O prefeito de Campo Verde, Alexandre Lopes de Oliveira, foi alvo de mandado de busca e apreensão durante a segunda fase da Operação Gomorra, deflagrada pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), que investiga um suposto esquema de fraudes em licitações e contratos firmados pela administração municipal.
Além do prefeito, a operação também atingiu o secretário municipal de Obras, Rubens Anunciação Júnior, que, por determinação da Justiça, foi afastado do cargo enquanto as investigações seguem em andamento.
Quatro servidores são investigados
De acordo com as informações divulgadas, quatro pessoas ligadas à Prefeitura de Campo Verde foram alvo da operação.
Contra o prefeito Alexandre Lopes foi cumprido um mandado de busca e apreensão.
Já outros três servidores municipais, entre eles o secretário de Obras, além das buscas, tiveram o afastamento de suas funções determinado pela Justiça.
As medidas judiciais incluem ainda:
- quebra dos sigilos telemático e fiscal dos investigados;
- indisponibilidade de bens;
- outras medidas cautelares para garantir o andamento das investigações.
Mandados foram cumpridos em Cuiabá e Campo Verde
As diligências foram realizadas simultaneamente em Cuiabá e Campo Verde.
Na Capital, os investigadores cumpriram mandados em residências e empresas.
Já em Campo Verde, as equipes estiveram na sede da Prefeitura e também nas residências de servidores públicos investigados.
Segundo o Ministério Público, as medidas foram autorizadas pelo Poder Judiciário com o objetivo de aprofundar as investigações, reunir novas provas e esclarecer a possível participação de agentes públicos e particulares em supostas irregularidades envolvendo processos licitatórios e contratos administrativos.
Prefeitura ainda vai se manifestar
Procurada pela imprensa, a Prefeitura de Campo Verde informou que deverá divulgar um posicionamento oficial ao longo do dia.
Até o momento, o prefeito Alexandre Lopes de Oliveira e os demais investigados não se pronunciaram sobre a operação.
As investigações seguem sob responsabilidade do Núcleo de Ações de Competência Originária Criminal (Naco), órgão vinculado ao Ministério Público de Mato Grosso.
Fonte: Gazeta Digital
Por Alex Rabelo
Jornalista | DRT 3336
MT Urgente News


