Pesquisa PercentBrasil mostra Max Russi com 3,1% e Lúdio Cabral com 3%. Levantamento espontâneo revela cenário aberto para as 24 vagas da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
A corrida pelas 24 cadeiras da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) ainda apresenta um cenário bastante aberto.
Pesquisa do instituto PercentBrasil, divulgada nesta terça-feira (25), aponta o presidente da Assembleia, Max Russi (Podemos), como o nome mais lembrado pelos eleitores, com 3,1% das intenções de voto.
Logo atrás aparece o deputado estadual Lúdio Cabral (PT), com 3%, tecnicamente muito próximo do primeiro colocado.
Na terceira posição está Beto Dois a Um (Podemos), com 2,2%.
O levantamento foi realizado de forma espontânea, ou seja, o entrevistador não apresentou uma lista de candidatos. O próprio eleitor respondeu em quem pretende votar para deputado estadual.
Veja os nomes mais citados
Na sequência aparecem:
- Max Russi (Podemos) – 3,1%
- Lúdio Cabral (PT) – 3%
- Beto Dois a Um (Podemos) – 2,2%
- Samantha Íris (PL) – 2,1%
- Léo Bortolin (MDB) – 2%
- Elizeu Nascimento (Novo) – 1,9%
- Paulo Araújo (Republicanos) – 1,9%
- Thiago Silva (MDB) – 1,8%
- Eduardo Botelho (MDB) – 1,7%
- Alessandra Ferreira (Podemos) – 1,5%
- Dilmar Dal Bosco (União Brasil) – 1,5%
- Fabinho Tardin (Podemos) – 1,5%
- Chico Guarnieri (PSDB) – 1,4%
- Alan Porto (Republicanos) – 1,3%
- Valmir Moretto (Republicanos) – 1,3%
- Dr. Eugênio (Republicanos) – 1,2%
- Mauro Savi (Podemos) – 1,1%
- Dr. João – 1%
- Juca do Guaraná – 1%
- Jéssica Riva – 1%
Mais da metade ainda não escolheu candidato
O principal número da pesquisa, no entanto, pode não estar entre os primeiros colocados.
Segundo a PercentBrasil, 50,9% dos entrevistados disseram estar indecisos ou não souberam informar em quem pretendem votar.
Outros 1,7% declararam intenção de votar em branco ou anular o voto.
Na prática, isso significa que mais da metade do eleitorado pesquisado ainda não apresentou uma escolha definida para deputado estadual.
Pesquisa
O levantamento foi realizado entre os dias 17 e 23 de agosto de 2026, com 2.800 eleitores de Mato Grosso.
A margem de erro é de 2,83 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso sob o número MT-03833/2026.
Fonte: MidiaNews, com dados da PercentBrasil.
ANÁLISE POLÍTICA | A eleição para deputado estadual ainda está longe de estar definida
Por Alex Rabelo — jornalista e estrategista político
A primeira leitura que precisa ser feita desta pesquisa não é apenas quem aparece na liderança, mas o tamanho do espaço que ainda existe para crescimento.
Mais de 50% dos eleitores ainda não apontaram um candidato a deputado estadual. Em uma pesquisa espontânea, esse índice mostra que boa parte do eleitorado ainda não consolidou sua escolha e que a campanha tem muito espaço para mudar o cenário.
Max Russi e Lúdio Cabral começam na frente principalmente por um fator importante: recall. São nomes conhecidos, com exposição pública, trajetória política e presença frequente no debate estadual.
Esse mesmo fenômeno ajuda a explicar por que vários deputados que já exercem mandato aparecem entre os primeiros colocados. Quem ocupa um cargo público tende a largar com vantagem em uma pesquisa espontânea porque já possui maior reconhecimento entre os eleitores.
Mas isso não significa eleição garantida.
A disputa por deputado estadual tem uma característica diferente das eleições majoritárias. Não basta olhar apenas para o percentual individual de cada candidato. O desempenho dos partidos e federações, o quociente eleitoral, a formação das chapas e a distribuição dos votos dentro de cada grupo também serão decisivos para definir quem ocupará as 24 vagas da Assembleia.
Outro ponto importante é a presença de nomes que ainda não exercem mandato estadual, mas já aparecem competitivos. Samantha Íris, Léo Bortolin e Alessandra Ferreira, por exemplo, demonstram que candidatos com bases políticas ou eleitorais consolidadas podem entrar diretamente na disputa com parlamentares que buscam a reeleição.
A campanha, portanto, entra em uma fase decisiva.
Com tantos eleitores ainda indecisos, quem conseguir aumentar conhecimento, construir uma mensagem clara, fortalecer sua base regional e transformar exposição em intenção real de voto poderá crescer rapidamente nas próximas pesquisas.
Hoje, os conhecidos largam na frente. Mas, com metade do eleitorado ainda sem candidato definido, a disputa pelas 24 cadeiras da Assembleia Legislativa continua completamente aberta.
Alex Rabelo
Jornalista e estrategista político



