A elefanta asiática Baby, de 34 anos, chegou na tarde deste sábado (20) ao Santuário de Elefantes Brasil (SEB), localizado na zona rural de Chapada dos Guimarães, a cerca de 66 quilômetros de Cuiabá. A chegada marca o início de uma nova fase na vida do animal, que durante décadas viveu em cativeiro e era uma das atrações do parque Beto Carrero World, em Santa Catarina.
A operação de transferência mobilizou equipes especializadas, veterinários e tratadores ao longo de um percurso de aproximadamente 1,9 mil quilômetros entre Penha (SC) e Mato Grosso. O transporte foi realizado em uma estrutura especialmente preparada para garantir o bem-estar e a segurança da elefanta durante toda a viagem.
Segundo o Santuário de Elefantes Brasil, o trajeto ocorreu de forma tranquila e sem intercorrências. Durante o percurso foram realizadas paradas programadas para alimentação, hidratação, descanso e acompanhamento das condições de saúde do animal.
A chegada de Baby foi acompanhada com expectativa pela equipe do santuário, que agora será responsável pelo processo de adaptação da nova moradora. O espaço é reconhecido internacionalmente por acolher elefantes resgatados de circos, zoológicos e outras situações de cativeiro, oferecendo áreas amplas e ambientes mais próximos das condições naturais da espécie.
Nascida em 1992, na Flórida, nos Estados Unidos, Baby foi transferida ainda jovem para o entretenimento e passou grande parte da vida em ambientes controlados. Nos últimos anos, organizações de proteção animal e especialistas vêm defendendo que elefantes tenham acesso a espaços maiores e mais adequados às suas necessidades físicas e comportamentais.
Com a chegada de Baby, o Santuário de Elefantes Brasil passa a abrigar seis elefantas asiáticas. Ela se junta às moradoras Maia, Rana, Mara, Bambi e Guillermina, ampliando a missão da instituição de oferecer uma nova oportunidade de vida para animais que passaram anos em cativeiro.
A expectativa agora é acompanhar o período de adaptação da elefanta ao novo lar, onde terá mais espaço para explorar, socializar e viver de forma mais próxima do comportamento natural da espécie.
Por Alex Rabelo
MT Urgente News


