Evento da Secel reúne gestores e comunidade cultural para definir diretrizes que vão orientar políticas públicas pelos próximos 10 anos Cáceres se torna, nesta quinta e sexta-feira (14 e 15 de maio), ponto de encontro para gestores, artistas e trabalhadores da cultura da região oeste de Mato Grosso. Promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), o evento integra a caravana Fluxo e tem como principal objetivo a construção coletiva do novo Plano Estadual de Cultura para o período de 2026 a 2036. As atividades acontecem das 8h às 17h, na Casa do Daveron, às margens do Rio Paraguai, reunindo representantes do território Paraguai-Guaporé. Ao longo dos dois dias, os participantes discutem propostas, analisam diretrizes e contribuem com ideias que vão compor um documento final a ser incorporado ao planejamento estadual. A programação começa com a apresentação da estrutura do Plano Estadual de Cultura, incluindo comparativos entre o plano vigente (2016-2026), as propostas aprovadas na última conferência estadual e a proposta técnica elaborada pela Secel com base no Plano Nacional de Cultura. A partir desse panorama, os participantes são divididos em grupos de trabalho para debater princípios, eixos e estratégias que irão nortear as políticas públicas culturais nos próximos anos. Além da elaboração de propostas, o encontro também traz debates sobre o funcionamento do Conselho, Plano e Fundo da Cultura, mecanismos de financiamento, políticas de preservação do patrimônio histórico, fortalecimento de bibliotecas e incentivo à economia criativa. Temas como monitoramento de ações culturais e transferência de recursos também estão na pauta. A caravana Fluxo percorre diferentes regiões do estado com o objetivo de ampliar a participação social na construção do novo plano. Antes de Cáceres, os encontros já passaram por municípios como Sinop, Juína e Barra do Garças. A agenda segue até junho, com etapas previstas em Rondonópolis e Cuiabá. Aberto à população, o evento reforça a importância da participação coletiva na formulação de políticas culturais. Paralelamente aos encontros presenciais, a Secel também disponibiliza uma consulta pública online, permitindo que a sociedade contribua com sugestões para o Plano Estadual de Cultura, que terá validade de dez anos.
Muito além da dor, conheça os direitos garantidos por lei para quem tem fibromialgia
Todo dia 12 de maio, o Brasil faz uma pausa para o Dia Nacional de Conscientização e Enfrentamento à Fibromialgia. A data é um convite urgente para que a sociedade aprenda a enxergar uma condição que afeta milhões de brasileiros e que, paradoxalmente, permanece invisível. A fibromialgia é exatamente isto. Uma dor real, intensa e muitas vezes incapacitante que não aparece em exames de sangue, não deforma articulações e não deixa marcas externas, mas redesenha, de forma dolorosa, a vida de quem convive com ela. Esta síndrome de dor crônica acomete músculos, tendões e ligamentos, se manifestando em queimação, rigidez e espasmos. Além disso, existem a fadiga crônica e distúrbios do sono que exaurem o paciente. Estatísticas indicam que a doença atinge cerca de 3% das mulheres adultas e 0,5% dos homens. Em mais da metade dos casos, ela vem acompanhada de “companheiras silenciosas”, como a ansiedade, a depressão e a enxaqueca. Como o diagnóstico é estritamente clínico, baseado na sensibilidade de pontos específicos do corpo por um período prolongado, a ausência de provas em exames de imagem costuma gerar um abismo de incompreensão. O paciente, sem respostas rápidas, enfrenta não apenas a dor física, mas o julgamento social e a falta de acolhimento. É neste cenário de vulnerabilidade que o Poder Público deve ser o porto seguro. Em 2022, tivemos o orgulho de sancionar em Mato Grosso a Lei nº 11.880, de minha autoria, que instituiu o Colar de Girassol. Esse acessório se tornou um instrumento vital de identificação para pessoas com deficiências ocultas, categoria na qual a fibromialgia se enquadra perfeitamente. O colar comunica o que a dor não mostra: a necessidade de respeito e atendimento prioritário. Nossa iniciativa em Mato Grosso foi tão assertiva que, um ano depois, o modelo foi adotado em todo o território nacional pela Lei Federal nº 14.624/2023. Legislar, neste caso, foi dar voz a quem sofria em silêncio nas filas e nos balcões de atendimento. Conforme indicam especialistas da área, vencer a fibromialgia exige uma abordagem multidisciplinar. O tratamento combina atividade física de baixo impacto, essencial para o reequilíbrio da serotonina, com suporte farmacológico, acompanhamento psicológico e terapias complementares, como a acupuntura. Quando há uma rede de saúde preparada para oferecer esse conjunto de cuidados, os índices de melhora chegam a 60%. Nossa missão na Assembleia Legislativa é garantir que esse acesso não seja um privilégio, mas um direito assegurado. Conscientizar é o primeiro passo para derrubar o preconceito; legislar é o passo decisivo para garantir a dignidade. Neste 12 de maio, reitero meu compromisso com cada mato-grossense que trava essa batalha diária. A dor pode até ser invisível aos olhos, mas jamais será invisível perante a lei. O Estado tem a obrigação ética de enxergar o que o olho humano ignora. Max Russi, deputado estadual e atual presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso
Polícia Militar amplia em 318% prisões de faccionados na região Oeste de MT
O 6º Comando Regional da Polícia Militar de Mato Grosso aumentou em 318% o número de prisões de criminosos faccionados, nos primeiros quatro meses do ano de 2026. De janeiro a abril deste ano, 113 faccionados foram presos, enquanto no mesmo período do ano passado, 27 prisões foram registradas. Os dados são referentes aos 11 municípios que fazem parte do 6º Comando Regional, que possui sede na cidade de Cáceres e faz fronteira com a Bolívia. Do número de faccionados presos, 63 foram conduzidos por homicídios consumados ou tentativas, que impediram que pelo menos 50 outros homicídios fossem cometidos na região. Também foi registrado aumento de 450% na apreensão de armas de fogo, com 77 armas apreendidas no primeiro quadrimestre de 2026 e 14 armas apreendidas em 2025. No crime de tráfico de drogas, houve o registro de 100 ocorrências, 78% a mais do que no ano passado, resultando na apreensão de 75 quilos de entorpecentes e R$ 21,8 mil em dinheiro proveniente do crime, em 2026. Além de Cáceres, o 6º Comando Regional é composto pelos municípios de Araputanga, Curvelândia, Glória d’Oeste, Indiavaí, Lambari d’Oeste, Mirassol d’Oeste, Porto Esperidião, Reserva do Cabaçal, Rio Branco e Salto do Céu. O comandante da regional, tenente-coronel Adão César Rodrigues Silva, enfatiza que os dados refletem as operações de combate às facções realizadas na região e os investimentos recebidos como viaturas, implantação de novas unidades e instalações de câmeras de monitoramento pelo programa Vigia Mais MT. “Desde o começo do ano estamos com operações da Polícia Militar e da Secretaria de Estado de Segurança Pública com foco no combate às facções criminosas, impedindo crimes e detendo rapidamente esses infratores da lei. O 6º Comando Regional está com equipamentos e viaturas adequadas, implantamos unidade de motopatrulhamento do Raio e contamos com a eficiência das câmeras do Vigia Mais MT, que nos proporcionam mais agilidade e poder de ação contra o crime, trazendo mais segurança para nossa população”, afirma o tenente-coronel.
Max Russi destaca crescimento de mulheres em postos estratégicos da mineração em MT
Setor mineral deixa de ser “território masculino” e aposta na qualificação feminina para aumentar segurança e produtividade no estado. O setor mineral em Mato Grosso, que hoje ocupa a 5ª posição no ranking nacional, vive uma transformação que vai além dos números econômicos: a ascensão feminina em cargos de liderança e operação. O deputado Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa, destaca que a presença de mulheres em postos estratégicos é peça-chave para a modernização e sustentabilidade da atividade no estado. “As mulheres estão cada vez mais presentes na mineração e devemos incentivar isso. Nossa atuação na Assembleia foca em políticas públicas que fortaleçam o setor, visando um desenvolvimento que seja economicamente forte e socialmente justo”, afirmou o parlamentar. Quebra de Paradigmas e Dados De acordo com o Relatório de Indicadores do Women in Mining (Mulheres na Mineração) Brasil (WIM Brasil) de 2025, a força de trabalho feminina no setor já atinge 22%, somando mais de 30 mil profissionais no país. O avanço é visível também no topo da pirâmide: elas ocupam 25% das posições executivas e 21% das cadeiras em conselhos administrativos. A meta do setor é chegar a 35% de participação feminina até 2030. Para a vice-presidente do Grupo de Trabalho da Mineração na ALMT, Taís Costa, é impossível falar do futuro do setor sem reconhecer essa mudança. “Durante muito tempo, a mineração foi vista como predominantemente masculina. Hoje, vemos mulheres como engenheiras, geólogas e líderes. A presença feminina traz uma visão minuciosa sobre sustentabilidade e responsabilidade ambiental”, pontuou. Além de Taís, o GT também é composto por Alessandra Panizi, Clarissa Lopes, Fransueli Martelli, Laise Glaucia, Pamela Alegria e Tatiana de Almeida, que estão trabalhando para os avanços da mineração no estado. Protagonismo na Prática Exemplos de carreira como o de Suedy Lima, de 33 anos, ilustram essa nova realidade. Recentemente empossada como Coordenadora de Planejamento, Controle e Manutenção (PCM) da Nexa, em Aripuanã, Suedy acumula 15 anos de experiência e traz no currículo o marco de ter sido a primeira supervisora e chefe de manutenção em diversas empresas por onde passou. “Sinto orgulho da trajetória que construí, sabendo que cada espaço foi resultado de dedicação. É fundamental ocuparmos esses setores onde ainda há caminho a percorrer. Uma mulher puxa a outra, e ver esse crescimento reforça nosso compromisso em abrir caminhos para as que virão”, afirmou. O novo cenário da mineração em Mato Grosso também é impulsionado por lideranças como a advogada Pamela Alegria. Especialista em Direito Minerário e uma das idealizadoras da Expominério, a maior feira do setor no estado, ela personifica a união entre o rigor técnico e o fomento ao desenvolvimento. “A presença feminina traz uma visão minuciosa sobre sustentabilidade e responsabilidade regional, transformando a mineração em uma atividade estratégica para o futuro de Mato Grosso”, afirma a advogada.
Jayme Campos intensifica articulação no União Brasil e demonstra disposição para disputar o Governo de MT
O senador Jayme Campos voltou a deixar claro que pretende disputar o Governo de Mato Grosso em 2026 e mostrou que continua firme na articulação política dentro do União Brasil, mesmo diante do apoio já declarado do governador Mauro Mendes ao vice-governador Otaviano Pivetta. Durante entrevista ao podcast Política de Primeira, Jayme afirmou que quer participar da convenção partidária e disputar internamente a indicação da sigla ao Palácio Paiaguás. “Vou disputar a eleição e vou ganhar a eleição para governador de Mato Grosso”, declarou o senador. Com uma das trajetórias políticas mais conhecidas do estado, Jayme Campos carrega décadas de experiência na vida pública, tendo sido prefeito de Várzea Grande, governador de Mato Grosso, senador e uma das principais lideranças históricas do União Brasil. Nos bastidores, aliados do senador avaliam que Jayme tenta construir um discurso de continuidade administrativa do atual governo Mauro Mendes, mas com um perfil mais político, municipalista e próximo das bases. A movimentação acontece justamente em um momento em que o nome de Otaviano Pivetta ainda enfrenta dificuldades para ampliar sua viabilidade política dentro de alguns setores da própria base governista, apesar do apoio declarado de Mauro Mendes. Mesmo com o cenário já parcialmente desenhado pelo grupo governista, Jayme tem demonstrado confiança na força política que possui dentro do União Brasil e, segundo interlocutores próximos, sempre destacou que acredita ter número suficiente de convencionais para vencer uma disputa interna dentro do partido. Durante a entrevista, Jayme também fez críticas à falta de diálogo dentro do União Brasil e defendeu que a escolha do candidato ao governo aconteça de forma democrática, através da convenção partidária. “Eu quero participar da convenção como qualquer outro cidadão tem direito”, afirmou. O senador ainda destacou que Mato Grosso precisa avançar não apenas economicamente, mas também socialmente. Segundo ele, o crescimento do estado precisa chegar à população mais carente. “Onde está essa riqueza? Essa riqueza tem que ser socializada”, disse ao comentar problemas relacionados à habitação, saúde pública e violência contra a mulher. Além da disputa pelo Governo do Estado, Jayme comentou temas como a duplicação da BR-163, mudanças no FCO, escala 6×1 e também fez críticas à gestão do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini. A entrevista reforça que, apesar das definições antecipadas dentro do grupo governista, Jayme Campos segue disposto a entrar na disputa, buscar apoio dentro do União Brasil e mostrar que ainda possui força política suficiente para disputar o comando do Palácio Paiaguás. Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News
Cuiabá inicia modernização da iluminação com 4 mil lâmpadas de LED e prevê economia milionária
Programa MT Iluminado avança na Capital com foco em segurança, eficiência energética e redução de custos A substituição da iluminação pública por tecnologia de LED começou a ganhar ritmo em Cuiabá. A Prefeitura iniciou, nesta segunda-feira (11), a instalação de 4 mil novas luminárias na região do bairro CPA 2, dentro das ações do programa MT Iluminado, promovido pelo Governo de Mato Grosso. A iniciativa faz parte de um esforço para modernizar o sistema de iluminação da Capital, trazendo impactos diretos na segurança urbana e na eficiência energética. Segundo o governador Otaviano Pivetta, a troca das luminárias antigas por modelos de LED deve gerar uma economia significativa aos cofres públicos, com redução estimada de cerca de R$ 1 milhão por ano nas despesas com energia. Além da economia, o gestor destacou que a melhoria na iluminação contribui para aumentar a sensação de segurança da população, especialmente em regiões residenciais. O programa MT Iluminado, segundo ele, foi estruturado para atender todos os municípios do estado, incentivando a substituição de sistemas obsoletos por soluções mais modernas e sustentáveis. Na Capital, o avanço da iniciativa ocorre em parceria com a gestão municipal. O prefeito Abilio Brunini afirmou que o processo de modernização já alcançou mais de 12 mil pontos de iluminação, mas ainda há um longo caminho pela frente: a estimativa é de que cerca de 80 mil luminárias precisem ser substituídas. De acordo com o prefeito, a chegada das novas luminárias também resolve um problema antigo, já que parte dos equipamentos estava sem uso. Agora, a proposta é ampliar gradativamente a cobertura, levando iluminação mais eficiente para toda a cidade, com menor custo de manutenção e maior durabilidade. Com o avanço das instalações, a expectativa é de que a modernização da iluminação pública em Cuiabá contribua não apenas para a redução de gastos, mas também para a melhoria da qualidade de vida da população.
QUANDO A LEI VIRA OBSTÁCULO, NÃO PROTEÇÃO
A lei deveria ajudar. Essa é a ideia básica. Mas, para muita gente, o que acontece é o contrário: a lei aparece como mais um problema no meio do caminho. O cidadão enfrenta uma situação difícil, procura uma solução e faz o que mandam: entrega documentos, preenche formulários, cumpre prazos. Mesmo assim, sai com a sensação de que nada andou. A resposta quase sempre é a mesma: “não pode por causa da lei”. O problema não é a falta de regras. Pelo contrário. O Brasil tem leis de sobra. O que falta, muitas vezes, é vontade de resolver. A lei acaba sendo usada como desculpa para não agir. Na prática, isso se traduz em algo simples de entender: ninguém assume responsabilidade. Um setor joga para o outro. Um órgão pede mais tempo. Outro diz que não é com ele. E o cidadão continua com o problema nas mãos. Essa distância entre o que está no papel e o que acontece na vida real gera frustração. Dá a sensação de que o sistema funciona para si mesmo, e não para quem dele precisa. A lei não foi criada para funcionar como um robô. Ela existe para servir às pessoas. Quando a aplicação da norma ignora a realidade, o Direito perde sua função mais importante: proteger. Não se trata de desrespeitar regras ou criar atalhos. Trata-se de bom senso. De lembrar que processos existem para resolver problemas, não para empurrá-los. Quem procura um órgão público, uma empresa ou a Justiça não quer vantagem. Quer resposta. Quer alguém que escute, analise e resolva, em vez de apenas repetir procedimentos. Quando a lei vira barreira, algo está errado. Quando a burocracia pesa mais do que a justiça, o sistema falha. O problema não é a lei. É o uso dela para não decidir. E, no fim das contas, quem paga o preço é sempre o cidadão. Diogo Fernandes Colunista em Justiça & Sociedade – MT Urgente News Proprietário do escritório Diogo Fernandes Advocacia
Duplicação da BR-163 avança com acostamento em todo o trecho e padrão de alta qualidade em Mato Grosso
A obra de duplicação da BR-163, no trecho sob concessão da Nova Rota do Oeste, prevê a construção de acostamento em todo o segmento ampliado. Isso se reflete em todos os 230 quilômetros já entregues da rodovia. Atualmente, as frentes de trabalho estão concentradas nas regiões de Jangada, Nova Mutum, Lucas do Rio Verde, Sorriso e Sinop. O gerente de Obras da Nova Rota, Jhonatan Bezerra, explica que os projetos desenvolvidos para a duplicação da BR-163 atendem ao padrão Classe 1A, que prevê plataformas de 10,30 metros por pista. Esse dimensionamento inclui duas faixas de rolamento com 3,60 metros cada, acostamento contínuo com 2,5 metros de largura e faixa de segurança de 60 centímetros, localizada junto ao canteiro central (Conforme demonstrado no projeto executivo abaixo). Todos esses elementos têm como objetivo ampliar a segurança viária e proporcionar uma viagem mais confortável aos usuários. “Os trechos da pista antiga estão sendo recuperados com a implantação do acostamento. Esse trabalho já foi executado em 165 quilômetros e segue avançando, conforme previsto no contrato de concessão”, destaca o gerente. Desde 2023, a Nova Rota do Oeste trabalha na duplicação da BR-163, de Cuiabá a Sinop. Desde então, Mato Grosso abriga a maior obra de infraestrutura rodoviária do Brasil e, nos últimos dois anos, foi responsável pelas maiores entregas de trechos duplicados. A qualidade da duplicação da BR-163 também bateu recorde nacional ao atingir o melhor índice de conforto já registrado no Brasil, e a Concessionária recebeu o prêmio de Melhor IRI de Implantação de Obras, concedido pela Moba.
Flávia desafia presidente da Câmara para disputa nas urnas e expõe guerra política em Várzea Grande: “Me encara na reeleição”
A crise política entre a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, e o presidente da Câmara Municipal, Wanderley Cerqueira, ganhou mais um capítulo explosivo nesta semana e deixou evidente que o conflito entre os dois grupos políticos não é de hoje. Desde o início da atual gestão, Flávia enfrenta embates internos, dificuldades de articulação política e desgastes envolvendo vereadores e até mesmo o então vice-prefeito, Tião da Zaeli. Nos bastidores da política várzea-grandense, a disputa por espaço e poder dentro do município já vinha sendo apontada como uma bomba-relógio. Agora, após vazamentos de áudios, suspeitas de grampos e denúncias de possíveis articulações políticas para tentar afastá-la do cargo, a prefeita decidiu partir para o confronto direto. Em vídeo divulgado nesta segunda-feira (11), Flávia Moretti desafiou publicamente o presidente da Câmara para enfrentá-la nas urnas em 2028. “Quer ganhar para prefeito? Vai ser candidato. Me encara na minha reeleição e vamos ver”, disparou a prefeita. A declaração ocorreu após novos desdobramentos envolvendo áudios vazados que, segundo a prefeita, apontariam articulações dentro da Câmara Municipal para desestabilizar sua gestão e tentar tirá-la do comando do Paço Couto Magalhães. Flávia afirmou que desde o dia da eleição já escutava comentários de que não conseguiria permanecer no cargo. “Desde o dia em que eu ganhei a eleição vieram falar que eu não ia nem tomar posse, que não ia ser diplomada, que não passaria do Carnaval. Estou aqui há um ano e quatro meses e vou continuar fazendo minha gestão”, afirmou. A prefeita também criticou diretamente o presidente da Câmara, alegando que ele estaria tentando assumir o comando do município sem passar pelo voto popular. “Não é um vereador com pouco mais de mil votos que vai sentar na cadeira de prefeito dessa forma”, declarou. Além do embate político, Flávia classificou os áudios vazados como graves e afirmou que sua equipe jurídica irá acionar órgãos como Ministério Público e Polícia Civil para investigar o caso. Segundo ela, a instabilidade política acaba prejudicando diretamente o município, afastando investimentos e dificultando a chegada de recursos estaduais e federais. “O problema não é prejudicar a Flávia. É prejudicar a população de Várzea Grande”, disse. O clima entre Executivo e Legislativo em Várzea Grande segue cada vez mais tensionado e os bastidores indicam que a relação entre a prefeita e parte da Câmara Municipal deve continuar estremecida nos próximos meses. Enquanto isso, o cenário político da cidade já começa a ganhar tom antecipado de disputa eleitoral para 2028. Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News
Max Russi destaca união com Governo e vereador Dídimo para tirar do papel sonho antigo dos moradores do Pedra 90
A inauguração da nova unidade do Ganha Tempo no bairro Pedra 90 marcou um momento histórico para a região sul de Cuiabá e consolidou uma antiga reivindicação da população que, durante anos, precisou se deslocar até o centro da Capital para ter acesso aos serviços públicos estaduais. A entrega da unidade reuniu lideranças políticas, moradores e representantes comunitários, mas um dos nomes mais destacados durante o evento foi o do presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi, apontado como peça fundamental na articulação junto ao Governo do Estado para tornar o projeto realidade. Ao lado do governador em exercício Otaviano Pivetta e do vereador Dídimo Vovô, Max Russi participou diretamente das tratativas que garantiram a implantação do Ganha Tempo no antigo prédio do CAIC, no Pedra 90. Durante os discursos, as autoridades destacaram a união entre Assembleia Legislativa, Governo do Estado e lideranças comunitárias para atender uma demanda considerada histórica pelos moradores da região. Segundo Dídimo Vovô, toda a articulação começou ainda em fevereiro de 2026, em uma reunião realizada com Max Russi e Otaviano Pivetta. Poucos dias depois, Pivetta visitou pessoalmente o bairro e definiu o antigo prédio da Escola Rafael Rueda como sede da nova unidade estadual. A fala do vereador foi confirmada tanto por Max Russi quanto por Otaviano Pivetta, que reforçaram o compromisso do Governo do Estado em descentralizar os serviços públicos e aproximar o atendimento da população. Outro nome lembrado durante a solenidade foi o do líder comunitário Mario Benevides, reconhecido pela atuação constante em defesa das demandas da região sul de Cuiabá. Em entrevista ao MT Urgente News, o morador e liderança comunitário do bairro Mario Benevides destacou que a chegada do Ganha Tempo representa a realização de um sonho antigo dos moradores do Pedra 90 e bairros vizinhos. “Isso aqui era um sonho da nossa população. Muitas pessoas precisavam sair daqui e ir até o centro da cidade para conseguir atendimento. Hoje o serviço está mais perto da comunidade e isso traz dignidade para o povo”, afirmou o líder comunitário. O atendimento na nova unidade começou nesta segunda-feira (11) oferecendo serviços da Politec, Sine, Sefaz, PGE, Detran, Intermat e Águas Cuiabá, aproximando atendimentos essenciais da população da região sul da Capital. A estrutura também foi preparada para oferecer mais acessibilidade, inclusão e atendimento humanizado. O espaço conta com recepção moderna, área de atendimento, sala administrativa, setor de tecnologia da informação, estacionamento e acessibilidade. Entre os diferenciais da unidade estão uma sala infantil voltada à emissão de RG para crianças menores de cinco anos e uma sala especializada para atendimento de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O novo Ganha Tempo atenderá moradores do Pedra 90 e de bairros vizinhos, como Nova Esperança, Distrito Industrial e Osmar Cabral, abrangendo uma população superior a 100 mil pessoas. A expectativa é de aproximadamente 400 atendimentos por dia, com funcionamento de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Durante o evento, Dídimo Vovô também revelou que já encaminhou novos pedidos para a região, entre eles a implantação de uma unidade do IFMT e uma agência da Caixa Econômica Federal, buscando fortalecer ainda mais o desenvolvimento econômico e social do Pedra 90. A inauguração do Ganha Tempo simboliza não apenas a chegada de serviços públicos à região sul da Capital, mas também uma demonstração de articulação política entre Governo do Estado, Assembleia Legislativa, lideranças comunitárias e representantes da Câmara Municipal. Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News