Resultado das urnas estabelece recorde de mulheres eleitas em uma única disputa e levará a presença feminina a 18 das 81 cadeiras da Casa em 2027
A eleição de 4 de outubro estabeleceu um novo marco para a participação feminina no Senado Federal. Ao todo, 12 mulheres foram eleitas para as 54 cadeiras que estavam em disputa, o maior número de senadoras escolhidas em uma única eleição desde a redemocratização do país. Com o resultado, a composição do Senado deverá chegar a 18 mulheres entre os 81 parlamentares, o equivalente a 22,2% da Casa a partir de 2027.
Até então, o recorde de mulheres eleitas para o Senado em uma mesma disputa havia sido registrado em 2002, quando oito candidatas conquistaram uma cadeira. Em 2018, na última eleição em que dois terços do Senado foram renovados, sete mulheres foram eleitas.
As novas senadoras foram eleitas por dez estados e pelo Distrito Federal. O resultado também produziu uma situação inédita na representação do DF: Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, ambas do PL, foram eleitas para as duas vagas em disputa e se juntarão a Damares Alves (Republicanos), que já possui mandato até 2031. Pela primeira vez, uma unidade da Federação terá suas três cadeiras no Senado ocupadas exclusivamente por mulheres.
As eleitas são Mara Rocha (Republicanos-AC), Marina JHC (PSDB-AL), Rayssa Furlan (Podemos-AP), Luizianne (Rede-CE), Michelle Bolsonaro (PL-DF), Bia Kicis (PL-DF), Gracinha Caiado (União-GO), Marília Campos (PT-MG), Marília Arraes (PDT-PE), Samanda de Lula (PT-RN), Teresa Surita (MDB-RR) e Carol de Toni (PL-SC).
Com as novas eleitas, a Bancada Feminina do Senado ganhará espaço na próxima legislatura. O grupo representa institucionalmente as mulheres nas decisões da Casa, participa das reuniões de líderes, pode orientar votações e possui preferência no uso da palavra em determinadas situações.
O resultado ocorre em um cenário de aumento da participação feminina nas candidaturas. Ao todo, 69 mulheres concorreram ao Senado em 2026, número superior ao registrado nas eleições anteriores em que houve renovação de dois terços das cadeiras.
Apesar do avanço no número de mulheres que ocuparão a Casa, candidatas que já exerciam mandato não conseguiram retornar ao Senado nas urnas. Entre elas estão Leila Barros (PDT-DF), Zenaide Maia (PSD-RN), Soraya Thronicke (PSB-MS), Daniella Ribeiro (PP-PB) e Eliziane Gama (PT-MA). Mara Gabrilli (PSD-SP), que também era senadora, disputou uma vaga para deputada estadual e não foi eleita.
A nova composição do Senado começa a valer com a posse dos eleitos, marcada para 1º de fevereiro de 2027, quando os novos parlamentares iniciarão mandatos de oito anos.