Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News
Dentro das ações do programa do Governo de Mato Grosso voltadas ao enfrentamento do crime organizado, a Secretaria de Estado de Justiça (SEJUS) realizou mais uma operação de segurança na Penitenciária Major PM Eldo de Sá Correia, conhecida como Mata Grande, em Rondonópolis.
Mas afinal, o que foi essa operação?
Segundo informações divulgadas pela direção da unidade, foi realizada uma *Operação de Campana* — estratégia utilizada para monitoramento e observação contínua de áreas consideradas sensíveis, com o objetivo de identificar movimentações suspeitas e impedir práticas criminosas.
A ação começou às 21h do dia 19 de maio e foi encerrada às 15h21 do dia 20 de maio.
De acordo com a administração da penitenciária, a operação foi motivada pelo aumento de registros de incursões de drones nas proximidades da unidade prisional. Conforme relatado, esses equipamentos estariam sendo utilizados para tentar lançar materiais proibidos destinados a internos.
Para impedir a entrada desses materiais, equipes de Policiais Penais foram posicionadas em pontos estratégicos, incluindo as lajes da unidade e áreas de vegetação próximas ao presídio.
Durante a ação, por volta das 14h30, um drone foi identificado sobrevoando os raios da penitenciária.
Conforme o relato oficial, uma das equipes conseguiu interceptar e apreender o pacote que estaria sendo transportado pelo equipamento.
Ao mesmo tempo, outra equipe que monitorava a área externa identificou o local de onde o drone estaria sendo operado.
Segundo a direção da unidade, os suspeitos estavam em uma área de lavoura próxima ao complexo prisional e, durante a abordagem, houve confronto com os agentes. Os suspeitos deixaram o local e não foram localizados naquele momento.
Após a ocorrência, os policiais realizaram buscas e apreenderam materiais que teriam sido utilizados na ação.
Entre os itens apreendidos durante toda a operação estão:
* 01 conjunto completo de drone com hard case;
* 17 baterias;
* 09 aparelhos celulares;
* 01 carcaça de celular;
* 04 carregadores;
* 04 fones de ouvido;
* 01 mochila;
* 04 serras;
* 08 hélices;
* 17 carretéis de linha encerada.
De acordo com a estimativa apresentada pela direção da unidade, o prejuízo causado ao crime com a apreensão dos materiais seria de aproximadamente *R$ 300 mil*.
A direção da Penitenciária Mata Grande destacou o trabalho dos Policiais Penais envolvidos na ação e afirmou que operações desse tipo buscam reforçar a segurança da unidade e impedir tentativas de comunicação e entrada de materiais proibidos no sistema prisional.
A operação integra ações de monitoramento e controle desenvolvidas dentro da política estadual de enfrentamento às facções criminosas e fortalecimento da segurança nas unidades prisionais.


