Tribunal de Justiça rejeita recurso da Assembleia Legislativa e confirma que votações sobre vetos do Executivo devem ocorrer de forma aberta, garantindo acesso da população ao posicionamento dos parlamentares. A tentativa da Assembleia Legislativa de restabelecer o voto secreto nas deliberações sobre vetos do Poder Executivo sofreu mais um revés na Justiça. Em decisão recente, o Tribunal de Justiça manteve o entendimento que determina a publicidade dos votos dos parlamentares nesses processos, reforçando o princípio da transparência na atuação do Legislativo. A Casa Legislativa havia recorrido da decisão anterior, alegando supostas falhas processuais que, em sua avaliação, justificariam a revisão do entendimento. No entanto, os desembargadores rejeitaram os argumentos apresentados e concluíram que não havia elementos capazes de modificar a decisão já proferida. Com isso, permanece a obrigação de que as votações relacionadas à manutenção ou derrubada de vetos governamentais sejam realizadas de forma aberta, permitindo que a sociedade acompanhe o posicionamento individual de cada deputado estadual. A decisão fortalece o entendimento de que a publicidade dos atos legislativos é um instrumento essencial para o controle social e para a prestação de contas dos representantes eleitos. Na prática, o resultado assegura que os cidadãos tenham acesso às informações sobre como seus representantes atuam em matérias de interesse público. Com o novo posicionamento judicial consolidado, a Assembleia Legislativa deverá seguir adotando o voto aberto nas análises de vetos do Executivo, encerrando mais um capítulo da discussão sobre os limites entre a autonomia parlamentar e o dever de transparência perante a sociedade.
Mato Grosso lidera avanço da pecuária e registra maior crescimento no abate bovino do Brasil
Estado ampliou em 8,1% o volume de bovinos abatidos no primeiro trimestre de 2026, mantendo a liderança nacional e respondendo por 17,5% da produção brasileira. Mato Grosso consolidou sua posição como principal potência da pecuária brasileira ao registrar o maior crescimento absoluto no abate de bovinos do país no primeiro trimestre de 2026. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que o Estado ampliou em 135,11 mil cabeças o número de animais abatidos em comparação com o mesmo período do ano passado, representando um avanço de 8,1%. O desempenho mato-grossense foi decisivo para o resultado nacional. No período, o Brasil contabilizou aumento de aproximadamente 326,28 mil cabeças abatidas, impulsionado pelo crescimento observado em 21 das 27 unidades da federação. Além de Mato Grosso, os destaques positivos ficaram com São Paulo, Pará, Rio Grande do Sul e Bahia. Mesmo com o avanço de outros estados, Mato Grosso segue na liderança do setor, sendo responsável por 17,5% de todo o abate bovino realizado no país entre janeiro e março deste ano. São Paulo aparece na segunda posição, com 11,6% de participação, seguido por Goiás, com 9,2%, e Pará, com 9,1%. O levantamento também reforça a força da região Centro-Oeste na produção pecuária nacional. A região concentrou 36% de todo o abate bovino do Brasil no trimestre, mantendo ampla vantagem sobre o Norte, Sudeste, Sul e Nordeste. Para a secretária adjunta de Agronegócio, Crédito e Energia da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Linacis Lisboa Vogel, os números refletem a eficiência da cadeia produtiva mato-grossense e sua relevância para a economia estadual e para o abastecimento dos mercados nacional e internacional. Segundo ela, o crescimento registrado no início do ano demonstra a competitividade do setor e reforça o papel estratégico de Mato Grosso na pecuária brasileira, atividade que segue como um dos principais motores do desenvolvimento econômico do Estado.
Operação Throw mira facção ligada ao tráfico interestadual e cumpre 34 mandados em Cuiabá e Várzea Grande
Ação da Polícia Civil atinge núcleo criminoso envolvido com distribuição de drogas, lavagem de dinheiro e movimentação de recursos por empresas de fachada. A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (17), a Operação Throw, uma ampla ofensiva contra uma organização criminosa envolvida com o tráfico interestadual de drogas e atuação na região metropolitana de Cuiabá e Várzea Grande. Ao todo, estão sendo cumpridos 18 mandados de prisão preventiva, 16 de busca e apreensão, além de medidas de bloqueio de contas bancárias e sequestro de veículos de luxo utilizados pelo grupo. As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá, após representação da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), responsável pelas investigações que identificaram a estrutura e o funcionamento da organização. As apurações tiveram início em julho de 2023, após uma operação realizada em uma chácara no bairro Sol Nascente, em Cuiabá. Na ocasião, policiais localizaram cerca de 100 quilos de maconha escondidos em barris enterrados e efetuaram a prisão de dois suspeitos. A partir desse flagrante, a investigação avançou e revelou uma rede criminosa com atuação estruturada e divisão de funções. Segundo a Polícia Civil, o grupo mantinha uma cadeia organizada para o recebimento, armazenamento, transporte e distribuição de entorpecentes para diferentes estados do país. As remessas eram realizadas semanalmente e contavam com integrantes responsáveis pela logística, contabilidade, segurança armada e coordenação das atividades ilícitas. Em um dos episódios apurados, os investigados chegaram a negociar a entrega de drogas no estacionamento do Fórum de Cuiabá. Além do tráfico, a organização é suspeita de movimentar recursos ilícitos por meio de um esquema de lavagem de dinheiro. As investigações identificaram o uso de contas bancárias de terceiros e de empresas de fachada criadas para ocultar a origem dos valores obtidos com a comercialização de drogas. Para o delegado da Denarc, Marcelo Miranda Muniz, a operação representa o resultado de um trabalho investigativo minucioso que permitiu individualizar a participação de cada integrante da organização. A expectativa é que as medidas judiciais contribuam para interromper as atividades criminosas e enfraquecer a estrutura financeira do grupo. As diligências seguem em andamento e novas fases não estão descartadas. A Polícia Civil busca identificar outros envolvidos, ampliar o rastreamento financeiro e reunir elementos que reforcem os processos criminais decorrentes da investigação. A Operação Throw integra o planejamento estratégico da Polícia Civil dentro da Operação Pharus, vinculada ao Programa Tolerância Zero, voltado ao enfrentamento das facções criminosas em Mato Grosso. A ação também faz parte da sexta fase da Operação Narke, coordenada pela Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento do Narcotráfico (Renarc), ligada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.
NA COPA, SOMOS UM SÓ. FORA DELA, POR QUE NOS DIVIDIMOS TANTO?
Em dia de jogo da Seleção, algo muda no ar. A rua ganha cor, a camisa amarela aparece, o assunto é um só. Pessoas que nunca se falaram comentam o lance, reclamam do juiz, comemoram o gol. Por alguns instantes, somos todos do mesmo lado. A Copa do Mundo tem esse efeito curioso. Ela nos lembra que, apesar das diferenças, ainda sabemos nos unir. Mas basta o apito final para tudo voltar ao normal. As divisões reaparecem. A pressa retorna. A intolerância ocupa o espaço da conversa. E o outro, que minutos antes vibrava ao nosso lado, volta a ser visto como obstáculo, problema ou adversário. Isso diz muito sobre nós. Durante a Copa, aprendemos a esperar juntos. Esperamos o jogo começar, a bola entrar, o resultado final. Ninguém acha estranho. Ninguém reclama do tempo. Pelo contrário, a espera faz parte da emoção. Faz parte do sentido daquele momento. Fora da Copa, esperar virou algo quase insuportável. Não esperamos na fila. Não esperamos resposta. Não esperamos o tempo do outro. Queremos tudo rápido, imediato, resolvido. A convivência fica difícil quando ninguém aceita o ritmo alheio. O Direito sente isso todos os dias. O cidadão cobra rapidez, o sistema responde lentamente. O sistema exige cumprimento imediato, o cidadão não consegue acompanhar. Falta diálogo, sobra frustração. E, no meio disso, cresce a sensação de que estamos sempre em lados opostos. Mas a Copa mostra que não precisa ser assim. Ela prova que sabemos conviver, mesmo discordando. Que sabemos respeitar regras, mesmo quando não gostamos delas. Que sabemos esperar, quando entendemos o motivo da espera. Que sabemos torcer juntos, mesmo sendo diferentes em quase tudo. Talvez o problema não seja a falta de união. Talvez seja o esquecimento rápido dela. Se conseguimos ser um só por noventa minutos, por que não conseguimos ser um pouco mais pacientes no dia a dia? Por que não conseguimos ouvir mais, respeitar mais, esperar mais? O Brasil que aparece na Copa também é real. Ele existe. Ele só anda escondido na correria, no excesso de cobrança, na falta de empatia. Quem sabe o maior aprendizado desse clima não esteja no resultado do jogo, mas no que fazemos quando ele termina. Se voltamos a nos dividir ou se levamos um pouco dessa convivência para fora do estádio, da tela e da comemoração. Na Copa, somos um só. O desafio é continuar sendo, quando a bola para de rolar. Diogo Fernandes Colunista em Justiça & Sociedade, MT Urgente News Advogado, fundador do escritório Diogo Fernandes Advocacia
Água sobe de novo em Cuiabá e conta acumula alta de mais de 16% em 2026: até onde o bolso do consumidor aguenta?
Novo reajuste de 11,93% entra em vigor no dia 27 de junho; somados os aumentos deste ano, tarifa terá alta superior a três vezes a inflação O ano de 2026 tem sido marcado por uma sequência de aumentos que vêm pressionando o orçamento das famílias cuiabanas. Combustíveis, alimentos, energia, medicamentos e diversos serviços já registraram reajustes ao longo dos últimos meses. Agora, é a vez da conta de água pesar ainda mais no bolso da população. A concessionária Águas Cuiabá anunciou um novo reajuste de 11,93% nas tarifas de abastecimento e saneamento básico da Capital. O aumento entra em vigor no próximo dia 27 de junho e será refletido nas próximas faturas dos consumidores. O que chama atenção é que este já é o segundo reajuste aplicado pela empresa em 2026. Em março, as tarifas já haviam sido corrigidas em 4,16%. Somados, os dois aumentos elevam a conta de água em aproximadamente 16,09% neste ano. Para efeito de comparação, a inflação acumulada no último período ficou em 4,72%. Isso significa que a tarifa da água terá um reajuste superior a três vezes a inflação registrada no país. Conta sobe, salário nem sempre acompanha Enquanto os custos básicos da população continuam aumentando, muitos trabalhadores não tiveram reajustes salariais na mesma proporção. Na prática, isso significa que uma parcela significativa dos cuiabanos terá que reorganizar o orçamento doméstico para absorver mais esse aumento. A situação preocupa especialmente famílias de baixa renda, aposentados e trabalhadores que já enfrentam dificuldades para equilibrar despesas essenciais como alimentação, transporte, energia elétrica e aluguel. A sensação para muitos consumidores é de que praticamente tudo sobe de preço, enquanto a renda cresce em ritmo muito menor. Quanto passa a custar a água? Antes do primeiro reajuste aplicado em março, a tarifa residencial variava entre R$ 4,92 e R$ 16,29 por metro cúbico consumido, dependendo da faixa de consumo. Após a correção de março, os valores passaram para uma faixa entre R$ 5,12 e R$ 16,97. Com o novo aumento de 11,93%, os consumidores passarão a pagar entre R$ 5,73 e R$ 18,99 por metro cúbico. Na prática, quanto maior o consumo, maior será o impacto financeiro nas contas mensais. Até a tarifa social ficará mais cara Nem mesmo os beneficiários da tarifa social ficarão livres do reajuste. O benefício destinado às famílias de baixa renda também sofrerá aumento. Veja a evolução: Até fevereiro: R$ 2,46; Após reajuste de março: R$ 2,56; A partir de 27 de junho: R$ 2,87. Embora os valores pareçam pequenos individualmente, o impacto acumulado ao longo do ano afeta justamente as famílias mais vulneráveis economicamente. Vereador cobra explicações A decisão provocou reação na Câmara Municipal. O vereador Dilemário Alencar (União Brasil) informou que recebeu diversas reclamações de moradores e apresentou requerimento para convocar o diretor-presidente da Águas Cuiabá e o presidente da Regula Cuiabá para prestarem esclarecimentos. Além disso, o parlamentar anunciou que acionou o Procon para analisar a legalidade e os critérios utilizados para justificar o reajuste. Segundo Dilemário, informações preliminares apontam que a concessionária recorreu a uma Câmara Arbitral localizada em São Paulo após divergências envolvendo reajustes anteriores. “Eu quero que a Águas Cuiabá venha explicar para a população o motivo desse aumento e como ele foi calculado”, afirmou. O que diz a Águas Cuiabá? Por meio de nota oficial, a concessionária informou que o reajuste foi autorizado após decisão da Câmara de Mediação, Conciliação e Arbitragem CIESP/FIESP. Segundo a empresa, o processo reconheceu o direito ao reequilíbrio econômico-financeiro do contrato de concessão referente ao período entre 2012 e 2019. A Águas Cuiabá argumenta que o aumento busca recompor perdas relacionadas a serviços prestados ao longo desses anos. A empresa também destaca que já investiu cerca de R$ 1,5 bilhão em obras e melhorias no sistema de saneamento da Capital e que Cuiabá lidera há cinco anos consecutivos os rankings nacionais de investimentos em saneamento básico por habitante. O desafio para a população Independentemente dos argumentos técnicos e jurídicos apresentados pela concessionária, o fato é que o novo reajuste chega em um momento delicado para milhares de famílias cuiabanas. A conta é simples: quando água, energia, combustível e alimentos sobem ao mesmo tempo, sobra menos dinheiro para outras necessidades básicas. E a pergunta que fica é a mesma feita por muitos consumidores: até quando o orçamento familiar conseguirá absorver tantos aumentos consecutivos? Por: Alex Rabelo — jornalista e estrategista político | MT Urgente News
Maysa Leão sobe o tom, critica colegas e diz que falta interesse para avançar CPIs na Câmara de Cuiabá
Vereadora afirma que investigações caminham “a passos de tartaruga” e promete reabrir CPI para apurar denúncias milionárias na Educação A vereadora Maysa Leão (Republicanos) elevou o tom das críticas contra os próprios colegas da Câmara de Cuiabá ao afirmar que as Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) em andamento estão avançando em ritmo extremamente lento e sem apresentar resultados concretos para a população. A declaração foi dada nesta terça-feira (16), após a Procuradoria-Geral Legislativa arquivar os pedidos de novas CPIs protocolados por parlamentares da Casa, incluindo uma proposta da própria vereadora para investigar supostas irregularidades na área da Educação Municipal. Sem citar nomes, Maysa fez críticas diretas ao desempenho das atuais comissões e afirmou que algumas investigações ultrapassaram 100 dias sem apresentar pareceres ou avanços significativos. “Isso nenhum vereador pode se ofender. Temos CPI com 122 dias, outra com 135 dias e outras que fizeram uma ou duas oitivas apenas. Elas estão andando a passos de tartaruga”, disparou. “Falta interesse do plenário”, diz vereadora Além de questionar a lentidão dos trabalhos, Maysa foi além e sugeriu que não existe interesse político suficiente dentro da Câmara para ampliar o número de investigações. Segundo ela, o argumento de que a Casa não teria estrutura para conduzir mais CPIs não se sustenta, já que cada comissão possui presidente, relator e equipe própria para conduzir os trabalhos. “Se houvesse interesse, seria possível avançar. Minha equipe é capaz de conduzir uma CPI com transparência, cronograma público e participação da população. O que falta é um planejamento mais respeitoso com quem espera respostas”, afirmou. A fala é considerada uma das mais duras feitas por um vereador contra o funcionamento interno da atual legislatura. Educação pode virar novo campo de batalha política O principal objetivo de Maysa é instalar uma CPI para investigar contratos da Educação Municipal, tema que já vem sendo alvo de questionamentos por órgãos de controle e vereadores da oposição. A parlamentar prometeu que, assim que houver espaço regimental, irá desarquivar o pedido e dar andamento às investigações. Entre os pontos que pretende apurar estão denúncias envolvendo: Suposta pedalada financeira superior a R$ 100 milhões; Possível desvio de aproximadamente R$ 80 milhões; Aquisição de parquinhos com suspeita de superfaturamento; Compra de uniformes escolares sob questionamentos; Outros contratos já encaminhados ao Ministério Público. “É muita denúncia. A população merece respostas e nós vamos buscar essas respostas”, afirmou. Fim da fila pode aumentar disputa por CPIs Outro ponto levantado por Maysa envolve a disputa interna pela abertura de novas CPIs. Segundo ela, após o arquivamento dos pedidos existentes, não existe mais uma ordem de prioridade entre as propostas apresentadas pelos vereadores. Na prática, quem protocolar primeiro o pedido de desarquivamento poderá ganhar vantagem para instalar a próxima comissão quando houver vaga disponível. A parlamentar afirmou que a situação revelou falhas no Regimento Interno da Câmara e que uma proposta deverá ser apresentada para estabelecer regras mais claras. “Hoje não existe uma fila. As CPIs ficaram em igualdade de condições. Quem estiver atento poderá desarquivar primeiro”, explicou. Recado ao Legislativo Durante a entrevista, Maysa também saiu em defesa da função fiscalizadora do vereador e afirmou que a Câmara não pode transferir toda a responsabilidade para o Tribunal de Contas, Ministério Público ou Poder Judiciário. Embora tenha reconhecido a importância técnica do Tribunal de Contas do Estado (TCE), a vereadora destacou que fiscalizar os gastos públicos é uma obrigação constitucional dos parlamentares. “O Tribunal de Contas ajuda e tem um papel fundamental. Mas fiscalizar é obrigação do vereador. Não podemos passar para a população a ideia de que tudo é problema da Justiça ou dos órgãos de controle. Nós estamos aqui para trabalhar e fiscalizar”, concluiu. Bastidores As declarações de Maysa Leão colocam pressão sobre as cinco CPIs atualmente em andamento na Câmara de Cuiabá e expõem um debate cada vez mais presente nos bastidores do Legislativo: a cobrança por resultados concretos das investigações. Ao afirmar que falta interesse para acelerar os trabalhos, a vereadora abre uma nova frente de desgaste interno e coloca a atuação das próprias comissões sob questionamento público.
Presidente do TJ assume Governo de Mato Grosso por três dias após transmissão de cargo feita por Pivetta
Desembargador José Zuquim Nogueira comandará o Estado até sexta-feira enquanto Otaviano Pivetta viaja ao Rio Grande do Sul para acompanhar o aniversário de 96 anos do pai. O presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, José Zuquim Nogueira, assumiu interinamente o comando do Governo do Estado nesta terça-feira (16), após receber o cargo das mãos do governador em exercício, Otaviano Pivetta, em cerimônia realizada no Palácio Paiaguás, em Cuiabá. Zuquim permanecerá à frente da administração estadual até sexta-feira (19), período em que Pivetta estará ausente para participar das comemorações dos 96 anos de seu pai, Tilídio Pivetta, no Rio Grande do Sul. Durante a transmissão do cargo, Pivetta destacou que a medida representa um gesto de respeito e integração entre os Poderes constituídos, além de reconhecer a trajetória do magistrado à frente do Judiciário mato-grossense. Segundo ele, a experiência e a conduta de Zuquim justificam a confiança depositada para conduzir o Executivo estadual temporariamente. Ao assumir a função, o desembargador agradeceu a oportunidade e afirmou que exercerá a missão com responsabilidade e dedicação. Ele ressaltou o compromisso de manter a normalidade administrativa e honrar a confiança recebida durante o período em que estiver à frente do Estado. A solenidade contou ainda com a presença de autoridades dos Poderes Legislativo e Judiciário, além de representantes do Ministério Público e integrantes do primeiro escalão do governo estadual. Entre os participantes estavam o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, o deputado estadual Carlos Avallone, o procurador-geral de Justiça Rodrigo Fonseca e secretários de Estado.
Detran-MT amplia inclusão e já emite mais de 3,7 mil credenciais para autistas em 107 municípios
Serviço digital garante acesso facilitado às vagas especiais de estacionamento e ao selo “Autista a Bordo”, fortalecendo a acessibilidade e a conscientização no trânsito. O acesso aos direitos das pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em Mato Grosso está cada vez mais facilitado. O Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT) já disponibiliza, de forma totalmente online, a emissão da credencial de estacionamento para autistas e do adesivo “Autista a Bordo”, iniciativa que alcança 107 municípios do Estado e já resultou na emissão de 3.741 credenciais até a primeira quinzena de junho. A credencial garante o direito ao uso de vagas especiais em estacionamentos públicos e privados em todo o país, enquanto o selo “Autista a Bordo” identifica veículos que transportam pessoas com TEA, contribuindo para a conscientização da sociedade e promovendo mais empatia no trânsito. A medida é desenvolvida em parceria com a Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT) e busca ampliar a inclusão e a acessibilidade para as famílias mato-grossenses. Segundo o Detran-MT, a iniciativa também fortalece o reconhecimento das necessidades específicas das pessoas autistas, especialmente em ambientes urbanos que podem gerar desconforto devido a fatores como ruídos intensos, congestionamentos e excesso de estímulos. Além de assegurar direitos previstos em lei, a credencial e o adesivo ajudam a reduzir barreiras enfrentadas diariamente por pessoas com TEA, oferecendo mais comodidade e segurança durante os deslocamentos. O processo para emissão da credencial é simples e pode ser realizado pelo site do Detran-MT. O interessado deve acessar a área de serviços, selecionar a opção destinada à credencial para autistas e realizar o login pela plataforma MT Cidadão. Para concluir a solicitação, é necessário informar o CPF da pessoa com TEA, que deve possuir cadastro ativo por meio da Carteira de Identificação do Autista (CIA), emitida pela Setasc. Após a validação dos dados, a credencial fica disponível para download e impressão, devendo permanecer visível no painel do veículo quando utilizado em vagas reservadas. Já o adesivo “Autista a Bordo” pode ser retirado em uma unidade do Detran-MT do município de residência do beneficiário após a aprovação do pedido. Com a digitalização do serviço, o Governo de Mato Grosso amplia o alcance das políticas públicas de inclusão, garantindo mais praticidade no acesso aos benefícios e reforçando a construção de um trânsito mais humano, acessível e consciente.
Após articulação de Max, Estado e Prefeitura avançam em acordo para regularizar área ocupada por 1,8 mil famílias
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), comemorou os avanços na busca por uma solução para a situação dos moradores dos bairros Silvanópolis, Paraisópolis e de trechos do Jardim Vitória, em Cuiabá. Em reunião realizada nesta terça-feira (16) no Palácio Paiaguás com o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) o prefeito Abilio Brunini (PL) e demais representantes, ficou definido que estado e município deverão formalizar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). O acordo será mediado pelo Ministério Público Estadual, para garantir moradia digna às famílias e, ao mesmo tempo, assegurar a proteção ambiental da região conhecida como Águas Nascentes. O encontro foi articulado pelo deputado após a realização de uma audiência pública promovida pela Assembleia Legislativa em maio deste ano para discutir o tema. “Eu tô muito feliz! O problema chegou até a Assembleia Legislativa por meio da vereadora Katiuscia e o vereador Joelson, nós convocamos uma audiência pública, fizemos uma grande audiência pública. A população se fez presente, estava descrente de uma solução para esse problema. Dessa audiência pública nós conseguimos o encaminhamento com o governador para traçarmos uma solução”, declarou na manhã desta terça-feira (16). Crédito: Gil Gomes A reunião também contou com a participação do deputado Júlio Campos (União), dos vereadores Sargento Joelson e Katiuscia Manteli, ambos do Podemos, além de representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e da concessionária Águas Cuiabá. Os moradores da região enfrentam uma longa disputa envolvendo a desapropriação da área, onde vivem aproximadamente 1,8 mil famílias. O local pertence ao Estado e é destinado à proteção ambiental. A situação ganhou novo capítulo, após uma liminar judicial, expedida em abril deste ano, notificar a prefeitura de Cuiabá e o governo do estado para que realizem estudos de desocupação e recuperação ambiental da área. A decisão é fruto de uma Ação Civil Pública Ambiental que tramita há mais de 10 anos na Justiça. No entanto, o cumprimento da medida foi interrompido para que os entes envolvidos buscassem uma solução consensual para o caso. Encaminhamento das soluções Como alternativa, o TAC deverá prever a doação das áreas estaduais ao município. O governo do estado se comprometeu a garantir a infraestrutura necessária, com pavimentação, abastecimento de água e rede de esgoto. Enquanto ao município caberá conduzir o processo de Regularização Fundiária Urbana (Reurb), com apoio técnico da Águas Cuiabá e da UFMT. O parlamento estadual também poderá contribuir financeiramente com a realização de estudos técnicos, caso seja necessário. Apesar do acordo, parte dos moradores precisará ser remanejada por ocupar áreas consideradas de risco. Segundo estimativas, esse grupo corresponde a cerca de 30% da população local que deverá receber incentivos do
Incêndio em indústria de etanol mobiliza bombeiros por cinco horas e é controlado antes de atingir armazém
Ação rápida do Corpo de Bombeiros e da brigada da empresa evitou que as chamas se espalhassem; ninguém ficou ferido e a produção não foi afetada. Um incêndio registrado na madrugada desta terça-feira (16) em uma indústria de etanol localizada no município de Sinop mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) e brigadistas da própria empresa. A ocorrência exigiu cerca de cinco horas de trabalho intenso até que as chamas fossem completamente eliminadas. Os militares do 4º Batalhão Bombeiro Militar foram acionados por volta das 5h e, ao chegarem ao local, iniciaram imediatamente as ações de combate ao fogo. O incêndio atingiu uma correia transportadora utilizada no transporte de milho, matéria-prima empregada no processo industrial. Graças à atuação conjunta entre bombeiros e brigadistas, as chamas foram contidas antes que alcançassem áreas mais sensíveis da unidade, especialmente o armazém de armazenamento de grãos. A rápida resposta das equipes foi decisiva para evitar prejuízos maiores e garantir a segurança da estrutura. Após a extinção do incêndio, os profissionais permaneceram no local realizando o resfriamento da área atingida, procedimento necessário para eliminar qualquer possibilidade de reignição. Apesar da gravidade da ocorrência, não houve registro de feridos. A empresa também informou que a área responsável pela produção de combustível não sofreu danos, permitindo a continuidade das operações sem impactos significativos.