Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News Em meio ao aquecimento do debate eleitoral em Mato Grosso, o deputado estadual Eduardo Botelho (União Brasil) fez um alerta direto e público ao grupo governista: a falta de unidade pode custar a eleição de 2026. Para Botelho, caso o senador Jayme Campos (União Brasil) e o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) insistam em projetos individuais, o centro político corre o risco de perder espaço para a polarização já instalada no estado. “Se quiserem ganhar, Jayme e Pivetta precisarão se unir e deixar a vaidade de lado”, resumiu o parlamentar. Jayme no jogo, mas sem diálogo interno Botelho reconheceu a legitimidade de Jayme Campos em se colocar como pré-candidato ao governo, mas fez uma observação crítica sobre a forma como o movimento vem sendo conduzido. Segundo ele, Jayme optou por iniciar sua construção política de forma isolada, sem diálogo interno com o partido neste primeiro momento. “Eu conversei com o Jayme e perguntei se ele iria chamar o partido. Ele foi claro: ‘Não, Botelho. Vou consolidar meu nome com a base no interior. A partir de abril, reúno o partido e apresento viabilidade política’”, relatou. Pivetta também tem legitimidade Ao mesmo tempo, Botelho ressaltou que Otaviano Pivetta também possui legitimidade dentro do grupo, especialmente por ter exercido dois mandatos consecutivos como vice-governador. “Dentro desse grupo tem o vice-governador Otaviano Pivetta, que ficou todo esse tempo como vice. Eu tenho defendido que esse grupo não pode dividir”, afirmou. Para o deputado, a divisão interna seria um erro estratégico grave, especialmente diante do cenário que se desenha para 2026. Polarização já tem nomes definidos Na avaliação de Botelho, a eleição estadual caminha para uma forte polarização. Segundo ele, os extremos ideológicos já estão organizados e com nomes postos. “Vamos ter uma eleição dificílima. De um lado, a extrema-direita, que não está fraca, nem morta. Do outro, a esquerda. Os dois lados já têm candidatos: Wellington Fagundes, pela direita, e Natascha Slhessarenko, pela esquerda”, analisou. Nesse cenário, Botelho alerta que um centro fragmentado pode simplesmente desaparecer do jogo. “Se não tiver meio de campo e centroavante, a gente corre sério risco de perder a eleição”, disse. Experiência própria como alerta O deputado usou sua própria experiência eleitoral como exemplo dos riscos da falta de unidade. Ele lembrou que a divisão interna foi determinante para sua derrota na disputa pela Prefeitura de Cuiabá, em 2024. “A divisão levou à minha derrota. Quando tentamos colar quem apoiou outro candidato, não deu liga. Isso dificultou a vitória”, afirmou. Lideranças nacionais e risco de isolamento Botelho também chamou atenção para o peso das lideranças nacionais no processo eleitoral e o risco de o grupo governista ficar isolado. “Se racharmos, quando Flávio Bolsonaro declarar apoio ao Wellington, os extremistas vão todos com ele. Da mesma forma, se o Lula vier e declarar apoio à Natasha, todos vão com ela. E o nosso grupo? Marcha rachado?”, questionou. Decisão precisa ser técnica, não pessoal Por fim, Botelho ponderou que ainda não é possível apontar quem deveria abrir mão da disputa, mas defendeu que a escolha seja feita com base em viabilidade eleitoral, e não em projetos individuais. “Quem deve desistir eu não consigo visualizar agora. Mas é preciso conversar, analisar quem tem condições reais e deixar vaidades pessoais de lado, se o interesse for manter o projeto do grupo”, concluiu. Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News
Alerta | População em situação de rua cresce em MT e Centro de Cuiabá escancara problema que não pode mais ser ignorado
O crescimento da população em situação de rua em Mato Grosso deixou de ser apenas um dado estatístico e passou a ser um alerta social, urbano e econômico. Em apenas um ano, o número de pessoas vivendo nas ruas aumentou 19%, segundo dados do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua, com base no CadÚnico. Em 2024, pelo menos 3.603 pessoas estavam em situação de rua no estado. Metade desse contingente está concentrada nos principais municípios da baixada cuiabana, com destaque para Cuiabá, onde 1.561 pessoas vivem hoje sem moradia fixa. Os números são preocupantes, mas a realidade nas ruas é ainda mais dura. E o Centro de Cuiabá se tornou o principal termômetro dessa crise. Centro da Capital vira símbolo de um problema fora de controle Quem circula pelo Centro percebe que algo mudou — e não para melhor. Comerciantes, empresários e consumidores relatam queda no movimento, fechamento de lojas e um sentimento crescente de insegurança. O aumento de pessoas em situação de rua, aliado ao uso de drogas em espaços públicos, tem afastado clientes. Muitos preferem evitar o Centro e optam por shoppings ou centros comerciais fechados, considerados mais seguros. O resultado é um ciclo perigoso: Menos clientes Menos vendas Mais lojas fechadas Mais degradação urbana O Centro de Cuiabá, que sempre foi polo comercial e histórico da Capital, hoje serve de alerta do que pode se espalhar para outras regiões se nada for feito. Não é só assistência social. É cidade, economia e dignidade O perfil da população em situação de rua mostra uma exclusão profunda: 91% são homens 82% são pessoas negras 58% não têm escolaridade ou possuem apenas o ensino fundamental incompleto Para Rúbia Cristina de Jesus, coordenadora do Movimento Nacional da População em Situação de Rua em Mato Grosso, o problema é estrutural: “Viver na rua hoje não é viver, é sobreviver.” Ela reforça que sem moradia não existe política pública eficaz: “A moradia é a porta de entrada. Sem endereço, a pessoa não consegue emprego, não acessa saúde, não consegue sair dessa situação.” Saúde, segurança e denúncias preocupam Relatos apontam dificuldades de acesso a postos de saúde, além de doenças graves e negligenciadas que avançam sem tratamento adequado. Há também denúncias de abordagens violentas, constrangimentos e expulsões forçadas de áreas públicas, o que apenas desloca o problema — não resolve. Segurança pública é necessária, mas sozinha não dá conta. Sem políticas de moradia, saúde mental, tratamento para dependência química e reinserção social, a situação tende a crescer e se agravar. O alerta está dado O Centro de Cuiabá mostra, de forma clara, que não dá para continuar como está. Ignorar o problema significa aceitar: Mais exclusão social Mais insegurança Mais prejuízo ao comércio Mais degradação urbana Este não é um debate ideológico. É uma urgência humana, econômica e urbana. Se nada for feito agora, o custo — social e financeiro — será ainda maior no futuro. O alerta está dado. Algo precisa ser feito, e com urgência. Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News
Qualificação profissional fortalece o turismo de pesca e amplia oportunidades em Cáceres
A rotina de quem vive da pesca esportiva em Cáceres ganhou novos elementos com a realização de uma capacitação voltada aos condutores da atividade, promovida pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), por meio da Adjunta de Turismo. A oficina, com carga horária de 30 horas, reuniu 40 inscritos entre homens e mulheres, integrando um conjunto de ações para estruturar o turismo de pesca esportiva em Mato Grosso. Pescador há cerca de dez anos, Pedro Mário soube do curso por meio de colegas de profissão e decidiu participar ao enxergar na qualificação uma oportunidade de aperfeiçoamento. Para ele, a formação contribui para atualizar práticas já vivenciadas no dia a dia. “A especialização veio para a gente aumentar o nosso conhecimento, para aprender mais um pouco. É para lapidar coisas que o grupo já sabe. E o professor passou informações muito boas que vão servir para atualizar o nosso serviço”, afirmou. Cáceres é um município com forte vocação para a pesca esportiva. A cidade abriga o Festival Internacional de Pesca Esportiva de Cáceres (FIPE), que, em 1992, entrou para o Guinness World Records como o maior festival de pesca embarcada motorizada em água doce do mundo, consolidando o município como um dos principais destinos da modalidade no país. Com 25 anos de experiência no turismo de pesca, Lúcio Mota, que também é pescador artesanal, conta que, ao longo da carreira, já atendeu turistas brasileiros e estrangeiros, incluindo visitantes dos Estados Unidos e da Alemanha. Segundo Lúcio, a pesca esportiva tem se mostrado uma alternativa mais segura do ponto de vista econômico. “Condutor é uma renda fixa, né? Você sabe quantos dias vai trabalhar e quanto vai receber, já a pesca não; a pesca é uma aventura, né? É mais incerta”, relatou. Tanto Lúcio quanto Pedro destacaram mudanças percebidas na atividade com a implementação da Lei do Transporte Zero, política adotada pelo Governo do Estado que proíbe o transporte de pescado, contribuindo para a recuperação da fauna pesqueira e para a manutenção dos rios mais preservados. A medida tem fortalecido a atratividade dos destinos e criado condições mais favoráveis para o turismo de pesca esportiva. A capacitação em Cáceres faz parte de um cronograma que prevê uma semana de aulas teóricas e práticas para condutores, com conteúdos como formação de roteiros turísticos, biologia, inglês básico, primeiros socorros, ecologia e geografia, entre outros temas voltados à profissionalização da atividade. As ações também já contemplaram gestores municipais, que receberam qualificação em Cuiabá nos dias 7 e 8 de janeiro. Para além da pesca Além da condução de turistas, o turismo de pesca envolve diferentes atividades e perfis profissionais. Artesã desde a infância, Lúcia Melo atua no setor turístico produzindo peças com sementes, folhas e peixes empalhados e vê na pesca esportiva uma cadeia ampla, que vai além do trabalho do condutor. Atualmente, ela também estuda pilotagem de drones para mapear áreas de pesca, com foco em conforto e segurança dos visitantes, verificando a presença de animais e possíveis riscos no local. “Há muitos profissionais envolvidos no turismo de pesca, e aqui a ideia é melhorar para poder atender melhor o nosso cliente, atender melhor o turista que chega à cidade. E é isso que eu quero: melhorar, aprender técnicas novas, aprender coisas novas”, destacou. As capacitações fazem parte de uma estratégia mais ampla da Sedec, que inclui o mapeamento da cadeia produtiva do turismo de pesca, a elaboração de um diagnóstico do setor e a execução técnica conduzida pela consultoria especializada Igarapesca. O trabalho prevê ainda a identificação das espécies de interesse turístico, a organização do calendário pesqueiro e a realização de reuniões técnicas com secretarias municipais para coleta e validação de dados. As capacitações seguem nos municípios de Barão de Melgaço, Santo Antônio de Leverger, Poconé, Cuiabá, Várzea Grande, Chapada dos Guimarães, Cocalinho, Canarana, Gaúcha do Norte, Querência, São Félix do Araguaia, Luciara, Novo Santo Antônio, Sinop e Alta Floresta, reforçando a estratégia de desenvolvimento sustentável do turismo de pesca esportiva em Mato Grosso.
Corpo de Bombeiros combate incêndio em depósito abandonado em Várzea Grande
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) atendeu a uma ocorrência de incêndio em um depósito abandonado, localizado na Avenida Manoel Henrique Pereira, em Várzea Grande. A equipe do 2º Batalhão de Bombeiros Militar (2º BBM) foi acionada por volta das 5h30 e se deslocou ao local indicado. Ao chegar, as equipes constataram o incêndio em fase de desenvolvimento no interior do depósito, com grande carga de material combustível e intensa produção de fumaça. Diante da situação, foi realizado o combate direto às chamas, com a montagem de linhas de ataque e o isolamento da área, a fim de evitar a propagação do fogo para imóveis adjacentes. A ocorrência contou com o apoio da concessionária Energisa, que realizou o desligamento preventivo da rede, garantindo maior segurança às equipes e à população. Durante a operação, foram utilizados cerca de 20 mil litros de água para o controle total do incêndio e a realização do rescaldo, que consiste na eliminação de possíveis focos remanescentes. Não houve registro de vítimas. Na ação, foram empregadas cinco viaturas e um efetivo de 17 bombeiros militares. A atuação rápida e coordenada das equipes evitou danos maiores, assegurando a preservação das áreas vizinhas.
Wellington Fagundes pede justiça e liberdade ao se unir a Nikolas na Caminhada pela Liberdade, em Brasília
Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News O senador Wellington Fagundes (PL-MT) participou neste domingo (25), na Praça do Cruzeiro, em Brasília, do ato que marcou a chegada da “Caminhada pela Liberdade”, mobilização nacional liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). A manifestação reuniu milhares de apoiadores após seis dias de caminhada e cerca de 240 quilômetros percorridos desde Paracatu (MG) até a capital federal. Mesmo sob chuva intensa, a multidão permaneceu concentrada no local até o encerramento, que contou com discursos, oração e cobranças políticas direcionadas ao Senado Federal, em um clima que misturou fé, indignação e esperança por mudanças. Wellington esteve acompanhado do senador Izalci Lucas (PL-DF) e de outros parlamentares. Em sua fala, destacou o simbolismo do ato e afirmou que a mobilização deixou de ser apenas um evento político para se tornar um grito coletivo que ecoa o sentimento das ruas. “Essa chuva vem para lavar a alma de todos os brasileiros. O que está acontecendo no Brasil está insustentável. Por isso estamos aqui junto com o Nikolas, ao lado do senador Izalci e de muitos parlamentares, para acordar o Brasil”, afirmou. Segundo o senador mato-grossense, o ato teve como foco central a defesa da liberdade e da justiça, refletindo uma insatisfação que, segundo ele, já não se restringe a grupos políticos, mas alcança grande parte da população. “Nós estamos aqui, sim, pela liberdade. Nós estamos aqui pela justiça. Nós acreditamos e pedimos muito para Deus entrar no coração das autoridades responsáveis. Não é possível tanta injustiça”, declarou. Críticas a decisões judiciais e defesa de Bolsonaro Durante o discurso, Wellington citou condenações relacionadas aos atos de 8 de Janeiro e criticou o que considera desproporcionalidade em algumas decisões judiciais, ressaltando que esse tipo de situação tem gerado revolta e sensação de injustiça entre os brasileiros. Ele também lamentou a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro, que enfrenta restrições com impacto direto no ambiente político e partidário. “Uma mulher que pichou uma estátua foi condenada a 14 anos de prisão. No outro dia lavaram com água e sabão e estava tudo perfeito. E aí estamos vendo ainda o presidente Bolsonaro, que não tem nenhuma denúncia de corrupção no governo dele e está sem liberdade. Ele não pode nem falar ao telefone com as pessoas, inclusive com o presidente do próprio partido, Valdemar Costa Neto, em pleno ano eleitoral”, afirmou. De acordo com Wellington, há audiência marcada com a Procuradoria-Geral da República para tratar do tema. “Não é possível que o maior partido do Brasil não possa conversar com sua maior liderança”, completou. O senador recordou ainda que algumas lideranças não puderam acompanhar o ato presencialmente e citou o pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, que está em viagem a Israel participando de um período de vigília e oração. “O próprio Flávio Bolsonaro não pode estar aqui hoje. Ele está em Israel, em vigília e em oração. E nós estamos aqui também em nome dele”, afirmou. Cobrança por CPIs e investigações Ao final do ato, Nikolas Ferreira definiu a caminhada como uma mobilização pacífica, realizou uma oração e pediu pelo fim da corrupção e do crime organizado. O deputado cobrou diretamente do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a instalação da CPMI do Banco Master. Wellington Fagundes reforçou que, com a retomada dos trabalhos do Congresso, é necessário avançar nas investigações parlamentares sobre fraudes e desvios bilionários, citando inclusive o crescimento do escândalo no INSS. “O escândalo do INSS cresce a cada dia. Bilhões e bilhões. Precisamos ampliar essa CPMI e também instalar a CPMI do Banco Master. Muita gente injustamente presa e muita gente que desviou bilhões ainda está solta”, declarou. Para o senador Wellington Fagundes, o que foi pedido nas ruas reflete o sentimento da maioria dos brasileiros, que cobram justiça, equilíbrio e respostas das instituições. União política e eleições de 2026 Ao encerrar, o senador destacou que o movimento também sinaliza a necessidade de união no campo conservador, mirando o próximo ciclo eleitoral. “Agora é o ano da eleição. É o ano em que o eleitor será soberano. Vamos nos juntar”, concluiu.
Aumento para professores: mais salário no papel, mais imposto na prática
Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou reajustes salariais para professores. O discurso é de valorização da educação. Mas, na prática, o que parecia aumento pode virar frustração no contracheque. E a conta é simples — vamos mostrar sem enrolação. 📈 O aumento veio… Sim, o salário bruto subiu. Em muitos casos, professores que ganhavam perto de R$ 5 mil passaram desse valor após o reajuste. Até aí, tudo bem. 💸 …mas o imposto veio junto Ao ultrapassar a faixa de isenção do Imposto de Renda, o professor passa a ter desconto mensal. Ou seja: ➡️ antes não pagava IR ➡️ agora paga 🧮 Exemplo fácil de entender 👉 Antes do reajuste Salário bruto: R$ 4.900 Imposto de Renda: R$ 0 Salário líquido: R$ 4.900 👉 Depois do reajuste Salário bruto: R$ 5.200 Desconto de IR (exemplo): R$ 200 Salário líquido: R$ 5.000 📌 Resumo: O governo anuncia aumento de R$ 300, mas o professor vê apenas R$ 100 — ou quase nada — no bolso. Em alguns casos, o líquido praticamente não muda. Em outros, pode até cair, dependendo dos descontos. ❗ Onde está o problema? O governo aumenta o salário, mas não corrige a tabela do Imposto de Renda na mesma proporção. Resultado: Mais gente sai da isenção Mais gente começa a pagar imposto Mais arrecadação para o governo 🤔 A pergunta que fica O governo quis realmente ajudar o professor ou aproveitou o reajuste para arrecadar mais? Porque, na vida real, o que importa não é o salário no discurso, 👉 é o dinheiro que sobra no fim do mês. 📢 A verdade nua e crua ✔️ O aumento existe ❌ O ganho real é discutível 💰 Quem comemora mesmo é o caixa do governo Quem achou que iria ganhar mais, pode ter ganhado menos do que esperava. E você, professor, sentiu aumento de verdade ou só mudou de faixa para pagar imposto?
Atualizados preços médios dos combustíveis a partir de 1º de fevereiro; confira
Os novos valores constam em publicação no Diário Oficial da União desta sexta-feira (23) O Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária) atualizou os preços médios de referência dos combustíveis que servem de base para o cálculo do ICMS. Os novos valores constam em publicação no DOU (Diário Oficial da União) e passam a valer a partir de 1º de fevereiro, em todos os estados e no Distrito Federal. Etanol em posto de combustível de Campo Grande (Foto: Renata Fontoura) Os valores correspondem ao PMPF (Preço Médio Ponderado ao Consumidor Final), uma média dos preços praticados no mercado, utilizada exclusivamente para fins tributários. Eles não representam preço tabelado, nem obrigam os postos a venderem por esses valores. De acordo com a tabela divulgada pelo Confaz, os preços variam conforme o tipo de combustível e a unidade da federação. No caso da gasolina comum (QAV), os valores de referência vão de R$ 2,4456 no Rio de Janeiro a R$ 6,9930 em Roraima. Estados como Mato Grosso (R$ 6,4170), Tocantins (R$ 6,4500) e Piauí (R$ 5,6800) também apresentam valores elevados. Para o etanol hidratado (AEHC), os preços médios variam entre R$ 4,2920 no Mato Grosso do Sul e R$ 5,7900 no Amapá. Em estados como São Paulo, o valor de referência foi fixado em R$ 4,3200, enquanto em Minas Gerais ficou em R$ 4,6965. No caso do GNV, os PMPFs oscilam de R$ 3,1594 no Amazonas a R$ 6,7800 no Distrito Federal. Já o GNI, que aparece em menos estados, teve destaque no Mato Grosso, com valor de R$ 3,6700.O óleo combustível aparece na tabela apenas para alguns estados. Na Paraíba, por exemplo, o PMPF foi fixado em R$ 4,9389, tanto por litro quanto por quilo. Em Rondônia, o valor por litro é de R$ 4,0864. Para MS, os preços atualizados são: Gasolina A (QAV): R$ 4,4294 por litro Etanol hidratado (AEHC): R$ 4,2920 por litro GNV (Gás Natural Veicular): R$ 4,5111 por metro cúbico O que muda? A atualização dos PMPFs é feita com base em informações enviadas pelos próprios estados e ocorre periodicamente para manter a base de cálculo do ICMS alinhada aos preços do mercado. Embora a medida não determine o valor cobrado nas bombas, ela pode influenciar a arrecadação dos estados e, indiretamente, a carga tributária sobre os combustíveis. A lista completa com todos os valores por estado e tipo de combustível pode ser acessado AQUI. Fonte: Primeira Pagina
Mato Grosso entra no modo eleição: bastidores, forças em campo e quem larga na frente na disputa ao governo
Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News Com as eleições para o Governo de Mato Grosso marcadas para 5 de outubro deste ano, o cenário político estadual deixou definitivamente o campo das especulações e entrou na fase mais sensível do jogo: quem tem projeto, quem tem estrutura e quem tem tempo. Nos bastidores, prefeitos, vereadores, deputados e lideranças partidárias já fazem contas, medem riscos e avaliam um fator decisivo: quem chega competitivo no início da campanha tende a impor o ritmo da disputa. Hoje, quatro nomes ocupam o centro do tabuleiro — mas em estágios bem diferentes de maturação política. Wellington Fagundes (PL): o único com candidatura consolidada até agora O senador Wellington Fagundes, do PL, é, neste momento, o único pré-candidato com candidatura claramente definida. Foi o primeiro a se colocar no jogo, tem discurso afinado, agenda intensa pelo interior e aval explícito da direção nacional do partido. Além do apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro, Wellington também foi citado publicamente pelo senador Flávio Bolsonaro como o nome do PL para o governo de Mato Grosso, com compromisso de apoio político. Outro ponto observado pelos analistas é a força municipal do PL. Na última eleição, o partido venceu em cidades estratégicas como Cuiabá, Rondonópolis, Várzea Grande e Sinop, além de dezenas de outros municípios. Em uma eleição estadual, essa capilaridade pesa — e muito. Nas pesquisas já divulgadas, Wellington aparece na liderança, o que reforça a percepção de que ele larga na frente em um calendário curto e competitivo. Jayme Campos (União Brasil): força eleitoral, mas decisão ainda em aberto O senador Jayme Campos, do União Brasil, segue como um nome forte e com alto recall eleitoral. Em declarações recentes, afirmou que “só Deus o tira da disputa”, sinalizando disposição para concorrer. Na prática, porém, Jayme mantém uma postura estratégica: observa pesquisas, avalia alianças e mede o cenário antes de uma decisão definitiva. Seu capital político é inegável, mas o tempo para definição começa a se tornar um fator relevante. Otaviano Pivetta (Republicanos): candidatura do grupo governista sob avaliação interna Vice-governador e nome apontado como sucessor natural do governador Mauro Mendes, Otaviano Pivetta, do Republicanos, já colocou equipe nas ruas e intensificou investimentos em comunicação digital, buscando ampliar visibilidade e presença política no estado. Nos bastidores, porém, avaliações mais críticas circulam entre prefeitos, deputados e vereadores, que demonstram cautela em relação à viabilidade da candidatura. Parte dessas lideranças aponta dificuldades de penetração política em algumas regiões e questiona a capacidade de Pivetta de construir um projeto próprio, sem depender diretamente do capital político do atual governador. Há, inclusive, quem avalie que o vice-governador ainda atua sob o “guarda-chuva” de Mauro Mendes, o que gera preocupação dentro do grupo governista. O receio expresso por essas lideranças não se limita apenas ao risco de derrota eleitoral, mas à possibilidade de perda do comando político do Estado, caso a sucessão não se consolide de forma competitiva. Esse cenário acende um sinal de alerta no grupo, que acompanha atentamente pesquisas, reações regionais e a capacidade de articulação do vice-governador antes de uma definição definitiva sobre a estratégia de sucessão. Natascha Slhessarenko (PSD): tentativa de viabilização ainda em construção Pelo PSD, a deputada Natascha Slhessarenko busca consolidar sua pré-candidatura. O principal desafio, neste momento, é o alinhamento interno da federação partidária, especialmente com o ministro Carlos Fávaro. Sem alianças definidas e com estratégia ainda em construção, sua candidatura segue em fase embrionária, aguardando definições nacionais e estaduais. O peso das chapas e o novo comportamento do eleitor Mais do que nomes, a eleição de 2026 em Mato Grosso será decidida pela força das chapas, pela capacidade de construir alianças regionais e pelo discurso que dialogue com um eleitor mais atento e crítico. O eleitor acompanha quem se antecipa, quem tem coerência e quem apresenta projeto. Em um cenário fragmentado, tempo, organização e base municipal podem ser o diferencial entre chegar forte ou correr atrás. O jogo está aberto — mas, neste momento, nem todos jogam no mesmo ritmo.
Aval do TCU destrava duplicação da BR-163 e coroa atuação de Wellington Fagundes em conquista histórica para Mato Grosso
Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News A decisão do Tribunal de Contas da União (TCU), que aprovou o acordo de repactuação da concessão da BR-163 nos trechos de Mato Grosso e Pará, representa um divisor de águas para a infraestrutura do estado. Segundo o senador Wellington Fagundes, o aval autoriza um novo contrato capaz de viabilizar a duplicação de 245,8 quilômetros da rodovia em Mato Grosso, além de um pacote de investimentos estimado em R$ 10,6 bilhões. Na prática, a decisão destrava definitivamente as obras de duplicação no Nortão, região estratégica para o escoamento da produção e historicamente marcada por gargalos logísticos e altos índices de acidentes. Vitória histórica e impacto humanitário Para Wellington Fagundes, a aprovação do TCU vai além da infraestrutura e representa uma vitória humanitária. “A BR-163 é estratégica para o Brasil e essencial para Mato Grosso. Essa decisão corrige um modelo que se mostrou inviável e abre caminho para uma rodovia mais segura, moderna e compatível com o crescimento do nosso agronegócio”, afirmou o senador. A rodovia é considerada uma das mais importantes do país, conectando regiões produtoras aos portos do Arco Norte e sustentando parte significativa da economia nacional. Atuação direta e permanente em Brasília Presidente da Frente Parlamentar Mista de Logística e Infraestrutura (FRENLOGI), Wellington Fagundes teve papel central na articulação política e técnica que culminou na decisão do TCU. Ao longo do último ano, o senador intensificou a agenda institucional em Brasília, com: Reuniões no TCU Audiências públicas Encontros técnicos Articulações com o Ministério dos Transportes, ANTT e DNIT Diálogo com o setor produtivo, concessionárias e lideranças regionais O objetivo era encontrar uma solução definitiva para a BR-163, especialmente diante da não concretização da Ferrogrão, projeto que inicialmente era visto como alternativa logística. Trabalho de longo prazo e avanços concretos O resultado agora anunciado é fruto de um trabalho construído ao longo de anos, conduzido por Wellington Fagundes em conjunto com a bancada federal de Mato Grosso, órgãos de controle e entidades do setor de infraestrutura. Entre os principais marcos dessa trajetória estão: Elaboração do projeto de duplicação entre Rondonópolis e Cuiabá, iniciada em março de 2006; Avanço das obras entre Rondonópolis e a divisa com Mato Grosso do Sul; Obras em andamento no trecho entre Cuiabá e Sinop; Análise, no TCU, da autorização para duplicação entre Sinop e Guarantã do Norte, considerada uma das etapas mais aguardadas. Pressão institucional e urgência reconhecida Em julho do ano passado, Wellington esteve pessoalmente no TCU em reuniões com os ministros Augusto Nardes e Antônio Anastasia, cobrando celeridade na análise da repactuação do contrato da Via Brasil no trecho entre Sinop e Guarantã do Norte. Na ocasião, o senador foi enfático ao classificar a duplicação como uma urgência humanitária: “Cada quilômetro duplicado representa uma vida preservada. O que está em jogo é a segurança de quem produz, de quem trabalha e de quem move o Brasil.” Construção de consenso no TCU A articulação envolveu ainda o Painel de Referência da Comissão de Solução Consensual da Via Brasil, promovido pelo próprio TCU, que reuniu: Órgãos de controle Representantes do governo federal Prefeitos do Norte de Mato Grosso Parlamentares e lideranças regionais O consenso foi claro: a duplicação da BR-163 é inadiável. Novo contrato e próximos passos O novo modelo aprovado pelo TCU prevê: Duplicação em trechos estratégicos de Mato Grosso; Implantação de faixas adicionais no Pará; Melhorias nos acessos aos portos do Arco Norte; Execução de obras já no período de transição, antes mesmo do leilão da concessão. Segundo Wellington Fagundes, o contrato anterior se tornou ultrapassado diante do crescimento do tráfego pesado. “Sempre defendemos uma repactuação responsável, com investimentos reais, fiscalização rigorosa e foco absoluto na segurança dos usuários”, destacou. Reconhecimento ao TCU O senador fez questão de reconhecer o papel institucional do Tribunal de Contas da União na construção da solução. “Quero registrar meu agradecimento ao presidente do TCU, ministro Bruno Dantas, ao ministro Antônio Anastasia e, de forma muito especial, ao ministro Augusto Nardes, que teve papel fundamental tanto na Nova Rota do Oeste quanto agora no novo contrato da Via Brasil. Houve sensibilidade, responsabilidade e compromisso com o país.” Ganho para o Brasil e para Mato Grosso Para Wellington Fagundes, a decisão demonstra maturidade institucional e foco no interesse público. “É uma vitória da articulação, do diálogo e da responsabilidade com a infraestrutura nacional. Mato Grosso e o Brasil ganham em competitividade, logística e, principalmente, em vidas preservadas”, concluiu.
Tempestade de inverno histórica se aproxima dos EUA e leva Nova York a decretar estado de emergência
Uma tempestade de inverno de grandes proporções avança sobre os Estados Unidos e já provoca medidas emergenciais em diversos estados. Nova York, Geórgia e Mississippi decretaram estado de emergência nesta sexta-feira (23), diante do risco elevado de nevascas intensas, gelo, ventos fortes e temperaturas extremas. De acordo com o Serviço Nacional de Meteorologia, o fenômeno climático pode atingir mais de 170 milhões de pessoas, o equivalente a cerca de metade da população norte-americana, nos próximos dias. Situação já é crítica em Nova York Em várias regiões do estado de Nova York, a neve já cai com intensidade, especialmente em áreas do norte, como Fort Drum. Autoridades alertam para rápida piora das condições de tráfego, risco de acidentes e interrupções nos serviços essenciais. A decretação de estado de emergência permite que os governos estaduais mobilizem recursos adicionais, reforcem equipes de resposta e, se necessário, solicitem apoio federal. Impacto imediato no transporte e nas escolas Os efeitos da tempestade já são sentidos em todo o país. Segundo dados do site FlightAware, mais de 800 voos foram cancelados ou sofreram atrasos apenas nesta sexta-feira. Diversos sistemas de ensino anunciaram a suspensão de aulas e atividades escolares, como medida preventiva diante do risco de estradas cobertas por neve e gelo. Risco elevado e alertas severos Em comunicado oficial, o Serviço Nacional de Meteorologia alertou: “As condições de viagem ficarão cada vez mais perigosas a partir do final da tarde desta sexta-feira e devem persistir ao longo de todo o fim de semana.” Meteorologistas afirmam que os danos causados pelo gelo, especialmente em áreas com acúmulo significativo, podem ser comparáveis aos impactos de um furacão, com possibilidade de: Quedas de árvores Interrupções no fornecimento de energia Isolamento de comunidades Danos à infraestrutura Frio extremo pode bater recordes Além da neve, o frio intenso preocupa as autoridades. A sensação térmica pode chegar a –46°C em estados do norte, como Minnesota e Dakota do Norte, aumentando o risco de hipotermia e outros problemas de saúde. Monitoramento contínuo As autoridades reforçam o pedido para que a população: Evite deslocamentos desnecessários Acompanhe alertas oficiais Mantenha estoques básicos em casa Redobre os cuidados com idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade A expectativa é de que o sistema climático avance pelos próximos dias, mantendo alerta máximo em boa parte do território norte-americano. Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News