Ministro quer acesso aos documentos de investigações sobre fake news, milícias digitais e trama golpista; nenhuma anulação foi determinada
Por: Alex Rabelo — jornalista e estrategista em marketing político | MT Urgente News
O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (8) o encaminhamento ao seu gabinete de processos sigilosos envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro. Os documentos serão utilizados na análise de uma ação do Progressistas (PP) que pede a anulação da Operação Tempus Veritatis, realizada pela Polícia Federal em fevereiro de 2024.
A determinação abrange os inquéritos das fake news, das milícias digitais e da trama golpista. A secretaria do Supremo deverá enviar todos os volumes, anexos e mídias vinculados aos processos solicitados.
O acesso ao material permitirá que Fux examine os argumentos apresentados pelo partido. A decisão não anula a operação, as investigações ou as decisões judiciais relacionadas ao caso.
O que o PP está questionando?
A ação contesta a legalidade das buscas e apreensões autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes na Operação Tempus Veritatis.
Segundo a petição, assinada por advogados de Bolsonaro, as medidas teriam sido determinadas a partir de um pedido da Polícia Federal, sem manifestação prévia da Procuradoria-Geral da República (PGR). Esse é o argumento apresentado pelos autores para solicitar a anulação.
A ação chegou ao STF em abril de 2024 e, conforme a reportagem do Primeira Página, estava sem andamento desde então.
Operação investigou tentativa de golpe
Deflagrada por determinação de Moraes, a Tempus Veritatis integrou as apurações sobre a trama golpista que resultaram na condenação de Bolsonaro e de aliados.
Agora, Fux solicitou o conjunto dos documentos para avaliar o questionamento sobre os procedimentos adotados na operação. A requisição é uma etapa da análise e não indica, por si só, que o ministro acolherá o pedido do partido.
Com informações de Ana Julia Pereira/Primeira Página.