Após deixar a liderança do governo Abílio Brunini (PL) na Câmara Municipal de Cuiabá, o vereador Dilemário Alencar (União Brasil) voltou ao centro das discussões políticas da Capital e já fez sua primeira cobrança pública ao prefeito.
O alvo da vez é uma decisão que, na avaliação do parlamentar, não pode mais ser adiada: definir se Reginaldo Teixeira continuará na Secretaria Municipal de Educação ou assumirá definitivamente a Secretaria Municipal de Obras.
Atualmente, Reginaldo acumula o comando das duas áreas, consideradas algumas das mais estratégicas da administração municipal.
Para Dilemário, a fase de transição e reorganização da Educação já foi cumprida e chegou o momento de o prefeito escolher onde o secretário poderá contribuir de forma mais efetiva.
“Reginaldo já fez o diagnóstico da Educação, ajudou a organizar a pasta e construiu um planejamento para os próximos passos. Agora é hora de avançar para a execução. E isso exige dedicação exclusiva”, afirmou.
PRIMEIRO RECADO APÓS DEIXAR A LIDERANÇA
Nos bastidores da Câmara, a declaração foi interpretada como a primeira grande manifestação política de Dilemário após deixar a função de líder do prefeito.
Sem romper com a gestão, o vereador demonstra que pretende exercer um papel mais independente, participando dos debates sobre decisões consideradas importantes para o futuro da administração.
A avaliação de aliados é que Dilemário continua apoiando o governo, mas não pretende abrir mão de opinar sobre temas estratégicos para Cuiabá.
DUAS SECRETARIAS, DOIS GRANDES DESAFIOS
A cobrança do vereador se baseia no tamanho da responsabilidade das duas pastas.
De um lado, a Educação enfrenta o desafio de reorganizar a rede municipal, melhorar indicadores de aprendizagem, resolver questões administrativas e superar a crise gerada pelas recentes denúncias envolvendo contratos e materiais didáticos.
Do outro, a Secretaria de Obras é responsável por algumas das maiores demandas da população, como a recuperação das ruas, operação tapa-buracos, drenagem, pavimentação e fiscalização de obras públicas.
Além disso, a pasta terá a missão de acompanhar a aplicação dos R$ 111 milhões autorizados pela Câmara Municipal para obras de infraestrutura e pavimentação de bairros.
Segundo Dilemário, qualquer uma dessas áreas exige atenção integral.
“Não se trata da capacidade de Reginaldo. Pelo contrário. Ele demonstrou competência. Mas são duas secretarias gigantes. Cuiabá precisa de gestores focados exclusivamente em cada uma delas”, destacou.
DECISÃO DEVE GANHAR FORÇA NOS BASTIDORES
A fala do vereador acontece justamente em um momento em que o prefeito busca acelerar entregas e fortalecer sua equipe para os próximos anos de mandato.
Nos corredores do Palácio Alencastro, cresce a expectativa sobre qual será a decisão de Abílio.
Se permanecer na Educação, Reginaldo terá a missão de colocar em prática as mudanças planejadas para a rede municipal.
Se ficar nas Obras, terá pela frente o desafio de acelerar investimentos e responder a uma das maiores cobranças da população: a melhoria da infraestrutura urbana.
Para Dilemário, porém, a discussão já não é mais sobre competência, mas sobre foco.
“Chegou a hora de decidir. Ou Reginaldo fica na Educação ou fica na Obras. O que não pode é continuar acumulando duas das maiores secretarias da Prefeitura. Cuiabá precisa de atenção integral nessas áreas”, concluiu.
Fonte: Lucieder Luz – Assessoria de Imprensa do vereador Dilemário Alencar
Por: Alex Rabelo — Jornalista e Estrategista em Marketing Político | MT Urgente News


