A vida dos policiais militares e civis de Mato Grosso tem passado por transformações reais com leis e articulações lideradas pelo deputado Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa. Nesta terça-feira (21), em que se celebra o patrono das polícias, Tiradentes, o parlamentar destaca conquistas como a correção da “injustiça histórica” que impedia subtenentes de serem promovidos por atos de bravura. “Temos orgulho das nossas polícias. Atuamos para melhorar a vida desses profissionais, desde a criação de leis até a cobrança direta junto ao Governo do Estado. E a nossa força de segurança tem nos orgulhado muito”, afirmou Max Russi. A mudança na lei permitiu que militares que arriscaram a vida em missões de alto risco, como a Operação Canguçu, pudessem subir na carreira. “Hoje a realidade do subtenente sendo promovido por bravura é um fato em Mato Grosso, e só temos a agradecer ao deputado Max pela propositura”, destacou o 2º subtenente Luciano. Além da valorização pessoal, o parlamentar foca na eficiência do combate ao crime. Ele é o autor da lei que criou a Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Cargas, que ajudou a reduzir esse tipo de crime em 41% no estado até 2025. Outro destaque é o projeto de lei 2313/2023 que institui a Política de Combate ao Crime em Área Rural (PECCAR), integrando as forças de segurança para proteger o produtor e combater o roubo de insumos e grãos. A atuação de Max Russi também garantiu avanços práticos na estrutura das corporações, como a duplicação das vagas no Curso de Adaptação de Oficiais Administrativos (CAOC), medida que beneficiou diretamente 240 militares com novas promoções. No Corpo de Bombeiros, o parlamentar viabilizou a ascensão da turma de 1994 e articulou a criação de um novo batalhão em Querência, fortalecendo o socorro na região. Além disso, ele trabalhou pela nova unidade da 9ª Companhia Independente em Jaciara, que atende todo o Vale do São Lourenço, enquanto na Polícia Civil, focou na modernização das investigações por meio da criação do Fundo Especial da Polícia Judiciária Civil.
Projeto Lutadoras inicia nova edição com 866 mulheres e foco na prevenção à violência
O primeiro dia de aulas gratuitas de defesa pessoal do Projeto Lutadoras, realizado pela Secretaria Municipal da Mulher de Cuiabá, marcou o início de uma nova etapa voltada ao fortalecimento feminino. A abertura das atividades, nesta segunda-feira (20), foi pautada por acolhimento, escuta e conscientização sobre diferentes formas de violência, reunindo centenas de participantes em uma das maiores edições já promovidas. Com 866 mulheres inscritas, o projeto começa a se expandir ao longo da semana para todas as unidades distribuídas pela capital. Antes mesmo das práticas físicas, as participantes receberam orientações sobre identificação de situações de risco e estratégias de prevenção. Segundo o profissional de educação física e faixa-preta de jiu-jítsu Gilson de Oliveira, o processo formativo vai além dos golpes. A proposta inicial é preparar emocionalmente as alunas para reconhecer e evitar contextos de violência, tanto no ambiente doméstico quanto nas ruas. Nos próximos encontros, o conteúdo será ampliado com exercícios de condicionamento físico, técnicas de aproximação e afastamento, além de movimentos específicos de defesa pessoal. A iniciativa também orienta sobre canais de apoio e formas seguras de buscar ajuda em situações de ameaça. A diretora de Políticas Públicas para Mulheres, Eduarda Butakka, destaca o caráter preventivo do projeto. Para ela, o preparo das mulheres contribui diretamente para inibir possíveis agressores e ampliar a sensação de segurança no cotidiano. Entre as participantes, o impacto já é perceptível. A professora da rede municipal Roserlene Ciqueira afirma que a experiência representa um novo momento de fortalecimento pessoal e equilíbrio. Já a comerciária Glaucileia Basana relata entusiasmo com o aprendizado prático, mesmo sem experiência anterior, ressaltando a importância da iniciativa diante da realidade de violência enfrentada por muitas mulheres. Para 2026, o Projeto Lutadoras foi ampliado com a criação de 32 novas turmas, organizadas em 16 polos nas regiões Sul, Norte, Leste e Oeste de Cuiabá. Cada unidade contará com duas turmas, atendendo, em média, 60 alunas por polo. As participantes frequentam os locais e horários definidos no momento da inscrição. Idealizado pela primeira-dama Samantha Iris e conduzido pela Secretaria da Mulher, sob liderança da secretária Hadassah Suzannah, o projeto se consolida como política pública permanente. A proposta integra diversas modalidades, como jiu-jítsu, judô, taekwondo, wrestling, capoeira, muay thai, kickboxing e karatê, ampliando as possibilidades de aprendizado e adaptação das técnicas. A instrutora Polyanna Souza de Araújo reforça que o jiu-jítsu, base de muitas aulas, permite que mulheres se defendam mesmo diante de adversários fisicamente mais fortes, priorizando imobilizações e estratégias de escape. Além do aspecto físico, o Projeto Lutadoras busca promover saúde emocional, autoestima e autonomia, consolidando-se como uma importante ferramenta de prevenção à violência contra a mulher. As atividades seguem normalmente após o feriado de Tiradentes, com continuidade das aulas ao longo da semana nos diferentes polos da capital.
Coronel Assis cobra explicações após delegado da PF ser expulso dos EUA: “Vexame diplomático”
O deputado federal Coronel Assis (PL-MT), anunciou que irá protocolar, nesta quarta-feira (22), um requerimento de informações direcionado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, solicitando ao ministro Wellington César Lima e Silva, esclarecimentos sobre a atuação de um delegado da Polícia Federal em território norte-americano. O caso ganhou repercussão após o governo dos Estados Unidos pedir que o oficial de ligação da corporação na Flórida, delegado Marcelo Ivo de Carvalho, deixasse o país. A solicitação partiu do Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental, vinculado ao Departamento de Estado dos EUA, que, em publicação na rede social X (antigo Twitter), apontou que a conduta do agente brasileiro teria representado uma tentativa de “manipular” o sistema migratório norte-americano. O episódio estaria relacionado à participação do delegado na prisão do ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), ocorrida na semana passada, o que teria gerado desconforto diplomático entre os dois países. Diante da gravidade das acusações e das possíveis implicações internacionais, Coronel Assis defende a necessidade de explicações formais por parte do governo brasileiro, além da apuração interna dos fatos pela própria Polícia Federal. “No mínimo o ministro da Justiça e Segurança Pública tem que explicar lá na Câmara, porque é inadmissível imaginar que nós já estivemos fazendo uma operação policial “clandestina” em território estrangeiro. Prova disso é que o negócio estava tão errado que o próprio governo americano mandou esse cara embora de lá para cá. Isso precisa ser esclarecido. Agora quero ver se a Polícia Federal vai abrir um procedimento administrativo, uma sindicância ou inquérito, qualquer instrumento para apurar isso. É um grande incidente, um vexame diplomático para o nosso país”, declarou o parlamentar. O requerimento deve intensificar o debate no Congresso Nacional.
Operação Broquel desarticula esquema de desvio de benefícios em abrigo público de Várzea Grande
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quarta-feira (22), a Operação Broquel, com o objetivo de desarticular um esquema de desvio de benefícios de internos da Casa de Acolhimento Rogina Marques de Arruda, em Várzea Grande. A ação cumpre mandados judiciais de busca e apreensão e determina o acesso a dados de aparelhos eletrônicos, autorizados pela Justiça. O principal alvo é um ex-gerente da unidade, que deixou o cargo em 2024 e passou a ser investigado por suspeita de peculato continuado. As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), apontam que ele teria se aproveitado da função e da relação de confiança com os acolhidos para se apropriar de documentos pessoais, cartões bancários e benefícios assistenciais. De acordo com a apuração, o suspeito realizava saques integrais dos valores recebidos pelas vítimas e, em alguns casos, contratava empréstimos em nome delas sem autorização. Um dos episódios investigados envolve a formalização de um empréstimo superior a R$ 16 mil, com indícios de fraude. As vítimas são, em sua maioria, homens em situação de extrema vulnerabilidade social, incluindo pessoas com histórico de rua, analfabetismo, dependência química ou transtornos psicológicos — fatores que, combinados, ampliam a fragilidade diante de abusos. Além das irregularidades financeiras, há relatos de que o investigado utilizava mão de obra dos internos em atividades particulares, sem qualquer remuneração, além de empregar intimidação e coação psicológica para manter o controle sobre os valores desviados. Como medida cautelar, a Justiça determinou o afastamento do investigado de qualquer função pública — ele atualmente ocupava outro cargo na Secretaria Municipal de Saúde —, além de proibir o contato com vítimas e testemunhas e o acesso a prédios ligados à assistência social do município. A Casa de Acolhimento Rogina Marques de Arruda é um equipamento público voltado ao atendimento de homens adultos em situação de rua. As normas da unidade proíbem a retenção de documentos ou valores dos acolhidos, garantindo a guarda segura e a devolução integral dos pertences. Segundo a Polícia Civil, as investigações seguem em andamento, com análise do material apreendido e possibilidade de identificação de novas vítimas. A operação integra o planejamento estratégico da instituição para 2026, dentro das ações de enfrentamento à corrupção e proteção de pessoas em situação de vulnerabilidade.
Encontro Intercultural Indígena reúne povos originários e deve receber mais de 2 mil pessoas em Cuiabá Linha fina:
O Museu de História Natural de Mato Grosso (MHNMT), em Cuiabá, sedia nos dias 23 e 24 de abril a 12ª edição do Encontro Intercultural Indígena, que neste ano traz o tema “O futuro é ancestral”. A programação deve reunir mais de 2 mil participantes, em sua maioria estudantes da rede pública, além de lideranças e representantes de diferentes povos originários do estado. O evento promove uma intensa troca de saberes, vivências e expressões culturais entre etnias como Balatiponé-Umutina, Iny-Karajá, Kurã Bakairi, Bóe Bororo e Xavante. Ao longo dos dois dias, o público poderá acompanhar apresentações de danças, músicas, cantos tradicionais, rodas de conversa e oficinas, que abordam desde mitos de origem até práticas culturais e conhecimentos ancestrais. A proposta do encontro é fortalecer o diálogo intercultural e valorizar a diversidade dos povos indígenas, reforçando o papel do museu como espaço de escuta, educação e preservação cultural. A iniciativa também ocorre em um período simbólico, próximo ao Dia dos Povos Indígenas, celebrado em 19 de abril. A programação é extensa e gratuita, com atividades distribuídas ao longo dos dois dias. Estão previstas mesas de abertura, apresentações culturais, oficinas de pintura corporal e saberes tradicionais, além de debates sobre educação indígena e história dos povos originários. As atividades acontecem nos períodos da manhã e da tarde, com intervalos para alimentação dos participantes. O evento é realizado pelo Museu de História Natural de Mato Grosso, sob gestão do Instituto Ecossistemas e Populações Tradicionais (ECOSS), em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer e a Secretaria de Estado de Educação. Para os organizadores, a iniciativa reforça a importância dos conhecimentos tradicionais na construção de soluções para desafios contemporâneos, como as mudanças climáticas e a preservação ambiental. O museu, localizado na região do bairro Jardim Europa, às margens do rio Cuiabá, funciona como um importante centro de pesquisa, cultura e educação, abrigando acervos de arqueologia e paleontologia. A entrada para o evento é gratuita mediante inscrição prévia.
Operação Lei Seca intensifica fiscalização e prende 60 motoristas em Mato Grosso
A Secretaria de Segurança Pública de Mato Grosso reforçou, entre os dias 17 e 19 de abril, as ações da Operação Lei Seca em diferentes regiões do estado, ampliando a fiscalização e o combate a infrações no trânsito. A mobilização ocorreu de forma simultânea em Cuiabá, Sinop, Tangará da Serra, Rondonópolis e Campo Verde, reunindo forças estaduais e municipais em uma atuação integrada. Durante o período, 522 veículos foram abordados pelas equipes, resultando na detenção de 60 condutores por crimes de trânsito. O balanço também aponta a emissão de 540 autos de infração, com destaque para 113 casos de direção sob efeito de álcool e 34 motoristas que se recusaram a realizar o teste de alcoolemia. Outras irregularidades também chamaram atenção das autoridades. Foram registradas 92 autuações por condução sem habilitação e 145 por diferentes tipos de infrações. Ao todo, 293 veículos acabaram autuados e 207 removidos durante as operações. A ação foi coordenada pelo Gabinete de Gestão Integrada e contou com a participação de órgãos como Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar, Departamento Estadual de Trânsito e guardas municipais, além de equipes das prefeituras envolvidas. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, o objetivo é reduzir acidentes e reforçar a conscientização dos motoristas sobre os riscos da combinação entre álcool e direção.
A história do povo originário de Várzea Grande
Artigo No dia do povo originário, nada mais justo homenagear esse povo que iniciou a história do município em que nasci. A história de Várzea Grande não é tão diferente comparada à do Brasil. Também temos uma grande ligação com o povo indígena e até hoje esse legado está na nossa cultura: a rede várzea-grandense, a culinária, a pesca, o artesanato, entre outros. Antes mesmo da sua grande ocupação, Várzea Grande era habitada, mais precisamente na região do atual distrito da Praia Grande, pelos índios Guanás. Esses indígenas eram considerados pacíficos, católicos e hospitaleiros, pois mantinham um grande contato com outras pessoas, principalmente bandeirantes paulistas e habitantes de Cuiabá. Há relatos históricos de que, em 1832, os Guanás receberam doação de terras por Sesmarias do Governo Imperial e por isso a região ficou conhecida como “Várzea Grande dos Índios Guanás”. Essa terra era caminho obrigatório das boiadas que vinham de Rosário do Rio Acima (hoje Rosário Oeste) para Cuiabá. Conforme o historiador José Wilson Tavares, no livro Várzea Grande: História e Tradição, os Guanás tinham a prática da economia de subsistência ligada ao cultivo da terra e ao comércio de troca, sendo que eram hábeis na tecelagem. Sendo o destaque a rede várzea-grandense. “Esta etnia silvícola, diferente de outras como o Coxiponés e os Paiaguás, aguerridos e agressivos contra o processo de ocupação, contratavam com os brancos toda espécie de serviços possíveis, sendo os Guanás especialistas em navegação em pirogas no rio Cuiabá, onde foram canoeiros hábeis e laboriosos. Os Guanás eram sábios em fiar, tecer e tingir o algodão com que fabricavam redes que deram origem às famosas redes conhecidas nesta região que erroneamente chamada somente de “rede cuiabana”, depreciando a produção que havia e há em terras várzea-grandenses”, (Tavares, 2011, página 14). Segundo relatos históricos, eles viveram em Várzea Grande até a grande ocupação de Cuiabá. A busca gananciosa pela corrida do ouro e o povoamento da região fez com que esse povo indígena fosse miscigenado. Posteriormente, os membros buscaram outro lugar para viver, principalmente nas regiões pantaneiras onde era predominante a indústria açucareira. José Wallison é jornalista e apaixonado pela história de Várzea Grande
Pivetta muda discurso, gera contradição e expõe fragilidade política dentro do próprio governo em MT
Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News A recente declaração do governador em exercício de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), ao criticar o uso de recursos públicos para festas e shows, abriu um novo capítulo no cenário político estadual — e trouxe à tona contradições dentro do próprio governo. A fala, que à primeira vista aponta preocupação com a destinação de dinheiro público, também levanta questionamentos sobre o posicionamento do próprio gestor, que integra a atual administração desde o início. Contradição dentro da própria gestão O principal ponto de debate é direto: Pivetta não é um agente externo. Ele faz parte do governo que permitiu e regulamentou esse tipo de gasto. Diante disso, ao criticar agora essa prática, o governador em exercício não aponta falhas de terceiros — ele expõe decisões das quais participou politicamente. Mudança de postura levanta questionamentos A mudança de discurso gera uma pergunta inevitável nos bastidores políticos: 👉 Por que esse posicionamento surge apenas agora? Pivetta sempre se apresentou como um vice atuante, com participação nas decisões do Executivo. Por isso, a nova postura é vista por parte da classe política como um movimento que levanta dúvidas sobre coerência. Possível distanciamento político O momento da declaração também chama atenção. Em meio a um governo que mantém índices positivos de avaliação, a fala pode indicar um ensaio de distanciamento político. Sem um rompimento declarado, o posicionamento cria um cenário ambíguo: Se há alinhamento, há contradição Se há afastamento, falta transparência Decisões passam a ser compartilhadas Outro ponto relevante é a mudança administrativa proposta por Pivetta, que transfere a responsabilidade sobre autorizações desse tipo para o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (Condes). A medida é apresentada como forma de dar mais transparência e caráter técnico às decisões, mas também é interpretada como uma forma de dividir o ônus político de medidas impopulares. Impacto na percepção de liderança O episódio reforça um debate mais amplo sobre a condução política do governo. Para analistas, quando há divergência de discurso dentro da própria liderança, o impacto vai além do tema em discussão e atinge diretamente a percepção de estabilidade e coerência da gestão. Cenário aberto A situação ainda não indica, de forma clara, um rompimento dentro do grupo político, mas evidencia um momento de ajuste de posicionamento. Enquanto isso, o debate sobre o uso de recursos públicos segue ganhando força — agora também dentro do próprio governo. O que está em jogo 👉 Coerência política👉 Alinhamento dentro do governo👉 E confiança da população O desdobramento desse movimento deve continuar repercutindo nos bastidores e pode influenciar diretamente o cenário político de Mato Grosso nos próximos meses. Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News
Cuiabá promove Dia D de vacinação com foco na gripe e atualização da caderneta
A Prefeitura de Cuiabá realiza no próximo dia 25 de abril uma grande mobilização para ampliar a cobertura vacinal no município. O Dia D de vacinação acontecerá simultaneamente em 72 Unidades de Saúde da Família (USFs), das 8h às 17h, abrangendo tanto a zona urbana quanto a rural da capital. Coordenada pela Secretaria Municipal de Saúde, a ação tem como principal objetivo intensificar a imunização contra a gripe, além de atualizar a caderneta vacinal da população. A iniciativa integra uma estratégia contínua de prevenção, buscando reduzir a circulação de vírus e evitar o surgimento de surtos. A vacina contra a influenza será destinada prioritariamente aos grupos mais vulneráveis, conforme diretrizes do Ministério da Saúde. Entre os públicos atendidos estão crianças pequenas, gestantes e idosos, além de puérperas, povos indígenas, quilombolas e pessoas em situação de rua. Também estão incluídos trabalhadores da saúde, professores, profissionais das forças de segurança, integrantes das Forças Armadas, caminhoneiros e trabalhadores do transporte coletivo, entre outros. Pessoas com doenças crônicas, deficiência permanente ou condições clínicas especiais também fazem parte do público-alvo. Além da imunização contra a gripe, a população poderá aproveitar a oportunidade para atualizar o cartão de vacinação com diversos imunizantes disponíveis nas unidades. Entre eles estão vacinas que protegem contra hepatites, poliomielite, pneumonia, meningite, febre amarela, sarampo, caxumba, rubéola e outras doenças. O calendário inclui ainda a vacina contra o HPV, importante na prevenção de cânceres associados ao vírus, e a imunização contra a dengue, voltada para crianças e adolescentes. Outro destaque é a vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR), indicada para gestantes como forma de proteger recém-nascidos contra complicações respiratórias. Para receber as doses, é necessário apresentar documento oficial com foto, cartão do SUS e a carteira de vacinação. Pessoas incluídas nos grupos prioritários devem levar também comprovantes que atestem sua condição. A ampliação da vacinação para outros públicos ocorrerá gradualmente, de acordo com o envio de doses pelo governo federal. A gestão municipal reforça que a adesão da população é fundamental para aumentar a cobertura vacinal e reduzir o impacto das doenças respiratórias no sistema de saúde. Considerada uma infecção de alta transmissibilidade, a gripe pode evoluir para quadros graves, especialmente entre pessoas mais vulneráveis. Por isso, a vacinação segue sendo a principal medida de proteção coletiva e individual.
Mato Grosso amplia acesso à moradia com mais de R$ 300 milhões investidos em habitação em 2025
O Governo de Mato Grosso intensificou, em 2025, os investimentos em políticas habitacionais e destinou mais de R$ 300 milhões para ampliar o acesso à moradia no Estado. A iniciativa resultou na entrega de 3.318 unidades habitacionais, permitindo que milhares de famílias conquistassem a casa própria e passassem a viver com mais segurança e dignidade. Os recursos foram aplicados por meio da MT Par e da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), dentro do programa SER Família Habitação. A ação contempla duas modalidades principais: Entrada Facilitada e Faixa Zero, voltadas a diferentes perfis de renda. Grande parte do financiamento veio do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab), que destinou R$ 238,7 milhões ao setor — cerca de 6,6% da arrecadação total do fundo no período. O investimento reforça a estratégia do Estado de reduzir o déficit habitacional, especialmente entre famílias em situação de vulnerabilidade. Na modalidade Entrada Facilitada, foram entregues 3.104 moradias em 2025. O modelo oferece subsídios de até R$ 35 mil, que podem ser somados a programas federais e ao uso do FGTS, ampliando as condições de financiamento para os beneficiários. Já a Faixa Zero atende famílias em extrema vulnerabilidade social, com renda per capita de até R$ 218, garantindo moradias totalmente gratuitas. Desde a criação do programa, em 2023, já foram entregues 610 unidades nessa categoria, sendo 214 apenas no último ano. Para muitas famílias, a conquista da casa própria representa uma mudança profunda de vida. É o caso de uma moradora de São Pedro da Cipa, mãe de cinco filhos, que recebeu o imóvel no fim de 2025 e destacou o impacto da iniciativa na segurança e no futuro da família. Desde o lançamento do programa, o Estado já viabilizou o acesso à moradia para cerca de 40 mil famílias. A política habitacional segue em expansão: atualmente, mais de 24 mil unidades estão em construção ou em fase de contratação, mantendo o ritmo de investimentos e ampliando o alcance social das ações. Com isso, Mato Grosso consolida uma das maiores agendas habitacionais recentes, focada na inclusão social e na melhoria das condições de vida da população.