Carlos Fávaro, Jayme Campos e Wellington Fagundes votaram a favor da PEC, que prevê dois dias de descanso semanal remunerado e redução gradual da jornada de 44 para 40 horas, sem corte salarial.
Os três senadores de Mato Grosso votaram a favor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 e a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem redução salarial. O texto foi aprovado pelo Senado Federal em dois turnos, na noite de quarta-feira (14), com 75 votos favoráveis e um contrário em cada votação.
Carlos Fávaro (PSD), Jayme Campos (União Brasil) e Wellington Fagundes (PL) apoiaram a proposta. Após a votação, Fávaro e Jayme se manifestaram publicamente em defesa da medida, enquanto Fagundes não havia divulgado posicionamento até o momento.
Fávaro classificou a aprovação como um marco em sua trajetória política e destacou a importância da mudança para garantir mais dignidade aos trabalhadores brasileiros. Em publicação nas redes sociais, afirmou que a decisão representa um avanço para quem constrói a própria vida por meio do trabalho.
Jayme Campos também defendeu a proposta, associando a redução da jornada à melhoria da qualidade de vida. Segundo o senador, a mudança poderá ampliar o tempo disponível para descanso, convivência familiar e atividades pessoais.
A PEC prevê dois dias de descanso remunerado por semana, preferencialmente consecutivos, consolidando o modelo de cinco dias de trabalho para dois de folga, conhecido como escala 5×2. A redução da jornada será gradual: o limite semanal passará de 44 para 42 horas após 60 dias da promulgação e chegará a 40 horas depois de mais 12 meses.
Durante a discussão da matéria, parlamentares favoráveis argumentaram que a mudança permitirá maior equilíbrio entre a vida profissional e pessoal. Por outro lado, foram levantadas preocupações sobre os possíveis impactos nos custos das empresas, especialmente nos micro e pequenos negócios.
A proposta representa uma mudança significativa nas regras constitucionais sobre a jornada de trabalho, cujo limite semanal foi reduzido de 48 para 44 horas em 1988. Levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), com base em dados de 2025, estima que a medida poderá beneficiar cerca de 26,8 milhões de trabalhadores brasileiros, entre formais e informais.
Com a aprovação nas duas votações, o texto segue para a etapa de promulgação, procedimento que formaliza a alteração constitucional e dá início aos prazos previstos para a implementação das novas regras.