Conselho Seccional e Colégio de Presidentes das Subseções aprovaram por unanimidade medidas para garantir apuração independente, célere e transparente sobre os fatos O Conselho Seccional da OAB-MT e o Colégio de Presidentes das Subseções, reunidos nesta terça-feira (8), em sessões extraordinárias, deliberaram, por unanimidade, pela necessidade de uma investigação rigorosa, independente, célere e transparente sobre os fatos relacionados ao chamado Caso Master e eventual envolvimento de autoridades públicas, inclusive ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A deliberação inclui o pedido para que sejam adotadas as medidas cautelares juridicamente cabíveis, entre elas o afastamento cautelar do ministro Alexandre de Moraes e a suspeição do procurador-geral da República, Paulo Gonet, diante de circunstâncias que possam comprometer a necessária imparcialidade institucional. A OAB-MT adota uma posição firme, incisiva e inegociável na defesa do Estado Democrático de Direito. Diante de fatos que possam atingir a credibilidade das mais altas instituições da República, não cabe à Ordem assistir passivamente, silenciar ou relativizar a necessidade de esclarecimento. A sociedade brasileira exige respostas. A OAB-MT entende que nenhuma autoridade, independentemente da posição que ocupe, pode estar imune à apuração e às consequências jurídicas de seus atos. A iniciativa não representa prejulgamento. Representa, ao contrário, o exercício pleno da responsabilidade institucional da OAB de cobrar transparência, independência e efetividade na apuração de fatos que possam comprometer a confiança da sociedade nas instituições. A deliberação será apresentada em Brasília, durante reunião do Colégio de Presidentes de Seccionais com a diretoria do Conselho Federal.
Operação Insídia mira servidores suspeitos de facilitar entrada de celulares para facção em presídio de VG
Polícia Civil cumpre oito ordens judiciais e investiga policial penal e professora por suposto esquema de corrupção e entrada clandestina de objetos no Centro de Ressocialização de Várzea Grande A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (9.9), a Operação Insídia, que investiga um suposto esquema de corrupção envolvendo servidores públicos suspeitos de facilitar a entrada clandestina de aparelhos celulares e outros objetos ilícitos para integrantes de uma facção criminosa no sistema prisional. Ao todo, são cumpridas oito ordens judiciais em Cuiabá, entre elas dois mandados de prisão preventiva, dois de busca e apreensão, dois bloqueios de ativos financeiros e duas medidas de suspensão cautelar do exercício das funções públicas. As determinações foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias da Capital e têm como alvo um policial penal efetivo e uma professora contratada pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), que atuava em salas anexas de uma escola estadual instalada no Centro de Ressocialização de Várzea Grande. As investigações são conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco). Os servidores são investigados por suspeita de corrupção passiva continuada, facilitação e intermediação da entrada de aparelhos telefônicos em estabelecimento prisional e associação criminosa. Segundo a apuração, a atuação dos investigados estaria inserida na logística utilizada por integrantes de uma facção criminosa. A investigação teve início em junho de 2025, a partir da análise de materiais apreendidos que apontaram transferências realizadas por meio de Pix para a professora investigada. Os pagamentos teriam sido feitos por reeducandos, familiares ou visitantes cadastrados na unidade prisional. As movimentações financeiras foram confrontadas com uma denúncia que relatava a participação da professora e do policial penal na introdução clandestina de celulares e outros itens proibidos no presídio, mediante o recebimento de vantagens indevidas. No decorrer da apuração, os investigadores também identificaram movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a atividade funcional dos servidores. Conforme os levantamentos, o policial penal cobraria entre R$ 7 mil e R$ 10 mil por aparelho celular introduzido na unidade para integrantes da facção. Em determinado período, ele teria utilizado a conta bancária da companheira para receber os valores, numa tentativa de dificultar o rastreamento das transações. A professora, por sua vez, teria se aproveitado do acesso autorizado ao interior da unidade prisional para facilitar a entrada de celulares e outros objetos em benefício da organização criminosa. O policial penal também teria utilizado as prerrogativas decorrentes da função para viabilizar a entrada dos materiais. De acordo com a Polícia Civil, o acesso privilegiado proporcionado pelos cargos ocupados pelos investigados teria sido fundamental para a execução das condutas apuradas. Além das prisões preventivas, a Justiça determinou o afastamento cautelar dos dois servidores de suas funções durante o período das investigações. As buscas realizadas nesta quarta-feira têm como objetivo localizar novos elementos que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos e identificar eventuais outros envolvidos. Também foram determinados bloqueios de ativos financeiros de R$ 14,6 mil em relação à professora e de R$ 25,5 mil referentes ao policial penal. O cumprimento das medidas judiciais é acompanhado pela Corregedoria da Secretaria de Estado de Justiça (Sejus). O nome da operação faz referência ao termo “insídia”, associado à traição e à falta de lealdade. A denominação remete à suspeita de que os agentes públicos teriam utilizado as próprias funções e o acesso privilegiado ao sistema prisional para favorecer atividades criminosas, violando a confiança depositada pelo Estado e pela sociedade. As investigações permanecem em andamento para identificar possíveis novos envolvidos e dimensionar toda a estrutura e extensão do esquema investigado.
ALMT adia para outubro votação de veto sobre reajuste de servidores do TJMT
Sindicato recorre à Justiça e pede que Assembleia cumpra determinação para realizar, em votação aberta e nominal, nova análise do veto ao reajuste de 6,8% A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) transferiu para o dia 7 de outubro a votação do veto ao Projeto de Lei nº 1.398/2025, que prevê reajuste de 6,8% aos servidores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). A decisão da Presidência da Casa provocou nova reação do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso (SINJUSMAT), que acionou o Tribunal de Justiça para questionar o adiamento. O presidente da Assembleia, deputado Max Russi (Podemos), justificou a mudança de data com base em questões relacionadas à organização da agenda legislativa, convocação dos parlamentares, formação de quórum e calendário eleitoral. Para o sindicato, entretanto, a postergação não estaria de acordo com a determinação judicial que obrigou o Legislativo a refazer a apreciação do veto. A entidade sustenta que a nova votação deveria ocorrer na sessão legislativa subsequente à intimação da Assembleia. A Presidência da ALMT foi oficialmente comunicada da decisão em 14 de agosto e, segundo o sindicato, existe sessão prevista para esta quarta-feira (9), o que permitiria a realização da análise antes da data definida para outubro. Diante disso, o SINJUSMAT pediu ao Judiciário que determine a realização da votação na primeira oportunidade possível e solicitou a aplicação de multa diária caso a decisão não seja cumprida. O sindicato também apontou a possibilidade de convocação de uma sessão extraordinária para garantir o cumprimento da ordem judicial. A determinação para uma nova análise do veto surgiu após o Tribunal de Justiça considerar irregular a votação realizada anteriormente pela Assembleia. Em 3 de dezembro de 2025, os deputados haviam analisado o veto do então governador Mauro Mendes ao projeto de reajuste em votação secreta, que terminou com 12 votos pela manutenção do veto e 10 pela rejeição. O SINJUSMAT contestou judicialmente o procedimento, alegando que a votação sigilosa contrariava as regras estabelecidas pela Constituição Federal após a Emenda Constitucional nº 76/2013. O caso avançou no TJMT e, posteriormente, o Órgão Especial da Corte declarou inconstitucional o dispositivo da Constituição Estadual que dava respaldo à votação secreta. Com a decisão, a Justiça determinou que o veto fosse novamente submetido aos deputados, desta vez por meio de votação aberta e nominal. Cada parlamentar deverá registrar individualmente sua posição sobre a matéria. Ao analisar questionamentos apresentados pela Assembleia, o desembargador Márcio Vidal destacou que uma determinação judicial deve ser cumprida e não pode ter sua execução adiada unilateralmente pelo agente público responsável. A Assembleia chegou a apresentar embargos de declaração, mas o recurso, conforme entendimento do relator, não suspende a obrigação de cumprir a decisão. A discussão também envolve os argumentos apresentados pelo governo estadual quando o veto foi encaminhado ao Legislativo. Mauro Mendes havia rejeitado integralmente o projeto sob a justificativa de que o reajuste representaria aumento permanente de despesas e exigiria demonstração de capacidade financeira para sua manutenção. O Executivo também apontou possíveis impactos sobre a folha de pagamento do Tribunal de Justiça e sobre os limites estabelecidos pela legislação fiscal. No processo judicial, o Tribunal afastou o entendimento de que a nova votação configuraria, por si só, criação de uma nova despesa ou concessão automática do reajuste. Para a Corte, trata-se da repetição de uma etapa do processo legislativo que foi anulada em razão do procedimento adotado anteriormente. Com isso, a decisão sobre o veto ainda permanece pendente. Caso seja mantido o calendário anunciado pela Assembleia, os deputados voltarão a analisar o projeto no dia 7 de outubro, em votação aberta e nominal, conforme determinado pelo Tribunal de Justiça.
BR-163 terá bloqueio parcial em Sorriso para mudança de redutor e revitalização da sinalização
Intervenções serão realizadas na marginal da Perimetral Sudeste, com serviços programados para quinta e sexta-feira, das 8h30 às 11h30 e das 13h às 17h A Nova Rota do Oeste realizará, na quinta-feira (10) e sexta-feira (11.09), intervenções na via marginal da BR-163, na região da Perimetral Sudeste, em Sorriso. Os trabalhos exigirão o bloqueio de meia pista em diferentes pontos do trecho, mas o trânsito seguirá normalmente pela faixa que permanecerá liberada. Na quinta-feira, a intervenção ocorrerá no km 751, em frente à concessionária Fiat, onde será feita a retirada e a instalação de um redutor de velocidade em um novo ponto. O equipamento será deslocado cerca de 30 metros em relação à posição atual, com o objetivo de adequá-lo ao acesso de entrada e saída da empresa. Já na sexta-feira, as equipes atuarão entre os quilômetros 750 e 752 para executar a revitalização da sinalização vertical existente na região. Durante os dois dias de atividades, os serviços serão realizados em dois períodos: das 8h30 às 11h30 e das 13h às 17h, estratégia adotada para minimizar possíveis impactos no trânsito. A concessionária orienta os motoristas a reduzirem a velocidade, manterem atenção redobrada ao passar pelos pontos de intervenção e obedecerem à sinalização temporária e às orientações dos trabalhadores responsáveis pela operação. Segundo a Nova Rota do Oeste, as medidas fazem parte das ações voltadas à melhoria das condições de segurança e à organização do tráfego para os usuários que circulam pelo trecho da rodovia.
Várzea Grande recebe ação gratuita para garantir documentação e direitos de idosos em situação de vulnerabilidade
Atendimento será realizado de 14 a 18 de setembro, no Centro de Convivência Vovô Zeid, com serviços de documentação, assistência jurídica e orientações sobre benefícios e programas sociais A Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPEMT) participa, de 14 a 18 de setembro, da “Semana da Documentação Básica da Pessoa Idosa”, iniciativa voltada ao atendimento de idosos em situação de vulnerabilidade. A ação será realizada das 8h às 13h, no Centro de Convivência Vovô Zeid, no bairro Ipase, em Várzea Grande, e reunirá diferentes órgãos para facilitar o acesso à documentação, à Justiça e a outros direitos. A iniciativa é direcionada especialmente a pessoas idosas acolhidas em instituições de longa permanência, casas-lares, abrigos e demais serviços de acolhimento. O atendimento não será aberto ao público em geral. A seleção e o encaminhamento dos idosos serão realizados pela Prefeitura de Várzea Grande e pelas instituições parceiras envolvidas na ação. Durante a semana, a Defensoria Pública oferecerá assistência jurídica gratuita, emissão de declaração de hipossuficiência para viabilizar a obtenção sem custos da segunda via de documentos e orientações relacionadas a benefícios e programas sociais, entre outros atendimentos. A programação também contará com serviços para emissão de segunda via de certidões de nascimento, casamento e óbito, regularização do CPF, emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN), atualização de dados cadastrais e biométricos, além de orientações sobre benefícios previdenciários, programas sociais, registros imobiliários e questões relacionadas a sucessões. A força-tarefa terá a participação de órgãos e instituições como o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), a Receita Federal, cartórios de registro civil, a Secretaria Municipal de Assistência Social e os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), além da Defensoria Pública. A DPEMT designou cinco defensores públicos para atuar nos atendimentos: Leandro Martins de Oliveira, Robson Cleiton de Souza Guimarães, Denis Thomaz Rodrigues, Elianeth Glaucia de Oliveira Nazario e Fernanda Maria Cícero de Sá França. Os profissionais integram o Gaedic Pop Rua e o Comitê de Amparo e Proteção da Pessoa Idosa. A realização da semana surgiu a partir de uma necessidade identificada durante as edições da Semana Nacional do Registro Civil – Registre-Se. Segundo a organização, muitos idosos acolhidos enfrentavam dificuldades para se deslocar até os locais onde eram realizados os mutirões. Com a realização dos serviços no próprio município e o encaminhamento das pessoas pelas instituições responsáveis, a proposta é ampliar o acesso à documentação básica e reduzir barreiras que dificultam o exercício pleno da cidadania. Promovida pela Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-MT), a primeira edição da Semana da Documentação Básica da Pessoa Idosa será realizada em Várzea Grande. A iniciativa poderá ser ampliada posteriormente para outras comarcas do Estado, de acordo com a estrutura disponível e a adesão de parceiros locais. SERVIÇO Semana da Documentação Básica da Pessoa Idosa Local: Centro de Convivência Vovô Zeid, bairro Ipase, Várzea Grande Período: 14 a 18 de setembro Horário: das 8h às 13h Público-alvo: pessoas idosas em situação de vulnerabilidade encaminhadas pela Prefeitura e instituições parceiras.
Candidaturas devem validar foto e dados que aparecerão na urna até 10 de setembro
Procedimento deve ser realizado pela candidatura, partido ou federação no sistema Bem na Foto e é fundamental para garantir a correta identificação dos candidatos nas Eleições Gerais de 2026. Candidatos e candidatas aptos(as) a disputar as Eleições Gerais de 2026 devem validar a fotografia e os dados cadastrais que serão exibidos na urna eletrônica. O procedimento deve ser realizado pela própria candidatura, pelo partido ou pela federação até o dia 10 de setembro, por meio do sistema Bem na Foto. Esta é uma etapa importante do processo eleitoral, prevista no artigo 35-A da Resolução TSE nº 23.609/2019, e tem como objetivo evitar imprevistos e inconsistências no dia do pleito. Desenvolvida pela Justiça Eleitoral, a ferramenta permite que candidatos e candidatas confirmem o nome de urna, o nome fonético — representação escrita da pronúncia exata de uma palavra ou nome —, a fotografia, o número e o partido. Outras informações do registro também podem ser conferidas, como gênero e data de nascimento. O procedimento deve ser realizado após o julgamento do registro de candidatura e é essencial para que o Sistema de Candidaturas (CAND) possa gerar a tabela de candidaturas com os dados corretos. “Este é um passo crucial para garantir a transparência do processo eleitoral e a correta identificação dos candidatos apresentados ao eleitor no dia da votação. A validação assegura que a vontade do cidadão seja registrada exatamente como planejado na urna eletrônica”, destaca o secretário judiciário do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), Carlos Luanga. É importante realizar a validação com antecedência, tendo em vista que não será possível modificar as informações posteriormente. Vale ressaltar que a validação realizada pela própria candidatura prevalece sobre aquelas efetuadas por partido ou federação. Além disso, as agremiações partidárias não podem alterar informações já aceitas ou rejeitadas pelos candidatos ou candidatas. Como fazer a validação Para conferir as informações, é necessário acessar o sistema Bem na Foto, disponível no portal Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais (DivulgaCandContas). O usuário deve selecionar a UF, o cargo e clicar em Pesquisar. Em seguida, o candidato ou candidata deve se autenticar pelo e-Título ou gov.br, utilizando a autenticação de dois fatores (2FA). Caso a pessoa não possua e-Título ou biometria cadastrada, a confirmação poderá ser feita, excepcionalmente, pelo partido ou pela federação. Após essa etapa, a tela apresentará três opções de status: “Não validado”, “Rejeitado pelo candidato” ou “Validado pelo candidato”. Durante a conferência, o candidato ou candidata deverá clicar em “Validar dados” ou “Marcar erros”. Caso as informações estejam corretas, o status da solicitação será alterado para “Validado”. Se houver dados incorretos, o sistema abrirá um campo para que sejam indicadas as informações específicas. Nesse caso, o status ficará como “Rejeitado”, e os dados incorretos deverão ser substituídos por meio de peticionamento avulso no sistema Processo Judicial Eletrônico (PJe). Ainda será possível marcar erros e corrigir dados depois de concluir a validação, sendo necessário realizar uma nova validação até a data-limite. Da mesma forma, caso haja algum equívoco na conferência, também será possível validar as informações após escolher a opção “Marcar erros”. Informações alteradas depois do procedimento deverão passar novamente por validação. A ferramenta dispõe ainda de um manual de uso para auxiliar no acesso ao sistema, com informações sobre login, validação e legislação. Candidatos, candidatas e agremiações partidárias podem consultar o manual pelo site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ou pelo material disponibilizado pelo TRE-MT. Caso não haja manifestação de candidatos(as), partidos ou federações, a Justiça Eleitoral realizará a validação a partir dos dados disponíveis e em conformidade com a Resolução TSE nº 23.609/2019, que estabelece as normas para escolha e registro de candidaturas.
Operação Basalto mira facção suspeita de tráfico, extorsão e lavagem de dinheiro em MT
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta terça-feira (8), a Operação Basalto para desarticular uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas, associação para o tráfico, extorsão de comerciantes e lavagem de dinheiro. Ao todo, a Justiça autorizou o cumprimento de 34 ordens judiciais, sendo 12 mandados de prisão preventiva e 22 de busca e apreensão. As medidas são cumpridas em Pedra Preta, Rondonópolis, Itiquira e Cuiabá, incluindo diligências realizadas em unidades prisionais do Estado. Além das prisões e buscas, oito investigados foram submetidos a medidas cautelares alternativas, entre elas a obrigação de comparecimento periódico à Justiça, proibição de contato com outros suspeitos e restrições de circulação e acesso a determinados locais. A Justiça também autorizou o bloqueio de recursos financeiros relacionados a três investigados e a uma empresa. As atividades econômicas e financeiras de uma pessoa jurídica suspeita de servir para movimentar e ocultar dinheiro obtido por meio das ações criminosas também foram suspensas. As investigações são conduzidas pela Delegacia de Polícia de Pedra Preta e tiveram início após uma prisão em flagrante por tráfico de drogas, registrada em fevereiro de 2025. A partir da apuração, os investigadores reuniram mensagens, áudios, imagens, comprovantes de transações bancárias e planilhas que teriam sido utilizadas para o controle das atividades do grupo. O cruzamento das informações permitiu identificar uma estrutura organizada, com funções distribuídas entre supostas lideranças, gerentes responsáveis pela atuação local, operadores financeiros, distribuidores de entorpecentes e integrantes encarregados de monitorar a movimentação das forças de segurança. De acordo com a investigação, parte da organização das atividades criminosas ocorria de dentro de presídios, por meio do uso clandestino de telefones celulares. Os suspeitos utilizariam grupos de comunicação para repassar ordens, controlar valores, prestar contas e orientar integrantes sobre medidas de segurança destinadas a dificultar a atuação policial. Mais de 50 comerciantes aparecem em registros Um dos principais focos da investigação é um suposto esquema de extorsão contra comerciantes de Pedra Preta. Segundo a Polícia Civil, foram encontrados documentos que fazem referência a mais de 50 estabelecimentos comerciais, com registros de cobranças periódicas de valores que seriam destinados à facção. As apurações indicam que os comerciantes eram pressionados a efetuar os pagamentos sob ameaça de possíveis represálias. Entre os elementos reunidos pelos investigadores estão conversas, planilhas, listas de estabelecimentos, valores atribuídos individualmente e comprovantes de transferências bancárias. A investigação também apontou que contas bancárias de terceiros e uma empresa teriam sido utilizadas para receber e movimentar recursos supostamente provenientes do tráfico de drogas e das extorsões. Com base no conjunto de provas, a Polícia Civil solicitou as medidas judiciais, posteriormente autorizadas pelo Poder Judiciário e cumpridas nesta terça-feira. O trabalho investigativo continua com a análise dos materiais recolhidos durante a operação, buscando identificar outros possíveis integrantes e esclarecer a participação de cada suspeito nos crimes apurados.
Eleitores de Mato Grosso vão às urnas às 7h nas Eleições 2026
Horário segue o padrão nacional definido pelo TSE e considera o fuso de Brasília como referência para abertura e encerramento da votação Os eleitores de Mato Grosso devem ficar atentos ao horário de funcionamento das seções eleitorais durante o 1º turno das Eleições 2026. Embora a votação esteja oficialmente programada para ocorrer das 8h às 17h, conforme o horário de Brasília, os estados que possuem diferença de fuso terão adequação no horário local. Em Mato Grosso, assim como em Rondônia, Mato Grosso do Sul e Roraima, as urnas estarão disponíveis das 7h às 16h no horário local. A medida segue a regra estabelecida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que adotou o horário de Brasília como referência nacional para o início e o encerramento da votação. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro. Caso seja necessário, o segundo turno será realizado em 25 de outubro. Nas duas datas, a Justiça Eleitoral seguirá o mesmo padrão de horários. A orientação é que o eleitor não deixe para comparecer à seção nos últimos minutos. Apesar de o encerramento estar previsto para as 17h de Brasília, a votação pode continuar após esse horário caso ainda existam pessoas aguardando na fila para votar. Além de Mato Grosso, outras regiões do país também terão horários diferentes de acordo com o fuso. Na maior parte do Amazonas, por exemplo, a votação começará às 7h no horário local. Já em municípios amazonenses que seguem o fuso do Acre, as urnas serão abertas às 6h. Em Fernando de Noronha, em Pernambuco, onde o horário está uma hora à frente de Brasília, o início será às 9h. A padronização nacional do horário foi adotada pelo TSE para evitar que a diferença entre os fusos interferisse na divulgação da apuração. Com a medida, a expectativa é de que os resultados das eleições possam começar a ser divulgados a partir das 17h pelo horário de Brasília, simultaneamente em todo o país. A mudança também encerrou a necessidade de aguardar o término da votação nas regiões com horário mais atrasado, como ocorria anteriormente no Acre. Dessa forma, a Justiça Eleitoral consegue iniciar a divulgação dos resultados de maneira coordenada, respeitando o encerramento da votação em todas as localidades.
Cuiabá reúne milhares em desfile noturno que celebra Independência e resgata tradição
Mudança do horário ampliou a participação popular na Avenida Getúlio Vargas, onde mais de 30 instituições participaram da programação cívico-militar Cuiabá foi palco, na noite desta segunda-feira (7), de um grande desfile cívico-militar em comemoração aos 204 anos da Independência do Brasil. Realizado na Avenida Getúlio Vargas, o evento reuniu autoridades, famílias e representantes de mais de 30 instituições, entre Forças Armadas, órgãos de segurança, escolas, entidades civis e grupos da sociedade. O desfile foi promovido pela Prefeitura de Cuiabá em parceria com o Governo de Mato Grosso e contou com a presença do prefeito Abilio Brunini e do governador Otaviano Pivetta. A principal novidade desta edição foi a realização da programação no período noturno, estratégia que, segundo as autoridades, facilitou a participação de trabalhadores e famílias e contribuiu para ampliar o público. Acompanhado da primeira-dama e vereadora Samantha Iris, Abilio destacou o caráter simbólico da celebração e afirmou que a mudança de horário também contribuiu para recuperar uma tradição familiar. Para o prefeito, a participação da população demonstra a importância de manter eventos cívicos como parte da memória coletiva de Cuiabá. Pivetta também ressaltou o significado histórico da data e defendeu que o 7 de Setembro seja utilizado não apenas como momento de celebração, mas também de reflexão sobre os desafios enfrentados pelo país e sobre o próprio conceito de independência na atualidade. Entre as autoridades presentes estavam o senador Wellington Fagundes, o senador Jaime Campos, a deputada federal Gisela Simona, o deputado estadual Paulo Araújo e o vereador Dilemário Alencar. Também participaram secretários municipais de diferentes áreas da administração de Cuiabá. Na programação militar, o desfile contou com a participação do general de brigada Cláudio Gadelha Fernandes, comandante da 13ª Brigada de Infantaria Motorizada, além de integrantes das Forças Armadas e das forças de segurança. Marinha do Brasil, Exército Brasileiro, Força Aérea Brasileira, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Judiciária Civil e Secretaria de Justiça participaram da solenidade. A Polícia Militar também levou estudantes da Escola Estadual da Polícia Militar Tiradentes para a avenida. A programação ainda reuniu instituições de ensino das redes municipal, estadual e federal, incluindo escolas cívico-militares, o Liceu Cuiabano e o Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT). O Programa Siminina, grupos escoteiros, clubes de desbravadores, motoclubes e bandas também integraram o desfile. A realização da solenidade durante a noite foi apontada como um dos principais diferenciais da edição deste ano. Além de amenizar os efeitos das altas temperaturas, o novo formato possibilitou que um número maior de pessoas acompanhasse a programação após o expediente. Com a avenida tomada pelo público e pela participação de instituições civis, militares e educacionais, o desfile reforçou a tradição das comemorações de 7 de Setembro em Cuiabá e transformou a celebração da Independência em um momento de integração entre poder público e sociedade.
Operação retira 400 metros de cabos irregulares após caminhões provocarem transtornos no CPA
Ação em trecho da Avenida Brasil reorganizou a fiação e atendeu reclamações de comerciantes; Prefeitura reforça regras para circulação de veículos de grande porte em Cuiabá Uma ação de ordenamento da rede de telecomunicações retirou aproximadamente 400 metros de cabos instalados de forma irregular em um trecho da Avenida Brasil, na região do CPA, em Cuiabá. A intervenção ocorreu após comerciantes denunciarem problemas provocados pela fiação baixa e desorganizada, que vinha sendo atingida por caminhões de grande porte e causando interrupções e prejuízos na região. A Operação Telefone Sem Fio foi coordenada pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (Sorp), com participação das secretarias municipais de Mobilidade Urbana (Semob) e de Segurança Pública Municipal, além da Energisa Mato Grosso, responsável pela gestão dos postes no Estado. Durante os trabalhos, foram retirados fios que estavam fora dos padrões de segurança e realizado o reordenamento do cabeamento utilizado por empresas de telefonia e provedores de internet. De acordo com a secretária municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, a ação foi desencadeada a partir das reclamações dos comerciantes, que relataram ocorrências frequentes envolvendo veículos de grande porte. Segundo ela, a concentração e a baixa altura dos cabos faziam com que caminhões atingissem a fiação ao passar pelo trecho. Uma das comerciantes que procurou as autoridades para relatar o problema foi Nayara Leite. Ela afirmou que a situação era recorrente e provocava transtornos aos estabelecimentos instalados na avenida. Com a atuação conjunta da Prefeitura e das empresas responsáveis pela infraestrutura e pelos serviços de telecomunicações, a expectativa é reduzir novas ocorrências e garantir maior segurança no local. O Procon Municipal também acompanha a Operação Telefone Sem Fio e recebe reclamações relacionadas a eventuais interrupções nos serviços de telefonia e internet durante as intervenções. Os consumidores podem procurar o órgão pelo WhatsApp (65) 3324-9680 ou presencialmente, na Rua Joaquim Murtinho, nº 554, Centro Sul. Já situações envolvendo fios soltos ou problemas na rede podem ser comunicadas à Energisa pelo aplicativo Energisa On, pelo telefone 0800 6464 196 ou pelo WhatsApp (65) 99999-7974. A Sorp também disponibiliza o Portal Sorp, no endereço sorp.cuiaba.mt.gov.br, para o registro de denúncias. Restrição para veículos pesados A Prefeitura também reforça que o cumprimento das regras de circulação de veículos de grande porte é fundamental para evitar danos à infraestrutura urbana e garantir a segurança no trânsito. Em Cuiabá, a circulação de caminhões é regulamentada conforme o peso do veículo, a região e o horário. Caminhões Toco e Truck de até 24 toneladas podem circular na área urbana das 20h às 6h. Na região central, há períodos específicos de circulação durante a semana, das 8h às 12h, das 14h às 17h30 e das 20h às 6h. Aos sábados, a circulação é permitida a partir das 8h. Nos corredores de tráfego, demais bairros e Distrito Industrial, esses veículos não possuem restrição de horário. Para veículos pesados e carretas com mais de 24 toneladas, as regras são mais rigorosas. Na Zona de Restrição Máxima (ZRM), a circulação é proibida. Na região central, o trânsito é permitido somente das 20h às 6h. Nos corredores de tráfego e demais bairros, a circulação ocorre das 20h às 6h durante a semana e, aos sábados, a partir das 14h. No Distrito Industrial, não há restrição de horário. Veículos com até 10 toneladas podem circular normalmente pela cidade, inclusive no Centro Histórico, região central, corredores de tráfego, bairros e Distrito Industrial. Quando houver necessidade de acesso às áreas restritas fora dos horários autorizados, o responsável pelo veículo deve solicitar uma Autorização Especial de Tráfego à Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana. No pedido, devem ser informados o local, a data e o período previsto para a circulação.