buscar uma aposentadoria mais confortável.
A proximidade do Dia do Idoso, celebrado em 1º de outubro, também chama atenção para a necessidade de transformar o planejamento financeiro em uma estratégia de longo prazo. Segundo Gilvania Rufino, líder da XP em Mato Grosso, o aumento da expectativa de vida torna cada vez mais necessário pensar em como garantir recursos para os anos posteriores à carreira profissional.
Para quem já passou dos 50 anos, o primeiro passo é conhecer com clareza a própria realidade financeira. Isso envolve colocar na ponta do lápis a renda mensal, os gastos, o patrimônio acumulado, eventuais dívidas e as fontes de recursos que estarão disponíveis durante a aposentadoria.
Com esse diagnóstico, é possível estabelecer quanto pode ser destinado aos investimentos e definir uma estratégia compatível com o período que ainda resta até a aposentadoria. A especialista ressalta que começar mais tarde não significa abandonar o planejamento, mas adequá-lo às condições atuais.
Outro ponto importante nessa fase é preservar o patrimônio e manter recursos disponíveis para situações inesperadas. O planejamento também deve considerar despesas com saúde, proteção dos bens e sucessão patrimonial. Mais do que acumular dinheiro, a proposta é definir como os recursos poderão ser transformados em renda no futuro e como serão destinados aos herdeiros.
Entre as alternativas que podem integrar esse planejamento estão os planos de previdência privada, como o Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) e o Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL), desde que avaliados de acordo com o perfil e os objetivos de cada investidor.
Para quem ainda está no início da vida profissional, o fator tempo pode ser um importante aliado. Não é necessário começar com grandes quantias: a regularidade dos aportes ao longo dos anos permite aproveitar o efeito dos juros compostos e ampliar gradualmente o patrimônio.
A orientação também é não depender exclusivamente da aposentadoria pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ou dos benefícios oferecidos pelo empregador. A construção de uma reserva própria pode ampliar as possibilidades de escolha no futuro, inclusive sobre quando reduzir o ritmo de trabalho ou se aposentar.
A organização financeira, portanto, pode ser iniciada em diferentes momentos da vida. Para quem está acima dos 50 anos, o foco deve estar em avaliar recursos e necessidades atuais e traçar uma estratégia possível. Para os mais jovens, começar cedo e manter a disciplina pode ampliar o tempo disponível para a formação de patrimônio. Em ambos os casos, o planejamento busca transformar os recursos acumulados ao longo da vida em maior segurança financeira na terceira idade.