Governador afirma que não participa da coordenação da campanha presidencial e diz estar concentrado em reunir recursos para a própria disputa à reeleição em Mato Grosso.
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) negou participação em articulações políticas e financeiras para a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) em Mato Grosso. Segundo ele, não foi convidado para integrar a coordenação da campanha e, neste momento, está concentrado em buscar recursos para a própria disputa ao Governo do Estado.
“Eu não fui convidado, não faço parte da coordenação da campanha e não tenho esse objetivo. Estou me vendo louco para arrumar doador para tocar a minha campanha”, afirmou Pivetta a jornalistas nesta terça-feira (25).
A declaração ocorreu após questionamentos sobre uma reunião realizada na semana passada, em Cuiabá, com a participação do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da campanha de Flávio Bolsonaro. O encontro reuniu aliados políticos e empresários e teve como objetivo ampliar o apoio político e financeiro à candidatura do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A articulação no Estado é conduzida por Odílio Balbinotti Filho (PL), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso e suplente do candidato ao Senado José Medeiros (PL). Durante a reunião, ficou definido que Pivetta e o candidato a governador Wellington Fagundes (PL) deverão integrar o palanque de Flávio no Estado.
Apesar de negar envolvimento na arrecadação para a campanha presidencial, Pivetta é apontado como o candidato a governador mais rico do país. De acordo com sua declaração de bens à Justiça Eleitoral, o patrimônio declarado ultrapassa R$ 575 milhões.
A movimentação em torno da campanha de Flávio Bolsonaro também expõe as divisões dentro do grupo político de direita em Mato Grosso. Wellington Fagundes não participou da reunião organizada por Balbinotti, cenário que reforça as diferenças internas entre os aliados, especialmente após a aproximação com o MDB no Estado.
Com as definições para a disputa de 2026 avançando, a composição dos palanques em Mato Grosso começa a ganhar contornos mais claros, enquanto os grupos políticos buscam consolidar alianças e ampliar suas bases eleitorais para as eleições de outubro.


