Por: Alex Rabelo — jornalista e estrategista político | MT Urgente News
A nova pesquisa Veritá divulgada nesta segunda-feira (08) movimentou os bastidores da política mato-grossense e reforçou uma leitura que já começa a ganhar força entre lideranças políticas do estado:
sem Wellington Fagundes na disputa, o caminho fica muito mais confortável para o governador Otaviano Pivetta na corrida ao Palácio Paiaguás.
No levantamento, Pivetta aparece com 52,2% dos votos válidos, abrindo ampla vantagem sobre Jayme Campos, com 17,6%, e Natasha Slhessarenko, com 14,2%.
Mas o principal detalhe da pesquisa acabou sendo justamente a ausência do senador Wellington Fagundes (PL), nome que lidera outros levantamentos recentes divulgados em Mato Grosso.
Nos bastidores, a interpretação política foi imediata:
quando Wellington não aparece no cenário, Pivetta dispara.
Já nas pesquisas em que Wellington entra na disputa, o cenário muda completamente.
Levantamentos recentes do Real Time Big Data mostram Wellington liderando tanto no primeiro quanto no segundo turno, inclusive superando Pivetta em todos os cenários apresentados.
Isso reforça uma avaliação que hoje já circula fortemente no meio político:
Wellington Fagundes seria atualmente o único nome com força real para derrotar o grupo político liderado pelo governador Mauro Mendes.
A preocupação do grupo governista vai além da disputa pelo Governo.
Uma eventual derrota em 2026 significaria:
✔️ perder o comando do Palácio Paiaguás
✔️ enfraquecer o grupo político construído por Mauro Mendes
✔️ comprometer projetos futuros do grupo governista
✔️ perder influência na disputa ao Senado e na sucessão estadual
Além disso, Wellington carrega hoje um fator considerado extremamente forte eleitoralmente:
o apoio do eleitor conservador e da direita.
Aliado próximo do ex-presidente Jair Bolsonaro, Wellington vem consolidando sua imagem como o principal representante do bolsonarismo em Mato Grosso.
E nos bastidores políticos existe uma avaliação considerada perigosa para o grupo governista:
a direita continua crescendo fortemente no estado.
Mato Grosso é hoje um dos estados mais conservadores do país, e tudo indica que a eleição de 2026 poderá ter participação ainda maior do eleitorado ligado à direita e ao bolsonarismo.
Enquanto isso, Otaviano Pivetta tenta consolidar:
✔️ a força da máquina estadual
✔️ o apoio do setor produtivo
✔️ a continuidade da gestão Mauro Mendes
✔️ a estrutura política do governo
Mas nos bastidores, aliados do senador avaliam que o verdadeiro cenário eleitoral só aparece quando Wellington está incluído nas pesquisas.
A leitura política é clara:
sem Wellington, Pivetta cresce sozinho.
Com Wellington na disputa, a eleição muda completamente de rumo.
Por isso, cresce entre aliados do senador a percepção de que existe um forte movimento político para tentar enfraquecer ou até tirar Wellington do centro da disputa de 2026.
A tendência é que Mato Grosso viva uma das eleições mais polarizadas dos últimos anos, colocando frente a frente:
➡️ o grupo governista liderado por Mauro Mendes e Pivetta
➡️ o grupo conservador ligado a Wellington Fagundes e Bolsonaro
Nos bastidores, muitos já resumem o cenário de forma direta:
para o grupo governista vencer com tranquilidade, tirar Wellington da disputa pode ser o único caminho.
Situação considerada praticamente impossível no atual cenário político, já que Wellington Fagundes vem se consolidando como a principal força do PL em Mato Grosso e aparece liderando levantamentos divulgados por diferentes institutos que mediram a temperatura eleitoral até agora.
Por: Alex Rabelo — jornalista e estrategista político | MT Urgente News


