Marcelo de Oliveira defendeu a fiscalização rigorosa da Sinfra, criticou a condução do antigo projeto do VLT e afirmou que não há pagamentos sem comprovação da execução dos serviços.
O secretário de Estado de Infraestrutura, Marcelo de Oliveira, deixou a audiência pública que discutiu o andamento das obras do Sistema BRT, realizada na manhã desta segunda-feira (13), após rebater críticas sobre os atrasos na execução do projeto e fazer comparações com o extinto Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). O encontro foi convocado pelo deputado estadual Lúdio Cabral (PT), que questionou o ritmo das obras e apresentou dados sobre a baixa execução de estações e terminais.
Durante sua participação, Marcelo afirmou que a situação do BRT é diferente da vivenciada no projeto do VLT, lembrando que os trens chegaram a Cuiabá antes mesmo da instalação dos trilhos. Segundo ele, à época houve celebrações, apesar da obra ainda não apresentar condições para operação.
O secretário também defendeu os critérios adotados pela Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra) para a liberação de pagamentos às empresas responsáveis pela execução do BRT. Conforme explicou, os percentuais reduzidos de execução apontados durante a audiência refletem a política de fiscalização da pasta, que somente autoriza medições e pagamentos após a comprovação dos serviços executados.
Marcelo ressaltou que não há adiantamento de recursos e que as medições passam por rigorosa análise técnica antes de qualquer autorização financeira. Segundo ele, a exigência busca evitar problemas semelhantes aos registrados no antigo projeto do VLT.
Ao comentar sua atuação durante o período da extinta Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo (Secopa), o secretário afirmou que sua assinatura não constava nos atos que resultaram na chegada dos trens e defendeu a atuação da atual equipe técnica da Sinfra.
Antes do encerramento da audiência, Marcelo informou que deixaria o plenário por considerar que o clima do debate estava acalorado. Na saída, agradeceu aos servidores da secretaria pelo trabalho desenvolvido na fiscalização da obra.
Após a retirada do secretário, o deputado Lúdio Cabral afirmou respeitar a decisão, mas observou que, por se tratar de uma audiência de convocação, o representante do Executivo deveria permanecer até o encerramento dos trabalhos. O debate prosseguiu com a participação de parlamentares, técnicos e representantes de entidades ligadas à mobilidade urbana.


