Prazo para homologação das candidaturas segue até 5 de agosto e deve definir o maior número de concorrentes ao Governo do Estado na história recente das eleições mato-grossenses.
O calendário eleitoral entra em uma nova fase em Mato Grosso com o início das convenções partidárias, etapa obrigatória para a oficialização das candidaturas ao Governo do Estado, Senado, Câmara Federal e Assembleia Legislativa. O período, aberto nesta segunda-feira (20), segue até o dia 5 de agosto e será decisivo para confirmar nomes, consolidar alianças e definir as chapas que disputarão as eleições deste ano.
A primeira grande convenção será realizada pelo Partido Liberal (PL), marcada para o dia 22 de julho. A legenda deve confirmar o senador Wellington Fagundes como candidato ao Governo do Estado e o deputado federal José Medeiros como candidato ao Senado. A segunda vaga da chapa majoritária ainda deverá ser preenchida por um partido aliado.
Na sequência, em 30 de julho, será a vez da Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas. O encontro concentra uma das principais indefinições do cenário político estadual. Enquanto parte do União Brasil defende a candidatura do senador Jayme Campos ao Palácio Paiaguás, outro grupo apoia a reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Como o Progressistas já declarou apoio ao atual governador, a decisão dependerá das instâncias da federação em Mato Grosso e da direção nacional.
Para a disputa ao Senado, o grupo caminha com maior consenso e deve confirmar o ex-governador Mauro Mendes como candidato.
As definições também seguem em aberto em partidos considerados estratégicos para a composição das alianças. O Podemos e o MDB marcaram suas convenções para o dia 4 de agosto. O Podemos ainda decidirá qual candidatura ao Governo apoiará e poderá indicar o nome para a vaga de vice-governador. Já o MDB deve oficializar a candidatura da deputada estadual Janaína Riva ao Senado, enquanto mantém em discussão o posicionamento na disputa pelo Executivo.
O Republicanos encerra o calendário das principais siglas no dia 5 de agosto. A expectativa é reunir os partidos que aderirem ao projeto de reeleição de Otaviano Pivetta, fortalecendo a composição da base aliada para o início oficial da campanha.
No campo da centro-esquerda, o cenário permanece indefinido. Os partidos que integram a Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB), além de PSD, PSB, PDT e Federação Rede-PSOL, ainda não anunciaram a data de suas convenções. A intenção é realizar um ato conjunto, mas divergências internas ainda precisam ser superadas.
A principal disputa ocorre dentro do PSD, onde a médica Natasha Slhessarenko e o ex-prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro disputam a indicação para concorrer ao Governo do Estado. Independentemente do resultado da convenção, o escolhido ainda precisará consolidar apoio entre as demais legendas do grupo.
Na corrida ao Senado, a única definição é o apoio à reeleição do senador Carlos Fávaro. Já a segunda vaga ainda é disputada entre o ex-governador Pedro Taques e a professora Patrícia Nogueira.
Caso todas as pré-candidaturas sejam confirmadas nas convenções, Mato Grosso poderá registrar a eleição com o maior número de candidatos ao Governo do Estado de sua história recente. Além das candidaturas majoritárias, os partidos também definirão seus candidatos proporcionais, com chapas de até 25 concorrentes à Assembleia Legislativa e nove à Câmara dos Deputados, concluindo a formação do cenário político para as eleições de 2026.


