Convenção estadual começa sem consenso sobre alianças e deixa em aberto candidatura própria, composição com Pivetta ou apoio à chapa de Wellington Fagundes.
O Podemos iniciou sua convenção estadual, nesta terça-feira (4), em Cuiabá, sem definir qual estratégia adotará na disputa pelo Governo de Mato Grosso nas eleições de 2026. Em meio a intensas articulações políticas, a legenda mantém em aberto a possibilidade de lançar candidatura própria, integrar uma chapa majoritária ou firmar uma aliança com outro grupo político.
A indefinição ocorre após uma semana de negociações que alteraram o cenário interno do partido. Inicialmente, a tendência era de aproximação com o grupo liderado pelo vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos). No entanto, mudanças nas tratativas e a reorganização das composições majoritárias levaram o Podemos a reavaliar sua posição e ampliar o leque de alternativas.
Paralelamente, ganharam força as conversas com o grupo do senador Wellington Fagundes (PL), onde surgiu a possibilidade de o partido indicar o candidato a vice-governador. Apesar das negociações, nenhuma composição foi oficializada até o início da convenção.
Durante a abertura do encontro, o presidente estadual do Podemos, deputado Max Russi, afirmou que a decisão será construída de forma coletiva e somente será tomada após o debate entre os convencionais.
Segundo ele, o objetivo é encontrar um encaminhamento que fortaleça o partido e preserve seus projetos para o Estado. Russi ressaltou que, caso não haja consenso durante a convenção, a definição ficará a cargo da Executiva Estadual.
Ao ser questionado sobre uma eventual candidatura própria ou sobre alianças com Pivetta ou Wellington Fagundes, o dirigente evitou antecipar qualquer decisão e reforçou que todas as possibilidades permanecem em análise.
Enquanto mantém indefinida sua posição na disputa pelo Palácio Paiaguás, o Podemos concentra esforços na homologação de suas candidaturas proporcionais. A expectativa da direção estadual é ampliar sua representatividade na Assembleia Legislativa, com a meta de eleger pelo menos seis deputados estaduais, além de fortalecer a bancada federal.
Com papel estratégico nas articulações eleitorais, o partido chega ao fim da convenção como uma das peças mais importantes do cenário político mato-grossense. A definição sobre o rumo da legenda deverá ocorrer ainda nesta terça-feira, seja por decisão dos convencionais ou, em último caso, pela Executiva Estadual.

