Mudanças por lesões e suspensões marcaram o início da trajetória do treinador italiano; diante do Haiti, Brasil pode ter pela primeira vez a mesma formação em partidas consecutivas.
Carlo Ancelotti alcançou uma marca curiosa à frente da Seleção Brasileira. No empate por 1 a 1 diante do Marrocos, na estreia da Copa do Mundo, o treinador italiano comandou o Brasil pela 13ª vez e, mais uma vez, precisou escalar uma equipe diferente da utilizada na partida anterior.
Desde que assumiu o comando da Seleção, Ancelotti ainda não conseguiu repetir uma formação inicial. As alterações foram motivadas principalmente por lesões e suspensões, obrigando o técnico a promover ajustes constantes no time.
A sequência, no entanto, pode chegar ao fim na próxima sexta-feira (19), quando o Brasil enfrenta o Haiti, na Filadélfia, pela segunda rodada do Grupo C. Como nenhum atleta foi expulso ou sofreu lesão na estreia, o treinador terá a possibilidade de manter a mesma equipe pela primeira vez desde que assumiu o cargo.
Apesar disso, mudanças não estão descartadas. Após a atuação abaixo das expectativas contra os marroquinos, Ancelotti admitiu que pretende aproveitar a profundidade do elenco e analisar alternativas para melhorar o desempenho da equipe.
Um dos pontos de atenção está no setor defensivo. Contra o Marrocos, o Brasil iniciou a partida com uma linha de defesa que nunca havia atuado junta. Improvisado na lateral direita, Ibañez recebeu cartão amarelo e passou a estar pendurado, já que o regulamento da Copa prevê suspensão após o acúmulo de dois cartões.
Entre os jogadores mais utilizados pelo treinador, Casemiro e Matheus Cunha lideram as estatísticas. Ambos participaram de 12 dos 13 compromissos sob o comando de Ancelotti. O volante segue como peça indispensável no esquema da Seleção, enquanto o atacante alternou entre a condição de titular e opção no banco de reservas.
A partida diante do Haiti será decisiva não apenas para a situação brasileira no grupo, mas também para indicar qual caminho Ancelotti pretende seguir na busca por maior estabilidade e entrosamento da equipe durante o Mundial.
Fonte: lance.com

