Governador diz que grupo permanece unido, nega conflitos internos e afirma que decisão sobre novo vice será anunciada nesta terça-feira
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) minimizou, nesta terça-feira (11), os possíveis impactos eleitorais provocados pela Operação Heritage e pela decisão do deputado federal Fábio Garcia (União) de deixar a disputa pela vaga de vice-governador em sua chapa. Em meio às articulações para reorganizar a composição eleitoral, Pivetta afirmou que mantém a confiança no grupo político e descartou a existência de uma crise entre as principais lideranças que sustentam sua candidatura à reeleição.
Durante coletiva de imprensa, o governador reconheceu que ainda não é possível dimensionar eventuais reflexos da investigação sobre a campanha, mas avaliou que a oposição já explorou politicamente o episódio. Segundo ele, o cenário ainda envolve muitas especulações e informações que precisam ser esclarecidas.
“Eu não posso precisar se tem dano [à campanha] ou não. Me parece que a oposição tirou todo o proveito possível de uma grande especulação que a gente não sabe o que tem de verdade nisso. Então, eu continuo confiando no meu grupo”, afirmou.
Pivetta também aproveitou a declaração para reafirmar seu apoio às candidaturas ao Senado que integram seu grupo político. O governador citou o ex-governador Mauro Mendes (União) como seu principal candidato e mencionou também a senadora Margareth Buzetti (PP), destacando que pretende trabalhar para garantir a vitória do grupo nas eleições.
“Eu continuo tendo como meu candidato a senador, primeiro, Mauro Mendes e, segundo, Margareth [Buzetti], e nós vamos trabalhar para vencer essa eleição”, declarou.
Na avaliação do governador, a força eleitoral da aliança também está relacionada aos resultados da atual administração estadual. Pivetta afirmou que pretende defender a continuidade do modelo de gestão implementado em Mato Grosso, com a promessa de aperfeiçoamento das ações desenvolvidas pelo governo.
A saída de Fábio Garcia da condição de pré-candidato a vice foi definida após uma série de reuniões realizadas entre Pivetta, Mauro Mendes e outras lideranças da base. As conversas se intensificaram nos últimos dias e chegaram a um desfecho nesta terça-feira, diante da necessidade de preservar a unidade política da chapa e reduzir possíveis desgastes durante a campanha.
Com a desistência de Garcia, Pivetta passou a concentrar as articulações para escolher um novo nome para a vaga. Entre os cotados estão a ex-deputada federal Gisela Simona (União) e a primeira-dama de Rondonópolis, Alessandra Ferreira (Podemos). A expectativa é de que o governador anuncie sua decisão ainda nesta terça-feira.
Pivetta também negou que as discussões internas tenham sido marcadas por confrontos, ameaças de rompimento ou divergências irreconciliáveis. Segundo ele, as lideranças envolvidas participaram das conversas de forma conjunta e contribuíram para a construção do acordo que levou à saída de Garcia.
“Não teve briga. Em nenhum momento ninguém levantou a voz. Todos, em destaque para o Avalone e o deputado Max, ajudaram para a gente chegar nesse resultado. Então, houve um esforço de todos os partidos da base, de todas as lideranças que nos apoiam”, afirmou.
O governador classificou a decisão de Garcia como uma atitude política para preservar o projeto do grupo e ressaltou que a mudança na composição não significa afastamento entre os aliados. Para Pivetta, o deputado continuará integrado ao mesmo projeto político.
“É uma decisão serena do Fábio também. É um momento de dar um passo atrás para percorrer o mesmo caminho, com os mesmos objetivos que nós queremos”, concluiu.


