Senador Wellington Fagundes aparece com 27%, contra 23% de Otaviano Pivetta. Natasha soma 8%. No segundo turno, Wellington amplia a vantagem e chega a 38%, enquanto Pivetta registra 29%.
A nova pesquisa Quaest, divulgada nesta terça-feira (25), mostra uma disputa apertada pelo Governo de Mato Grosso e traz números que aumentam a pressão sobre o grupo político ligado a Mauro Mendes e Otaviano Pivetta.
No cenário estimulado de primeiro turno, o senador Wellington Fagundes (PL) aparece numericamente na frente.
1º TURNO – VEJA OS NÚMEROS
Wellington Fagundes (PL): 27%
Otaviano Pivetta (Republicanos): 23%
Natasha Slhessarenko (PSD): 8%
Sargento Laudicério (Agir): 2%
Rafaell Milas (Missão): 2%
Maurício Coelho (Mobiliza): 1%
Indecisos: 29%
Branco/Nulo: 8%
A diferença entre Wellington e Pivetta é de 4 pontos percentuais.
Como a margem de erro é de 3 pontos para mais ou para menos, os dois candidatos estão tecnicamente empatados.
Mesmo assim, Wellington aparece numericamente à frente do atual governador.
Comparativo direto no primeiro turno
Wellington: 27%
Pivetta: 23%
➡️ Diferença: 4 pontos para Wellington
Outro dado importante é que o número de indecisos é maior do que o percentual de qualquer candidato:
Indecisos: 29%
Wellington: 27%
Pivetta: 23%
Ou seja, existe ainda uma parcela enorme do eleitorado que pode mudar completamente o cenário da eleição.
Natasha aparece em terceiro
A candidata Natasha Slhessarenko (PSD) registra 8%.
Comparando:
Wellington: 27%
Natasha: 8%
➡️ Diferença: 19 pontos
Pivetta: 23%
Natasha: 8%
➡️ Diferença: 15 pontos
Os números mostram, neste momento, uma disputa mais concentrada entre Wellington e Pivetta pela liderança.
SEGUNDO TURNO – WELLINGTON X PIVETTA
A simulação de segundo turno traz um cenário ainda mais favorável ao senador do PL.
Wellington Fagundes: 38%
Otaviano Pivetta: 29%
➡️ Diferença: 9 pontos para Wellington
Esse é um dos números que mais chama atenção no levantamento.
Enquanto no primeiro turno a diferença é de 4 pontos, no confronto direto ela sobe para 9 pontos.
Comparando
1º turno
Wellington: 27%
Pivetta: 23%
Diferença: 4 pontos
2º turno
Wellington: 38%
Pivetta: 29%
Diferença: 9 pontos
Ou seja, na simulação apresentada pela Quaest, Wellington amplia sua vantagem quando a disputa fica restrita aos dois principais candidatos.
SEGUNDO TURURNO – WELLINGTON X NATASHA
No confronto contra Natasha, Wellington aparece com vantagem ainda maior.
Wellington Fagundes: 45%
Natasha Slhessarenko: 20%
➡️ Diferença: 25 pontos para Wellington
A simulação mostra o senador com mais que o dobro das intenções de voto da candidata do PSD.
SEGUNDO TURNO – PIVETTA X NATASHA
No confronto entre Pivetta e Natasha, o governador também aparece à frente.
Otaviano Pivetta: 34%
Natasha Slhessarenko: 23%
➡️ Diferença: 11 pontos para Pivetta
Indecisos: 27%
Brancos/Nulos: 16%
Resumo dos três cenários de segundo turno
Wellington 38% x Pivetta 29%
➡️ Wellington +9
Wellington 45% x Natasha 20%
➡️ Wellington +25
Pivetta 34% x Natasha 23%
➡️ Pivetta +11
Comparação com o Paraná Pesquisas
Outro levantamento divulgado praticamente no mesmo período apresentou números diferentes.
No Paraná Pesquisas, Pivetta apareceu numericamente à frente:
Pivetta: 39%
Wellington: 35%
➡️ Diferença: 4 pontos para Pivetta
Na Quaest, o cenário se inverte:
Wellington: 27%
Pivetta: 23%
➡️ Diferença: 4 pontos para Wellington
Nos dois levantamentos, porém, a diferença está dentro das respectivas margens de erro.
Isso reforça uma conclusão: a eleição está aberta e extremamente competitiva.
Sobre a pesquisa
A Quaest entrevistou 804 eleitores de Mato Grosso entre os dias 21 e 24 de agosto de 2026.
Margem de erro: 3 pontos percentuais
Nível de confiança: 95%
Contratante: TV Centro América
Registros: MT-04846/2026 e BR-00817/2026
Fonte: MidiaNews, com dados da Quaest.
ANÁLISE POLÍTICA | Wellington começa a tirar o sono do grupo de Mauro Mendes e Pivetta?
Por Alex Rabelo — jornalista e estrategista político
Os números da Quaest precisam ser analisados além da simples pergunta sobre quem está na frente.
O primeiro dado é:
Wellington 27% x Pivetta 23%.
São 4 pontos de vantagem numérica para Wellington, embora exista empate técnico.
Isoladamente, isso poderia ser tratado apenas como uma oscilação normal de pesquisa.
Mas existe um segundo dado muito mais incômodo para o grupo governista:
Wellington 38% x Pivetta 29% no segundo turno.
Aqui, a distância sobe para 9 pontos.
É justamente essa ampliação que muda a leitura política da pesquisa.
Wellington cresce quando a disputa fica direta
Na simulação da Quaest, Wellington sai de 27% no primeiro turno para 38% no segundo.
É um crescimento de 11 pontos percentuais.
Pivetta passa de 23% para 29%.
Cresce 6 pontos.
Ou seja:
Wellington ganha +11 pontos
Pivetta ganha +6 pontos
Nesse cenário, Wellington absorve mais votos entre o primeiro e o segundo turno.
Esse é um número que certamente será estudado pelas duas campanhas.
O maior adversário ainda é o eleitor indeciso
Existe outro dado que não pode passar despercebido:
29% dos eleitores ainda estão indecisos.
Compare:
Indecisos: 29%
Wellington: 27%
Pivetta: 23%
Natasha: 8%
Hoje, o maior “grupo eleitoral” da pesquisa não tem candidato.
Isso significa que praticamente um em cada três eleitores pesquisados ainda pode mudar a eleição.
Por isso, qualquer tentativa de antecipar o resultado seria precipitada.
Por que essa pesquisa preocupa o grupo governista?
Pivetta não disputa essa eleição como um candidato comum.
Ele está no Governo do Estado e representa um grupo político que comandou Mato Grosso nos últimos anos sob a liderança de Mauro Mendes.
Esse grupo possui estrutura política, apoio de prefeitos, deputados, lideranças regionais e capacidade de mostrar obras e investimentos realizados no Estado.
Ainda assim, Wellington aparece com:
27% contra 23% no primeiro turno
e
38% contra 29% no segundo turno.
É justamente essa combinação que deve gerar preocupação.
O grupo governista possui estrutura.
Wellington, neste levantamento, mostra competitividade eleitoral.
A eleição pode representar mudança de ciclo?
Ainda é cedo para afirmar que Mato Grosso terá um novo grupo no comando do Palácio Paiaguás.
Mas existe uma pergunta que começa a ganhar força:
o eleitor está disposto a manter o atual ciclo político ou começa a procurar uma alternativa?
A pesquisa não responde definitivamente.
Mas mostra que essa possibilidade existe.
Se Wellington consolidar a liderança numérica, crescer entre os indecisos e mantiver vantagem em eventual segundo turno, o discurso de mudança poderá ganhar força.
Por outro lado, Pivetta possui recursos políticos importantes para reagir.
A campanha ainda tem tempo, exposição e um universo de 29% de indecisos para disputar.
O Paraná Pesquisas mostra que o jogo ainda está aberto
É importante colocar outro dado sobre a mesa.
No Paraná Pesquisas:
Pivetta 39%
Wellington 35%
Pivetta aparece 4 pontos na frente.
Na Quaest:
Wellington 27%
Pivetta 23%
Wellington aparece 4 pontos na frente.
Isso mostra uma eleição sem favorito absoluto.
Os números oscilam, os institutos apresentam fotografias diferentes e a campanha ainda terá peso decisivo.
Mas uma coisa começa a ficar evidente:
Wellington Fagundes não é apenas um candidato competitivo. Ele hoje representa uma ameaça real à continuidade do grupo que comanda o Governo de Mato Grosso.
O número que mais deve preocupar o Palácio
Se eu tivesse que escolher apenas um número desta pesquisa para explicar o momento da eleição, seria este:
Wellington 38% x Pivetta 29%.
Nove pontos em uma simulação de segundo turno não encerram eleição alguma.
Mas também não podem ser ignorados.
O grupo de Mauro Mendes e Pivetta certamente sabe disso.
A sucessão que poderia parecer uma continuidade natural começa a assumir outra característica:
virou uma disputa real pelo poder.
E talvez esta seja a grande mensagem da Quaest.
Ainda não sabemos quem estará no Palácio Paiaguás em janeiro de 2027.
Mas os números já permitem fazer uma pergunta que, meses atrás, talvez tivesse muito menos força:
Mato Grosso está começando a preparar uma mudança de grupo no comando do Estado?
A resposta virá das urnas.
Até lá, Wellington e Pivetta terão uma batalha enorme pelos 29% que ainda não escolheram candidato.
Alex Rabelo
Jornalista e estrategista político


