Produtores rurais da região Sul de Mato Grosso comemoram a abertura da licitação para pavimentação da Rodovia MT-458, que liga os municípios de Pedra Preta, São José do Povo, Alto Garça e Itiquira. O processo foi publicado nesta segunda-feira (13) pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) e marca um avanço aguardado há anos por quem depende da estrada para escoar a produção. A pavimentação do trecho, com cerca de 47 quilômetros, é resultado de articulação política liderada pelo deputado estadual Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). O produtor rural Edson Crochiquia, da Fazenda Crifrão, que possui propriedade na região há mais de 30 anos, destacou a importância da obra para o desenvolvimento local. Segundo ele, a falta de asfalto sempre foi um entrave para a expansão da produção. “Essa obra representa a expansão da nossa produção. É uma região com grande potencial, mas a logística sempre foi o principal desafio. O deputado Max Russi foi quem encabeçou essa luta e nos deu atenção durante todo esse tempo”, afirmou. Outro produtor, Emilson Ribeiro Rocha, também comemorou o avanço da obra. “Só temos a agradecer a Deus e ao deputado Max Russi. Essa conquista é muito importante para todos nós”, disse. De acordo com a Sinfra, a licitação será realizada na modalidade concorrência pública eletrônica (Edital nº 46/2026) e prevê a contratação de empresa para execução das obras de implantação e pavimentação da rodovia.
“Não há desenvolvimento duradouro onde as regras do jogo não são claras”, afirma Max
No Fórum Economia e Desenvolvimento Institucional, realizado nesta terça-feira (14) em parceria entre o Grupo de Líderes Empresariais (LIDE) e a Assembleia Legislativa (ALMT), o deputado Max Russi (Podemos) enfatizou o papel vital das instituições públicas na manutenção de um ambiente de negócios próspero. Sob o tema “Crescimento sustentável depende de instituições sólidas”, o evento reuniu figuras centrais da política e economia nacional, incluindo o ex-ministro Henrique Meirelles e o senador Hamilton Mourão. Durante a abertura, Russi defendeu que a previsibilidade é o pilar de qualquer avanço econômico. “Não há ambiente de negócios saudável onde impera a insegurança jurídica”, pontuou o deputado, ressaltando que o Brasil de 2026 exige decisões estratégicas e respeito às normas estabelecidas. Para ele, o progresso do estado não é fruto de um esforço isolado, mas de uma construção coletiva entre os diversos setores da sociedade. O parlamentar destacou a evolução de Mato Grosso, que ultrapassou o rótulo de potência exclusivamente agropecuária para se tornar um polo de tecnologia, logística e sustentabilidade conectado ao mercado global. “Essa presença plural e qualificada demonstra que o desenvolvimento econômico e institucional não é obra de um único setor, mas sim resultado de responsabilidade compartilhada, diálogo permanente e construção coletiva”, afirmou Russi. O presidente do LIDE, Igor Taques, destacou a atuação de Max Russi à frente da Casa de Leis, pontuando que sua gestão tem buscado soluções além das fronteiras do plenário. “O Max tem atuado no legislativo, mas também da porta para fora, conversando com a sociedade, dialogando com a classe produtiva, produtores e empresários. Encontrar as soluções dos nossos problemas e entender os cenários internos e externos faz parte das discussões que teremos nesta manhã”, declarou Taques.
Quaest 2º turno: Flávio Bolsonaro tem 42%, e Lula, 40%
Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (15) mostra que Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Lula (PT) aparecem tecnicamente empatados em um eventual 2º turno das eleições 2026. Flávio tem 42% das intenções de voto, contra 40% de Lula. É a primeira vez na Quaest que o senador filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ultrapassa Lula numericamente. Na pesquisa passada da Quaest, em março, Lula e Flávio empatavam, pela primeira vez na série histórica, com o percentual de 41% cada. A vantagem do presidente era de dez pontos em dezembro, passou para sete em janeiro e para cinco em fevereiro. Agora em abril, Flávio Bolsonaro tem vantagem de dois pontos diante do petista. Cenário Lula x Flávio Flávio Bolsonaro: 42% (eram 41% em março e 38% em fevereiro); Lula: 40% (eram 41% em março e 43% em fevereiro); Indecisos: 2% (eram 2% em março e em fevereiro); Branco/nulo/não vai votar: 16% (eram 16% em março e 17% em fevereiro). Quaest: intenção de voto 2º turno entre Lula e Flávio Bolsonaro — Foto: Arte/g1 O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 9 e 13 de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O registro da pesquisa no TSE é BR-09285/2026. Cenários com outros candidatos na disputa A Quaest apresentou aos eleitores cinco cenários de segundo turno, com o presidente Lula em todos. Exceto no cenário com Flávio, em que há empate técnico, Lula aparece à frente nos demais. A maior vantagem é contra o pré-candidato Augusto Cury (Avante), que aparece pela 1ª vez na pesquisa. Veja os números a seguir: Cenário Lula x Romeu Zema (Novo) Lula: 43% (eram 44% em março e 43% em fevereiro); Romeu Zema: 36% (eram 34% em março e 32% em fevereiro); Indecisos: 4% (eram 3% em março e 4% em fevereiro); Branco/nulo/não vai votar: 17% (eram 19% em março e 21% em fevereiro). Cenário Lula x Ronaldo Caiado (PSD) Lula: 43% (eram 44% em março e 42% em fevereiro); Ronaldo Caiado: 35% (eram 32% em março e em fevereiro); Indecisos: 4% (eram 3% em março e 4% em fevereiro); Branco/nulo/não vai votar: 18% (eram 21% em março e 22% em fevereiro). Quaest: intenção de voto no 2º turno entre Lula e Ronaldo Caiado — Foto: Arte/g1 Cenário Lula x Renan Santos (Missão) Lula: 44% (eram 43% em março e 44% em fevereiro); Renan Santos: 24% (eram 24% em março e 25% em fevereiro); Indecisos: 5% (eram 3% em março e 4% em fevereiro); Branco/nulo/não vai votar: 27% (eram 30% em março e 27% em fevereiro). Quaest: intenção de voto para o 2º turno entre Lula e Renan Santos — Foto: Arte/g1 Cenário Lula x Augusto Cury (Avante) Lula: 44% (cenário não foi testado em março); Augusto Cury: 23% Indecisos: 5% Branco/nulo/não vai votar: 28% Quaest: intenção de voto para o 2º turno entre Lula e Augusto Cury — Foto: Arte/g1 Fonte: G1
Eleitorado 60+ cresce no Brasil, ganha força nas urnas e já representa quase 1 em cada 4 votos
Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News As eleições de 2026 já começaram nos bastidores — e quem ainda não entendeu isso pode estar perdendo tempo, espaço e votos. Os números mais recentes sobre o eleitorado brasileiro acendem um alerta importante para quem pretende disputar cargo público no próximo pleito: o público com 60 anos ou mais já representa uma das maiores forças das urnas e pode ser decisivo no resultado da eleição. Segundo os dados, o Brasil saltou de 20,8 milhões de eleitores idosos em 2010 para 36,2 milhões em 2026. Hoje, esse grupo já representa 23,2% do eleitorado nacional, ou seja, quase 1 em cada 4 votantes. E não para por aí. Esse eleitor não apenas cresceu em número — ele também tem mostrado mais compromisso com o voto. Nas eleições de 2022, a taxa de abstenção entre eleitores com 60 anos ou mais caiu para 34,5%, o menor índice das últimas três eleições nacionais. Entre os eleitores de 60 a 69 anos, faixa em que o voto ainda é obrigatório, o comparecimento chegou a 85,7%. Na prática, isso significa uma coisa:esse público está indo para a urna e está pesando no resultado. Enquanto isso, os eleitores mais jovens, entre 16 e 24 anos, representam apenas 11,9% do eleitorado brasileiro. Ou seja, o eleitor 60+ já tem hoje um peso eleitoral muito maior — e a tendência é que essa influência cresça ainda mais nos próximos anos, acompanhando o envelhecimento da população brasileira. Diante desse cenário, a pergunta que todo pré-candidato precisa responder é simples: 👉 Como está sua pré-campanha?👉 Que tipo de mensagem você está levando para esse eleitor?👉 Você está falando com quem realmente vai decidir a eleição? Não basta estar nas redes sociais.Não basta fazer vídeo bonito.Não basta repetir discurso genérico. Esse público quer clareza, respeito, presença, escuta e propostas que façam sentido para a vida real. O eleitor mais experiente observa mais, compara mais e, muitas vezes, decide com base em confiança, coerência e histórico. É um público que valoriza postura, compromisso, proximidade e verdade. Outro dado que reforça essa mudança é o crescimento das próprias candidaturas nessa faixa etária. Nas eleições de 2024, mais de 70 mil brasileiros com 60 anos ou mais disputaram cargos públicos — o maior número da série histórica. Isso mostra que a população idosa não está apenas votando mais.Ela também está ocupando mais espaço na política. Para quem pensa em 2026, fica o alerta: ⚠️ ignorar esse público pode ser um erro estratégico grave. A eleição não será decidida apenas por quem fala mais alto, aparece mais ou grava mais vídeos.Ela pode ser decidida por quem souber conversar com o eleitor certo. E hoje, os números mostram com clareza:o eleitor 60+ pode ser um dos públicos mais decisivos de 2026. A pergunta que fica é: você, pré-candidato, está realmente se preparando para falar com esse eleitor?
Operação Areia Movediça expõe suspeita de fraude em licitação e mira contratos de evento esportivo em MT
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quarta-feira (15), a Operação Areia Movediça para investigar suspeitas de fraude em licitação no município de Araguaiana. A ação também cumpriu ordens judiciais em Pontal do Araguaia e Água Boa, com foco na coleta de provas para o avanço das investigações. Ao todo, foram executados dez mandados judiciais, sendo cinco de busca e apreensão domiciliar e cinco de quebra de sigilo telemático, expedidos pelo Juízo das Garantias da Comarca de Barra do Garças. Os alvos são investigados por crimes como fraude no caráter competitivo de licitação, falsidade ideológica e uso de documento falso. As apurações tiveram início após o registro de um boletim de ocorrência que apontava inconsistências em um processo licitatório. A partir disso, a Delegacia de Araguaiana instaurou inquérito policial e passou a realizar diligências, oitivas e análises técnicas e documentais. Segundo a investigação, os indícios de irregularidades estão relacionados ao Pregão Presencial nº 09/2025, que resultou na contratação de uma empresa para a realização de um evento esportivo no município. Entre os problemas identificados estão a suspeita de simulação de pesquisa de preços, uso de orçamentos sem autorização dos supostos emissores e padronização de documentos apresentados por empresas diferentes. Os investigadores também apontam possíveis sinais de direcionamento do certame, com indícios de combinação prévia entre participantes. Outro aspecto que chamou a atenção foi a incompatibilidade entre a data de homologação do processo e a execução contratual, sugerindo que materiais e serviços já estariam disponíveis antes da conclusão formal da licitação. Há ainda suspeitas de sobrepreço em itens como materiais esportivos, camisetas e troféus, além de inconsistências na execução financeira do contrato, especialmente em relação aos valores destinados a premiações, que não corresponderiam ao que foi efetivamente repassado aos participantes. A Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento, com a continuidade das análises periciais e adoção de outras medidas para esclarecer completamente os fatos e apurar a responsabilidade dos envolvidos.
Quem é MC Ryan SP, funkeiro preso em operação da PF contra lavagem de dinheiro
Artista está entre os nomes mais populares do funk e e foi detido na mesma investigação que apura organização criminosa com movimentações ilegais bilionárias. Um dos principais nomes do funk nacional, MC Ryan SP, foi preso nesta terça‑feira (15) durante uma operação da Polícia Federal (PF) que investiga uma organização criminosa suspeita de lavagem de dinheiro e transações ilegais superiores a R$ 1,6 bilhão. MC Ryan SP foi detido na Riviera de São Lourenço, em Bertioga, no litoral paulista. A investigação apura crimes como lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio e associação criminosa, além de determinar o bloqueio de bens e contas bancárias de investigados. A defesas do artista ainda não havia se manifestado até a última atualização desta reportagem. Além de MC Ryan SP, MC Poze do Rodo foi preso no Rio de Janeiro, também por determinação judicial no âmbito da mesma operação. Natural de São Paulo, MC Ryan SP se tornou um dos artistas mais ouvidos da Geração Z, acumulando milhões de reproduções nas plataformas digitais. Conhecido pelo estilo ostentação e por exibir carros de luxo nas redes sociais, o funkeiro também passou a ganhar notoriedade por episódios controversos fora dos palcos. Tem mais de 15 milhões de seguidores no Instagram. Nos últimos anos, o cantor esteve envolvido em uma série de ocorrências policiais, entre elas: a prisão após realizar manobras com uma Lamborghini no gramado do Estádio Barão da Serra Negra, em Piracicaba, sendo solto após pagar R$ 1 milhão de fiança; a divulgação de um vídeo de agressão à ex‑namorada, que resultou em rompimento de contratos comerciais; a falta a um show no Rock in Rio, o que levou ao cancelamento de uma honraria concedida pela Câmara do Rio; abordagens policiais após publicar vídeos dirigindo acima do limite de velocidade; e a repercussão internacional ao publicar imagens dentro da mansão de Cristiano Ronaldo, em Portugal, durante obras no imóvel. Com a prisão desta terça, MC Ryan SP passa a ser investigado em um caso de maior complexidade criminal, ligado a movimentações financeiras suspeitas. A operação deflagrada nesta terça‑feira pela Polícia Federal cumpre mandados de prisão, busca e apreensão e bloqueio de bens em diversos estados. Segundo a PF, o grupo investigado teria movimentado mais de R$ 1,6 bilhão por meio de empresas de fachada, laranjas e transações financeiras irregulares. A investigação segue em andamento, e a PF não descarta novas fases da operação. Fonte: G1
Operação flagra exploração ilegal de madeira e garimpo clandestino em reserva no noroeste de MT
Uma operação da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) revelou um cenário de degradação ambiental dentro do Parque Estadual Reserva Extrativista Guariba-Roosevelt, localizado na região de Colniza, no noroeste de Mato Grosso. A ação identificou atividades ilegais como exploração de madeira sem autorização e extração clandestina de minérios em plena unidade de conservação. A ofensiva faz parte da Operação Amazônia e foi desencadeada a partir de alertas gerados por sistemas de monitoramento da própria Sema, aliados a imagens de satélite em tempo real. Com base nessas informações, equipes da Coordenadoria de Fiscalização de Flora se deslocaram até a área para verificar as irregularidades. Durante as inspeções, os agentes encontraram maquinário pesado utilizado na exploração ilegal, incluindo tratores, pás-carregadeiras e guinchos. Um homem foi flagrado operando um dos equipamentos. No local, também foram identificadas dezenas de toras de madeira extraídas de diferentes espécies, além de trilhas abertas na mata para facilitar o transporte do material. A análise nos sistemas oficiais da secretaria confirmou que não havia qualquer registro ou autorização para a atividade na área. Diante disso, os equipamentos foram apreendidos e o responsável autuado, com multa estimada em R$ 200 mil. As equipes também localizaram outros pontos de degradação dentro da reserva, com mais vestígios de retirada ilegal de madeira e máquinas escondidas na vegetação. Em uma área de floresta densa, foi descoberta uma estrutura improvisada usada para garimpo, com rampas de lavagem e materiais de apoio. Durante a ação, cinco pessoas foram flagradas em acampamentos clandestinos, mas fugiram ao perceber a presença dos fiscais. As barracas e os equipamentos encontrados foram inutilizados. Em outro ponto, próximo a um curso d’água, foram identificados barramentos e estruturas típicas da atividade de mineração ilegal, embora os responsáveis não tenham sido localizados. As dificuldades de acesso, agravadas por trechos alagados e obstáculos criados para impedir a fiscalização, obrigaram as equipes a realizarem parte do trabalho a pé. A operação contou com apoio da Polícia Judiciária Civil e da Polícia Militar e ocorreu entre os dias 24 de março e 3 de abril. A Operação Amazônia reúne esforços de órgãos estaduais e federais no combate a crimes ambientais, com uso de tecnologia de monitoramento, fiscalização em campo, apreensão de equipamentos e responsabilização dos infratores. A Sema reforça que denúncias de crimes ambientais podem ser feitas por telefone, WhatsApp, e-mail ou aplicativos oficiais, além do acionamento direto da Polícia Militar pelo número 190.
VOCÊ NÃO AUTORIZOU, MAS SEUS DADOS CIRCULARAM: QUEM RESPONDE?
Quando informações pessoais vazam, o prejuízo não é virtual é real. Hoje, quase tudo passa por um cadastro: banco, plano de saúde, loja, aplicativo, rede social. Nome, CPF, telefone, endereço, renda. O cidadão fornece seus dados confiando que serão protegidos. O problema começa quando essa confiança é quebrada. Cada vez mais pessoas relatam situações semelhantes: começam a receber ligações suspeitas, mensagens de golpes, cobranças estranhas ou tentativas de fraude. Em comum, um detalhe incômodo: ninguém autorizou o uso daqueles dados. A pergunta que fica é direta: quem responde quando seus dados vazam? Dados não vazam sozinhos Vazamentos de dados não são obra do acaso. Eles acontecem porque alguém armazenou mal, compartilhou indevidamente ou deixou de adotar medidas mínimas de segurança. Quando uma empresa coleta dados pessoais, ela assume o dever de protegê-los. Isso não é gentileza é obrigação legal. A Lei Geral de Proteção de Dados existe justamente para estabelecer limites claros: quem coleta dados deve cuidar deles. Se há falha, há responsabilidade. O cidadão paga a conta Na prática, porém, o prejuízo costuma recair sobre a vítima. É ela quem perde tempo, sofre estresse, tem o nome negativado, a conta invadida ou o crédito comprometido. Enquanto isso, as empresas envolvidas muitas vezes se limitam a respostas genéricas: “não identificamos falha em nossos sistemas”. Como se o dano simplesmente tivesse surgido do nada. Dados vazados não são apenas números. Eles permitem golpes direcionados, fraudes bancárias e constrangimentos reais. O que a lei diz, de forma simples A legislação brasileira é clara: Dados pessoais só podem ser usados para a finalidade informada; devem ser protegidos contra acessos indevidos; o titular tem direito à informação e à reparação do dano; falhas de segurança geram responsabilidade. Não importa se o vazamento foi causado por ataque externo ou erro interno. Quem coleta os dados responde pela segurança deles. A falsa normalização do vazamento Tratar vazamento de dados como algo inevitável é perigoso. Isso transfere o risco da atividade para o cidadão, que não controla sistemas, servidores nem políticas internas de segurança. Tecnologia sem responsabilidade cria vítimas silenciosas. Conclusão Se você não autorizou o uso dos seus dados, alguém falhou. E falha gera dever de responder. O cidadão não pode ser obrigado a conviver com prejuízos causados por negligência alheia. Dados pessoais não são favor concedido às empresas. São direitos do cidadão. Diogo Fernandes Colunista em Justiça & Sociedade – MT Urgente Proprietário do escritório Diogo Fernandes Advocacia
Consulta pública vai definir rumos da cultura em Mato Grosso pelos próximos 10 anos
A Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso (Secel-MT) abriu uma consulta pública para ouvir a população na construção do novo Plano Estadual de Cultura, que vai orientar as políticas culturais do Estado na próxima década. A iniciativa busca reunir contribuições de artistas, produtores culturais e da sociedade em geral, garantindo um planejamento mais participativo e alinhado às demandas do setor. O plano, que terá vigência de 10 anos, é considerado um instrumento de política de Estado, mantendo diretrizes mesmo com mudanças de gestão. Segundo o secretário David Moura, a participação coletiva é essencial para fortalecer o documento e torná-lo mais representativo. A proposta é avaliar o que avançou desde a última versão, identificar falhas e apontar prioridades para o período de 2026 a 2036. Por meio de formulário online, os participantes podem opinar sobre os eixos do plano atual, sugerir melhorias e indicar áreas culturais que necessitam de mais atenção. Também há espaço para discutir a integração da cultura com educação, acessibilidade e inclusão social, além de propostas para ampliar o alcance de investimentos, especialmente em regiões rurais e municípios do interior. Além da consulta digital, o governo estadual iniciou a Caravana Fluxo 2026, série de encontros presenciais que percorrem diferentes regiões de Mato Grosso. As reuniões contam com grupos de trabalho e escuta ativa de profissionais da cultura, promovendo o debate direto com gestores e agentes culturais. Após passar por Sinop, a caravana segue para Juína nesta semana e deve percorrer cidades como Barra do Garças, Cáceres, Rondonópolis e Cuiabá até junho, ampliando a participação regional na construção do plano. O formulário permanece disponível no site da Secel, onde qualquer cidadão pode contribuir com sugestões e visões sobre o futuro da cultura no Estado.
Pivetta banca nomeação de sargento e enfrenta reação de oficiais da PM em Mato Grosso
O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), afirmou nesta terça-feira (14) que não pretende voltar atrás na nomeação da sargento Adriana Rodrigues para o comando da Casa Militar, apesar da forte reação de oficiais da Polícia Militar. Segundo ele, a gestão segue sem prejuízos e as críticas fazem parte do processo de governar. De forma direta, Pivetta minimizou o impasse e disse que o foco deve permanecer no trabalho. Para o governador, a máquina pública continua funcionando normalmente e não há motivo para alarde. Ele reconheceu que a decisão não agradou a todos, mas destacou que recebeu apoio de parte significativa da tropa, especialmente entre praças, cabos e sargentos. A escolha de Adriana Rodrigues provocou incômodo entre oficiais de alta patente, que consideram a medida uma quebra da hierarquia militar. Tradicionalmente, a Casa Militar é comandada por oficiais superiores, como coronéis ou tenentes-coronéis, responsáveis por liderar equipes compostas por militares de diferentes patentes. A Associação dos Oficiais da Polícia e Bombeiros Militar de Mato Grosso se manifestou publicamente contra a nomeação e apontou possível ilegalidade no ato. A entidade argumenta que a legislação estadual prevê que funções de assessoramento militar sejam ocupadas por coronéis da ativa, e classificou a decisão como uma afronta ao princípio da legalidade. O posicionamento também levanta preocupação com eventuais impactos na estrutura hierárquica e na segurança jurídica dentro das corporações. Nos bastidores, oficiais avaliam que, caso a intenção fosse ampliar a representatividade feminina, haveria alternativas dentro da própria hierarquia, como a indicação de uma oficial superior. Em contrapartida, a Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar de Mato Grosso saiu em defesa da escolha. A entidade destacou que a nomeação é uma atribuição do chefe do Executivo e deve considerar critérios como confiança e competência técnica. Para os representantes dos praças, a decisão valoriza o mérito profissional e não compromete a disciplina militar. Adriana Rodrigues ingressou na Polícia Militar em 2008 e possui formação acadêmica diversificada, com graduação em Direito, mestrado em Matemática e especializações em Libras e educação inclusiva. Desde 2021, ela atuava como chefe de gabinete da Vice-Governadoria. Mesmo diante da pressão, Pivetta reforçou que continuará tomando decisões com base no que considera mais adequado para a administração pública, sem se pautar exclusivamente por reações internas das corporações.