Presidente da Assembleia diz que acionou a Procuradoria para avaliar providências sobre servidor investigado e defende esclarecimento dos fatos
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi (Podemos), defendeu a apuração das suspeitas investigadas pela Operação Tomada de Contas e afirmou que eventuais responsáveis devem responder pelas irregularidades. Ao comentar o caso, o parlamentar informou que solicitou à Procuradoria da Casa uma avaliação das medidas administrativas cabíveis em relação a um servidor efetivo do Legislativo que está entre os investigados.
“Quem dever, tem que pagar. Quem tiver errado, vai pagar”, declarou Max, conforme reportagem do Gazeta Digital.
A operação da Polícia Federal investiga suspeitas de pagamentos irregulares e movimentações milionárias envolvendo integrantes do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). Entre os alvos está Grhegory Paiva Pires Moreira Maia, procurador de carreira da Assembleia cedido à Corte de Contas, onde exercia a função de consultor jurídico-geral.
Providências na Assembleia
Max classificou a situação como prejudicial a Mato Grosso e afirmou que o Parlamento acompanha os desdobramentos da investigação. Segundo ele, a consulta à Procuradoria busca identificar quais providências a Presidência pode adotar dentro de suas atribuições.
O presidente também defendeu que a Polícia Federal esclareça os fatos e dê transparência às conclusões da apuração.
Ao tratar da situação funcional de Grhegory, Max destacou que o vínculo efetivo exige procedimentos próprios. Conforme explicou, uma eventual responsabilização administrativa precisa respeitar as etapas previstas na legislação, com investigação e análise dos fatos.
Apuração e responsabilidade
Embora tenha cobrado responsabilização por possíveis irregularidades, Max também chamou atenção para os efeitos da exposição pública sobre pessoas citadas em investigações.
Na avaliação do parlamentar, a apuração deve esclarecer tanto a participação de quem cometeu irregularidades quanto a situação daqueles contra os quais não houver comprovação. Ele comparou a dificuldade de reparar danos à reputação ao trabalho de recolher penas lançadas ao vento.
O que a investigação aponta
Grhegory foi preso em 29 de outubro durante a operação. Segundo informações da decisão do ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), reproduzidas pela imprensa, ele teria recebido R$ 32,3 milhões entre janeiro e outubro de 2025. Desse montante, R$ 31,6 milhões teriam sido transferidos por meio de 179 ordens bancárias avulsas, distribuídas em 12 contas de nove instituições financeiras.
Os valores e a atuação do procurador são objeto da investigação. A prisão preventiva não representa condenação.


