Com o avanço das chuvas em Mato Grosso, a Defesa Civil do Estado reforçou o alerta para os perigos envolvendo árvores em áreas urbanas e rurais. A combinação de ventos fortes e precipitações intensas aumenta a possibilidade de quedas, o que pode atingir casas, veículos, interromper vias e provocar acidentes graves. O órgão pede que os moradores redobrem a atenção, principalmente durante as tempestades, evitando permanecer próximos a árvores e observando indícios de comprometimento da estrutura vegetal. De acordo com o superintendente de Proteção e Defesa Civil, tenente-coronel Luís Cláudio Pereira da Cruz, o momento exige prevenção. “Estamos em um período de chuvas intensas, especialmente no interior do estado, o que amplia o risco de ocorrências. Medidas simples são essenciais para preservar vidas”, afirmou. Entre os sinais de alerta estão troncos inclinados, rachaduras, ocos, excesso de galhos secos e raízes expostas — características que podem indicar maior probabilidade de queda diante de rajadas de vento. A Defesa Civil também orienta que a população não faça podas ou cortes por conta própria. Intervenções inadequadas podem enfraquecer a planta e agravar o problema. Em perímetro urbano, a recomendação é acionar a prefeitura ou o setor responsável para que equipes técnicas façam a avaliação correta. Outra medida importante é não estacionar veículos nem buscar abrigo sob árvores durante temporais. Mesmo exemplares aparentemente saudáveis podem perder galhos com a força do vento. Nos casos em que já houve queda, a orientação é não tentar retirar troncos ou galhadas, sobretudo quando estiverem apoiados em muros ou na fiação elétrica. A remoção deve ser realizada por profissionais capacitados, devido ao risco elevado de acidentes. Se houver contato com cabos de energia, a distância é fundamental. A população não deve se aproximar nem tocar e precisa comunicar imediatamente a concessionária e os serviços de emergência para evitar choques. Em situações de perigo iminente, a recomendação é procurar um local seguro e acionar o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193. O órgão estadual mantém acompanhamento permanente das condições do tempo e reforça a importância de a população seguir os avisos emitidos pelos canais oficiais. As atualizações podem ser consultadas no Instagram @defesacivilmt e também pelos sistemas de alerta. Para receber mensagens por SMS, basta enviar o CEP desejado para o número 40199. Já pelo WhatsApp, o cadastro pode ser feito iniciando conversa com o atendimento automático no telefone (61) 2034-4611 e seguindo as orientações apresentadas.
Cadastro para 1º Prêmio de Eficiência da Segurança Pública começa nesta segunda-feira (9)
O cadastro para o 1º Prêmio Anual por Eficiência e Resultado (PAER/Sesp) começa nesta segunda-feira (9.2). A iniciativa, lançada em outubro de 2025 pelo governador Mauro Mendes, prevê bonificação financeira a servidores das instituições que integram a Segurança Pública de Mato Grosso, como Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar e Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). Nesta primeira edição, o programa fará uma avaliação parcial, considerando os dois meses seguintes à criação do prêmio, novembro e dezembro. O período de inscrição segue até o dia 22 deste mês, prazo em que os profissionais poderão cadastrar pedidos de premiação conforme metas individuais e coletivas previamente estabelecidas. Entre os critérios de reconhecimento estão resultados operacionais, entrega de serviços, apreensão de drogas e armas, redução de indicadores criminais e desempenhos considerados excepcionais em operações integradas, além da eficiência nas atividades de perícia, investigação e salvamento, entre outros pontos. O PAER reúne ao todo 95 critérios de premiação, respeitando as naturezas jurídicas e realidades distintas das quatro instituições, e pode beneficiar mais de 12,6 mil profissionais, de acordo com o cumprimento das metas e os resultados apresentados. Para esta edição, os valores podem chegar a R$ 50 mil por premiação coletiva. Nas próximas, conforme o regulamento, a avaliação terá como base a eficiência e a produtividade anual. O ranqueamento das metas e os critérios classificatórios passam pelo controle de uma comissão formada por integrantes de todos os órgãos envolvidos e da Superintendência do Observatório de Segurança Pública (OBS) do Governo do Estado. O secretário de Segurança Pública, coronel César Roveri, destaca que os resultados alcançados nos últimos anos são reflexo de investimentos e do empenho dos profissionais. “No início da atual gestão, em janeiro de 2019, Mato Grosso começou a viver uma nova realidade na segurança pública, com investimentos jamais vistos e redução de índices criminais. Ano a ano registramos queda em crimes como homicídios e roubos. Em 2025, na comparação com 2024, confirmamos novamente essa tendência, com redução de 22% nos homicídios e de 18% nos roubos”, afirmou. Segundo o secretário, o prêmio é uma forma de reconhecimento. “Atingimos esses indicadores como resultado dos investimentos em armamento, viaturas, tecnologias e, claro, empenho e dedicação dos profissionais que atuam nas ruas e em outras atividades na área da segurança. O PAER é um programa proposto pelo governador para reconhecer o trabalho das nossas forças de segurança. Estamos premiando em dinheiro, com a certeza de aumentar ainda mais a eficiência e a qualidade dos serviços prestados à população”, completou Roveri. Responsável pelo desenvolvimento e aplicação do programa, o chefe de gabinete da Sesp-MT, coronel Waldiley Alencar, reforça que o prêmio segue critérios rígidos na aferição da eficiência, dos resultados, além de mecanismos de transparência e controle. Dúvidas e esclarecimentos podem ser encaminhados para o e-mail paer@sesp.mt.gov.br ou pelo WhatsApp (65) 98145-0403. Para participar, o servidor deve acessar o site portal2.sesp.mt.gov.br/sispaer a partir desta segunda-feira. Se quiser, posso adaptar o texto para o padrão do seu veículo ou deixá-lo mais enxuto.
Mesa Diretora da ALMT fecha primeiro ano com Selo Diamante, ganho real aos servidores e ampliação de ações sociais
A Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) completou nesta semana o primeiro ano do biênio 2025/2027 apresentando um balanço de ações voltadas ao aprimoramento da gestão, ao fortalecimento da transparência, à valorização dos servidores e à ampliação de serviços oferecidos à população. Sob a presidência do deputado Max Russi (PSB), o grupo também é composto pelos vice-presidentes Júlio Campos (União), Gilberto Cattani (PL) e Wilson Santos (PSD). A Primeira-Secretaria é conduzida pelo deputado Dr. João (MDB), enquanto Paulo Araújo (PP), Diego Guimarães (Republicanos), Elizeu Nascimento (Novo), Fabio Tardin (PSB) e Juca do Guaraná (MDB) ocupam, respectivamente, as demais secretarias da Casa. Ao relembrar o período, Max Russi destacou que a condução do Parlamento teve como foco a responsabilidade com o dinheiro público e a geração de resultados práticos para os mato-grossenses. Entre os avanços mencionados pelo presidente estão a conquista do Selo Diamante de Transparência, a aprovação da Revisão Geral Anual com aumento acima da inflação, o fortalecimento do debate sobre o Estatuto do Pantanal e as iniciativas contínuas de combate à violência contra a mulher. A RGA de 5,4% garantiu aos servidores estaduais o primeiro ganho real em sete anos. O índice foi construído por meio de articulação entre deputados, entidades representativas e o governo do estado, com implantação já na folha salarial de janeiro. Outro marco da gestão foi a adesão integral da ALMT ao novo modelo previdenciário do MTPrev. A Assembleia tornou-se o primeiro Poder estadual a integrar o sistema, medida apontada como essencial para assegurar sustentabilidade financeira e uso responsável dos recursos. No campo administrativo, houve revisão do Regimento Interno, ampliação do tempo das sessões plenárias e criação do programa ALMT Fiscaliza, iniciativa que reforça o trabalho das comissões permanentes e o acompanhamento das ações do Executivo. No ano em que o Legislativo celebrou 190 anos de instalação, também avançaram as políticas internas de valorização dos servidores, com aumento do auxílio-saúde, melhorias estruturais, incentivo à capacitação e criação de funções gratificadas para efetivos. O primeiro-secretário, deputado Dr. João, avaliou que o período foi marcado por organização de processos, diálogo e reconhecimento dos profissionais que mantêm a engrenagem da Casa em funcionamento. Ele ressaltou ainda a aprovação da resolução que determina a empresas terceirizadas a contratação de mulheres vítimas de violência doméstica, medida que, segundo ele, promove autonomia financeira e oportunidade de recomeço. O conjunto de boas práticas resultou, pelo terceiro ano consecutivo, na conquista do Selo Diamante em Transparência, certificado nacional concedido a instituições que atingem alto nível de governança e acesso à informação. A atuação institucional incluiu ainda serviços diretos à comunidade. Mais de 10 mil pessoas foram atendidas em mutirões da Secretaria de Integração Social e Cidadania. A sede do Parlamento mantém estruturas permanentes como o Espaço Cidadania, unidade do Procon, atendimento da Defensoria Pública e, recentemente, do Tribunal Regional Eleitoral. Também seguiram em evidência a Procuradoria Especial da Mulher, referência no acolhimento de vítimas de violência doméstica, e a Escola do Legislativo, que oferece cursos e formação a servidores e cidadãos. Durante o período, a Mesa Diretora participou de debates considerados estratégicos para Mato Grosso, como a regulamentação de normas ambientais, políticas de inclusão de pessoas com deficiência e campanhas de enfrentamento à violência de gênero. Na área de comunicação, a TV Assembleia ampliou o alcance das atividades parlamentares, implantou tradução em Libras e investiu em novos estúdios. Em um ano, foram realizadas cerca de 500 transmissões ao vivo. A Casa também lançou o Prêmio de Jornalismo – Troféu Parlamento, criado para reconhecer a contribuição dos profissionais da imprensa na divulgação do trabalho legislativo e no fortalecimento da democracia. Ao encerrar o primeiro ano do mandato, a avaliação da direção é de que a modernização administrativa caminhou junto com a ampliação da transparência e a aproximação do Parlamento com a sociedade, diretrizes que devem seguir norteando a gestão até 2027.
Abilio desafia Janaina Riva a deixar o MDB para provar alinhamento à direita e rejeita possível aliança com o partido
Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), elevou o tom do debate político ao desafiar publicamente a deputada estadual e pré-candidata ao Senado Janaina Riva (MDB) a deixar seu partido caso realmente se considere uma parlamentar de direita. A declaração ocorre em meio às discussões sobre possíveis alianças para as eleições de 2026 e evidencia divergências dentro do próprio campo político. Desafio direto à deputada Segundo Abilio, o MDB em Mato Grosso possui histórico e posicionamento ideológico de centro-esquerda, o que, na avaliação dele, seria incompatível com o discurso de direita adotado por Janaina. “Se Janaina é de direita, que saia do partido e vá para uma sigla de centro-direita. Existem vários partidos para isso. Ela diz que é de direita, então que se posicione publicamente e assuma esse discurso”, afirmou. O prefeito também criticou o que considera falta de posicionamento ideológico claro por parte da parlamentar, mencionando que lideranças históricas do MDB teriam alinhamento diferente. Crítica ao MDB e ao eleitorado de Janaina Abilio afirmou ainda que possui acesso a pesquisas indicando que a base eleitoral de Janaina estaria majoritariamente concentrada no campo de centro-esquerda, o que, segundo ele, explicaria a permanência da deputada na sigla. “Ela permanece em um partido de centro-esquerda por conveniência política e evita assumir posições mais firmes, porque sabe de onde vêm seus votos”, declarou. O prefeito também citou nomes nacionais e estaduais ligados ao MDB para reforçar sua tese de que o partido possui posicionamento ideológico distinto do PL. Rejeição a possível aliança PL-MDB Outro ponto central das críticas foi a possibilidade de uma composição entre PL e MDB na disputa majoritária. Abilio afirmou que, caso o Partido Liberal formalize apoio ao MDB, alguns candidatos liberais podem deixar de apoiar projetos liderados pela sigla. “Se tiver aliança política com o MDB, não conte comigo”, declarou. Ele também explicou que, mesmo sem coligações nas chapas proporcionais, alianças majoritárias influenciam diretamente o posicionamento político dos candidatos. Divergências internas e relação com Wellington Fagundes As declarações também expõem tensões dentro do próprio grupo político, especialmente em relação ao senador Wellington Fagundes, que disputa o Governo do Estado. Apesar das críticas ao MDB, Abilio afirmou manter boa relação com Wellington, mas indicou que ainda não definiu seu apoio definitivo. “Todo mundo sabe que tenho boa relação com Wellington, mas o PL precisa ter um projeto coerente com o partido. Hoje, ao Senado, o nome que vejo é Medeiros, não Janaina”, disse. O prefeito também reconheceu que a relação familiar entre Wellington e Janaina torna o cenário mais sensível politicamente. Aproximação com Pivetta permanece Mesmo sendo filiado ao PL, Abilio voltou a demonstrar proximidade com o vice-governador Otaviano Pivetta, pré-candidato ao Governo. “Tenho amizade com Pivetta e boa relação com Wellington. Ainda vou decidir mais à frente”, afirmou. As declarações reforçam que o cenário político para 2026 segue em aberto, com alianças, apoios e posicionamentos ainda em construção. Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News
Economia em alerta, safra sob pressão e política em ebulição: quem está preparado para conduzir Mato Grosso no próximo ciclo?
Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News Mato Grosso entra no pré-ano eleitoral sob um clima de atenção máxima. Desde outubro, o comércio sente os efeitos de um cenário econômico mais retraído: vendas em queda, shoppings vazios, redução no volume de negócios e um ticket médio menor. O consumidor está mais cauteloso, troca produtos mais caros por opções acessíveis e adia decisões de compra. Esse comportamento reflete um ambiente de instabilidade marcado por juros elevados, crédito restrito, insegurança econômica e a proximidade do ano eleitoral. Em momentos assim, o mercado desacelera — e o eleitor passa a observar com mais rigor quem tem preparo para conduzir o Estado. Ao mesmo tempo, o agronegócio, principal motor da economia mato-grossense, começa a acender o sinal amarelo. Safra recorde agora, mas atenção para 2026. A safra de 2025 é considerada recorde e reafirma Mato Grosso como protagonista nacional no agro. No entanto, projeções para 2026 já indicam uma queda estimada de 1,8%. O percentual pode parecer pequeno, mas o impacto é relevante: menos dinheiro circulando no interior, reflexos diretos no comércio e nos serviços e retração em setores ligados à logística, construção e consumo. Mesmo com o agro forte, o próximo governador assumirá um cenário mais sensível, que exigirá planejamento, equilíbrio e gestão eficiente. É nesse contexto que a eleição de 2026 ganha peso estratégico. O tabuleiro político começa a se mover Com economia instável, comércio cauteloso e safra sob atenção, a disputa pelo Governo de Mato Grosso entra em fase decisiva. Há nomes colocados, mas nenhuma candidatura totalmente consolidada. Na esquerda, a médica Natasha Slhessarenko desponta como principal nome, com apoio do ministro Carlos Fávaro, que tenta reorganizar sua base após falhas na eleição passada e aposta em uma nominata mais competitiva, incluindo Rafaela Fávaro para a Assembleia Legislativa. Na direita, o PL aparece como o partido mais organizado. Mato Grosso já deu uma amostra clara de sua força política na última eleição municipal, quando elegeu prefeitos nas principais cidades do Estado, consolidando bases sólidas no interior e nos grandes centros urbanos. Esse capital político agora se projeta com ainda mais intensidade para a disputa ao Governo do Estado. No campo da direita, o PL aparece como o partido mais organizado neste momento. O senador Wellington Fagundes conta com aval da direção nacional, apoio declarado do bolsonarismo, forte presença no interior e crescimento consistente nas pesquisas. Hoje, é visto por analistas e lideranças políticas como o nome a ser batido na corrida ao Palácio Paiaguás. Não tem sido simples para o governador Mauro Mendes sustentar, no campo político, a defesa do vice Otaviano Pivetta como seu sucessor. Embora Pivetta venha sendo colocado à frente de agendas institucionais, inaugurações e entregas de obras, cresce nos bastidores a percepção de que a candidatura ainda não empolgou o eleitorado e principalmente as lideranças politicas do estado, enfrenta resistência interna e pode ter dificuldades para ganhar tração eleitoral. Entre lideranças e analistas, a leitura é de que visibilidade administrativa nem sempre se converte em voto — e esse tem sido, até aqui, o principal desafio do projeto sucessório. Jayme Campos enfrenta Mauro Mendes, rejeita apoio a Pivetta e se movimenta para ser o candidato do União Brasil Diferente do discurso institucional do partido, a movimentação parte diretamente do senador Jayme Campos, que vem travando uma queda de braço política com o atual governador Mauro Mendes. O ponto central do conflito é claro: Mauro Mendes já declarou apoio ao vice-governador Otaviano Pivetta, que é filiado a outro partido. Jayme Campos discorda frontalmente dessa estratégia e defende que o União Brasil precisa ter candidato próprio ao Governo do Estado — e que esse candidato deve ser ele. Nos bastidores, Jayme deixa claro que não aceita ver o partido servir apenas como coadjuvante em um projeto que não lidera. Para ele, abrir mão de candidatura própria enfraquece o União Brasil, reduz o poder de articulação e compromete a força da chapa proporcional. Max Russi, o “grande jogador” do cenário Mesmo sem se lançar oficialmente ao Governo, um nome cresce de forma estratégica: o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi. Nos bastidores, a leitura é clara: Max vem montando uma das chapas mais fortes da eleição pelo Podemos, com potencial de formar a maior bancada da Assembleia Legislativa em 2026. E, em política, isso é poder. Ter a maior bancada significa influência direta nas decisões do Estado, força de negociação com qualquer governo e protagonismo institucional. Nada disso ocorre por acaso. É resultado de planejamento, leitura de cenário, articulação regional e estratégia eleitoral. Enquanto alguns apostam apenas em discurso, Max trabalha onde a eleição se decide: na engenharia das chapas, equilibrando perfis regionais, puxadores de voto e viabilidade real. À frente da Assembleia, consolidou a imagem de gestor e estrategista, alguém que entende números, timing e território — um perfil valorizado em tempos de economia sensível. Por que tudo ainda pode mudar A eleição de 2026 segue em construção. Chapas proporcionais ainda estão sendo desenhadas, nomes circulam entre partidos e a matemática eleitoral será decisiva. Somente após o fechamento da janela partidária, a consolidação das alianças e o desenho final das chapas será possível saber quem liderará a base governista, quem será o principal nome da oposição e qual grupo terá força real de eleger o próximo governador de Mato grosso. Com economia pressionada, safra sob atenção e comércio cauteloso, o próximo governador não poderá errar. E agora, eleitor… Diante desse cenário — economia instável, possível retração da safra e política em plena movimentação — a pergunta começa a ganhar força em Mato Grosso: quem está realmente preparado para conduzir o Estado? E, afinal, quem deve ser o próximo governador?
Atenção, motoristas: obras alteram tráfego em rodovias de MT nesta sexta-feira (06)
Quem vai pegar a estrada nesta sexta-feira (06.02) precisa ficar atento às intervenções programadas em importantes rodovias de Mato Grosso. A Nova Rota do Oeste divulgou a programação de obras que inclui operações de “Pare e Siga”, interdições parciais e desvio de fluxo, com o objetivo de garantir a continuidade dos serviços de manutenção e duplicação das vias. Na BR-163, em Sorriso, no km 717, haverá operação de Pare e Siga das 7h às 17h. Já no período noturno, das 19h às 4h, o mesmo tipo de operação será realizado na BR-070, em Várzea Grande, no km 519. A orientação é que os condutores programem o deslocamento e redobrem a atenção ao trafegar pelos trechos sinalizados. Também estão previstas interdições parciais na BR-364, em Juscimeira, das 7h às 17h, nos seguintes pontos: km 240 (sentido norte), km 242 (sentido sul) e km 247 (sentido sul). Nesses locais, o tráfego seguirá em meia pista, conforme o avanço das frentes de trabalho. Além disso, a Nova Rota do Oeste realizará um desvio de fluxo na BR-163, em Lucas do Rio Verde, entre os km 651 e 654, a partir das 14h desta sexta-feira. A medida é necessária para a recuperação da pista antiga da rodovia e permitirá o avanço das obras de duplicação em andamento. Durante o período, os motoristas irão trafegar por um trecho de pista recém-construída, devidamente sinalizado, sem impacto no tempo de deslocamento. Na mesma data, a concessionária também deve liberar mais 3 quilômetros de duplicação da BR-163, entre os km 655 e 658, onde a recuperação da pista antiga já foi concluída, ampliando a segurança e a fluidez do tráfego. A Nova Rota do Oeste reforça a importância de respeitar a sinalização e os limites de velocidade nos trechos em obras, contribuindo para a segurança de motoristas e trabalhadores. As programações são estimadas e podem sofrer alterações conforme as condições operacionais. Para informações em tempo real sobre o tráfego, obras, condições climáticas ou para acionar serviços como socorro médico e mecânico, os usuários podem entrar em contato com a Nova Rota do Oeste pelo 0800 065 0163, telefone e WhatsApp, com atendimento 24 horas por dia.
Educação acima da política: Wellington Fagundes explica por que esteve na inauguração do IFMT ao lado do ministro da Educação
Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News A pergunta foi direta e se repetiu ao longo da semana:por que o senador Wellington Fagundes esteve na inauguração do IFMT de Várzea Grande ao lado do ministro da Educação? A resposta também é direta — e precisa ser contextualizada com fatos. O senador Wellington Fagundes esteve na inauguração do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso (IFMT), em Várzea Grande, porque essa obra não começou agora, não nasceu de conveniência política e não pertence a um governo específico. O campus é resultado de mais de dez anos de atuação direta do mandato do senador, com acompanhamento permanente, articulações complexas e a destinação de milhões de reais em emendas parlamentares, garantindo que o projeto não fosse abandonado ao longo dos anos e das mudanças de governo. Compromisso com Mato Grosso, não com ideologia Wellington Fagundes reforça que a presença na inauguração não tem relação com alinhamento ideológico, mas sim com compromisso público. Senador de direita, com posições claras e coerentes, ele destaca que nunca colocou disputas políticas acima dos interesses do povo mato-grossense. Quando uma obra: gera oportunidades, cria empregos, forma profissionais, fortalece o desenvolvimento regional, o senador estará presente, independentemente de quem esteja no comando do governo federal. Presença institucional e respeito à história da obra A participação do ministro da Educação, Camilo Santana, foi institucional. O evento marcou a entrega de uma obra construída ao longo de diferentes gestões e viabilizada por um trabalho contínuo do Parlamento. Segundo Wellington, tentar transformar a inauguração em disputa política é ignorar deliberadamente o histórico da obra e o esforço de quem trabalhou para que ela saísse do papel. Educação pública que transforma vidas A defesa da educação profissional tem raízes pessoais na trajetória do senador. Wellington Fagundes estudou em escola pública, em Rondonópolis, e depois ingressou na Escola Técnica de São Vicente. Foi ali que, segundo ele, compreendeu na prática o poder do ensino técnico como ferramenta de transformação social, geração de renda e criação de oportunidades. “Foi a educação pública que abriu portas na minha vida. É por isso que sigo lutando para que ela chegue a mais jovens e trabalhadores em Mato Grosso”, destaca o senador. Educação como eixo do desenvolvimento Ao longo de sua trajetória política, Wellington Fagundes sempre colocou a educação como prioridade estratégica. Atuou diretamente: na descentralização da Universidade Federal de Mato Grosso, na ampliação do ensino superior em cidades como Sinop e Barra do Garças, e agora, na consolidação do IFMT em Várzea Grande. O novo campus já nasce com uma proposta voltada para o futuro, incluindo o primeiro curso de Inteligência Artificial do Brasil e o curso de Arquitetura em período noturno, pensado para quem trabalha durante o dia. Visão de longo prazo e coerência política Durante mais de uma década, o senador trabalhou para destravar recursos, garantir a continuidade das obras e impedir que o projeto fosse interrompido por burocracia ou disputas eleitorais. Para Wellington Fagundes, educação não pode ser refém de ciclos políticos. “Educação exige planejamento, persistência e visão de longo prazo. Não pode parar a cada eleição”, defende. O lado do senador é o lado do povo Ao estar presente na inauguração do IFMT de Várzea Grande, Wellington Fagundes afirma ter agido com coerência com sua história, seu mandato e seu compromisso com Mato Grosso. Para ele, educação não é pauta de governo nem de oposição.É desenvolvimento, oportunidade e dignidade. E quando o assunto é o futuro de Mato Grosso, o lado do senador Wellington Fagundes sempre foi — e sempre será — o do povo. Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News
Abilio acusa vereadores de agirem com amadorismo, diz que CPI virou “show de mídia” e critica critérios da oposição
Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), fez duras críticas ao pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) apresentado pelo vereador Daniel Monteiro (Republicanos), que tem como alvo a atual gestão municipal e o secretário de Trabalho, Willian Campos. Segundo Abilio, o pedido é tecnicamente frágil, carece de fato determinado, não apresenta provas e se baseia apenas em boatos, o que, na avaliação do prefeito, compromete a credibilidade da iniciativa. “Faltou técnica, sobrou amadorismo”, diz prefeito Abilio afirmou que respeita o papel fiscalizador do Legislativo, mas classificou a proposta como mal elaborada e juridicamente inconsistente. “Eu admiro a proatividade de quem propõe uma CPI, mas isso não pode ser feito com amadorismo. O pedido não tem fato determinado, não tem anexos, não tem provas. É uma investigação baseada em boato”, declarou. O prefeito reforçou que uma CPI, por exigência legal, precisa estar sustentada em elementos concretos, o que, segundo ele, não ocorre neste caso. MP arquivou por falta de provas Outro ponto destacado por Abilio foi o fato de que o próprio Ministério Público já teria analisado o caso e decidido pelo arquivamento, justamente pela ausência de elementos objetivos. “O Ministério Público foi claro: não se investiga boato. Se houvesse provas, não estaríamos falando em investigação, estaríamos falando em denúncia”, afirmou. O prefeito alertou ainda que apresentar acusações sem provas pode, inclusive, configurar denunciação caluniosa. Críticas ao uso de vídeo e ironia sobre falta de preparo Abilio também criticou o uso de um vídeo como base central do pedido de CPI. Segundo ele, o vereador transformou um conteúdo sem comprovação em fato consumado. “Ele pegou um vídeo e transformou boato em fato, sem conhecer os fatos reais. Faltou técnica. Se tivesse usado até inteligência artificial, o pedido estaria melhor elaborado”, ironizou. Comparação com caso Chico 2000 expõe incoerência, diz Abilio O prefeito foi ainda mais duro ao comparar a postura adotada pela oposição neste caso com a atuação em relação ao ex-vereador Chico 2000. Segundo Abilio, Daniel Monteiro e outros parlamentares teriam adotado um discurso completamente diferente, mesmo diante de investigações mais robustas. “O Chico 2000 tem três operações, prints de conversas, comprovantes de PIX, pedido de prisão, e mesmo assim ele passou pano. Ele e a vereadora Maísa defenderam o Chico”, afirmou. Para o prefeito, a diferença de tratamento revela motivação política e seletividade. “Show de mídia para ganhar espaço”, afirma prefeito Na avaliação de Abilio, o pedido de CPI não tem como objetivo principal a fiscalização, mas sim a exposição midiática. “Aqui tentaram fazer um show de mídia para ganhar destaque na imprensa. Quando é aliado, passam pano. Quando é adversário político, tentam criar fato”, concluiu. As declarações foram feitas nesta sexta-feira (6), durante a entrega de novos ônibus para o transporte coletivo de Cuiabá. Veja o Vídeo:
ALMT instala CPI para apurar suspeitas de fraudes em licitações da Saúde entre 2019 e 2023
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) oficializou a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar possíveis irregularidades em processos licitatórios realizados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) entre os anos de 2019 e 2023. A medida foi formalizada por meio do Ato nº 004/2026/SSL/ALMT, publicado nesta sexta-feira (6) no Diário Oficial do Parlamento estadual. A CPI foi solicitada pelo deputado Wilson Santos (PSD) e autorizada pelo presidente da Casa, deputado Max Russi (PSB), com base nos dispositivos do Regimento Interno da ALMT. O colegiado terá prazo inicial de 180 dias para conduzir as investigações, com possibilidade de prorrogação, conforme prevê a legislação federal. No requerimento, Wilson Santos aponta a necessidade de aprofundar denúncias relacionadas a supostas irregularidades em licitações da área da saúde, que teriam motivado a deflagração da Operação Espelho, conduzida pela Polícia Civil de Mato Grosso. A investigação policial apura indícios de práticas ilegais em contratos e procedimentos administrativos envolvendo empresas prestadoras de serviços médicos ao Estado. De acordo com o ato que institui a CPI, os parlamentares que irão compor a comissão deverão ser indicados no prazo de até cinco dias, contados a partir da publicação oficial, em conformidade com o Regimento Interno da Assembleia. Para o autor do pedido, a criação da CPI é fundamental para garantir transparência e responsabilização. Segundo ele, os fatos relatados são graves e envolvem possíveis prejuízos aos cofres públicos, especialmente por terem ocorrido durante o período mais crítico da pandemia de Covid-19, quando a demanda por serviços de saúde era ainda mais sensível. O documento destaca que as suspeitas remontam ao ano de 2019 e incluem indícios de pagamentos irregulares. As apurações resultaram na instauração de procedimento investigativo pela Polícia Civil, que culminou no sequestro e bloqueio de aproximadamente R$ 35 milhões em bens móveis e imóveis pertencentes aos investigados. O texto também menciona decisões do Tribunal de Contas da União (TCU), que determinou à SES a retenção de valores devidos a uma empresa contratada para prestação de serviços médicos especializados. O contrato em questão soma cerca de R$ 30,2 milhões e apresentou indícios de possível sobrepreço. Além disso, a Justiça estadual, por meio da Vara Especializada em Ações Coletivas, determinou a suspensão do contrato firmado com a empresa, diante da possibilidade de danos ao erário. As decisões judiciais incluem ainda a interrupção do fornecimento de órteses, próteses e materiais especiais (OPMEs), a proibição de novas contratações e a suspensão de pagamentos em andamento. As ações policiais relacionadas ao caso cumpriram mandados de busca, apreensão, sequestro e bloqueio de bens em diversos municípios do estado, como Cuiabá, Várzea Grande, Sinop, Alta Floresta, Colíder e Peixoto de Azevedo. Para Wilson Santos, a instalação da CPI reafirma o papel constitucional do Poder Legislativo. Segundo o parlamentar, mesmo com investigações em curso nas esferas policial e judicial, cabe à Assembleia Legislativa exercer sua função fiscalizadora, aprofundar a apuração dos fatos e apresentar respostas claras à sociedade mato-grossense.
Exploração florestal sustentável fica suspensa em MT até 1º de abril para proteger florestas na época de chuvas
A exploração florestal sustentável está proibida em Mato Grosso até o dia 1º de abril, como forma de proteger o solo e a vegetação nativa durante o período chuvoso. A medida, que ocorre todos os anos, teve início em 1º de fevereiro e impede o corte, derrubada, arraste e transporte de toras de madeira em áreas autorizadas para manejo florestal. De acordo com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), a restrição atinge cerca de 6% do território mato-grossense, o equivalente a aproximadamente 52 mil quilômetros quadrados de áreas com Planos de Manejo Florestal Sustentável devidamente autorizados pelo órgão ambiental. Em municípios da região Noroeste do Estado, inseridos no bioma amazônico e que registram volumes de chuva mais intensos, o período proibitivo é ampliado até o mês de maio. A prorrogação vale para os municípios de Aripuanã, Castanheira, Colniza, Cotriguaçu, Juína, Juruena e Rondolândia. A norma está prevista em resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) e regulamentada, em Mato Grosso, pela Resolução nº 10/2017, da Câmara Técnica Florestal, que estabelece as regras para a exploração sob o regime de Manejo Florestal Sustentável de Baixo Impacto. Durante o período de restrição, é permitido apenas o transporte de madeira que tenha sido extraída, estocada nas esplanadas e cadastrada no Sistema Sisflora antes do início da proibição, ou após o encerramento do prazo, a partir de 1º de abril. Segundo a superintendente de Gestão Florestal da Sema, Tatiana Paula Marques de Arruda, o cumprimento do período proibitivo é fundamental para garantir o equilíbrio entre preservação ambiental e desenvolvimento econômico. “O período proibitivo coincide com a época chuvosa, quando não há viabilidade para a exploração florestal. Essa restrição garante uma atividade mais sustentável, reduz o impacto ambiental provocado pela circulação de veículos pesados nas florestas e contribui para a conservação da vegetação”, destaca. (C/SecomMT)