Ação coordenada em 19 estados cumpre mais de 270 ordens judiciais e determina bloqueio de patrimônio superior a R$ 508 milhões Dois suspeitos de integrar uma organização criminosa foram presos temporariamente nesta quarta-feira (16.09), em Diamantino, a 208 quilômetros de Cuiabá, durante a Operação Palladium. A ação, realizada em Mato Grosso, também cumpre três mandados de busca e apreensão no município e integra uma mobilização nacional de combate ao crime organizado, deflagrada simultaneamente em 19 estados brasileiros. Em todo o país, as forças de segurança cumprem 173 mandados de busca e apreensão e 106 ordens de prisão. A Justiça também autorizou medidas de caráter patrimonial e investigativo, incluindo bloqueio, sequestro e restrição de bens e valores que, somados, ultrapassam R$ 508 milhões. O patrimônio atingido pelas medidas inclui imóveis, veículos, recursos financeiros e outros bens que, segundo as investigações, possuem relação com as organizações criminosas investigadas. A ofensiva nacional busca atingir estruturas envolvidas em crimes como tráfico de drogas e armas, lavagem de dinheiro e atuação de grupos criminosos violentos. Em Mato Grosso, a operação foi denominada Palladium e tem como foco uma organização criminosa com atuação em Diamantino. Além das duas prisões temporárias, equipes de segurança cumprem três mandados de busca e apreensão para reunir novos elementos que possam contribuir para o avanço das investigações. A Operação Força Integrada IV é coordenada pelas Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs), que reúnem diferentes instituições de segurança pública e penitenciária em ações conjuntas contra organizações criminosas. A ofensiva conta com a participação da Polícia Federal, Polícias Civis e Militares, Polícias Penais, Guardas Municipais, Polícia Rodoviária Federal, Secretaria Nacional de Políticas Penais e Secretarias Estaduais de Segurança Pública. As instituições atuam de forma integrada, compartilhando informações de inteligência e coordenando as ações operacionais, sem relação de hierarquia entre os órgãos participantes.
Cármen Lúcia pede desculpas ao povo brasileiro após tensão no STF durante sessão sobre Banco Master
Ministra reconhece que comportamento dos integrantes da Corte provocou insegurança e afirma estar constrangida com a exposição do Supremo durante o período eleitoral A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu desculpas ao povo brasileiro nesta terça-feira (15.09) após a sessão da Corte ser marcada por um clima de tensão durante as discussões relacionadas aos desdobramentos do caso Banco Master. Durante sua manifestação, a ministra afirmou que o Poder Judiciário deve transmitir segurança e tranquilidade à sociedade, mas reconheceu que a postura adotada pelos integrantes do Supremo acabou provocando o efeito contrário. Segundo Cármen Lúcia, a situação gerou um ambiente de intranquilidade justamente em um momento de grande atenção pública sobre a atuação da Corte. A ministra também declarou estar constrangida com o fato de o STF ter assumido o centro das atenções do país em meio ao período eleitoral. Para ela, a exposição provocada pelos acontecimentos recentes não contribui para a imagem de serenidade que, em sua avaliação, deve orientar a atuação do Judiciário. A declaração ocorreu durante uma sessão que tratou de questões relacionadas ao caso Banco Master, que tem gerado repercussão nacional e colocado diferentes instituições públicas sob escrutínio. Cármen Lúcia defendeu que o Supremo mantenha uma postura compatível com a responsabilidade institucional da Corte e com a necessidade de preservar a confiança da população nas instituições.
Renúncia de Chico Curvo mexe na chapa do PSD e altera estratégia por vagas na Câmara
A chapa do PSD para deputado federal em Mato Grosso sofreu uma mudança durante a campanha eleitoral com a renúncia do ex-presidente da Câmara de Várzea Grande, Benedito Francisco Curvo, o Chico Curvo. O pedido de desistência foi homologado pela Justiça Eleitoral, retirando o candidato da disputa. Os motivos da renúncia não foram informados no pedido. A saída modifica a composição do partido em uma das principais bases eleitorais do Estado. Chico Curvo tinha trajetória política em Várzea Grande e já havia disputado eleições para vereador e deputado federal em diferentes ocasiões, além de ter exercido a presidência do Legislativo municipal. Na disputa proporcional, a retirada de um candidato também interfere na composição de votos da legenda, já que as cadeiras são distribuídas considerando o desempenho eleitoral dos partidos ou federações e os critérios definidos pela legislação. Com a saída de Curvo, o PSD passa a concentrar sua estratégia nos demais candidatos da chapa, entre eles Emanuelzinho e Irajá Lacerda. A mudança ocorre após o registro de Chico Curvo ter sido deferido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso. Em agosto, o Ministério Público Eleitoral havia questionado inicialmente a candidatura, mas posteriormente se manifestou pelo deferimento, e o TRE-MT autorizou a participação do candidato na eleição. Agora, com a renúncia, o PSD segue na corrida pela Câmara dos Deputados com uma composição diferente da registrada inicialmente. A saída de Curvo reduz o número de nomes da legenda na disputa e redistribui entre os demais candidatos a busca pelos votos necessários para o desempenho partidário nas eleições proporcionais.
Arena Pantanal ganha novo espaço de lazer para crianças, adultos e idosos
Estrutura recebeu investimento de R$ 690 mil e reúne playground, academias, mesas esportivas e área de convivência para toda a família A Arena Pantanal, em Cuiabá, está prestes a ganhar um novo espaço de lazer, esporte e convivência destinado a diferentes gerações. A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb), está concluindo nesta semana a instalação da estrutura, que recebeu investimento de R$ 690 mil e foi planejada para ampliar as opções de permanência e atividades no complexo. O novo espaço é resultado de uma parceria com o Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), com acompanhamento da secretária adjunta de Cidades, Rafaela Damiani. A estrutura reúne equipamentos para crianças, adultos e idosos, criando um ambiente integrado de lazer e convivência familiar. Entre os equipamentos instalados estão um playground infantil, uma academia voltada ao público da terceira idade, área para prática de calistenia, três mesas de fute-mesa, três mesas de pingue-pongue e nove mesas destinadas a piqueniques. O playground foi desenvolvido especialmente para a Arena Pantanal e segue o conceito “Fauna do Parquinho”, com elementos inspirados em animais da fauna regional. A proposta busca valorizar as características locais e dar ao espaço uma identidade relacionada à biodiversidade mato-grossense. A escolha dos equipamentos também levou em consideração as diferentes faixas etárias que utilizam os espaços públicos. Enquanto o playground atende às crianças, a academia da terceira idade foi pensada para o público idoso e a área de calistenia para adultos. Já as mesas esportivas e de piquenique ampliam as alternativas de atividades e favorecem a convivência entre familiares e amigos. Segundo o diretor-geral da Limpurb, Felipe Wellaton, a proposta é oferecer um espaço capaz de atender toda a família, com equipamentos preparados para o uso frequente característico de áreas públicas. “É um espaço pensado para toda a família, desde as crianças até os idosos. A ideia é justamente proporcionar um ambiente de lazer, esporte e convivência para diferentes gerações. Além disso, estamos utilizando equipamentos mais robustos, feitos para suportar o uso intenso dos espaços públicos e garantir maior durabilidade”, destacou. A resistência também é um dos diferenciais da nova estrutura. Os equipamentos são confeccionados em inox e aço galvanizado, materiais escolhidos pela robustez e maior durabilidade, especialmente diante da utilização contínua em espaços de uso coletivo. A implantação integra as ações do município voltadas à ampliação e qualificação das áreas públicas de lazer. Em junho, a Prefeitura entregou o primeiro playground do projeto “Brincar com Raízes”, instalado na Orla do Porto, em uma área integrada ao complexo do Museu do Rio e do Aquário Municipal. O equipamento recebeu investimento de R$ 544.733,66, proveniente do Banco de Projetos e Entidades (BAPRE), do Ministério Público do Estado de Mato Grosso. O playground foi estruturado para oferecer um ambiente seguro às crianças, com piso emborrachado produzido a partir de borracha reciclada EPDM, material com capacidade de absorção de impactos. Com a conclusão da instalação na Arena Pantanal, Cuiabá passa a contar com mais uma área estruturada para atividades esportivas, recreativas e de convivência, reunindo em um único espaço opções de lazer para crianças, adultos, idosos e famílias.
Grupo é alvo de operação por extorsão com ameaça de divulgação de conteúdo íntimo
Investigação aponta que criminosos abordavam vítimas em plataforma de relacionamento e exigiam dinheiro para não expor imagens e vídeos pessoais A Polícia Civil de Mato Grosso participa, nesta quarta-feira (16.9), da Operação Arcanum, coordenada pela Polícia Civil do Distrito Federal, para desarticular um grupo investigado por praticar extorsões de forma reiterada, utilizando ameaças de divulgação de fotos e vídeos íntimos das vítimas. Em Mato Grosso, as ações são conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), com o cumprimento de três mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão nos municípios de Tangará da Serra, Barra do Bugres e Cáceres. As diligências contam com apoio das delegacias locais. Também é cumprido um mandado de busca e apreensão em Santa Catarina, com participação da Polícia Civil daquele Estado. De acordo com as investigações, os suspeitos utilizavam uma plataforma de relacionamento destinada a casais liberais para estabelecer contato com possíveis vítimas. Após a aproximação, os criminosos passavam a exigir dinheiro sob a ameaça de compartilhar conteúdos íntimos com familiares, amigos, colegas de trabalho e outras pessoas do círculo social das vítimas. As investigações começaram após registros de ocorrências no Distrito Federal. A partir dos relatos e da análise de informações digitais e financeiras, a Polícia Civil identificou indícios de que os casos faziam parte de uma atuação organizada e não se tratavam de episódios isolados. O trabalho de inteligência também permitiu localizar outras possíveis vítimas em diferentes estados brasileiros, que teriam sido submetidas a um padrão semelhante de abordagem, intimidação, cobrança de valores e ameaça de exposição de material íntimo. Segundo a investigação, o grupo utilizava contas bancárias digitais e intermediários para movimentar os valores obtidos com as extorsões. A estratégia, conforme os investigadores, dificultava o rastreamento do dinheiro e a identificação de todos os envolvidos. Os elementos reunidos durante a apuração indicaram ainda que a atividade criminosa permanecia em andamento, o que levou à adoção das medidas judiciais para interromper as ações e impedir novas vítimas. Os equipamentos eletrônicos e demais materiais apreendidos durante a operação serão submetidos à análise técnica, podendo contribuir para a identificação de novos envolvidos, vítimas e outros crimes relacionados à atuação do grupo. Os investigados são apurados pelos crimes de extorsão, associação criminosa e divulgação ou transmissão de cena de nudez ou conteúdo íntimo sem consentimento. As penas máximas previstas para esses crimes, somadas, podem chegar a 18 anos de reclusão, sem considerar eventuais outras infrações que possam ser identificadas no decorrer da investigação. A Operação Arcanum recebeu esse nome em referência ao caráter oculto da atuação investigada e ao uso do medo da exposição da intimidade como instrumento para pressionar as vítimas a realizar pagamentos.
Cuiabá recebe Campeonato Brasileiro Pré-Infantil de Ginástica Artística com atletas de 24 clubes
Competição reúne ginastas de 10 e 11 anos de diferentes regiões do país e terá treinamento aberto nesta quarta-feira (16), no Ginásio Aecim Tocantins Cuiabá será palco, a partir desta quarta-feira (16), de uma das principais competições nacionais da base da ginástica artística. O Campeonato Brasileiro Pré-Infantil 2026, promovido pela Confederação Brasileira de Ginástica (CBG), reúne atletas de 10 e 11 anos representantes de 24 clubes de diferentes regiões do país, no Ginásio Aecim Tocantins. A programação de abertura começa às 14h, com um treinamento aberto ao público conduzido pela treinadora da Seleção Brasileira de Ginástica Artística, Adriana Alves. A atividade contará com a participação de crianças de Juína, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e do Centro de Treinamento de Ginástica Artística (CTGA), de Cuiabá. Além de proporcionar contato com atletas e profissionais de destaque da modalidade, o treinamento representa uma oportunidade de incentivo à formação de novos talentos da ginástica em Mato Grosso. As competições oficiais serão realizadas entre sexta-feira (18) e domingo (20), quando os jovens ginastas entram em ação nas diferentes provas da modalidade. No masculino, serão disputadas as provas de solo, cavalo com alças, salto, barras paralelas e barra fixa. Já no feminino, a programação inclui salto, barras assimétricas, trave e solo. A realização do campeonato em Cuiabá coloca Mato Grosso no circuito nacional da ginástica artística e amplia a visibilidade da modalidade entre crianças e adolescentes, contribuindo para o desenvolvimento esportivo e a descoberta de novos talentos.
Max reúne mais de 2 mil pessoas e fortalece campanha em Barra do Garças
Mais de 2 mil pessoas participaram da grande reunião de campanha do deputado estadual Max Russi (Podemos), em Barra do Garças (510 km de Cuiabá). O encontro, que aconteceu na noite de segunda-feira (14), contou com a presença de lideranças políticas, apoiadores e moradores da região, momento em que o parlamentar destacou ações já realizadas e reforçou o compromisso de ampliar o trabalho no município e nas demais cidades do Araguaia. “Podem ter certeza que nós vamos trabalhar muito por todo o Araguaia, por Barra do Garças. Não foi só nos últimos quatro anos que eu trabalhei por essa cidade, mas ao longo de todos os meus mandatos”, afirmou Max. O prefeito de Barra do Garças, Dr. Adilson (União), destacou a parceria mantida com o parlamentar. “Fiz questão de estar aqui com muito carinho e muito respeito. Por gratidão a tudo que Max faz por Barra do Garças e por respeito, eu não poderia deixar de estar presente para te desejar muito sucesso. Eu tenho certeza que vocês vão retribuir tudo que ele tem feito por Barra do Garças”. Também presente, o prefeito de Ribeirãozinho (543 km de Cuiabá), Danilo Domingos (Podemos), ressaltou a atuação de Max nos municípios do estado. “Não importa o tamanho do seu município, pode ter certeza que tem trabalho prestado do Max lá. Um homem que está preocupado com as pessoas mais vulneráveis”, elogiou. O vereador de Barra do Garças, Ronair Nunes (União) reforçou o perfil municipalista do deputado e a relação construída com a região. “Esse homem tem história, trabalho e compromisso com o Araguaia e Barra do Garças. Max não chegou aqui por acaso, foi através de muito diálogo, por isso, peço a vocês o voto de confiança. Em quatro de outubro é 20000.” Durante o encontro, Max anunciou ainda uma novidade em comemoração aos 78 anos de emancipação política de Barra do Garças, celebrados nesta terça-feira (15). Após articulação com o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Cezar Pereira Rangel, o parlamentar confirmou a reabertura das unidades do Sesi e Senai no município, fechadas desde 2021, durante a pandemia. A previsão é que as atividades sejam retomadas em fevereiro do próximo ano. “Precisamos qualificar nossos jovens. Pessoas capacitadas atraem mais indústrias e, consequentemente, progresso para a cidade. Isso e muito mais é o que Barra do Garças merece. Todas as vezes que os vereadores e o prefeito estiveram no meu gabinete, receberam as portas escancaradas e a minha disposição para ajudar. O que for prioridade para Barra do Garças será prioridade para o deputado Max”, completou. Entre os recursos e articulações do deputado no município estão ações no custeio da saúde, entrega de ambulância e apoio à reforma emergencial do Hospital Municipal para adaptação ao curso de Medicina. Max também viabilizou investimentos em microrrevestimento de diversas ruas, construção de 50 casas populares e o fortalecimento do setor produtivo, com a entrega de maquinários.
Justiça determina que Estado e município forneçam canabidiol a criança autista de 6 anos
Decisão atende ação da Defensoria Pública e estabelece prazo de 15 dias úteis para entrega do medicamento, considerado essencial para o tratamento da criança A Justiça determinou que o Estado de Mato Grosso e o Município de Primavera do Leste, a 234 quilômetros de Cuiabá, forneçam canabidiol a uma criança de seis anos diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A decisão, proferida na última sexta-feira (11), atende a um pedido da Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPEMT) e estabelece prazo de 15 dias úteis para o cumprimento da medida. A ação foi ajuizada após a mãe da criança procurar a Defensoria Pública diante da dificuldade de arcar com os custos do tratamento. Com renda familiar de aproximadamente R$ 2 mil, ela relatou que cada frasco do medicamento custa mais de R$ 800 e não é suficiente para um mês de tratamento, o que comprometeria as despesas básicas da família. Segundo os documentos apresentados à Justiça, a criança já havia sido submetida ao tratamento convencional disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo o uso de Risperidona. No entanto, conforme os laudos médicos anexados ao processo, a evolução clínica e a melhora comportamental mais significativa ocorreram após a introdução do óleo de cannabis, na concentração de 20 mg/ml. A Defensoria Pública iniciou as tentativas de obter o medicamento pela via administrativa ainda em novembro de 2025, quando encaminhou solicitações às secretarias de Saúde do Estado e de Primavera do Leste. Diante da falta de solução, a instituição ingressou com ação judicial e solicitou uma tutela de urgência para garantir o tratamento. Inicialmente, o pedido foi negado com base em manifestação do Núcleo de Apoio Técnico (Nat-Jus), que apontou questões relacionadas ao registro do medicamento na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e à necessidade de comprovação do esgotamento das alternativas terapêuticas oferecidas pelo SUS. Durante o andamento do processo, porém, a Defensoria apresentou documentação médica que demonstrou a utilização prévia de tratamento convencional e a resposta positiva da criança ao canabidiol. Os relatórios também apontaram que a interrupção do medicamento poderia provocar agravamento significativo do quadro clínico e comprometer o desenvolvimento do paciente. Na análise do mérito, o juiz Fabrício Sávio da Veiga Carlota reconheceu o direito da criança ao tratamento e responsabilizou solidariamente o Estado e o município pelo fornecimento do medicamento. A determinação deverá ser cumprida no prazo de 15 dias úteis. A decisão prevê ainda que a continuidade do tratamento dependerá da apresentação, a cada seis meses, de receita médica atualizada pela mãe junto ao órgão responsável pelo fornecimento. O magistrado também estabeleceu que eventual descumprimento injustificado da ordem poderá resultar na adoção de medidas coercitivas, inclusive o bloqueio de recursos públicos para viabilizar a aquisição do medicamento na rede privada.
Operação Circuito Fechado identifica fraude em energia e conduz nove pessoas em Várzea Grande
Fiscalização conjunta da Polícia Civil, Energisa e Politec encontrou ligações clandestinas e adulterações em medidores, com prejuízo estimado em mais de R$ 600 mil A Polícia Civil deflagrou, nesta terça-feira (15), em Várzea Grande, a Operação Circuito Fechado, voltada à fiscalização de estabelecimentos comerciais suspeitos de envolvimento em fraudes no consumo de energia elétrica. A ação é realizada de forma integrada pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Várzea Grande (Derf-VG), Energisa e Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). As equipes percorreram bares, boates, motéis, empresas de reciclagem, serralherias e outros pontos comerciais, onde foram realizadas inspeções nas instalações elétricas e nos equipamentos de medição. Durante os trabalhos, foram constatadas situações compatíveis com furto de energia mediante fraude, incluindo ligações clandestinas conectadas diretamente à rede e modificações nos medidores para reduzir a quantidade de energia registrada. Ao todo, nove pessoas foram conduzidas à Derf-VG para os procedimentos previstos. Conforme o levantamento realizado durante a operação, as irregularidades encontradas representam um prejuízo estimado superior a R$ 600 mil à concessionária de energia. Mais de 40 profissionais participaram da força-tarefa, entre policiais civis, peritos da Politec e técnicos da Energisa. Além de causar perdas financeiras, as instalações irregulares aumentam os riscos de acidentes, choques elétricos, curtos-circuitos e incêndios, podendo comprometer a segurança de trabalhadores, clientes e moradores das áreas próximas. A prática de furto de energia mediante fraude está prevista no artigo 155 do Código Penal. As investigações continuam com o objetivo de identificar todos os responsáveis, esclarecer as circunstâncias das fraudes e dimensionar a extensão dos prejuízos causados.
Gilmar acusa Mendonça de usar caso Master para interferir em eleição; assista ao vivo
O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), acusou nesta terça-feira (15) o ministro André Mendonça de usar sua relatoria do caso Master para interferir na eleição presidencial marcada para 4 de outubro. “Com todas as vênias e toda sinceridade presidente, é evidente e até as pedras sabem que há um inequívoco viés político-eleitoral na forma como o tema foi conduzido”, afirmou Mendes, dirigindo-se ao presidente do STF, ministro Edson Fachin. “Isso não se faz, pessoas decentes não fazem isso”, acrescentou o decano. Em resposta, Mendonça acusou Mendes de ser “leviano” ao levantar a suspeita. “Não aponte o dedo para mim”, afirmou Mendonça. Mendonça, em seguida, ouviu calado a manifestação do decano, após Fachin assegurar que terá tempo para responder às imputações de Gilmar Mendes. O decano fez a acusação durante sessão plenária extraordinária convocada por Fachin para julgar, pela primeira vez em história na história do STF, se abre a Corte abre uma investigação de cunho criminal contra um de seus membros, no caso o ministro Alexandre de Moraes. O objetivo do julgamento é analisar um relatório da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), que vincula Moraes ao ex-banqueiro Daniel Bueno Vorcaro, dono do antigo Banco Master. O sigilo sobre o documento foi levantado por Mendonça em 1º de setembro. Mendes acusou Mendonça, relator do caso Master no Supremo, de ter escolhido deliberadamente a data, de forma a coincidir com manifestações populares do 7 de setembro. “O interesse é evidente, acachapante. Evidente que se trata de um pixuleco, de um boneco eleitoral, é disso que estamos falando”, disse o decano. Gilmar se referiu ao boneco inflável do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que costuma estar presentes em manifestações da oposição, caracterizado como presidiário. Ao final de sua manifestação, Mendes levantou uma questão de ordem para que o Supremo adie o julgamento do caso para o dia 23 de setembro, data em que Fachin agendou o julgamento de um pedido de Moraes para que Mendonça seja investigado por abuso de autoridade na condução do caso Master. Após a fala do decano, a sessão foi suspensa para almoço. Fachin observou que a transmissão pela TV Justiça seria interrompida devido à veiculação do horário eleitoral gratuito, motivo pelo qual sugeria a interrupção. O julgamento deve ser retomado às 14h. Participam do julgamento todos os ministros do Supremo. Moraes e Mendonça sentam lado a lado na sessão. Mais cedo, os ministros Nunes Marques e Dias Toffoli se declararam impedido e suspeito, respectivamente, de votar no caso. Entenda O relatório com menções a Moraes veio à tona em 1º de setembro, quando o ministro André Mendonça levantou o sigilo sobre o documento. O ato desencadeou uma crise institucional sem precedentes no STF, com a divulgação recíproca de relatórios comprometedores e pedidos mútuos de investigação. A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a Fachin a anulação do relatório parcial. O órgão argumenta que o documento é irregular porque Mendonça permitiu que a investigação avançasse sobre um ministro do Supremo sem comunicar isso ao presidente da Corte ou ao plenário. A PGR sugere que isso pode representa direcionamento por parte de Mendonça, entre outros argumentos. O nome do procurador-geral da República, Paulo Gonet, contudo, também aparece nas mensagens que a PF diz terem sido enviadas por Vorcaro a Moraes. O relatório divulgado por Mendonça apresenta 52 mensagens que os investigadores dizem ter sido enviadas por Daniel Vorcaro a Alexandre de Moraes. Nelas, o ex-banqueiro aparente ter uma relação de proximidade com o ministro. Em um trecho do que aparenta ser uma conversa, Vorcaro sugere ter enviado para a consideração de Moraes um contrato de R$ 131 milhões do Master com o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. Em outro trecho, Vorcaro parece buscar junto a Moraes informações sobre uma operação iminente para prendê-lo. Segundo a PF, as mensagens foram enviadas entre 2023 e 17 de novembro de 2025, data em que o ex-banqueiro foi preso preventivamente. Em defesa apresentada na madrugada desta terça (15), o ministro negou ter cometido qualquer tipo de irregularidade e classificou o relatório que contém supostas mensagens enviadas pelo ex-banqueiro a ele como inconstitucional e ilegal. Reação Em reação ao relatório da PF, Moraes divulgou, em 2 de setembro, o que disse ser um relatório de inteligência também da PF, no qual se sugere que Mendonça possa ter direcionado as investigações da Operação Compliance Zero para atingir desafetos políticos. O documento, contudo, não é assinado nem traz o timbre da corporação, além de trazer na capa o alerta de que o material foi produzido como uma conjectura e “sem valor probatório”. Moraes pediu a Fachin a abertura de investigação contra Mendonça por suspeita de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. O presidente do Supremo marcou o julgamento deste pedido para 23 de setembro. Vídeo