O motociclista Wellington Ferraz da Silva Costa, de 37 anos, morreu na madrugada desta terça-feira (30) após sofrer um acidente na Avenida das Torres, em Cuiabá. Ele conduzia uma motocicleta Yamaha Fazer quando perdeu o controle do veículo e caiu na pista. De acordo com informações da Polícia Civil, o acidente ocorreu por volta da 1h, no sentido centro–bairro da avenida. A vítima teria passado sobre um tachão de sinalização, conhecido como “tartaruga”, momento em que perdeu o equilíbrio e caiu no asfalto. A Polícia Militar foi a primeira a atender a ocorrência e acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que constatou o óbito ainda no local. O trecho foi imediatamente isolado para os trabalhos da Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran) e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). Segundo relatos de testemunhas, Wellington havia participado momentos antes de uma confraternização de final de ano da empresa de segurança em que trabalhava. Ainda conforme essas informações, ele teria consumido bebida alcoólica durante o evento, dado que será apurado pelas autoridades no curso da investigação. A equipe da Politec realizou os procedimentos periciais necessários para esclarecer a dinâmica do acidente. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exame de necropsia. As circunstâncias do acidente seguem sob investigação.
Enfermeiro de 29 anos é encontrado morto em casa em Várzea Grande; Polícia Civil investiga o caso
O enfermeiro Michael Felicio da Silva, 29 anos, servidor da rede municipal de Saúde de Cuiabá, foi encontrado morto dentro de sua residência, em Várzea Grande, na noite de domingo (28). As circunstâncias da morte ainda não foram divulgadas, e o caso está sendo investigado pela Polícia Civil de Mato Grosso. De acordo com as primeiras informações, equipes da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) estiveram no local para realizar os exames necessários e coletar evidências que possam ajudar a esclarecer o que ocorreu. Após os trabalhos periciais, o corpo foi liberado para os procedimentos fúnebres. Profissional dedicado e reconhecido pela humanização Michael era natural de Várzea Grande e atuava na enfermagem desde 2021. Atualmente, exercia suas funções na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC). Colegas de profissão destacam que o enfermeiro era conhecido pelo atendimento humanizado, pela dedicação aos pacientes e pela competência técnica. Sua atuação na saúde pública deixou marcas positivas em pacientes e equipes. Prefeitura de Cuiabá emite nota de pesar O prefeito Abilio Brunini (PL) manifestou pesar pela morte do servidor. A nota também foi assinada pela primeira-dama, Samantha Iris, pela secretária municipal de Saúde, Danielle Carmona, e pelo diretor-geral da Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP), Israel Paniago. “Neste momento de dor, manifestamos nossa solidariedade aos familiares, amigos e colegas de trabalho, desejando conforto e força para enfrentar a perda.” A Polícia Civil segue investigando o caso para identificar a causa da morte e entender as circunstâncias em que o enfermeiro foi encontrado. A matéria será atualizada assim que novas informações forem confirmadas pelas autoridades.
IPVA 2026 poderá ser pago com desconto à vista ou parcelado em até oito vezes
Os proprietários de veículos licenciados em Mato Grosso já podem se programar para o pagamento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) de 2026, que poderá ser quitado à vista, com desconto de 5% ou 3%, ou parcelado em até 8 vezes. Conforme calendário divulgado pela Secretaria de Fazenda (Sefaz), as datas vencimento serão nos meses de março, abril e maio, de acordo com o final da placa do veículo Para veículos com placas terminadas em 1, 2, 3 e 4, o vencimento será no mês de março de 2026. Pagamentos realizados até dia 10 terão desconto de 5%, e até dia 20, redução de 3%. O pagamento sem desconto ou da primeira parcela deverá ser efetuado até 31 de março. Os veículos com placas de finais 5, 6 e 7 terão vencimento em abril, com desconto de 5% para pagamentos feitos até 10 e de 3% até o dia 20. O prazo para pagamento sem desconto ou da primeira parcela será até 30 de abril. Para placas terminadas em 8, 9 e 0, o prazo com desconto de 5% será até 11 de maio, e o desconto de 3% valerá até 20 de maio. O pagamento sem desconto ou a primeira parcela poderá ser efetuado até 29 de maio. Nos casos de parcelamento, o contribuinte deve se atentar ao valor mínimo da parcela que deve ser de 25% da UPF-MT vigente no mês da formalização. Além disso, as parcelas são mensais e consecutivas, com vencimento sempre no final de cada mês. Além das opções de pagamento previstas no calendário, os contribuintes cadastrados no Nota MT podem obter abatimento adicional de até 10% no valor do IPVA, limitado a R$ 700. O benefício é válido independentemente da forma de pagamento escolhida e pode ser acumulado com os demais descontos. Como pagar As guias para pagamento estarão disponíveis a partir de 1º de janeiro de 2026 no site da Sefaz. Os proprietários poderão emitir o documento utilizando o número do Renavam ou o chassi do veículo. Ao acessar o site para emissão dos boletos, é importante que o cidadão verifique se o endereço é o oficial da Sefaz (www.sefaz.mt.gov.br), a fim de evitar golpes, comuns neste período de pagamento do tributo. A orientação é digitar diretamente o endereço do site no navegador, evitando o uso de buscadores para acessar o serviço. Em caso de dúvidas, os contribuintes podem buscar orientação junto aos canais de atendimento da Sefaz, disponíveis na opção Fale Conosco do portal da secretaria.
Com Hospital Central em funcionamento, Júlio Campos alerta: “Santa Casa não pode cair no esquecimento; o governo tem dinheiro e deve agir”
Por Alex Rabelo – Jornalista e Analista Político O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) voltou a acender o debate sobre o futuro do Hospital Estadual Santa Casa, em Cuiabá, após duas tentativas de leilão fracassarem sem receber sequer um lance. Com a recente inauguração do Hospital Central, pelo Governo do Estado, o parlamentar teme que a Santa Casa — uma instituição quase tricentenária e historicamente fundamental para a saúde pública — seja abandonada e perca sua função social, especialmente na área de oncologia, um dos atendimentos mais sensíveis para a população de baixa renda. Segundo Júlio, não há justificativa para que o governo protele uma solução. Ele afirma que Mato Grosso vive um período de robustez fiscal, com arrecadação recorde, o que permitiria ao Estado assumir o hospital sem comprometer o orçamento. “O governo tem dinheiro; não podemos abandonar um patrimônio histórico” Em entrevista à imprensa, Júlio foi direto: “Não é porque inaugurou o Hospital Central, uma obra belíssima que merece aplausos, que vamos esquecer a bandeira do não fechamento da Santa Casa.Queremos a continuidade da Santa Casa. Não pode um patrimônio histórico ser abandonado num Estado rico. Pessoas humildes precisam da oncologia, não pode fechar cinco ou seis centros cirúrgicos.” A fala do deputado reflete um sentimento compartilhado por profissionais da saúde, pacientes e lideranças comunitárias que temem perder uma unidade tradicional, responsável por milhares de atendimentos ao longo de décadas. Parcerias para salvar a Santa Casa Júlio Campos também defendeu que a solução pode vir por meio de parcerias entre município, Estado, União e até planos de saúde, garantindo sustentabilidade financeira e preservando a função social da instituição. “O que está lá pode ser continuado, seja parceria municipal, estadual ou federal. Não podem demolir. É uma área tombada como patrimônio. Falta diálogo e bom senso. O Mauro é turrão, mas no final ele acerta. Por que não acertar com planos de saúde?” Leilões fracassados e impasse jurídico Desde setembro, duas tentativas de leilão foram realizadas: Primeira avaliação: R$ 78,2 milhões Segunda avaliação: R$ 39,1 milhões Nenhum interessado apresentou proposta, mesmo com prioridade de compra garantida à União, ao Governo de Mato Grosso e à Prefeitura de Cuiabá. O prédio permanece sob responsabilidade do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), por conta de dívidas trabalhistas da antiga administração. Por ser patrimônio tombado, não pode ter sua fachada modificada ou ser demolido, o que reforça a necessidade de preservação e reutilização adequada. Importância social e risco de apagamento histórico A Santa Casa é mais que um prédio: representa 300 anos de história, formação de profissionais, atendimento beneficente e contribuição direta à saúde da população mais vulnerável. Em um momento em que o Estado registra alta demanda por serviços oncológicos, emergenciais e cirúrgicos, perder uma estrutura consolidada seria, segundo especialistas, um retrocesso irreparável. A fala de Júlio e sua importância para toda a sociedade O posicionamento firme de Júlio Campos ganha peso pela sua experiência e pela defesa constante da Santa Casa ao longo de décadas. Sua cobrança não é apenas política — é um alerta público: sobre responsabilidade histórica, sobre preservação da memória da saúde mato-grossense, e sobre o dever do Estado em garantir atendimento a quem mais precisa. A discussão não trata apenas de patrimônio, mas de vidas. A Santa Casa não pode virar ruína ou depósito de histórias esquecidas — como ressalta Júlio, “o governo tem dinheiro; falta decisão.”
Atritos, crises e avanços: o turbulento primeiro ano da gestão Flávia Moretti em Várzea Grande
Por Alex Rabelo — Jornalista e Analista Político O primeiro ano de mandato da prefeita Flávia Moretti (PL) mostrou, na prática, o quanto governar Várzea Grande é tarefa para poucos. Eleita com discurso de modernização, gestão eficiente e o ousado plano de conceder o Departamento de Água e Esgoto (DAE) à iniciativa privada, a gestora enfrentou um 2025 marcado por choques políticos, crises estruturais, desconfiança interna e desafios que testaram sua capacidade de comando desde o primeiro dia de governo. Mesmo sob pressão, Flávia avançou em temas centrais do plano de governo — mas não sem enfrentamentos intensos ao longo de todos os meses. Primeiro embate: Câmara de Vereadores confronta a prefeita logo na largada Antes mesmo de completar 48 horas no cargo, a prefeita viu seu principal projeto — a concessão do DAE — ser questionado publicamente no plenário. O presidente da Câmara fez questão de expor a discordância: “Não é só chegar e dizer que vai fazer a concessão. Tem que analisar, ver o patrimônio do DAE. Será que o DAE não tem conserto?”, provocou. A fala antecipou o que se confirmaria ao longo do ano: uma relação instável e repleta de tensões entre Executivo e Legislativo, dificultando a articulação política da prefeita. Um início de governo sob colapso: dívidas, caos na limpeza e crise hídrica sem precedentes Flávia assumiu afirmando que a gestão anterior deixou dívidas superiores a R$ 94 milhões, valor que, segundo ela, aumentou após análises adicionais. O impacto foi imediato: atrasos na limpeza urbana, contratos travados e dificuldades para manter serviços básicos funcionando. Mas o pior ainda viria. 📌 A maior crise hídrica dos últimos anos Em fevereiro, Várzea Grande viveu o mais grave colapso de água de sua história recente, atingindo captação, tratamento e distribuição simultaneamente. A prefeita classificou o episódio como: “Boicotes criminosos às estações do DAE.” A suspeita, embora grave, nunca teve autores apontados oficialmente. A crise levou à troca da direção do DAE: Saiu o coronel Sandro Azambuja Entrou Zilmar Dias, após intensa pressão política dos vereadores. Chuvas, enchentes e famílias desabrigadas Janeiro e fevereiro trouxeram ainda outro desafio: alagamentos severos nos bairros Alameda e Construmat. A prefeita percorreu as áreas e determinou ações emergenciais. Mesmo assim, moradores relataram medo e falta de estrutura preventiva. Crise com o vice-prefeito: promessas de campanha e disputa de espaço Em março, um novo foco de instabilidade explodiu: um forte atrito com o vice-prefeito Tião da Zaeli (PL). O presidente estadual do PL, Ananias Filho, precisou intervir afirmando que: “Havia compromisso de que obras, infraestrutura e parte da água seriam coordenadas pelo Tião.” O acordo evitou rompimento imediato, mas a relação nunca mais foi a mesma. Pauta popular: radares são retirados, mas ação vira alvo do Ministério Público Mesmo em meio a conflitos internos, a prefeita cumpriu uma promessa de campanha: retirar 20 radares de trânsito da cidade. O Ministério Público questionou a legalidade da medida.A prefeitura respondeu afirmando possuir estudos técnicos que justificavam a retirada. Embates com a família Campos: desgaste político e troca de acusações Outro capítulo marcante foram as rusgas públicas com Júlio e Jayme Campos, influentes nomes políticos de Mato Grosso. Em meio às críticas, Júlio chegou a declarar: “Ela não é essa boneca formosa. Está cheia de defeitos. É uma gestão perturbadora.” Apesar disso, Flávia manteve a interlocução ativa, chegando inclusive a visitar Jayme em Brasília. Avanço estratégico: concessão do DAE entra em fase técnica Mesmo sob ventos contrários, a prefeita avançou na principal promessa do mandato: a concessão do DAE. Para isso, contratou a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), responsável pelos estudos que darão base ao edital de licitação. Flávia participou pessoalmente das reuniões técnicas — inclusive em São Paulo — e manteve a agenda como prioridade absoluta, defendendo que a universalização da água e do esgoto só será possível com investimento privado. O ano termina com a maior crise política: Comissão Processante pode cassar a prefeita Fechando um ano turbulento, a Câmara aprovou por 17 votos a 5 a abertura de uma Comissão Processante que pode levar à cassação do mandato de Flávia Moretti. O motivo:A suposta utilização de slogan da gestão nos uniformes escolares, o que poderia configurar propaganda pessoal com recursos públicos. O vereador Charles da Educação afirmou ter feito alerta à prefeita ainda em julho: “Alertamos sobre o slogan nos uniformes das crianças.” Flávia rebateu dizendo que o processo tem caráter político e afirmou não temer a investigação. Entre crises e conquistas, um primeiro ano que mostrou o quão difícil é governar Várzea Grande A trajetória da prefeita em 2025 evidencia o tamanho do desafio que assumiu: Crises políticas internas Conflitos com o Legislativo Enchentes Colapso hídrico Pressão popular Embates com peças-chave da política estadual Uma Comissão Processante em andamento E, apesar de tudo isso, Flávia avançou em agendas estratégicas, manteve firme o discurso de modernização e defendeu decisões impopulares, como a concessão do DAE. Seu primeiro ano deixa claro:governar Várzea Grande é enfrentar tempestades em todas as direções — e Flávia Moretti segue aprendendo a navegar em mar revolto.
Max Russi endurece discurso contra violência doméstica e cobra execução de leis: “É inaceitável conviver com esse cenário”
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi (PSB), voltou a reforçar nesta semana sua prioridade absoluta no enfrentamento à violência contra a mulher. Reconhecido como um dos parlamentares que mais legislam, cobram e articulam ações nessa área, Russi afirma que o Estado precisa avançar de forma real e urgente na proteção das vítimas — e que leis aprovadas nos últimos anos não podem continuar sem execução plena. “É inaceitável conviver com esse cenário. Precisamos aplicar rigorosamente as políticas públicas e garantir proteção real às mulheres. A violência não pode ser normalizada, e muito menos tolerada”, destacou o deputado. Mato Grosso segue entre os estados com maiores índices de feminicídio do país. Para Russi, esse quadro exige ações rápidas e duras: “Não basta aprovar leis; elas precisam sair do papel. É dever do Estado proteger, amparar e punir com firmeza.” Um mandato marcado pelo combate à violência contra a mulher Max Russi transformou a pauta em uma marca de sua gestão. Desde que assumiu a presidência, colocou a defesa das mulheres no centro das prioridades da Casa, com leis, campanhas, debates, parcerias e fiscalização ativa sobre o Poder Executivo. Entre as iniciativas de maior impacto: 📌 Lei nº 11.100/2020 Cria protocolo de auxílio a mulheres em risco em bares, restaurantes e casas noturnas. 📌 Lei nº 11.366/2021 Determina que agressores paguem as despesas médicas e assistenciais das vítimas. 📌 Lei nº 11.795/2022 Institui guia completo de serviços públicos destinados às mulheres vítimas de violência. 📌 Lei nº 13.151/2025 Inclui a Campanha do Laço Branco no ordenamento estadual, fortalecendo o engajamento dos homens no enfrentamento à violência. 📌 Projeto de Lei nº 107/2025 Reserva vagas de emprego em contratos públicos para mulheres em situação de violência ou vulnerabilidade. Além disso, Russi ampliou o Agosto Lilás, fortaleceu a Procuradoria da Mulher e levou ações educativas para escolas, comunidades e órgãos públicos. “A Assembleia cumpre seu papel. Agora é responsabilidade do Executivo executar integralmente as políticas já aprovadas”, cobrou. Cobrança firme ao governo: mais de 60 leis aguardam execução Como presidente da Casa, Max Russi apresentou o Requerimento nº 548/2025, exigindo do governo do Estado cronogramas e dados sobre a aplicação de mais de 60 leis voltadas ao enfrentamento da violência doméstica. Segundo ele, a rede de proteção precisa funcionar de forma integrada: delegacias especializadas casas de passagem assistência social saúde apoio psicológico programas de autonomia financeira “A legislação só tem sentido quando chega a quem mais precisa. As leis estão aí — agora precisamos ver a execução”, reforçou o parlamentar. Parcerias institucionais e ações após casos recentes Após episódios de violência política de gênero registrados em Mato Grosso, Max Russi articulou diretamente com o Ministério Público Federal, deputada Janaína Riva e Procuradoria da Mulher a criação de um núcleo de enfrentamento à violência política contra mulheres dentro da própria Assembleia. O deputado também destinou emendas para: reforço das delegacias especializadas capacitação de equipes de atendimento abrigos e casas de passagem assistência jurídica e psicossocial programas de independência financeira Além disso, liderou debates públicos, audiências e campanhas educativas que alcançaram milhares de pessoas. MT lidera o ranking nacional de feminicídios Os dados são alarmantes: 27 feminicídios entre janeiro e junho de 2025, segundo a Sesp-MT 100% dos autores identificados 93% dos inquéritos concluídos Mato Grosso é o estado mais letal do Brasil para mulheres, com taxa de 2,5 feminicídios por 100 mil mulheres, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública “Precisamos construir uma nova realidade. E isso exige coragem, união e postura firme do poder público”, finalizou Max Russi.
Calor extremo coloca mais de 1,2 mil cidades em alerta; especialistas reforçam a importância da hidratação, especialmente para idosos
Por Alex Rabelo Jornalista e Analista Politico A onda de calor que avança pelo Brasil acendeu um alerta máximo em mais de 1.200 cidades, distribuídas por oito estados, que seguem sob aviso de “grande perigo” até a próxima segunda-feira (29). As temperaturas acima da média colocam milhões de brasileiros em risco, especialmente idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas. No dia a dia, os efeitos já são sentidos. Aos 81 anos, o senhor Ciro, que trabalha sob o sol vendendo picolé, descreve o impacto direto do calor no corpo: “Sinto tonteira, falta de ar, começo a suar frio”, relata. O marceneiro Fernando Oliveira reforça um alerta que médicos repetem diariamente: “Tem que tomar água de coco, porque sem hidratação não dá para sair nesse sol não.” Hidratação é a principal proteção — e idosos precisam de cuidado redobrado Com o calor extremo, o corpo perde água mais rápido e pode entrar em estresse térmico, quando a temperatura interna sobe a níveis perigosos.Nos casos mais graves, isso pode levar à perda de consciência, falência de órgãos e até morte. Os idosos são o grupo mais vulnerável, por três motivos principais: Sentem menos sede, mesmo quando o corpo precisa de água. Desidratam mais rápido, por alterações naturais do envelhecimento. Têm maior risco de tontura, queda de pressão e desmaios. Por isso, especialistas recomendam: Beber água ao longo de todo o dia, mesmo sem sede. Evitar exposição ao sol entre 10h e 16h. Optar por bebidas leves como água, sucos naturais e água de coco. Usar roupas frescas e permanecer em locais ventilados. Por que o calor extremo é tão perigoso? Temperaturas muito altas podem desencadear: exaustão por calor tonturas e desmaios câimbras desidratação severa insolação aumento da pressão arterial risco cardíaco agravamento de doenças respiratórias O alerta vale para toda a população, mas especialmente trabalhadores que atuam ao ar livre, idosos, crianças pequenas e pessoas com comorbidades.
Correios fecham empréstimo de R$ 12 bilhões com grandes bancos para reforçar caixa
Por Alex Rabelo – Cuiabá – MT Os Correios assinaram, nesta sexta-feira (26), um empréstimo de R$ 12 bilhões com cinco dos maiores bancos do país, em uma tentativa de fortalecer o caixa da estatal após 12 trimestres consecutivos de prejuízos. O contrato foi publicado neste sábado (27) no Diário Oficial da União e tem garantia da União — ou seja, o governo federal assegura a operação, reduzindo o risco para as instituições financeiras envolvidas. Quem está financiando os Correios? O empréstimo foi firmado com: Itaú Bradesco Santander Banco do Brasil Caixa Econômica Federal O acordo tem validade até 2040 e integra o plano de reestruturação financeira da estatal. Por que os Correios precisaram do empréstimo? A empresa passa por uma grave crise, acumulando perdas durante três anos seguidos.O reforço financeiro é visto como essencial para manter as operações, reorganizar dívidas, modernizar serviços e tentar recuperar a saúde financeira. Na semana passada, o Tesouro Nacional já havia autorizado a operação, após os bancos apresentarem condições para o financiamento. A garantia da União foi determinante para que o crédito fosse liberado, oferecendo segurança jurídica e financeira ao setor bancário. O que muda na prática? Segundo o governo, o empréstimo deve permitir: pagamento de dívidas acumuladas, investimentos em modernização, readequação da estrutura interna, manutenção dos serviços em todo o país. Os Correios afirmam que o plano de recuperação é essencial para manter a empresa ativa e competitiva, especialmente diante da redução de receitas e do aumento da demanda por serviços digitais.
Justiça restabelece validade nacional das novas regras da CNH e derruba suspensão em Mato Grosso
O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) decidiu, nesta terça-feira (23), manter em vigor em todo o país as novas regras do Contran que simplificam a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).A decisão suspende a ordem da Justiça de Mato Grosso, que havia impedido a aplicação da norma no estado. A Resolução nº 1.020/2025, que integra o programa CNH do Brasil, continua válida e passa a ter aplicação uniforme em todos os estados. Por que a decisão foi revertida? Ao atender o pedido da União, o desembargador João Batista Moreira destacou que: as novas regras já estão funcionando em 16 estados, como São Paulo, Piauí, Paraná e Alagoas; os demais Detrans ainda estão em fase de adaptação; a suspensão apenas em Mato Grosso criaria tratamentos diferentes para um serviço que é nacional, prejudicando a isonomia e causando insegurança jurídica. O magistrado afirmou que manter a decisão anterior poderia gerar um “risco concreto ao interesse público”, afetando a coordenação do Sistema Nacional de Trânsito. CNH do Brasil já tem quase 46 mil solicitações Segundo dados do Governo Federal, desde o lançamento da plataforma em 9 de dezembro, já foram registrados 46 mil pedidos de CNH pelas novas regras nos Detrans de todo o país. O consultor jurídico do Ministério dos Transportes, Marconi Filho, afirmou que a decisão do TRF-1 reforça a legalidade e a constitucionalidade do programa, garantindo segurança jurídica para sua continuidade. Entenda o que muda com as novas regras da CNH A iniciativa foi anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro dos Transportes, Renan Filho, no início de dezembro. As principais mudanças são: Curso teórico gratuito e totalmente on-line Renovação automática da CNH para motoristas que não têm infrações Fim da obrigatoriedade de aulas presenciais em autoescolas Redução da carga prática de 20 horas para apenas 2 horas Permissão para aprender com instrutores autônomos Possibilidade de realizar aulas em veículo próprio, desde que regularizado O objetivo, segundo o Governo Federal, é facilitar o acesso à habilitação e beneficiar mais de 20 milhões de brasileiros que dirigem sem CNH por falta de condições financeiras. Impacto nacional e alerta do TRF O TRF-1 também alertou que decisões isoladas, como a que havia suspendido a norma em Mato Grosso, podem provocar travas em políticas públicas nacionais, criando desorganização e paralisações com efeitos em cadeia. Com a decisão desta terça-feira, as regras passam a valer integralmente em todo o Brasil enquanto o processo segue em tramitação.
Relembre as decisões e polêmicas que marcaram o 1º ano de Abilio como prefeito de Cuiabá
O primeiro ano do prefeito Abilio Brunini (PL) à frente da Prefeitura de Cuiabá foi marcado por uma gestão de ruptura com o modelo anterior, guiada por um discurso permanente de crise financeira herdada, cortes de gastos, reorganização da máquina pública e decisões que provocaram forte reação popular, política e institucional ao longo de 2025. Primeiro ano de mandato de Abilio Brunini foi marcado por ajustes fiscais, reformas administrativas e polêmicas. Desde a posse, em janeiro, Abilio deixou claro que adotaria uma administração de confronto, tanto com estruturas internas da prefeitura quanto com setores externos, como universidades, concessionárias, sindicatos e até aliados políticos. A narrativa central do governo foi a de que Cuiabá estaria “quebrada”, o que justificaria medidas duras, mudanças abruptas e revisões de políticas públicas consolidadas. Posse, orçamento robusto e o discurso da crise Abilio assumiu a prefeitura com um orçamento de R$ 5,4 bilhões para 2025, o maior da história de Cuiabá, valor que, paradoxalmente, não impediu o prefeito de afirmar, logo nos primeiros dias, que o município enfrentava um cenário de desequilíbrio financeiro severo, especialmente nas áreas de Saúde e Educação. Abilio Brunini tomou posse no dia 1º de janeiro de 2025 – Foto: Camila Freitag/TVCA Ainda em janeiro, o prefeito passou a defender publicamente a necessidade de cortes, revisão de contratos e contenção de despesas, ao mesmo tempo em que prometia manter serviços essenciais e honrar compromissos básicos, como salários e benefícios. Primeiros 100 dias: ações visíveis e resposta imediata Para demonstrar capacidade de gestão e dar respostas rápidas à população, a administração apostou em ações de alto impacto visual. Nos primeiros 100 dias, a prefeitura divulgou o recolhimento de cerca de 40 mil toneladas de lixo e a realização de mais de 6 mil operações de tapa-buracos, iniciativas amplamente exploradas como símbolo de retomada da zeladoria urbana. Nos primeiros 100 dias de governo, Abilio Brunini apostou em ações de zeladoria, cortes de gastos e cumprimento de promessas de campanha. – Foto: Reprodução Essas ações tiveram forte repercussão popular, principalmente por atingirem diretamente o cotidiano dos cuiabanos, e ajudaram a sustentar a narrativa de que a prefeitura estava “voltando a funcionar”, apesar da crise financeira alegada. Fim da taxa de lixo: promessa cumprida e capital político Um dos momentos de maior aprovação popular ocorreu quando Abilio formalizou a extinção da taxa de lixo para imóveis residenciais, uma das promessas centrais da campanha eleitoral. Extinção da taxa de lixo reforçou o discurso de cumprimento de promessas, enquanto a gestão alegava crise financeira herdada. – Foto: Reprodução A medida foi apresentada como um gesto de alívio financeiro às famílias e reforçou a imagem do prefeito como alguém disposto a rever cobranças impopulares, mesmo em um cenário de ajuste fiscal. Educação no centro da crise fiscal A área da Educação rapidamente se tornou um dos principais focos de desgaste do governo. Para garantir o pagamento do 1/3 de férias sobre os 45 dias de descanso dos professores, Abilio anunciou o remanejamento de R$ 4 milhões, retirando recursos previstos para reformas em escolas. A decisão gerou forte reação de sindicatos, educadores e vereadores, que criticaram a escolha de sacrificar infraestrutura escolar para honrar um direito trabalhista. O episódio escancarou o dilema vivido pela gestão: falta de recursos para atender simultaneamente todas as demandas. O prefeito chegou a discutir mudanças no modelo de pagamento, mas recuou diante da pressão política e social. Saúde: déficit, alerta financeiro e mudanças estruturais A Saúde foi apontada pelo próprio prefeito como o setor mais crítico da administração. Com um déficit projetado de R$ 120 milhões, Abilio decretou alerta financeiro, determinando a priorização de despesas essenciais. Nesse contexto, defendeu uma mudança profunda no modelo de gestão hospitalar, propondo que o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) e o Hospital São Benedito deixassem de ser geridos integralmente pelo município e passassem à responsabilidade do Estado. A proposta provocou debate intenso, por representar uma mudança estrutural no sistema de saúde da capital. Ao mesmo tempo, a inauguração do Centro Médico Infantil Antonny Gabriel ganhou destaque por seu caráter simbólico: a unidade leva o nome de uma criança que morreu após falha no atendimento da rede pública, tornando-se um marco emocional e político da gestão. Reforma administrativa e crise com a vice-prefeita Em agosto, Abilio aprofundou a reestruturação da máquina pública ao fundir as secretarias de Educação, Esporte e Cultura, sob o argumento de economia de R$ 4 milhões. No mesmo período, transformou o IPDU em secretaria própria, reforçando a centralização de decisões estratégicas. Reforma administrativa do primeiro ano de governo unificou Educação, Esporte e Cultura em meio ao discurso de ajuste fiscal. – Foto: Jorge Pinho O mês também ficou marcado por um dos episódios mais explosivos do ano: a vistoria surpresa na Semob, onde o prefeito questionou a presença de uma maca de massagem. O episódio gerou atrito direto com a então secretária e vice-prefeita Vânia Rosa, que acabou exonerada da pasta. O caso evoluiu para judicialização, com ação movida por declarações consideradas misóginas e difamatórias, aprofundando a crise política interna da gestão. UFMT, reconhecimento facial e embates públicos Outro momento de forte repercussão ocorreu quando Abilio criticou duramente a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), afirmando que a qualidade do ensino seria “uma bosta” e que a instituição estaria politizada. A fala gerou reação imediata da comunidade acadêmica e ampliou o desgaste do prefeito com setores educacionais. No mesmo período, a prefeitura implantou o programa “Aluno Presente”, com câmeras de reconhecimento facial em 172 escolas municipais, medida que dividiu opiniões entre quem defendia mais segurança e quem alertava para riscos à privacidade de crianças e adolescentes. Câmeras inteligentes monitoram frequência e ajudam a reduzir desperdício de merenda em Cuiabá. – Foto: Erlan Aquino CPI, centralização e disputas institucionais Abilio também protagonizou embates institucionais ao comparecer à CPI da CS Mobi, levando documentos e denunciando suposto favorecimento à concessionária em gestões anteriores, e ao editar o decreto que centralizou nele a representação oficial do município, gerando críticas sobre autoritarismo e redução da autonomia de secretários. POLÊMICAS Crise na Semob: Vistoria surpresa e exoneração da vice-prefeita. Ataque à UFMT: Fala ofensiva gerou revolta nacional. Poder: Decreto restringe representação oficial ao prefeito. Escolas: Facial em 172 unidades divide opiniões. CPI Mobi: Denúncia