Falas de Lula e Flávio Bolsonaro durante convenções partidárias reacendem debate sobre propaganda antecipada. Especialistas explicam quando o pedido de voto é permitido e em quais situações pode gerar questionamentos na Justiça Eleitoral. As convenções partidárias realizadas neste sábado (1º) voltaram a colocar em pauta uma dúvida comum entre candidatos, partidos e eleitores: afinal, é permitido pedir voto durante uma convenção partidária antes do início oficial da campanha eleitoral? O tema ganhou repercussão nacional após declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL), que fizeram pedidos de voto durante convenções realizadas na Bahia e em Santa Catarina. Embora a propaganda eleitoral só seja permitida oficialmente a partir de 16 de agosto, a legislação prevê situações específicas que precisam ser observadas. Lula e Flávio pediram votos durante as convenções Na Bahia, durante a convenção do PT que oficializou a candidatura do governador Jerônimo Rodrigues à reeleição, Lula afirmou: “Depois que vocês votarem em deputado estadual, deputado federal, senador e no Jerônimo, se sobrar um pouquinho de voto, vote em mim.” Já em Santa Catarina, na convenção do PL que confirmou a candidatura do governador Jorginho Mello, Flávio Bolsonaro declarou: “Votem no Flávio…” As falas rapidamente repercutiram nas redes sociais e levantaram questionamentos sobre eventual propaganda eleitoral antecipada. O que diz a Lei das Eleições? A resposta está na própria Lei nº 9.504/1997, conhecida como Lei das Eleições. A legislação estabelece que a propaganda eleitoral somente pode ocorrer após o início oficial da campanha. No entanto, ela também reconhece a existência da chamada propaganda intrapartidária, destinada exclusivamente aos filiados durante o processo interno de escolha dos candidatos. Em outras palavras, a convenção partidária possui natureza interna, sendo o momento em que os partidos oficializam candidaturas, aprovam alianças e definem suas estratégias eleitorais. Por isso, segundo especialistas em Direito Eleitoral, um pedido de voto feito dentro desse ambiente não configura automaticamente propaganda eleitoral antecipada. Quando pode surgir um problema? O principal ponto de atenção não está, necessariamente, no discurso realizado dentro da convenção, mas na forma como esse conteúdo é divulgado posteriormente. Especialistas afirmam que a situação pode mudar quando: o pedido de voto é divulgado nas redes sociais da campanha; o trecho passa a ser utilizado como propaganda eleitoral; o evento é transmitido ao vivo para o público em geral; o conteúdo deixa de ser restrito ao ambiente partidário e passa a alcançar diretamente o eleitor. Nessas hipóteses, caberá à Justiça Eleitoral analisar se houve ou não propaganda eleitoral antecipada. O entendimento dos especialistas O advogado e professor de Direito Eleitoral Renato Ribeiro de Almeida explica que a convenção é, por definição, um ato interno do partido. Segundo ele, nesse ambiente o pedido de voto é direcionado aos próprios convencionais e filiados, não havendo, em princípio, irregularidade. Já a especialista Amanda Cunha, autora do livro Direito Eleitoral Sancionador, alerta que o cenário muda quando esse conteúdo é levado para fora da convenção e utilizado para atingir o eleitorado em geral. Na mesma linha, o advogado eleitoral Arthur Rollo afirma que o problema não está no pedido de voto dentro do evento, mas na eventual divulgação pública desse conteúdo antes do período permitido pela legislação. Cada caso será analisado pela Justiça Mesmo diante desses entendimentos, não existe uma resposta automática para todos os casos. Se houver representação de partidos, candidatos ou do Ministério Público Eleitoral, caberá à Justiça Eleitoral analisar as circunstâncias específicas para verificar se houve ou não propaganda eleitoral antecipada. Análise | Alex Rabelo Você sabia disso? Essa é uma dúvida muito comum entre candidatos e até mesmo entre profissionais que atuam em campanhas eleitorais. Muita gente acredita que qualquer pedido de voto antes de 16 de agosto é automaticamente proibido. Não é exatamente assim. A própria legislação diferencia o que acontece dentro da convenção partidária daquilo que é levado ao conhecimento do eleitor em geral. A convenção é um ato interno do partido. É nesse momento que são oficializadas candidaturas, aprovadas alianças e apresentados os nomes que disputarão a eleição. Por isso, a Justiça Eleitoral e diversos especialistas entendem que manifestações dirigidas aos filiados e convencionais possuem tratamento jurídico diferente da propaganda eleitoral tradicional. O cuidado começa quando esse conteúdo ultrapassa os limites do evento. Se o discurso com pedido de voto passa a ser utilizado nas redes sociais, em anúncios, impulsionamentos ou outros meios para alcançar o eleitor antes do início oficial da campanha, a situação pode ser questionada e analisada pela Justiça Eleitoral. Em resumo: ✅ Pode: manifestação política e pedido de voto no ambiente da convenção partidária, voltado aos participantes do evento. ⚠️ Exige atenção: quando esse conteúdo é reproduzido para o público em geral antes do início da campanha. A legislação eleitoral possui diversas particularidades, e compreender esses detalhes é fundamental para evitar riscos jurídicos durante uma campanha. Alex RabeloJornalista | Estrategista em Marketing Político
Wellington destaca nova lei que amplia divulgação do Ligue 180 e reforça combate à violência contra a mulher
Senador afirma que ampliar o acesso à informação fortalece a rede de proteção às vítimas e defende ações permanentes de prevenção, acolhimento e responsabilização dos agressores. A sanção da lei que torna obrigatória a ampla divulgação do Ligue 180 em todo o país foi destacada pelo candidato ao Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL), como um avanço importante no fortalecimento das políticas públicas de proteção às mulheres. A legislação, publicada no Diário Oficial da União, determina que o serviço seja divulgado em meios de comunicação e em espaços públicos e privados de grande circulação, ampliando o acesso das vítimas às informações sobre os canais de denúncia e acolhimento. Para Wellington, facilitar o conhecimento sobre o Ligue 180 representa uma ferramenta essencial no enfrentamento da violência doméstica e do feminicídio, especialmente em regiões onde o acesso à rede de proteção ainda enfrenta desafios. O canal funciona gratuitamente, 24 horas por dia, oferecendo atendimento por telefone, WhatsApp, e-mail e também em Língua Brasileira de Sinais (Libras). Ao comentar a nova legislação, o senador ressaltou que a defesa das mulheres sempre esteve entre as prioridades de sua atuação parlamentar. Segundo ele, o combate à violência deve ir além das medidas punitivas, envolvendo ações permanentes de prevenção, orientação e acolhimento às vítimas. Durante a tramitação da proposta no Senado, Wellington defendeu a aprovação do projeto e afirmou que a proteção das mulheres deve ser tratada como uma causa suprapartidária. Para ele, ampliar os mecanismos de informação e acesso aos serviços de atendimento pode fazer a diferença na preservação de vidas e no rompimento do ciclo da violência. Além de apoiar iniciativas voltadas à ampliação da rede de proteção, Wellington também tem defendido medidas voltadas à responsabilização dos agressores. Entre elas estão a criação de programas de reeducação para homens autores de violência, o monitoramento eletrônico de investigados submetidos a medidas protetivas e o endurecimento das regras para presos que continuem ameaçando vítimas e testemunhas mesmo após o encarceramento. Na avaliação do candidato, a efetividade da nova lei dependerá da sua implementação em todos os municípios brasileiros, garantindo que a divulgação do Ligue 180 alcance principalmente mulheres que vivem no interior e em localidades com menor acesso aos serviços públicos. Segundo ele, ampliar a informação significa ampliar as possibilidades de proteção, acolhimento e acesso aos direitos das vítimas.
Mato Grosso registra menor número de focos de calor em julho desde 1998 e reforça alerta para prevenção de incêndios
Estado reduziu em mais de 78% os focos de calor em relação à média histórica, mas autoridades alertam que estiagem exige vigilância e colaboração da população. O mês de julho de 2026 entrou para a história de Mato Grosso com o menor número de focos de calor já registrado desde o início do monitoramento realizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em 1998. O Estado contabilizou 746 ocorrências, resultado que representa uma queda de 78,15% em relação à média histórica do período, estimada em 3.414 registros, consolidando os efeitos das ações preventivas desenvolvidas ao longo do ano. Além de superar a média das últimas quase três décadas, o desempenho também ficou abaixo do registrado em julho de 2025, quando foram identificados 1.017 focos de calor, até então o menor índice para o mês. A redução foi de aproximadamente 26,6%, evidenciando a continuidade das estratégias de prevenção, fiscalização e monitoramento adotadas pelo Governo do Estado. Apesar do cenário favorável, as autoridades destacam que a estiagem ainda inspira cuidados. A combinação de baixa umidade do ar, altas temperaturas e ventos intensos cria condições propícias para a rápida propagação do fogo, o que exige atenção permanente da população durante os próximos meses. Segundo o comandante do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), tenente-coronel Heitor Alves de Souza, o resultado demonstra que o trabalho integrado entre órgãos públicos vem produzindo efeitos positivos, mas não elimina os riscos característicos deste período do ano. Ele ressalta que a prevenção continua sendo a principal ferramenta para evitar incêndios de grandes proporções e reforça a importância de denunciar queimadas irregulares pelos telefones 190, da Polícia Militar, e 193, do Corpo de Bombeiros. Os dados também mostram uma mudança no comportamento dos registros ao longo do trimestre. Enquanto maio somou 831 focos de calor e junho apresentou aumento para 1.440 ocorrências, julho registrou redução significativa, indicando que as medidas preventivas implementadas começaram a produzir resultados mais expressivos. Outro dado relevante é que cerca de 60% dos focos identificados em julho ocorreram em áreas sob responsabilidade da União, como terras indígenas e assentamentos federais. Nesses locais, as ações de combate dependem da atuação dos órgãos federais, uma vez que o Estado não possui autorização legal para intervir diretamente. Desde 1º de julho está em vigor o período proibitivo do uso do fogo em Mato Grosso, medida que permanecerá até 30 de novembro. Durante esse intervalo, ficam suspensas as queimadas para limpeza e manejo de áreas rurais, e o descumprimento da norma pode resultar em responsabilização por crime ambiental, além de multas e outras penalidades previstas em lei. Para fortalecer o enfrentamento aos incêndios florestais em 2026, o Governo de Mato Grosso destinou R$ 134 milhões às ações de prevenção e combate. O planejamento operacional prevê o emprego diário de 483 bombeiros militares, 105 brigadistas estaduais e apoio de equipes municipais, além de uma estrutura composta por 80 viaturas, 28 máquinas, seis aeronaves do Grupamento de Aviação Bombeiro Militar e da Defesa Civil, um helicóptero do Ciopaer e um veículo anfíbio SHERP. Esse reforço busca garantir resposta rápida às ocorrências e preservar vidas, o patrimônio e os recursos naturais durante o período mais crítico da estiagem.
Michelle Bolsonaro entra nas articulações em Mato Grosso e defende Janaína Riva na chapa de Wellington Fagundes
Ex-primeira-dama passa a atuar diretamente nas negociações do PL e fortalece projeto de Wellington Fagundes ao Governo; deputada Janaína Riva ganha protagonismo nas principais articulações para 2026 A sucessão estadual em Mato Grosso ganhou um novo e importante capítulo neste sábado (1º). A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro passou a atuar diretamente nas articulações políticas do Partido Liberal (PL) e defendeu que a deputada estadual Janaína Riva (MDB) integre a chapa liderada pelo senador Wellington Fagundes, pré-candidato ao Governo do Estado. A movimentação, revelada por veículos da imprensa estadual, representa um novo momento dentro das negociações eleitorais e evidencia que as decisões sobre a composição da chapa majoritária deixaram de ser tratadas apenas pela direção estadual do partido e passaram a contar com o envolvimento das principais lideranças nacionais do PL. Michelle reforça projeto de Wellington De acordo com as informações divulgadas, Michelle Bolsonaro considera que Janaína Riva pode agregar força política e eleitoral ao projeto liderado por Wellington Fagundes. Entre os cenários discutidos estão: * Janaína Riva como candidata a vice-governadora na chapa de Wellington Fagundes; * Ou uma composição para o Senado Federal ao lado do deputado federal José Medeiros (PL), formando uma chapa considerada competitiva pela direção nacional do partido. A entrada de Michelle nas negociações demonstra que a construção eleitoral do PL em Mato Grosso passou a ser acompanhada de perto pela executiva nacional, especialmente diante da importância estratégica do Estado para o partido. Direção nacional busca unidade Os bastidores também apontam que a direção nacional do Partido Liberal trabalha para reduzir as divergências internas existentes entre lideranças estaduais. Segundo as informações divulgadas, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, teria orientado a construção de uma composição envolvendo Janaína Riva e José Medeiros, priorizando uma chapa considerada mais competitiva para a disputa de 2026. Até o momento, porém, não houve manifestação oficial do partido confirmando essa orientação. Caso a articulação avance, o desenho eleitoral passaria a contar com: * Wellington Fagundes disputando o Governo do Estado; * Janaína Riva e José Medeiros concorrendo às duas vagas ao Senado Federal. Wellington consolida protagonismo A movimentação também fortalece politicamente o senador Wellington Fagundes. Ao longo dos últimos meses, o parlamentar consolidou sua pré-candidatura ao Governo e passou a ser tratado pelo PL nacional como o principal nome da legenda em Mato Grosso. Nos bastidores, a avaliação é que sua candidatura tem capacidade para reunir diferentes grupos políticos em torno de um projeto único. Caso consiga viabilizar uma aliança envolvendo PL, MDB e outras forças políticas, Wellington poderá ampliar significativamente seu arco de apoio para a disputa estadual. Janaína torna-se a principal peça da sucessão estadual Enquanto as negociações avançam, Janaína Riva permanece no centro das articulações. Mesmo mantendo oficialmente sua pré-candidatura ao Senado pelo MDB, a deputada passou a ser disputada por diferentes grupos políticos. Nos últimos dias, seu nome foi citado em diversos cenários: * possível vice na chapa de Wellington Fagundes; * composição ao Senado pelo PL; * possível vice do governador Otaviano Pivetta (Republicanos); * além de conversas envolvendo outras lideranças estaduais. Essa movimentação evidencia que Janaína deixou de ser apenas uma pré-candidata ao Senado e passou a ocupar posição estratégica na formação das principais chapas que disputarão o Palácio Paiaguás. Novo cenário após o racha no União Brasil As recentes mudanças também ocorrem em meio ao enfraquecimento da base governista após a convenção do União Brasil. O racha interno que impediu a candidatura do senador Jayme Campos ao Governo provocou uma reorganização das forças políticas no Estado. Desde então, diferentes lideranças passaram a discutir novas alianças para a eleição de 2026. Nos bastidores, interlocutores avaliam que parte do grupo político ligado a Jayme poderá migrar para um projeto liderado por Wellington Fagundes, ampliando ainda mais a capacidade de articulação do senador. Embora essas conversas ainda não tenham sido oficializadas, elas demonstram que o cenário eleitoral permanece em intensa transformação. Cenário ainda depende de decisões oficiais Apesar da intensificação das negociações, nenhuma composição foi formalizada. Janaína Riva continua afirmando que seu projeto político é disputar uma vaga no Senado Federal. José Medeiros também não confirmou qualquer mudança em sua posição, e o Partido Liberal ainda não anunciou oficialmente a formação da chapa majoritária. O que já pode ser observado é que a participação de Michelle Bolsonaro nas articulações representa um novo elemento no processo eleitoral de Mato Grosso. Ao defender a presença de Janaína Riva na chapa encabeçada por Wellington Fagundes, a ex-primeira-dama reforça o peso político do senador dentro do PL e amplia as possibilidades de construção de uma ampla aliança para a disputa pelo Governo do Estado. Por: Alex Rabelo Jornalista e estrategista político | MT Urgente News
Max Russi defende ação permanente contra facções e reforça veto à influência do crime na política
Presidente da Assembleia Legislativa afirma que combate ao crime organizado exige integração entre instituições e rigor para impedir a infiltração de criminosos em cargos públicos. O avanço das facções criminosas deve permanecer no centro das prioridades do poder público em Mato Grosso. Essa é a avaliação do presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi, que defendeu uma atuação permanente e integrada entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário para enfrentar o crime organizado e impedir que organizações criminosas ampliem sua influência sobre as instituições. Durante entrevista ao programa Conexão Poder, o parlamentar abordou a possibilidade de integrantes de facções tentarem ocupar espaços na política e afirmou que a responsabilidade de identificar eventuais vínculos criminosos não cabe aos partidos políticos, mas aos órgãos de investigação, fiscalização e à Justiça Eleitoral. Segundo ele, é essencial que essas instituições atuem de forma rigorosa para impedir que pessoas ligadas ao crime organizado disputem eleições ou utilizem cargos públicos para favorecer atividades ilícitas. Para Max Russi, o enfrentamento às facções não pode ocorrer apenas em períodos eleitorais. O deputado destacou que o fortalecimento dessas organizações representa um dos principais desafios da segurança pública e exige ações contínuas, coordenadas e articuladas entre todas as instituições do Estado. O presidente da ALMT também ressaltou que Mato Grosso vem ampliando investimentos na área da segurança pública, com reforço do efetivo policial, aquisição de equipamentos e modernização da estrutura das forças de segurança. Na avaliação dele, esses avanços são importantes, mas produzem melhores resultados quando acompanhados de integração entre os órgãos responsáveis pela prevenção e repressão ao crime. Ao defender a continuidade das políticas de combate ao crime organizado, Max Russi afirmou confiar no trabalho desenvolvido pelas forças de segurança do Estado e reforçou que o fortalecimento das instituições é indispensável para preservar a ordem pública, ampliar a proteção da população e impedir que facções criminosas conquistem espaço dentro das estruturas estatais. Segundo o parlamentar, somente uma atuação conjunta e permanente será capaz de conter o avanço dessas organizações e garantir mais segurança aos mato-grossenses.
Polícia Militar inicia Agosto Lilás com mobilização estadual de combate à violência contra a mulher
Campanha será aberta na segunda-feira (3), em Cuiabá, com ações de conscientização, orientação sobre direitos e fortalecimento da rede de proteção às mulheres. A Polícia Militar de Mato Grosso dará início, na próxima segunda-feira (3), à programação da campanha Agosto Lilás, iniciativa voltada à prevenção e ao enfrentamento da violência doméstica e familiar contra a mulher. A abertura oficial ocorrerá às 7h, na Praça Santos Dumont, em Cuiabá, reunindo instituições que integram a rede estadual de proteção às vítimas. Durante todo o mês de agosto, a corporação promoverá ações educativas em diversas regiões do Estado, com foco na conscientização da população sobre a importância da denúncia, da prevenção e da garantia dos direitos das mulheres. As atividades serão conduzidas pelas equipes da Patrulha Maria da Penha, que também prestarão orientações sobre as medidas de proteção previstas na legislação e os serviços disponíveis para mulheres em situação de violência. A campanha reforça o compromisso das forças de segurança com o combate à violência de gênero e busca ampliar o acesso da população às informações sobre os canais de denúncia e o atendimento oferecido pela rede de apoio. A iniciativa é realizada de forma integrada entre a Polícia Militar, a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), a Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), o Gabinete de Enfrentamento à Violência de Gênero contra a Mulher e a Secretaria Municipal da Mulher de Cuiabá, fortalecendo a articulação entre os órgãos responsáveis pela proteção e acolhimento das vítimas. ServiçoLançamento da campanha Agosto Lilás 2026Data: Segunda-feira (3 de agosto)Horário: 7hLocal: Praça Santos Dumont, Avenida Getúlio Vargas, Cuiabá.
Escolha de Mauro por Pivetta pode cobrar preço alto, enfraquecer o União Brasil e acelerar formação de um novo grupo em Mato Grosso
Ao impedir candidatura própria para apoiar um nome do Republicanos, Mauro Mendes ampliou insatisfações e pode ter aberto espaço para uma nova força política, com Max Russi e Janaina Riva entre os nomes mais citados A convenção do União Brasil pode ter encerrado a disputa interna pela candidatura ao Governo, mas está longe de ter encerrado a crise política provocada pela decisão. O partido tinha entre seus quadros o senador Jayme Campos, ex-governador e uma das lideranças mais conhecidas de Mato Grosso, disposto a concorrer ao Palácio Paiaguás. Ainda assim, prevaleceu a articulação defendida pelo presidente estadual da legenda, Mauro Mendes, para apoiar a reeleição de Otaviano Pivetta, que pertence ao Republicanos e foi seu vice-governador. Antes da convenção, Jayme já afirmava que Mauro tinha o direito de apoiar Pivetta pessoalmente, mas questionava que essa posição tivesse sido adotada sem uma discussão mais ampla com as principais lideranças do União Brasil. É justamente aí que está o ponto central da insatisfação: Mauro poderia declarar apoio ao antigo vice sem impedir que o próprio União Brasil apresentasse um candidato ao Governo? Para uma parte das lideranças, a resposta é sim. O problema não estaria apenas na preferência por Pivetta, mas na utilização da estrutura política para retirar da disputa um nome do próprio partido e embarcar na candidatura de outra legenda. Escolha partidária ou decisão pessoal de Mauro? Nos bastidores, a construção passou a ser interpretada por adversários e integrantes insatisfeitos como uma escolha pessoal de Mauro Mendes, baseada na relação política construída com Pivetta durante os dois mandatos no Governo. Essa interpretação ganha força porque, antes da definição, havia duas propostas claramente colocadas: a candidatura própria de Jayme Campos pelo União Brasil e a aliança com o Republicanos defendida por Mauro. A convenção havia sido convocada justamente para decidir entre esses dois caminhos. Mauro consolidou sua estratégia e garantiu apoio a Pivetta. Politicamente, porém, a vitória interna pode começar a apresentar uma conta maior do que o esperado. Ao retirar o União da cabeça de chapa, o partido abre mão do protagonismo na eleição para o Governo e passa a atuar como aliado de uma candidatura pertencente a outra legenda. União Brasil pode sair menor das eleições A preocupação de parte dos parlamentares está diretamente ligada às chapas proporcionais. Uma candidatura própria ao Governo poderia oferecer maior visibilidade ao União Brasil, criar um palanque estadual, mobilizar as bases municipais e ajudar os candidatos a deputado estadual e federal. Júlio Campos já havia defendido publicamente que uma candidatura própria seria fundamental para aumentar a competitividade do partido e ampliar sua bancada na Assembleia Legislativa. Com a escolha por Pivetta, o União Brasil corre o risco de entrar na eleição sem uma candidatura própria ao principal cargo estadual, embora tenha estrutura, lideranças e um senador disposto a disputar. A pergunta que começa a circular é inevitável: Mauro fortaleceu o projeto de Pivetta, mas enfraqueceu o próprio partido que preside? Insatisfações não começaram agora O desconforto não está restrito a Jayme Campos. Dilmar Dal’Bosco defendia diálogo e uma construção que preservasse a unidade e a força eleitoral do partido. Júlio Campos também sustentava a necessidade de candidatura própria e reconheceu publicamente a existência de um racha entre o grupo dos irmãos Campos e o comandado por Mauro Mendes. Eduardo Botelho também representa um ponto importante nessa sequência de desgastes. Depois de disputar a Prefeitura de Cuiabá e perder para o atual prefeito, o deputado afirmou que não recebeu do grupo político de Mauro o apoio que esperava durante a campanha. O episódio deixou marcas e reforçou a percepção de que importantes integrantes do grupo governista vêm sendo colocados em segundo plano quando seus projetos pessoais não coincidem com as escolhas feitas pelo núcleo mais próximo de Mauro. Agora, a retirada de Jayme da corrida estadual amplia essa sensação. Max Russi cresce sem anunciar candidatura Enquanto o União Brasil enfrenta divisões, o nome do presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, aparece cada vez mais nas conversas entre prefeitos, parlamentares e lideranças municipais. O movimento não foi iniciado por Max, que não anunciou candidatura ao Governo. São lideranças políticas que passaram a enxergá-lo como um dos nomes capazes de ocupar o espaço aberto pelas insatisfações no grupo governista. Max demonstrou força ao reunir mais de 100 prefeitos, parlamentares, vereadores e representantes de diferentes regiões durante o ato de filiação do Podemos. A mobilização mostrou capilaridade municipal, capacidade de diálogo e organização partidária. Em um momento no qual Mauro Mendes enfrenta críticas por concentrar decisões, Max passa a ser lembrado justamente por apresentar uma característica diferente: a capacidade de conversar com diferentes partidos e grupos. Janaina Riva também ganha espaço A deputada Janaina Riva, presidente estadual do MDB, também passou a ser vista como uma das principais alternativas para uma nova composição majoritária. Seu nome reúne força eleitoral, presença regional e ligação com uma legenda que mantém diálogo com diferentes forças políticas. Nenhuma chapa foi confirmada. Entretanto, nos bastidores já surgem hipóteses envolvendo Max e Janaina em uma mesma composição, inclusive com Max concorrendo ao Governo e a deputada como vice. Neste momento, essa possibilidade deve ser tratada como articulação e especulação política, não como decisão formal. O que já existe é a percepção crescente de que os dois podem representar uma alternativa competitiva ao projeto de continuidade do grupo governista. A conta política pode estar começando a chegar Mauro Mendes venceu a disputa interna, retirou Jayme Campos do caminho e manteve o União Brasil no palanque de seu antigo vice. Mas essa vitória pode ter produzido três consequências importantes: enfraquecimento do protagonismo do União Brasil, aumento da insatisfação entre aliados e abertura de espaço para a construção de um novo grupo político. Lideranças que não se sentiram contempladas agora podem buscar outra direção. E quanto mais nomes importantes forem deixados de fora, maior será o potencial de uma nova composição reunir força suficiente para enfrentar o projeto de Pivetta. Análise: Mauro ganhou a convenção, mas pode ter dividido o grupo A escolha por
Motoristas devem redobrar a atenção: Serra de São Vicente terá intervenções e bloqueios programados na próxima semana
Serviços de manutenção na BR-364 vão alterar o tráfego entre os dias 3 e 7 de agosto, com bloqueios temporários e operação em meia pista no sentido Cuiabá. A circulação de veículos na Serra de São Vicente, na BR-364, passará por mudanças entre os dias 3 e 7 de agosto devido a uma série de serviços de manutenção que serão executados pela concessionária responsável pela rodovia. As intervenções ocorrerão no trecho entre os quilômetros 343 e 352, em Santo Antônio de Leverger, no sentido norte da via, para quem segue de Rondonópolis em direção a Cuiabá. Durante o período, o tráfego funcionará em sistema de meia pista ao longo do dia, permitindo a realização dos trabalhos com segurança tanto para as equipes quanto para os usuários da rodovia. As ações incluem limpeza da faixa de domínio, retirada de vegetação, recuperação da sinalização horizontal e vertical, manutenção das defensas metálicas, limpeza dos dispositivos de drenagem e reparos no pavimento. Para garantir a execução das atividades, haverá bloqueios totais em horários específicos. Às 8h, a pista será totalmente interditada para implantação da sinalização temporária. A partir das 8h30, uma das faixas será liberada para o fluxo de veículos, enquanto a outra permanecerá interditada para a realização dos serviços. No fim da tarde, às 16h30, um novo bloqueio total será necessário para a retirada da sinalização, com liberação completa da rodovia prevista para as 17h. A orientação é para que os motoristas programem seus deslocamentos com antecedência, estejam atentos às mudanças no tráfego e respeitem a sinalização e as orientações das equipes que atuarão no trecho durante toda a semana.
Miguel Sutil ganha novo fôlego com liberação de duas pistas em frente à Todimo
Avanço das obras do Complexo Viário do Jardim Leblon melhora a fluidez do tráfego, enquanto intervenções seguem em execução para ampliar a mobilidade na região. A circulação de veículos na Avenida Miguel Sutil passou a contar novamente com duas faixas de rolamento em cada sentido no trecho localizado em frente à Todimo Lar Center, em Cuiabá. A mudança, liberada nesta sexta-feira (31), representa um importante avanço nas obras do Complexo Viário do Jardim Leblon e deve reduzir os congestionamentos registrados diariamente em um dos pontos mais movimentados da Capital. A ampliação do espaço para circulação foi possível após o progresso da construção dos dois novos viadutos previstos para o local, um em cada sentido da avenida. Durante parte da execução da obra, o tráfego permaneceu restrito devido à necessidade de intervenções na pista, provocando um estreitamento que reduzia o fluxo a apenas uma faixa em determinados momentos. Outra alteração importante diz respeito à reorganização dos acessos entre a Avenida do CPA e a Miguel Sutil. O retorno que existia nas proximidades do Hotel Taiamã foi desativado. A partir de agora, os motoristas que precisarem acessar a Miguel Sutil no sentido Coxipó deverão utilizar a via localizada ao lado da Academia Smart Fit, que conduz ao novo túnel implantado na altura da Rua Desembargador Trigo Loureiro. Apesar da liberação parcial do tráfego, o cronograma da obra segue em andamento. As equipes continuam executando serviços na parte inferior dos viadutos, além da pavimentação das pistas laterais que farão a ligação com a Avenida do CPA e das estruturas de contenção que integram o complexo viário. A expectativa é de que a retomada das duas pistas em cada sentido contribua para melhorar significativamente a fluidez do trânsito, eliminando o principal gargalo existente em frente à Todimo, onde os motoristas enfrentavam longas filas devido ao estreitamento da via. As intervenções também avançam na região da Rua Boa Vista, onde está sendo construída uma trincheira. A previsão é de que, até o fim de agosto, seja liberado o tráfego na parte superior dessa estrutura, permitindo novos ganhos para a mobilidade urbana na região.
Max defende combate permanente às facções e atuação integrada dos Poderes
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi (Podemos), defendeu o fortalecimento das ações de enfrentamento às facções criminosas e afirmou que o combate ao crime organizado deve ser uma prioridade permanente dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Durante entrevista ao Conexão Poder, o presidente da ALMT foi questionado sobre a preocupação com a possível infiltração de integrantes de organizações criminosas na política. Segundo ele, os partidos não dispõem de instrumentos para identificar previamente eventuais vínculos de filiados ou candidatos com facções. “Não está escrito na testa de ninguém. Quem tem condições de identificar isso são as forças de segurança, o Ministério Público e a Justiça Eleitoral”, afirmou. Max defendeu que, caso existam candidatos ligados ao crime organizado, as instituições competentes atuem com rigor para impedir que essas pessoas ocupem cargos públicos. “Se houver pessoas ligadas às facções em qualquer partido, espero que a Polícia, o Ministério Público e a Justiça atuem. Não podemos permitir que alguém seja eleito para defender os interesses do crime organizado”, declarou. O deputado avaliou ainda que o enfrentamento às facções vai além do período eleitoral. Segundo ele, é necessária uma atuação integrada e permanente, já que as organizações criminosas têm ampliado sua atuação em diferentes setores da sociedade. Para Max, o Estado precisa fortalecer sua presença, especialmente nas comunidades mais vulneráveis. “Esse é um problema do Brasil. Nós precisamos fazer a nossa parte em Mato Grosso. O enfrentamento às facções tem que ser prioridade em todos os Poderes”, afirmou. O presidente da Assembleia destacou que Mato Grosso vem ampliando os investimentos em efetivo, equipamentos e estrutura para as forças de segurança, mas reforçou que o combate às facções exige atuação coordenada e contínua entre os órgãos responsáveis. “Tenho confiança no trabalho das forças de segurança de Mato Grosso. Precisamos continuar fortalecendo esse trabalho para garantir tranquilidade à população e impedir o avanço do crime organizado”, concluiu.