A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, na sexta-feira (30), audiência pública para discutir a renovação da concessão dos serviços de energia elétrica no estado. A iniciativa foi do deputado Wilson Santos (PSD), que destacou a importância de ouvir a população e garantir transparência no processo conduzido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que pode renovar os contratos por mais 30 anos, incluindo o da Energisa MT. Durante o debate, consumidores, autoridades e representantes do setor apontaram falhas no serviço e cobraram melhorias. Wilson Santos alertou sobre o risco de renovação automática sem consulta pública e defendeu concorrência e controle rígido sobre as concessionárias. O diretor da Ager, Norio Ohara, explicou que a agência estadual fiscaliza a qualidade do fornecimento desde 2002 e que os dados coletados subsidiam decisões da Aneel. Já o presidente do Sindenergia, Carlos Garcia, defendeu o novo modelo de contrato, com metas mais rígidas de qualidade. O deputado Carlos Avalone (PSDB) criticou o desempenho da Energisa, apontando que, mesmo com quedas frequentes no fornecimento, a empresa cumpre os índices mínimos exigidos. Segundo ele, os investimentos atuais são insuficientes, e seria necessário aplicar até R$ 10 bilhões por ano para atender à crescente demanda do estado. Representando a Energisa, Luiz Carlos Moreira Júnior destacou que a empresa investiu R$ 1,4 bilhão em 2024 e prevê R$ 1,65 bilhão em 2025. Ele afirmou que a distribuidora tem ampliado sua rede e capacidade instalada, e que o estado já possui infraestrutura para suportar grande parte do crescimento futuro da demanda. Frederico Teles, do Ministério de Minas e Energia, explicou que o contrato pode ser renovado ou passar por nova licitação, conforme previsto no Decreto 12.068/2024. Ele destacou que a substituição da concessionária é complexa, e a renovação tende a ser o caminho preferencial, desde que atendidos os requisitos legais.
Corrida de rua sem planejamento gera transtornos e expõe falha de comunicação na Semob
CUIABÁ – A realização de uma corrida de rua na noite deste sábado (31), em vias residenciais dos bairros CPA e Morada do Ouro, gerou transtornos significativos para moradores e motoristas da região, reacendendo a discussão sobre a importância do planejamento e da comunicação entre os setores públicos responsáveis pela mobilidade urbana. O evento, que bloqueou vias importantes da zona norte da capital, ocorreu sem sinalização prévia, aviso aos moradores ou acompanhamento técnico da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob). O impacto foi imediato: veículos retidos, rotas de ônibus afetadas e reclamações de populares por meio das redes sociais. A situação ganhou ainda mais repercussão após o prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), manifestar-se publicamente. Em vídeo, ele expressou preocupação com a forma como o evento foi autorizado, classificando como inadmissível a liberação de corridas em áreas residenciais sem a devida estrutura e informou que, em casos semelhantes, medidas administrativas poderão ser tomadas. “Corrida de rua é uma ferramenta importante de incentivo à saúde e ao esporte. Mas deve seguir critérios de organização, segurança e respeito à população. Ações sem planejamento colocam em risco os participantes, afetam o trânsito e causam desconforto aos moradores”, afirmou o prefeito. A secretária de Mobilidade Urbana e vice-prefeita de Cuiabá, Vânia Rosa, também se pronunciou sobre o ocorrido, reconhecendo que não teve conhecimento prévio da autorização do evento e informou que a responsabilidade esteve sob a alçada da Diretoria de Trânsito. Segundo ela, a gestão tem trabalhado para reestruturar os processos internos e melhorar o controle sobre as ações executadas pelas diretorias. “Estamos trabalhando para formar um corpo técnico qualificado e alinhado com as diretrizes da gestão, para evitar que situações como essa se repitam”, destacou a secretária. O desafio da informação integrada O episódio revelou uma falha de comunicação interna que vai além da liberação do evento em si. A ausência de uma linha clara de comando e o fluxo descentralizado de decisões dentro da secretaria foram apontados como os principais fatores para que o evento ocorresse sem supervisão direta da gestão. Especialistas ouvidos pela reportagem destacam que esse tipo de situação exige não apenas revisão de processos, mas o fortalecimento da comunicação interna entre diretorias, chefias e a alta gestão, sobretudo quando envolve impacto direto à população. Apesar dos transtornos, nenhum acidente foi registrado durante a realização da corrida, e os organizadores do evento ainda não se manifestaram publicamente. A Prefeitura de Cuiabá deve revisar os procedimentos de autorização para eventos em vias públicas, com o objetivo de garantir que futuras iniciativas esportivas ou culturais contem com o respaldo técnico necessário e respeitem o direito de ir e vir da população.
Governo lança licitação para asfalto em Livramento e mais três obras no interior de MT
A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) lançou a licitação para asfaltar 12 quilômetros da MT-351, na região de Nossa Senhora do Livramento. Com um orçamento previsto de R$ 17,1 milhões, o asfalto vai ligar o distrito de Ribeirão dos Cocais até a MT-452. O asfalto novo da MT-351 vai permitir uma nova ligação entre Várzea Grande e Livramento. Também vai garantir que Ribeirão dos Cocais tenha uma ligação com a sede do município do qual faz parte. As propostas deverão ser enviadas até o dia 9 de junho, por meio do Sistema de Aquisições Governamentais (SIAG). Além desta obra, a Sinfra abriu outras três licitações para asfaltar duas rodovias e construir uma ponte. O orçamento previsto para todas as obras chega a R$ 77 milhões. A secretaria vai asfaltar 30,4 quilômetros da MT-160, no município de Diamantino. O trecho liga a BR-364 à MT-249 e tem um valor estimado em R$ 39,4 milhões. A licitação será realizada no dia 11 de junho. Outro trecho com previsão de asfalto novo fica na MT-130, em Paranatinga. A Sinfra vai contratar uma empresa para asfaltar 6,92 quilômetros entre o fim do asfalto e a ponte sobre o Rio Ronuro. O orçamento para esta obra é de R$ 18,3 milhões, com licitação marcada para o dia 9 de junho. Ainda está prevista, para o dia 21 de julho, a contratação de uma empresa para construir uma ponte sobre o Ribeirão Chiqueirão, na MT-160, na divisa dos municípios de Nossa Senhora do Livramento e Rosário Oeste. Com 25 metros de extensão, o valor estimado é de R$ 2,2 milhões.
🇧🇷 Seleção Brasileira inicia preparação em São Paulo para jogos contra Equador e Paraguai
A Seleção Brasileira começou a se apresentar neste domingo (1º), em São Paulo, para os próximos compromissos pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026. A delegação já conta com 14 atletas concentrados na capital paulista, onde a preparação será iniciada oficialmente nesta segunda-feira (2). Entre os nomes já presentes estão Vinícius Jr., Raphinha, Bruno Guimarães, Alisson, Richarlison, Gabriel Martinelli, Andreas Pereira, Antony, Vanderson, Bento, Hugo Souza, Andrey Santos, Alexsandro e Éderson. O jovem Estêvão chega ainda nesta madrugada, enquanto os demais convocados desembarcam ao longo do dia. O primeiro treino está marcado para as 16h desta segunda-feira, no CT Joaquim Grava, casa do Corinthians. Antes disso, o técnico Carlo Ancelotti, que faz sua estreia no comando da Seleção, acompanhou in loco o empate entre Corinthians e Vitória, na Neo Química Arena, palco do confronto contra o Paraguai no dia 10, às 21h45. A estreia oficial de Ancelotti à frente da Amarelinha será na próxima quinta-feira (5), contra o Equador, no Estádio Monumental de Guayaquil, às 20h (horário de Brasília). O técnico italiano de 65 anos chega com a missão de classificar o Brasil para a Copa de 2026 e, posteriormente, buscar o tão sonhado hexacampeonato mundial.
PMMT registra aumento de prisões e recuperações de veículos com Tolerância Zero
A Polícia Militar de Mato Grosso realizou 7.716 ações operacionais de policiamento ostensivo e repressivo nos últimos seis meses, no âmbito da Operação Tolerância Zero, em todo o Estado. Segundo dados da Superintendência de Planejamento Operacional e Estatística (Spoe) da PMMT, as ações são 38% maiores em comparação ao mesmo período de 25 de novembro de 2023 a 25 de maio de 2024, quando 5.586 ações foram executadas. O Tolerância Zero começou em 25 de novembro de 2024 e completou seis meses em 25 de maio de 2025. As ações operacionais incluem a formação de estratégias de policiamento ostensivo, abordagens, buscas e checagens, cumprimento de mandados contra foragidos da Justiça e operações de repressão ao tráfico de drogas, além de policiamento urbano e rural de modo preventivo e também em eventos públicos, garantindo a ordem pública. Neste período, a Polícia Militar registrou mais de 32,1 mil boletins de ocorrência e 5 mil Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCOs), e conduziu à delegacia 18.180 suspeitos. Esses números aumentaram em 6,3% a prisão em flagrante de criminosos, com 5.397 prisões nos primeiros seis meses do Tolerância Zero, contra pouco mais de 5 mil no mesmo período do ano anterior ao programa. As prisões de foragidos da Justiça aumentaram 22,9% com o Tolerância Zero, com 1.493 prisões no primeiro semestre do programa, contra 1.151 capturas no ano anterior. A Polícia Militar também recuperou 421 veículos produtos de roubo e furto, apreendeu 637 armas de fogo e apreendeu 92 simulacros de arma de fogo utilizados em crimes. O comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Claudio Fernando Carneiro Tinoco, destacou que os números refletem o poder operacional da PMMT com investimentos adequados em armamentos e equipamentos modernos para execução das ações de segurança. “Esses números são reflexo dos investimentos do Governo de Mato Grosso e da Secretaria de Segurança Pública na Polícia Militar, possibilitando que a nossa corporação tenha mais efetividade e poder combativo para poder ir às ruas, aumentando nossas operações policiais e o patrulhamento ostensivo, combatendo as facções criminosas e deixando o cidadão de bem mais seguro”, afirmou. Combate ao tráfico de drogas Também nos últimos seis meses, a Polícia Militar de Mato Grosso apreendeu 12,3 toneladas de drogas e aumentou em 227% a retirada de circulação de entorpecentes de facções criminosas em todo o Estado, nos últimos seis meses do Tolerância Zero, em comparação ao mesmo período do ano anterior. Entre as ocorrências de destaque, está a apreensão de 1,5 tonelada de cocaína em ação integrada das forças de segurança na zona rural de Juruena, em fevereiro deste ano. Os entorpecentes foram localizados em uma pista clandestina de pouso, causando mais de R$ 100 milhões em prejuízo para as facções criminosas, sendo a maior apreensão do ano até o momento. Ainda neste ano, destacam-se as apreensões de mais de 300 quilos de maconha em Cuiabá, em março deste ano. Um homem foi preso em flagrante pela Força Tática da Polícia Militar. Em Pontes e Lacerda, também no mês de março, um homem foi preso pela PMMT com 411 quilos de cocaína. As drogas estavam escondidas na carroceria de uma caminhonete e causaram prejuízo de R$ 7,5 milhões para as facções criminosas. “Também é importante ressaltar e parabenizar a força do trabalho integrado das instituições de segurança, principalmente nas apreensões de drogas e nos prejuízos causados às facções criminosas. Nossas equipes de inteligência e batalhões especializados estão sempre em patrulhamento e prontos para atender chamados de instituições parceiras para combater e dar tolerância zero a todo tipo de crime”, finalizou o comandante-geral da PMMT, coronel Fernando.
Corpo de Bombeiros inicia operação da Sala de Situação Central nesta segunda-feira (2)
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) realiza, nesta segunda-feira (2.6), uma solenidade que marca o início das operações da Sala de Situação Central (SSC), estrutura criada para reforçar as ações de monitoramento, prevenção e combate às queimadas ilegais e aos incêndios florestais no estado. O evento simbólico será realizado a partir das 17h30, no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá. A Sala de Situação Central foi instituída por meio do Decreto nº 1.403/2025, que declarou estado de emergência ambiental em Mato Grosso e definiu o período proibitivo do uso e manejo do fogo em áreas rurais. No Pantanal, a restrição vigora de 1º de junho a 31 de dezembro. Já nas regiões da Amazônia e do Cerrado, o período vai de 1º de julho a 30 de novembro. Instalada no BEA, a Sala de Situação Central tem caráter consultivo e deliberativo. Seu objetivo é reforçar as ações de monitoramento, análise técnica, otimização de recursos e resposta rápida às ocorrências, de forma integrada entre os diferentes níveis de governo. A sala dispõe de 30 assentos, entre titulares e suplentes, destinados a representantes de órgãos públicos e entidades de proteção ambiental convidadas a compor o núcleo de coordenação operacional. A coordenação geral das atividades está a cargo da Diretoria Operacional do CBMMT. Entre os órgãos públicos que compõem o núcleo estão, além do CBMMT, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), a Secretaria Adjunta de Integração Operacional (Saiop) da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), a Secretaria Adjunta de Proteção e Defesa Civil, a Polícia Milita, a Polícia Judiciária Civil e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). Também participam como entidades convidadas: o Exército Brasileiro, a Marinha do Brasil, a Força Aérea Brasileira, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama/Prevfogo), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e o Sesc Pantanal.
Corrida Maluca Eleitoral 2026 em Mato Grosso: Quem Vai Chegar Primeiro no Paiaguás e no Senado?
A largada ainda não foi oficialmente autorizada, mas os bastidores da política de Mato Grosso já estão em ebulição. A corrida eleitoral de 2026 promete ser uma das mais movimentadas, estratégicas e imprevisíveis da história recente do estado. De um lado, nomes consolidados se preparam para acelerar com força total. De outro, novas articulações e figuras estratégicas ganham espaço, enquanto um ou outro piloto surpresa pode assumir o volante principal. Em disputa: o comando do Palácio Paiaguás e duas cadeiras no Senado Federal. Como em toda corrida maluca, há trator puxando fila, carro quebrando na reta, piloto com o GPS desatualizado e até quem esteja de olho em duas pistas ao mesmo tempo. 🏎️ Pista 1 – Governo de Mato Grosso: Quem Vai Assumir o Volante? O foco central está na sucessão de Mauro Mendes. O atual vice-governador, Otaviano Pivetta (Republicanos), seria o nome natural à sucessão, mas tem reiterado nos bastidores seu desinteresse em entrar na disputa. Empresário de perfil técnico, Pivetta prefere manter sua atuação mais discreta e distante da linha de frente eleitoral. Com essa vaga aberta, o cenário político passou a girar em torno de um novo nome que começa a ganhar velocidade: Max Russi (PSB). 🎯 Max Russi: O Nome que Ganha Tração Presidente da Assembleia Legislativa e articulador hábil, Max tem ampliado seu espaço como potencial candidato do grupo governista. Conta com o respaldo da maioria da base de deputados, bom trânsito com prefeitos do interior e, principalmente, a confiança do governador Mauro Mendes. Nos bastidores, também se fortalece com o apoio estratégico da família Maggi, sobretudo do ex-ministro Blairo Maggi. Max vem se posicionando como o nome capaz de manter a continuidade da atual gestão e promover uma transição tranquila, aliando estabilidade administrativa a um discurso de renovação responsável. Nos corredores da política estadual, a frase que mais se ouve é: “Se Pivetta não for, o nome é Max”. 👠 Janaína Riva: A Coringa da Corrida Deputada estadual com grande visibilidade, Janaína Riva (MDB) está bem posicionada nas pesquisas tanto para o governo quanto para o Senado. Filha do ex-deputado José Riva, ela tem forte base no interior, excelente comunicação e presença marcante nas redes sociais. Sua versatilidade política lhe permite atuar como cabeça de chapa, vice ou candidata ao Senado, dependendo da costura política final. Além da força simbólica do sobrenome Riva, Janaína se beneficia da crescente representatividade feminina na política e da habilidade em dialogar com diferentes segmentos, o que a transforma numa peça-chave da composição majoritária. 🧢 Wellington Fagundes: Entre o Senado e o Paiaguás Senador da República, Wellington Fagundes (PL) é uma das figuras mais experientes do cenário político estadual. Tem forte ligação com o agronegócio, trânsito em Brasília e base consolidada no interior. Apesar de ainda ter mais quatro anos de mandato, seu nome é constantemente citado como possível concorrente ao governo ou à reeleição ao Senado, caso se abra a disputa de uma das vagas. Nos bastidores, Fagundes acompanha de perto os movimentos da base governista. Se houver espaço e apoio do seu grupo, pode avançar com força. Caso contrário, pode manter a atual posição e atuar como liderança influente na eleição. 🐢 Jayme Campos: Sempre no Radar Veterano da política mato-grossense, Jayme Campos (União Brasil) segue sendo peça relevante no xadrez eleitoral. Ex-governador e atual senador, Jayme atua com discrição, mas exerce forte influência na baixada cuiabana. Pode ser articulador de alianças regionais ou até mesmo buscar uma nova vaga ao Senado, caso Mauro Mendes não entre na disputa. Jayme é respeitado por sua experiência e pela força histórica da família Campos no estado. Sua participação direta ou indireta pode ser decisiva para o equilíbrio das forças em 2026. 🏎️ Pista 2 – Senado Federal: Quem Vai Estacionar em Brasília? Com duas cadeiras abertas no Senado, a disputa será intensa. A principal dúvida é: Mauro Mendes será ou não candidato ao Senado? Com ampla aprovação e liderança absoluta nas pesquisas, o atual governador é tido como franco favorito. No entanto, interlocutores próximos afirmam que ele considera a possibilidade de não disputar, preferindo atuar como o grande articulador da eleição estadual, focado em manter a governabilidade e construir uma base sólida para seu sucessor. Caso Mauro entre na corrida, sua vaga é praticamente certa. Caso contrário, poderá transferir seu capital político para aliados como Max Russi ou nomes da base que desejem disputar o Senado. 🎓 Carlos Fávaro: A Volta Silenciosa Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD) também aparece como potencial concorrente. Com perfil técnico, fala ponderada e bom trânsito entre o agro e o governo federal, Fávaro pode retornar ao Senado com apoio da estrutura nacional e estadual. Sua atuação no ministério, especialmente nas pautas ligadas à produção rural, o torna um nome com forte aceitação entre produtores e lideranças do setor. Caso decida disputar, entra com chances reais. 🧢 José Medeiros: O Nome do Bolsonarismo Na ala conservadora, José Medeiros (PL) trabalha para retomar uma cadeira no Senado. Com forte presença nas redes sociais e ligação direta com a base bolsonarista, Medeiros aposta na polarização para conquistar espaço. Porém, seu caminho pode ser estreito se Wellington Fagundes mantiver a pretensão de disputar a reeleição. O PL terá que definir quem será seu nome prioritário para o Senado, sob risco de rachar a própria base. 🔧 Nos Boxes: Alianças, Estratégias e Silêncios Estratégicos Com tantas engrenagens em movimento, os bastidores estão a todo vapor. Partidos costuram alianças, líderes regionais testam cenários e Mauro Mendes se posiciona como o grande maestro da composição. A expectativa é que o tabuleiro comece a se definir mais claramente no primeiro semestre de 2026. Até lá, a corrida continua com reviravoltas, pit stops estratégicos e negociações nos bastidores. Nomes que hoje parecem desacelerados podem ganhar fôlego — e quem largou na frente pode rodar na curva. Resumo da Corrida Maluca 2026: Nome Possível Cargo Situação Atual Max Russi Governo Ganhando força com apoio de Mauro, Maggi e ALMT Janaína Riva Governo ou Senado Forte nas pesquisas, versátil e bem posicionada
Quando a Apple disse “não” a Elon Musk — e pode ter perdido a liderança do futuro
Em agosto de 2022, enquanto a Apple finalizava os últimos detalhes para o lançamento do iPhone 14, Tim Cook recebeu uma proposta ousada de Elon Musk: “Você tem 72 horas para decidir. Ou me paga US$ 5 bilhões pela Starlink, ou eu me torno seu concorrente direto.” Cook desligou o telefone. Musk, como prometido, cumpriu a ameaça. Três anos depois, a internet via satélite vive um novo cenário. De um lado, a solução limitada da Apple para emergências. Do outro, o Direct to Cell da SpaceX — uma revolução em andamento que oferece conexão total com a internet a partir de qualquer lugar do planeta, até mesmo do topo do Everest. A Apple já teve esse futuro nas mãos Em 2015, a Apple chegou a dar os primeiros passos para criar seu próprio império de satélites. Em parceria com a Boeing, nasceu o Projeto Eagle: uma constelação espacial voltada à internet banda larga, tanto para iPhones quanto para residências. O plano era ousado — criar um ecossistema completo, com antenas próprias e serviços como o então chamado “Apple Star+”. Um iPhone sempre conectado ao espaço, sem depender de operadoras. A ideia poderia mudar tudo. Mas Tim Cook recuou. A razão? Não queria arriscar a relação com gigantes como AT&T, Verizon e T-Mobile — parceiras comerciais estratégicas para a venda de iPhones no mundo todo. Além disso, entrar de vez no setor de telecomunicações significava entrar em um campo minado de regulação, vigilância e possíveis backdoors, o que poderia contradizer o discurso da Apple sobre privacidade e segurança. A proposta recusada Em 2022, ao saber que a Apple anunciaria apenas um recurso de SOS via satélite, Musk enxergou uma brecha histórica.Ofereceu à Apple 18 meses de exclusividade na tecnologia da Starlink por US$ 5 bilhões, com um contrato de continuidade de US$ 1 bilhão/ano. Cook recusou. Escolheu um caminho mais seguro: fechou com a Globalstar, fornecedora modesta, sem escândalos, sem tweets explosivos — e sem protagonismo. Musk foi à guerra Duas semanas antes do evento da Apple, Musk anunciou a parceria entre a SpaceX e a T-Mobile para lançar o Direct to Cell — serviço que transforma qualquer celular em um dispositivo com internet via satélite sem necessidade de antenas ou hardware adicional. Hoje, ironicamente, iPhones podem usar a internet via satélite — graças a Musk, não à Apple.O serviço já está ativo em fase beta no Chile e no Peru, e segue em expansão global. A pergunta que não cala Agora, com o Apple Watch Ultra 3 prestes a ganhar conectividade via satélite própria, resta a dúvida:Tim Cook foi prudente ou perdeu a chance de liderar uma nova revolução digital? A verdade é que, desde 2015, a Apple viu o futuro antes de todo mundo. Mas, talvez, tenha faltado ousadia para construí-lo.
Conta de luz vai subir! Aneel aciona bandeira vermelha e energia ficará mais cara a partir de junho
A partir de 1º de junho, o brasileiro vai sentir mais um peso no bolso: a conta de luz ficará mais cara. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou nesta sexta-feira (30) a ativação da bandeira tarifária vermelha, nível 1, em todo o território nacional. O que isso significa?A cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos, será cobrado R$ 4,46 adicionais. Para uma residência que consome em média 200 kWh por mês, por exemplo, a conta vai subir cerca de R$ 9 só pela bandeira — sem contar os demais tributos, encargos e reajustes estaduais. Exemplo prático: Consumo médio mensal: 250 kWh Custo adicional só da bandeira: R$ 11,15 Se somarmos impostos e taxa de iluminação pública, a conta pode subir até R$ 20 ou mais por residência. Por que essa cobrança extra?O país está entrando no período seco, com redução drástica das chuvas. Isso afeta diretamente o nível dos reservatórios das hidrelétricas, principal fonte de energia no Brasil. Para manter o fornecimento, o sistema elétrico é forçado a ativar usinas termelétricas, que produzem energia com custo muito mais alto — e quem paga essa conta é o consumidor. De verde para vermelho em 60 dias Abril: Bandeira verde (sem custo adicional) Maio: Bandeira amarela (acréscimo de R$ 1,88 por 100 kWh) Junho: Bandeira vermelha nível 1 (acréscimo de R$ 4,46 por 100 kWh) Indignação nas redesO anúncio caiu como uma bomba entre consumidores e especialistas. “Já estamos apertando o orçamento com alta dos alimentos, combustíveis e agora mais essa?”, questiona um internauta em rede social. E vem mais por aí?Segundo a Aneel, se a estiagem persistir, há risco de a bandeira vermelha continuar até setembro ou outubro, o que agravaria ainda mais a crise energética e o impacto no custo de vida.
Maysa Leão rebate Diego Guimarães e critica “discussão idiota” entre direita e esquerda: “Precisamos falar do que realmente importa”
A vereadora por Cuiabá, Maysa Leão (Republicanos), não poupou críticas ao colega de partido e deputado estadual Diego Guimarães, após ele alfinetar publicamente a chegada do ex-ministro Neri Geller (ex-PP) ao Republicanos. Em entrevista, Diego afirmou que Geller “reconheceu o erro” ao apoiar o presidente Lula (PT), o que provocou reações internas. Para Maysa, a declaração do deputado foi desnecessária e inoportuna, pois alimenta a polarização política entre direita e esquerda em um momento onde, segundo ela, o foco deveria ser os problemas reais enfrentados pela população. “A gente precisa parar com essa discussão idiota de direita e esquerda. Enquanto isso, o Mato Grosso é campeão em violência contra crianças e mulheres. E o Brasil é um dos países mais violentos do mundo”, disse a vereadora, em tom firme. Maysa ainda defendeu a entrada de Neri Geller na sigla e fez um apelo por ética e responsabilidade política. “Que o Neri seja bem-vindo, que faça boas práticas, que seja ético e não envergonhe o Republicanos. Precisamos de gente comprometida com um Mato Grosso melhor, com uma Cuiabá melhor”, finalizou. A fala da parlamentar evidencia as tensões internas no Republicanos, que se intensificam com a proximidade das eleições de 2026 e a chegada de novas lideranças ao partido. Enquanto uns preferem manter a cartilha ideológica, outros — como Maysa — cobram foco nas demandas urgentes da sociedade.