O envelhecimento das lideranças tradicionais, o avanço das redes sociais e o surgimento de uma nova geração colocam em xeque o domínio dos velhos nomes da política mato-grossense Com a chegada de 2026, uma pergunta inevitável ecoa nos bastidores da política estadual: a era dos caciques está mesmo chegando ao fim? Ou eles ainda vão provar que política se faz com grupo consolidado, articulação de bastidor — e muita sola de sapato? O que é certo é que o jogo mudou — e mudou rápido. Estruturas partidárias que antes garantiam vitórias agora enfrentam ceticismo. A tradição familiar já não assegura reeleição. O eleitor se tornou mais crítico, mais conectado e muito mais exigente. As redes sociais deram protagonismo a vozes que antes não tinham espaço, enquanto os bastidores políticos precisaram se adaptar à nova dinâmica digital. O desgaste da velha guarda e o peso do tempo Mato Grosso foi, por décadas, palco de lideranças históricas, verdadeiros construtores da política regional. Porém, muitos desses nomes enfrentam hoje não apenas o desgaste político, mas também o desafio de lidar com um eleitorado mais jovem e menos fiel às tradições partidárias. Carlos Bezerra (MDB), ex-governador e ex-senador, influente por mais de 40 anos, não conseguiu emplacar um herdeiro político direto. O MDB, antes um dos pilares da política estadual, hoje busca uma nova identidade. Julio e Jaime Campos, nomes históricos de Várzea Grande, construíram uma base sólida ao longo dos anos. Jaime, atualmente senador, já foi governador e prefeito. Mas a ausência de uma nova liderança familiar consolidada lança dúvidas sobre a continuidade do clã nas próximas eleições. Pedro Taques, ex-senador e ex-governador, tem tentado se reposicionar após derrotas duras nas urnas. Conhecido por seu discurso combativo, hoje encontra dificuldade para se reconectar com as bases populares. Wilson Santos, que já foi vereador, prefeito de Cuiabá, deputado estadual e federal, também enfrenta o peso da longa trajetória. O capital político, antes seu maior trunfo, agora precisa ser convertido em algo novo para continuar relevante. Jonas Pinheiro, falecido em 2008, e outros ícones como Dante de Oliveira e Silval Barbosa, não conseguiram estabelecer sucessores políticos dentro de suas famílias, encerrando seus ciclos históricos sem continuidade geracional. A exceção é José Riva, ex-presidente da Assembleia Legislativa, que conseguiu consolidar sua filha, Janaina Riva, como uma das maiores forças da nova geração. Com forte atuação parlamentar, presença em debates sociais e habilidade de comunicação digital, ela é cotada para o Senado ou até o Governo de Mato Grosso em 2026. Redes sociais, engajamento e linguagem direta: a nova política chegou O eleitor de hoje não quer só promessas: ele quer proximidade, prestação de contas e presença. As redes sociais se tornaram um palanque permanente. Sai o comício e entra o reels. Sai o discurso longo e entra o vídeo de 30 segundos com mensagem certeira. Candidatos que dominam a linguagem digital e têm posicionamento firme em causas relevantes ganham espaço com velocidade. Os influenciadores políticos locais, os vídeos virais, os podcasts e até os memes se tornaram armas eleitorais tão poderosas quanto uma coligação tradicional. Quem representa essa nova geração de líderes? Max Russi Presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi tem perfil agregador, transita com desenvoltura entre lideranças de diferentes espectros ideológicos e é visto como nome de consenso para 2026. Sua habilidade de articulação política, postura institucional e projetos voltados ao desenvolvimento regional o colocam como possível sucessor do governador Mauro Mendes. Fábio Garcia Deputado federal eleito em 2022 e atual secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia é peça-chave na engrenagem do governo estadual. Jovem, articulado e com experiência na área econômica, ele representa o perfil técnico-político que agrada ao eleitor urbano, empresarial e moderado. Léo Bortolin Ex-prefeito de Primavera do Leste, atual presidente da AMM (Associação Mato-grossense dos Municípios), Léo se destaca por sua gestão inovadora, boa comunicação e proximidade com os prefeitos. Com forte inserção municipalista, deve disputar uma vaga na ALMT em 2026 com boas chances de vitória. Gilberto Cattani Deputado estadual em ascensão, Gilberto Cattani tem ganhado espaço com um discurso direto, linguagem popular e defesa de valores conservadores. É um dos principais nomes da direita em Mato Grosso e defensor declarado do ex-presidente Jair Bolsonaro. Cattani tem se posicionado fortemente a favor do agronegócio, da agricultura familiar, da valorização da educação infantil e da liberdade econômica. Além disso, ele tem apoiado eventos como a FEMODA-MT e a EXPOMULTI-MT, que fomentam o varejo e impulsionam a geração de empregos e tributos no estado. Seu estilo combativo e próximo do eleitorado o torna um nome promissor para 2026. Emanuel Pinheiro e Emanuelzinho: a força do legado familiar Mesmo diante de críticas e desgastes, Emanuel Pinheiro mostrou fôlego ao eleger seu filho, Emanuelzinho, como deputado federal. O feito demonstra que, quando há estrutura local e capital político bem cultivado, ainda é possível resistir às ondas de renovação. Agora, a dúvida é: Emanuel Pinheiro será candidato em 2026 ou liderará estrategicamente a campanha do filho rumo a um novo cargo? De qualquer forma, o sobrenome Pinheiro segue em evidência na capital. As urnas de 2024 deram o recado As eleições municipais de 2024 foram um divisor de águas. Em Várzea Grande, reduto tradicional, os candidatos da velha guarda foram surpreendidos por nomes mais jovens, com discurso renovado. O mesmo ocorreu em Rondonópolis, onde a “vitória certa” dos caciques foi revertida nas urnas por campanhas ágeis e conectadas com a população. Esses resultados mostram que o eleitor quer mais do que passado: ele quer futuro. Quer propostas claras, linguagem acessível, resultados mensuráveis e um representante que fale sua língua — especialmente nas redes sociais. Será o fim — ou o recomeço dos que sabem se reinventar? Os caciques ainda têm trunfos valiosos: grupo político consolidado, influência institucional e décadas de história. Mas isso já não basta. Por outro lado, os novos nomes surgem com estratégia, agilidade, comunicação digital e domínio de pautas atuais. E o mais importante: falam diretamente com um eleitor mais informado e menos influenciável por cabos eleitorais e alianças partidárias antigas.
Prefeitura percorre 15 bairros com operação Cata-treco esta semana
A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb), está executando, entre os dias 23 e 28 de junho, uma força-tarefa da operação Cata-treco. A ação de limpeza urbana vai beneficiar 15 comunidades da capital com a coleta gratuita de objetos inservíveis, promovendo o descarte correto e contribuindo para a eliminação de focos de sujeira e proliferação de vetores. O cronograma semanal da iniciativa prevê a passagem das equipes por diferentes regiões todos os dias. Nesta segunda-feira (23), os trabalhos tiveram início pelos bairros Jardim dos Ipês, Jardim Califórnia e Condomínio Coxipónes. Ao longo da semana, os serviços chegarão ainda aos bairros Itapajé, Pedra 90, Jardim Cuiabá, Santa Amália, Alvorada, Novo Colorado, entre outros. A coleta é realizada por uma equipe de aproximadamente 20 profissionais da Limpurb, sempre a partir das 7h da manhã. Os moradores devem deixar os itens a serem recolhidos em frente às residências, de forma organizada e com fácil identificação. São aceitos móveis como sofás, camas, armários, colchões, mesas, cadeiras e eletrodomésticos fora de uso, como geladeiras e fogões. Itens como restos de poda, vidros, pilhas, baterias, pneus, entulhos e latas de tinta não são recolhidos pela operação e devem ser encaminhados aos ecopontos da cidade. Além do mutirão semanal, a população também pode solicitar o serviço em datas específicas, por agendamento. Os pedidos podem ser feitos pelos números (65) 3645-5518 ou WhatsApp (65) 99243-6502. Confira o roteiro completo de atendimento da semana: – Segunda-feira (23): Jardim dos Ipês, Jardim Califórnia, Condomínio Coxipónes – Terça-feira (24): Itapajé, Jardim dos Pinheiros, Jardim Cuiabá – Quarta-feira (25): Santa Amália, Pedra 90, Sonho Meu – Quinta-feira (26): Alvorada, Novo Colorado – Sexta-feira (27): Distrito do Coxipó do Ouro, Distrito de Piquizeiro – Sábado (28): Jardim Aquarius, Dr. Fábio I e II A operação Cata-treco é parte das ações contínuas da Prefeitura para manter a cidade limpa, promover saúde pública e oferecer melhores condições de bem-estar à população cuiabana.
De rivais a aliados? Fávaro e Taques articulam possível reaproximação para 2026 em palanque de centro-esquerda
Antigos desafetos podem dividir o mesmo grupo político nas eleições do ano que vem; aliança seria estratégica para garantir base a Lula e viabilidade ao PSD e PSB em Mato Grosso O cenário político de Mato Grosso para as eleições de 2026 começa a se redesenhar com movimentos surpreendentes. Um deles é a possível reaproximação entre o ministro da Agricultura Carlos Fávaro (PSD) e o ex-governador Pedro Taques (sem partido) — rivais declarados desde 2018, mas que agora podem dividir o mesmo palanque em uma composição de centro-esquerda com apoio nacional do PSD, PSB e até do PT. Fávaro, atualmente licenciado do Senado para ocupar cargo no governo Lula, trabalha nos bastidores pela manutenção de seu mandato em 2026. Já Taques, que está em rota de retorno à cena política, mantém diálogo avançado com o PSB, partido do vice-presidente Geraldo Alckmin, com quem tem proximidade. Ambos têm algo em comum neste momento: o interesse em disputar posições estratégicas no cenário estadual e a necessidade de construir alianças viáveis. De rompimento público à costura nos bastidores O distanciamento entre Fávaro e Taques foi selado publicamente em abril de 2018, quando Fávaro renunciou ao cargo de vice-governador, temendo ser impedido de disputar o Senado por uma eventual “manobra” de Taques. À época, havia o temor de que o governador se ausentasse temporariamente do país, forçando a posse de Fávaro como governador e, assim, inviabilizando sua candidatura, conforme as regras eleitorais. O rompimento foi profundo: Fávaro entregou todos os cargos do PSD no governo e os filiados que permaneceram foram expulsos da sigla. Em contrapartida, Taques o classificou publicamente como traidor. Agora, passados seis anos, as divergências parecem dar lugar à conveniência eleitoral. O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, e o presidente do PSB, Carlos Siqueira, atuam como interlocutores diretos para alinhar os dois líderes regionais em um mesmo projeto político. O foco principal seria construir um palanque forte para Lula em Mato Grosso, já visando a disputa presidencial. Centro-esquerda em formação Com o governador Mauro Mendes (União Brasil) caminhando para o fim de seu segundo mandato e sem candidato natural à sucessão, o espaço está aberto para a formação de uma frente de centro-esquerda que possa disputar o Governo do Estado em 2026. Para isso, o grupo precisa de um nome competitivo, com experiência e articulação. O nome de Fávaro é tratado com prioridade nesse contexto. Além de ser ministro e ex-senador, tem trânsito tanto no agronegócio quanto nos bastidores de Brasília. Já Taques, embora sem mandato, tem força eleitoral e visibilidade acumulada, e vem se apresentando como voz crítica à atual gestão estadual — o que reforça sua intenção de voltar ao jogo eleitoral. Um palanque improvável, mas possível A eventual união entre Fávaro, Taques, PSB e PT seria impensável há alguns anos. Durante seus mandatos como senador e governador, Taques foi duramente criticado pelo PT e manteve relação conflituosa com lideranças de esquerda. No entanto, os ventos políticos mudaram — e os interesses convergem. Fávaro pode oferecer a Taques a viabilidade partidária, enquanto Taques reforça o projeto com capital político regional e acesso a alas mais independentes do eleitorado. Além disso, o PT tende a priorizar a manutenção de cadeiras no Congresso e apoio nos estados-chave, e Mato Grosso se encaixa nessa estratégia. Relembrando o histórico A aliança entre os dois teve início em 2014, quando Taques se lançou ao governo e Fávaro, então presidente da Aprosoja, foi indicado como vice após a desistência de Eraí Maggi. Eleitos, entraram em rota de colisão após desentendimentos internos, divergências em colégios eleitorais e tensões ampliadas por denúncias e operações policiais que marcaram a gestão. O ponto de ruptura foi a investigação da “grampolândia pantaneira”, que expôs escutas ilegais dentro do governo e levou Fávaro a se afastar definitivamente, com receio de estar entre os alvos da arapongagem. O que está por vir Com o xadrez político sendo montado, a definição de candidaturas deve ocorrer até o fim de 2025, e até lá o grupo de Fávaro, Taques, PSB, PSD e setores do PT deverá intensificar reuniões, articulações e sondagens. Até lá, o eleitor mato-grossense acompanha com atenção os movimentos que podem colocar dois ex-rivais lado a lado, em nome de um novo projeto político — ou de velhas ambições atualizadas.
Governo de MT lança licitação para asfaltar e urbanizar distrito de Bom Jardim
O Governo de Mato Grosso lançou uma licitação para realizar uma série de obras de infraestrutura urbana no Distrito de Bom Jardim, localizado no município de Nobres. As intervenções fazem parte de um conjunto de ações voltadas à valorização turística e à melhoria da qualidade de vida da população local. A licitação está dividida em dois lotes. O primeiro contempla 14,05 km de asfaltamento, com valor estimado de R$ 10,8 milhões, enquanto o lote 2 é destinado à urbanização, incluindo calçamento e paisagismo, com investimento estimado em R$ 7,8 milhões. No total, o valor previsto da licitação é de R$ 18.764.370,89. A sessão pública para recebimento das propostas será realizada nesta segunda-feira (23.6), por meio do Sistema de Aquisições Governamentais (SAG) da Sinfra. As obras vão transformar o cenário urbano de Bom Jardim, que é um dos destinos turísticos mais procurados do Estado. Conhecido por suas águas cristalinas e grutas, o distrito atrai visitantes de todas as partes do Brasil. A pavimentação das ruas e as melhorias urbanas vão oferecer melhores condições para o turismo na região. Além da nova licitação, o Governo de Mato Grosso já realiza outros investimentos significativos em Bom Jardim. Entre eles, destaca-se a requalificação da Praça Central do Distrito, que está em fase final de execução e recebeu R$ 7,8 milhões em investimentos. A nova praça terá uma estrutura mais moderna e atrativa. Também foi firmado um convênio com a Prefeitura de Nobres para a construção de redes de água, esgoto e drenagem urbana no distrito, com investimento de R$ 15,7 milhões.
Concurso público da Secretaria de Educação ocorre neste domingo (22)
O concurso público da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) ocorre neste domingo (22.6), das 13h30 às 18h30. O portão nos locais de prova abrirá às 12h e fechará às 13h, no horário de Cuiabá. O edital oferece 1.500 vagas imediatas para o cargo de professor, além de cadastro reserva. Na primeira fase, os candidatos serão avaliados por provas objetiva e discursiva. Os 25.295 inscritos podem acessar os locais de prova no site da banca FGV. Acesse aqui! Com um salário inicial de R$ 7.343,44 para uma jornada de 40 horas semanais, os profissionais que forem aprovados e que terão contratação imediata podem alcançar até R$ 17.903,29 após progressão de carreira. Para aqueles que optaram pela carga de 20 horas semanais, a remuneração inicial é de R$ 3.671,84, podendo chegar a R$ 8.951,86. Das 13 áreas ofertadas, cinco delas foram as que registraram o maior percentual de inscrições: História (2.189%), Biologia (1.963%), Geografia (1.823%), Ciências (1.818%) e Educação Física (1.371%). Todas as demais áreas ofertadas ultrapassaram os 100%: Artes, Filosofia, Física, Língua Portuguesa, Língua Inglesa, matemática, Química e Sociologia. Dentro das vagas disponíveis, a Seduc reserva 20% para candidatos que se autodeclararam negros (pretos ou pardos) e 10% para pessoas com deficiência, promovendo a inclusão e diversidade no ambiente educacional. Entre os critérios de aprovação, a nota mínima deve somar 50 pontos no total, além de não zerar nenhum módulo. A prova discursiva consistirá na resolução de duas situações-problema, com base em temas escolares. Cada resposta deve ter de 10 a 20 linhas, e o conjunto vale 100 pontos.
Treze motoristas são presos em duas edições da Operação Lei Seca em Cuiabá
Treze motoristas foram presos em duas edições da Operação Lei Seca realizadas em Cuiabá, na madrugada deste domingo (22.06). As abordagens ocorreram simultaneamente nas Avenidas Beira Rio e Tenente Coronel Duarte (Prainha), nos bairros Grande Terceiro e Dom Aquino. Dos 13 presos, apenas um não estava embriagado, porém entregou a direção do seu carro para pessoa não habilitarda, o que é crime, conforme o artigo 310 do Código de Trânsito (CTB). Já quatro dos presos associaram o consumo de álcool com outros delitos, também de trânsito, que são a direção perigosa e a falta de habilitação (CNH). As duas operações resultaram na remoção de 36 veículos removidos, sendo 29 carros e sete motocicletas, além da aplicação de 55 multas. No bairro Grande Terceiro, 36 veículos foram fiscalizados e 42 testes de alcoolemia realizados. Já no bairro Dom Aquino, a ação chegou ao final com 40 testes de alcoolemia e o mesmo número de veículos, carros e motocicletas, fiscalizados. A Operação Lei Seca é realizada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), sob a coordenação do Gabinete de Gestão Integrada (GGI). Nesta edição, participaram equipes do Batalhão de Trânsito da Polícia Militar (BPMTran), da Delegacia Especializada em Delitos de Trânsito (Deletran) da Polícia Civil, do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso (CBMMT), da Polícia Penal, do Sistema Socioeducativo e da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob). Implicações Além da autuação criminal com exigência do pagamento de fiança para responder pelo crime em liberdade, a multa inicial para quem dirigir embriagado é R$ 2,9 mil e pode chegar a R$ 5,8 mil em caso de reincidência. Outras penalidades, como falta da CNH, documentação irregular também elevam os valores, conforme previsão no Código Brasileiro de Trânsito (CBT – lei n°9503/1997).
Operação Lei Seca em Várzea Grande termina com prisões, 40 veículos removidos e mais de 90 infrações
Em ação na Avenida da FEB, 6 pessoas foram presas e mais de 130 condutores passaram pelo teste do bafômetro; reincidência pode dobrar valor da multa A madrugada deste sábado (21) foi marcada por mais uma intensa edição da Operação Lei Seca em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. A fiscalização aconteceu na Avenida da FEB, um dos principais corredores urbanos da cidade, e resultou em seis prisões, sendo cinco por embriaguez ao volante e uma por entrega do veículo a pessoa não habilitada. Ao todo, 40 veículos foram removidos — entre carros e motocicletas — e 92 autos de infração foram confeccionados por diversos tipos de irregularidades, incluindo: 18 por direção sob efeito de álcool 16 por falta de CNH (Carteira Nacional de Habilitação) 27 por ausência de registro ou licenciamento Outras 31 infrações diversas, conforme previsto no Código de Trânsito Brasileiro Ações em larga escala A blitz começou por volta das 23h45 de sexta-feira e seguiu até a manhã de sábado. Durante a operação, 128 veículos foram fiscalizados e 130 condutores realizaram o teste de alcoolemia (bafômetro). Esta foi a 22ª edição da Lei Seca em Várzea Grande somente em 2024, reforçando o trabalho contínuo da segurança pública na tentativa de coibir acidentes e salvar vidas. Quem participou da ação? A Operação Lei Seca é coordenada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), por meio do Gabinete de Gestão Integrada (GGI). Na operação deste sábado atuaram: Batalhão de Trânsito da PM (BPMTran) Polícia Militar Delegacia de Trânsito (Deletran) da Polícia Civil Departamento Estadual de Trânsito (Detran) Guarda Municipal de Várzea Grande Corpo de Bombeiros Militar Polícia Penal Sistema Socioeducativo Multas, prisão e implicações legais Conduzir sob efeito de álcool é infração gravíssima, com penalidades severas. A multa inicial é de R$ 2.934,70 e o condutor pode ter o direito de dirigir suspenso por 12 meses. Em caso de reincidência dentro de 12 meses, o valor dobra, chegando a R$ 5.869,40. Nos casos em que o índice de alcoolemia ultrapassa o limite criminal ou há recusa com sinais evidentes de embriaguez, o motorista pode ser preso e responder judicialmente, com necessidade de pagamento de fiança para responder em liberdade. Além disso, outras irregularidades como falta de CNH, licenciamento vencido ou documento inexistente, agravam ainda mais a situação do condutor, gerando remoção imediata do veículo ao pátio e novas autuações previstas no Código de Trânsito Brasileiro (Lei nº 9.503/1997). Segurança no trânsito é prioridade Com a alta incidência de acidentes relacionados ao consumo de álcool, as forças de segurança têm intensificado as ações da Lei Seca em Mato Grosso. O objetivo é claro: reduzir a impunidade, proteger vidas e garantir mais responsabilidade no trânsito.
Complexo Viário do Jardim Leblon entra em nova fase e transforma mobilidade em Cuiabá
Com investimento de R$ 78,1 milhões, obras simultâneas prometem resolver gargalos históricos na Avenida Miguel Sutil; trânsito segue com bloqueios parciais O Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT), deu início a uma nova e intensa etapa das obras do Complexo Viário do Jardim Leblon, em Cuiabá. O projeto, que visa reorganizar o fluxo viário e eliminar gargalos históricos na Avenida Miguel Sutil, está sendo executado em múltiplas frentes ao mesmo tempo e conta com um investimento total de R$ 78,1 milhões. A nova fase inclui demolição de estruturas antigas, escavação de trincheiras, concretagem de colunas, além da construção de novos acessos e elevados, transformando a dinâmica do tráfego em uma das regiões mais críticas da capital. Trincheiras e demolições: o que está acontecendo agora Entre os serviços em execução, um dos principais é a demolição da antiga passagem de nível na Avenida Desembargador Trigo de Loureiro, que será substituída por uma nova estrutura moderna. O local passará a oferecer um retorno subterrâneo na Avenida Miguel Sutil, facilitando a circulação entre bairros e eliminando a necessidade de semáforos na região. O prazo para a conclusão dessa etapa é de quatro meses, e, até lá, o trânsito no local segue em meia pista. A recomendação aos motoristas é atenção redobrada. Simultaneamente, as equipes trabalham nas escavações da nova trincheira na rotatória da Rua Boa Vista, via que dá acesso ao bairro Jardim Leblon. A estrutura permitirá que veículos que trafegam no sentido Coxipó–Rodoviária passem por baixo da pista, eliminando o tempo de espera nos semáforos. A concretagem do tabuleiro desta trincheira já está em fase final, o que indica um avanço importante da obra nesse trecho. Ampliação viária e construção de novos acessos Outro destaque da obra é o alargamento do viaduto da Avenida Miguel Sutil sobre a Avenida do CPA, onde já foi implantada uma terceira faixa de rolamento para aumentar a capacidade de tráfego. Em um dos lados, os aterros necessários para acessar a nova pista já foram concluídos, e agora a atenção se volta à construção de um pequeno elevado na região, que vai conectar diretamente a parte inferior da Trincheira Jurumirim à Avenida do CPA. As colunas deste novo elevado estão sendo concretadas neste momento. Trânsito impactado e parceria com aplicativo Devido à complexidade da obra, diversos trechos da Avenida Miguel Sutil e das vias de acesso ao Jardim Leblon e à Avenida do CPA estão com bloqueios temporários. As alterações afetam, principalmente, a rotatória em frente ao Jardim Leblon e os acessos diretos entre as avenidas. Para minimizar os transtornos aos condutores, a Sinfra-MT firmou parceria com o aplicativo de navegação Waze, que atualiza em tempo real os bloqueios, desvios e sugere rotas alternativas com base no tráfego local. O que é o Complexo Viário do Jardim Leblon? O projeto do Complexo Viário do Jardim Leblon é uma das maiores intervenções de mobilidade urbana atualmente em andamento na capital. As obras se concentram nas imediações da Trincheira Jurumirim e têm como objetivo melhorar a fluidez do trânsito na Avenida Miguel Sutil — eixo essencial de conexão entre diferentes regiões de Cuiabá. Entre as principais intervenções previstas estão: Duplicação da Rua Boa Vista; Nova trincheira na rotatória da Rua Boa Vista; Pequeno elevado no fim da Trincheira Jurumirim; Alargamento do viaduto sobre a Avenida do CPA; Construção de nova passagem de nível na Trigo de Loureiro. Com previsão de conclusão em etapas até 2025, o Complexo Viário do Jardim Leblon representa um marco na reorganização do tráfego urbano da capital mato-grossense. Embora os transtornos momentâneos no trânsito exijam paciência dos motoristas, o avanço das obras promete mais fluidez, segurança e conectividade viária para Cuiabá nos próximos anos.
Câmara de Cuiabá quer mostrar uma cara nova, mas mantém velhos hábitos?
Proposta de fim do recesso de julho expõe resistência interna e levanta questionamento sobre a real disposição da Casa em romper com antigos privilégios A proposta de extinguir o recesso parlamentar de julho na Câmara Municipal de Cuiabá, apresentada pelo vereador Mário Nadaf (PV), reacendeu uma discussão antiga sobre os privilégios do Legislativo e a necessidade de modernizar a atuação parlamentar. O projeto, no entanto, só deve entrar em vigor em 2026, caso seja aprovado, o que levanta dúvidas sobre a real intenção de mudança da Casa. O vereador Daniel Monteiro (Republicanos), que articula apoio e deve assinar como coautor da proposta, afirmou que não há tempo hábil para aprová-la em 2024, já que o recesso está previsto para começar no próximo dia 18 de julho. “Mesmo que a gente aprove o projeto, não vai dar tempo. Tem que passar por dois turnos, ser sancionado… É impossível por uma questão de tempo mesmo”, explicou Monteiro em entrevista ao Jornal do Meio Dia (TV Vila Real, canal 10.1). Uma Câmara com cara nova ou só maquiagem? O debate ganhou força com o argumento de que o recesso de julho, somado às férias de fim de ano, totaliza 84 dias de folga por ano, número bem superior aos 30 dias de férias garantidos aos trabalhadores brasileiros. Para Nadaf e Monteiro, o recesso de meio de ano é um “mau exemplo” e a extinção dele seria um passo necessário para moralizar a atuação da Casa. “A população está trabalhando, nós também deveríamos estar. Não precisa de recesso no meio do ano”, destacou Daniel. A proposta, porém, ainda precisa de nove assinaturas para começar a tramitar, e, até agora, apenas sete parlamentares teriam manifestado apoio — cujos nomes não foram revelados por receio de pressão nos bastidores. Para ser aprovada, a emenda exige quórum qualificado de dois terços da Casa, ou seja, 18 votos em dois turnos. Presidência resiste à mudança A presidente da Câmara, vereadora Paula Calil (PL), se posicionou contrária ao fim do recesso, alegando que a pausa é importante para organizar a pauta de projetos, planejar as ações da Mesa Diretora e intensificar a fiscalização do Poder Executivo durante o período. “É necessário o recesso parlamentar para que a gente consiga nos organizar. Eu, pelo menos, faço meu cronograma nesse período, e acredito que a maioria dos vereadores também”, justificou Calil. Monteiro rebateu o argumento dizendo que, até 2026, haverá tempo suficiente para a Mesa se reorganizar e se adaptar à nova dinâmica de funcionamento sem o recesso. Velhas práticas ainda resistem? Com uma legislatura que se propôs a modernizar a Câmara e recuperar a imagem arranhada pela antiga pecha de “Casa dos Horrores” — marcada por escândalos, trocas de farpas públicas e falta de produtividade —, esperava-se mais firmeza nas ações para romper com antigos privilégios. O projeto de Nadaf é, no discurso, um passo nessa direção. Mas, na prática, segue travado nos bastidores e adiado para o futuro, sem definição de prazo, sem apoio unânime e sem a urgência que a sociedade exige. O que está em jogo? 30 dias de recesso em julho, somados a aproximadamente 54 dias entre dezembro e fevereiro; Um total de 84 dias de inatividade legislativa por ano; A possível inclusão de quatro sessões ordinárias a mais no calendário anual caso o recesso seja extinto; Uma pressão crescente da sociedade por mais produtividade, transparência e comprometimento por parte dos vereadores. Embora o projeto de extinção do recesso represente um aceno à moralização da atividade parlamentar, sua tramitação empacada e a resistência de lideranças da Casa revelam que os discursos de renovação ainda convivem com práticas antigas e pouco alinhadas à realidade da população. Se a Câmara quer mesmo mostrar uma cara nova, precisa começar por atitudes concretas, não apenas promessas para daqui dois anos. Até lá, o eleitor segue observando — e questionando: Câmara de Cuiabá está realmente mudando ou apenas maquiando os mesmos hábitos de sempre?
Mato Grosso tem 70.271 cadastrados para doar medula óssea; veja como se inscrever
O número de pessoas que se cadastraram no MT Hemocentro, único banco de sangue público de Mato Grosso, para doar medula óssea aumentou de 387, de janeiro a maio de 2024, para 486, no mesmo período de 2025. Em todo o ano de 2024, foram cadastrados 1.139 voluntários, mais do que os 779 de 2022 e os 940 de 2023. O resultado é decorrente de uma série de ações promovidas pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), como o IX Encontro de Conscientização sobre a Doação de Medula Óssea, que reuniu profissionais da saúde, em Cuiabá, em maio, e da solidariedade dos doadores. Contudo, ainda é necessário aumentar o número de cadastros para haver maior probabilidade de compatibilidade. Atualmente, constam 70.271 mato-grossenses cadastrados no Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome). Por meio deste cadastro, em 2024, foram detectadas 67 compatibilidades em Mato Grosso. “Quanto mais mato-grossenses procurarem o MT Hemocentro para se cadastrar no Redome, maiores as chances de compatibilidade com algum paciente que precisa do transplante para sobreviver em qualquer lugar do mundo”, destacou o secretário de Saúde de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo. O diretor do MT Hemocentro, Fernando Henrique Modolo, afirma que a equipe se empenha para conscientizar a população sobre a importância de fazer o cadastro e para doar em caso de compatibilidade. “As pessoas podem conhecer um pouco do serviço do MT Hemocentro para desmistificar, porque as pessoas têm um certo tipo de preconceito, medo mesmo, quando nós falamos de doação de medula óssea”, explicou. De acordo com Modolo, a unidade está preparada para orientar e tirar as dúvidas dos cidadãos a respeito do cadastro e da doação. “Você vai até a instituição, realiza o cadastro e coleta um tubo de 5 ml de sangue para exame de tipagem HLA [antígenos leucocitários humanos]. Com isso, você fica dentro do banco de dados do Redome e aguarda que o INCA [Instituto Nacional de Câncer] encontre algum paciente compatível que precise de transplante de medula óssea para ser convocado”, afirmou. O transplante de medula óssea é um tratamento indicado para pacientes com mais de 80 doenças, como leucemia, linfomas e alguns tipos de anemia e doenças hereditárias. A doação de medula óssea não é realizada em Mato Grosso. Normalmente, a doação ocorre na cidade onde o receptor faz o tratamento e, se for estrangeiro, a doação poderá ser feita em São Paulo ou no Rio de Janeiro, para onde o doador viaja sem custos. Segundo a médica hematologista Paloma Valk, o transplante é a substituição da medula óssea doente do paciente por uma medula óssea nova, para que ele fique curado. “Esse transplante pode acontecer de duas formas: autólogo, quando vem da própria pessoa. Então, um paciente doa uma medula antes do procedimento para ele mesmo depois; ou alogênico, quando a medula é proveniente de um doador”, explicou. A assistente fiscal Lorena Rosa de Araújo, de 24 anos, contou que fez seu cadastro no MT Hemocentro em 2020 e foi convocada em novembro de 2021. Ela realizou uma bateria completa de exames para verificar sua saúde e confirmar a compatibilidade com um paciente e, em janeiro de 2022, realizou a doação no Real Hospital Português, em Recife. “Durante o procedimento, fui submetida à anestesia geral e a medula foi coletada diretamente do osso da bacia. Todo o processo foi feito com segurança e fiquei em observação até estar liberada para alta. Me recuperei super bem. Não senti dores, nem tive desconforto”, disse. Segundo Lorena, a experiência de doar medula óssea foi extremamente positiva e gratificante. “Saber que pude ajudar uma pessoa com uma nova chance de vida foi muito emocionante. Todo o processo foi feito com muito cuidado, responsabilidade e respeito. Reforço a importância da conscientização sobre o cadastro no Redome e a doação de medula óssea. É um ato de solidariedade que pode transformar e salvar vidas.” Como se cadastrar para doar medula óssea? Para fazer o cadastro, é necessário ter entre 18 e 35 anos, estar em bom estado de saúde, não possuir doenças impeditivas, como hematológicas ou neoplásicas, além de doenças infecciosas ou do sistema imunológico, e apresentar documento oficial com foto. Quem se cadastrar permanece no Redome até os 60 anos e, até essa idade, poderá fazer a doação. A sede do MT Hemocentro está localizada na Rua 13 de Junho, 1.055, em Cuiabá. A unidade funciona de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18h.